Assassin's Creed: Slavery
3 Trabalhamos na escuridão, para servir a luz.
Diego falhou. Falhou de forma inaceitável. Seu pai estava tentando conter sua decepção pensando no fato de que Diego era inexperiente demais. Um ano de treinamento era pouco para um assassino. Em compensação do erro, Diego encontrou um possível membro da Ordem, e este foi seu pequeno triunfo na missão. Sebastian Ducaste. Este era o Assassino. Mas Diego se perguntava por que o homem saíra da mansão de um templário.
– Diego – Começou Douglas, com voz severa e ainda de costas para o filho e com mãos entrelaçadas às costas, dirigindo um severo olhar por sobre o ombro -, me dê mais detalhes de teu erro.
– Suspeitei que o torturador fosse o Templário Henrique Ducaste. Quando cheguei aos arredores de sua mansão eu esperei para tentar acha-lo e mata-lo. Porém esqueci-me de como era o rosto de Ducaste e acabei por atacar um homem que saíra de sua mansão. Este era chamado Sebastian Ducaste. Lutamos por um tempo, até tentarmos finalizar um ao outro com nossas lâminas-ocultas. Um franco-atirador me avistou e informou os guardas.
O rosto de Douglas voltou a ter uma expressão de desapontamento e raiva, e ele se virou de frente para Diego novamente e bateu com força em sua escrivaninha. Seus olhos eram como chamas. O estrondo dos dois punhos batendo contra a escrivaninha foi capaz de fazer Diego arregalar os olhos e dar um passo para trás.
– Chega! – Vociferou Douglas – De hoje em diante tu ficarás aqui no esconderijo e eu irei às missões! Chega de falhas! Não entende que nossa situação é crítica?!
– Pai, eu... – Diego sentiu o suor escorrer no rosto e sentiu como se acabasse de tirar a cabeça de um balde cheio d’água.
– Nem mais uma palavra! – Gritou com raiva e bateu na escrivaninha novamente.
– Me dê mais uma chance! – Gritou Diego de volta.
Por um momento Douglas se ergueu e o encarou e devagar foi voltando à postura normal dirigindo um olhar de decepção constantemente ao filho.
– Uma ultima chance! – Retrucou Douglas.
Diego apenas assentiu. Nem sequer lembrara-se de tirar o capuz. Ao tira-lo sentiu-se um pouco mais refrescado. Logo limpou o suor do rosto com as mangas do traje Assassino. Depois de horas de descanso e após beber água e alimentar-se, Diego pretende sair do esconderijo. Abrindo o alçapão e depois o fechando, Diego põe o capuz e quando se vira ouve uma voz.
– Fora fácil te rastrear – A voz vinha do alto.
Diego olhara para todos os lados, buscando a misteriosa voz. Logo se depara com Sebastian Ducaste em cima de uma casa, acocado e com um sorriso irônico. Logo Sebastian desce com agilidade e graciosidade, com uma descida suave que Diego nunca conseguira fazer. Em menos de um minuto Sebastian já estava no chão junto de Diego.
– O que estás fazendo aqui?! – Perguntou Diego liberando sua lâmina-oculta.
– Estou aqui em busca de aliados, meu caro.
– Será mesmo? Ou pretendes me enganar?
– Acredita que eu iria querer te matar? Se eu quisesse, já o teria feito – O sorriso irônico voltou ao rosto de Sebastian -, eu sou mais rápido que você, e poderia tê-lo matado em nosso primeiro confronto.
– Saia já daqui! – Logo Diego ataca com fúria Sebastian, mas Sebastian desvia e Diego erra o golpe e sua lâmina-oculta passa no vazio.
– Qual o problema? Não confias em mim?
– Não!
– Acontece que tens que confiar em mim – E mais uma vez o sorriso irônico toma o rosto de Sebastian –, sou filho de Ducaste, um dos maiores Templários e um dos mais poderosos. Se eu quisesse te matar eu poderia vir com mais cinquenta homens ao meu lado e te exterminar. E também meu pai não gostaria de saber que ainda existem Assassinos aqui.
– Ainda não confio em ti – Retrucou Diego, deixando sua lâmina-oculta retornar para o bracelete – Mas o que me ofereces para que eu confie?
– Eu sou um forte aliado. Sendo filho de um dos mais poderosos Templários, eu tenho acesso aos planos templários e poderia lhe informar tudo que necessitasse.
– E por que eu confiaria em tuas informações?
– Depois de amanhã, à noite, Charles Drummond e Edgar Ducaste se encontrarão para falar sobre os negócios templários na mansão Drummond, tenho certeza que a conheces. Desde compra e venda de escravos até seus outros planos. Encontre-se comigo na noite seguinte aqui. Se os dois não estiverem lá, pode me matar.
– Outro dos Ducaste?
– Meu avô, mas este é templário e... Nunca gostei dele. Um homem viciado em poder e colocando isto a cima de tudo. Enoja-me.
– Entendido. Eu o farei. Agora vá embora! E se estiver tramando algo, juro que pagaras caro!
Sebastian assentiu e foi embora.
DOIS DIAS DEPOIS.
A noite fria trazia um vento gelado que quase fazia o capuz de Diego cair. O vento era gelado, mas suave e passando por entre o tecido do traje de Diego, fazendo-o sentir-se confortavelmente frio. Estava apenas pensando nos dois templários que poderia matar. A mansão Drummond. Estava indo para lá. Pelo que se lembrara da ultima vez que a viu ela era enorme e bonita, com vários guardas na volta fazendo patrulhas, andando de um lado para o outro. As imensas janelas amareladas davam um toque de beleza colossal à mansão. Mas fora há muito tempo que aconteceu e nesta época era provável que Charles Drummond fora um dos mais poderosos templários. Diego não se lembrara de onde ficava a mansão, então subiu em um prédio alto com cerca de nove metros de altura. Ao escalar e chegar ao topo notara uma tábua que formava uma “ponta” no prédio. Nela tinham algumas fezes de pombos, e olhando de lá de cima pode ver as três principais mansões da cidade: A Drummond, a mais afastada da cidade, tão longe que era difícil vê-la. A Ducaste, a com maior núcleo da organização dos Templários e por fim uma mansão abandonada não muito grande que ficava quase tão afastada quanto à mansão Drummond. Ela era praticamente impossível de ver, pois ficava entre árvores grandes e bonitas que a cobriam.
Diego sentiu o vento ficar mais forte e quase o derrubar, mas voltando ao equilíbrio, Diego vê um monte de feno lá embaixo, dentro de uma carroça. Como que instintivamente Diego salta sentindo o vento da queda. Por alguns curtos momentos, foi como se tudo parasse. Sentiu como se todos seus músculos relaxassem, sentiu-se como nunca se sentira antes. E então caiu no monte de feno de forma perfeita e por sorte sem sofrer ferimentos. Saiu rápido e correu em direção à mansão Drummond, evitando as poucas pessoas na rua e empurrando algumas. Ao chegar lá, foi escalando pelas árvores próximas da mansão até alcança-la. Ela estava bem diferente de como se lembrava. Agora ela estava suja, como se fosse abandonada. A maioria das grandes janelas amareladas que davam beleza a mansão agora estavam quebradas. Tudo estava diferente. Mal tinham guardas na entrada. Logo Diego viu guardas da casa Ducaste, o que significava que Ducaste já estava lá dentro. Os três guardas Ducaste estavam um ao lado do outro. Todos de braços cruzados nos portões de entrada, enquanto dos guardas Drummond estavam de braços cruzados em frente à porta da mansão. Diego escalou a parte lateral dos muros e desceu, logo depois foi calmamente até os dois guardas que estavam na porta. Diego correu e saltou sobre um deles, segurando-o pelo pescoço e enfiando sua lâmina-oculta também em seu pescoço assim que o soltou, e depois enquanto caia enfiou a outra lâmina-oculta embaixo da caixa torácica do outro guarda. Abrindo as portas e entrando, Diego notara o quão decadente aquela mansão estava. Era extremamente suja e estranha. Logo Diego deixa de prestar atenção nisto e concentra-se em duas das vozes que ecoavam dentro da mansão. Drummond e Ducaste pensou. Logo subiu as grandes escadas que estavam um pouco a sua frente. Ao subir o primeiro conjunto e se deparar com a grande estatua de um templário segurando uma espada. A estatua tinha cerca de dois metros de altura, mas a cabeça da estatua estava rachada e metade dela havia caído. Depois havia dois conjuntos de escadas para a esquerda e direita, ambos levavam ao mesmo local. O segundo andar, aonde tinha uma grande porta de madeira e nela esculpida a Cruz Templária quatro vezes. Ao abri-la devagar, ouviu as vozes conversando e depois que as ouviu Diego empurrou a porta com força e correu para dentro da sala. Drummond estava sentado numa mesa com Ducaste. Drummond estava usando uma peruca branca com as laterais encaracoladas e um chapéu marrom escuro, e estava tossindo demais, quase não se aguentando. Ducaste tinha cabelos grisalhos lisos e grandes costeletas no rosto, também grisalhas. Em seu rosto era possível ver que era muito velho. Ambos os templários dirigiram olhares de medo ao Assassino quando ele entrou e sentiram mais medo quando ele correu até os dois. Ducaste apesar de velho conseguiu se levantar, já Drummond quando tentara tossiu tão forte que acabou por cair ao chão. Diego não pensou duas vezes, apenas os matou. Silencioso. Rápido. Mortes rápidas. Quando ambos os templários estavam mortos ao chão, Diego fechou seus olhos.
Descansem em paz, cobras traiçoeiras. Desejou Diego em sua mente. Foi embora sem demorar e sem ser visto.
Quando chegou ao esconderijo e informou seu pai do ocorrido, o rosto de Douglas foi preenchido por um sorriso e Douglas também não hesitou em expressar que estava orgulhoso.
Na noite seguinte, Diego estava do lado de fora do alçapão sentado sobre ele esperando Sebastian.
– E então, confias em mim agora? – Disse Sebastian, cortando o silêncio da noite.
– Por hora, sim – Respondeu Diego.
Sebastian ficou frente a frente com Diego.
– Foi um prazer ajudar a Ordem, irmão.
Diego apenas sorri de volta.
– Mas... Tenho uma pergunta – Começou Diego – Se tua família é do lado dos templários, por que escolheste ser assassino?
– Nem todos na minha família foram templários. Minha mãe era uma Assassina, mas ela nunca matou meu pai por que o amava. Já ele quando descobriu a matou. Desde então eu sigo os passos dela e tenho certo desgosto pelo meu pai. Além do mais, sempre preferi a Paz através da liberdade! Os assassinos sempre foram o tipo de pessoa que eu quis seguir... Por que... – Sebastian estendeu a mão para Diego antes de terminar – Trabalhamos na escuridão...
– Para servir a luz! – Diego terminou, e ambos apertaram-se as mãos.
Diego falhou. Falhou de forma inaceitável. Seu pai estava tentando conter sua decepção pensando no fato de que Diego era inexperiente demais. Um ano de treinamento era pouco para um assassino. Em compensação do erro, Diego encontrou um possível membro da Ordem, e este foi seu pequeno triunfo na missão. Sebastian Ducaste. Este era o Assassino. Mas Diego se perguntava por que o homem saíra da mansão de um templário.
– Diego – Começou Douglas, com voz severa e ainda de costas para o filho e com mãos entrelaçadas às costas, dirigindo um severo olhar por sobre o ombro -, me dê mais detalhes de teu erro.
– Suspeitei que o torturador fosse o Templário Henrique Ducaste. Quando cheguei aos arredores de sua mansão eu esperei para tentar acha-lo e mata-lo. Porém esqueci-me de como era o rosto de Ducaste e acabei por atacar um homem que saíra de sua mansão. Este era chamado Sebastian Ducaste. Lutamos por um tempo, até tentarmos finalizar um ao outro com nossas lâminas-ocultas. Um franco-atirador me avistou e informou os guardas.
O rosto de Douglas voltou a ter uma expressão de desapontamento e raiva, e ele se virou de frente para Diego novamente e bateu com força em sua escrivaninha. Seus olhos eram como chamas. O estrondo dos dois punhos batendo contra a escrivaninha foi capaz de fazer Diego arregalar os olhos e dar um passo para trás.
– Chega! – Vociferou Douglas – De hoje em diante tu ficarás aqui no esconderijo e eu irei às missões! Chega de falhas! Não entende que nossa situação é crítica?!
– Pai, eu... – Diego sentiu o suor escorrer no rosto e sentiu como se acabasse de tirar a cabeça de um balde cheio d’água.
– Nem mais uma palavra! – Gritou com raiva e bateu na escrivaninha novamente.
– Me dê mais uma chance! – Gritou Diego de volta.
Por um momento Douglas se ergueu e o encarou e devagar foi voltando à postura normal dirigindo um olhar de decepção constantemente ao filho.
– Uma ultima chance! – Retrucou Douglas.
Diego apenas assentiu. Nem sequer lembrara-se de tirar o capuz. Ao tira-lo sentiu-se um pouco mais refrescado. Logo limpou o suor do rosto com as mangas do traje Assassino. Depois de horas de descanso e após beber água e alimentar-se, Diego pretende sair do esconderijo. Abrindo o alçapão e depois o fechando, Diego põe o capuz e quando se vira ouve uma voz.
– Fora fácil te rastrear – A voz vinha do alto.
Diego olhara para todos os lados, buscando a misteriosa voz. Logo se depara com Sebastian Ducaste em cima de uma casa, acocado e com um sorriso irônico. Logo Sebastian desce com agilidade e graciosidade, com uma descida suave que Diego nunca conseguira fazer. Em menos de um minuto Sebastian já estava no chão junto de Diego.
– O que estás fazendo aqui?! – Perguntou Diego liberando sua lâmina-oculta.
– Estou aqui em busca de aliados, meu caro.
– Será mesmo? Ou pretendes me enganar?
– Acredita que eu iria querer te matar? Se eu quisesse, já o teria feito – O sorriso irônico voltou ao rosto de Sebastian -, eu sou mais rápido que você, e poderia tê-lo matado em nosso primeiro confronto.
– Saia já daqui! – Logo Diego ataca com fúria Sebastian, mas Sebastian desvia e Diego erra o golpe e sua lâmina-oculta passa no vazio.
– Qual o problema? Não confias em mim?
– Não!
– Acontece que tens que confiar em mim – E mais uma vez o sorriso irônico toma o rosto de Sebastian –, sou filho de Ducaste, um dos maiores Templários e um dos mais poderosos. Se eu quisesse te matar eu poderia vir com mais cinquenta homens ao meu lado e te exterminar. E também meu pai não gostaria de saber que ainda existem Assassinos aqui.
– Ainda não confio em ti – Retrucou Diego, deixando sua lâmina-oculta retornar para o bracelete – Mas o que me ofereces para que eu confie?
– Eu sou um forte aliado. Sendo filho de um dos mais poderosos Templários, eu tenho acesso aos planos templários e poderia lhe informar tudo que necessitasse.
– E por que eu confiaria em tuas informações?
– Depois de amanhã, à noite, Charles Drummond e Edgar Ducaste se encontrarão para falar sobre os negócios templários na mansão Drummond, tenho certeza que a conheces. Desde compra e venda de escravos até seus outros planos. Encontre-se comigo na noite seguinte aqui. Se os dois não estiverem lá, pode me matar.
– Outro dos Ducaste?
– Meu avô, mas este é templário e... Nunca gostei dele. Um homem viciado em poder e colocando isto a cima de tudo. Enoja-me.
– Entendido. Eu o farei. Agora vá embora! E se estiver tramando algo, juro que pagaras caro!
Sebastian assentiu e foi embora.
DOIS DIAS DEPOIS.
A noite fria trazia um vento gelado que quase fazia o capuz de Diego cair. O vento era gelado, mas suave e passando por entre o tecido do traje de Diego, fazendo-o sentir-se confortavelmente frio. Estava apenas pensando nos dois templários que poderia matar. A mansão Drummond. Estava indo para lá. Pelo que se lembrara da ultima vez que a viu ela era enorme e bonita, com vários guardas na volta fazendo patrulhas, andando de um lado para o outro. As imensas janelas amareladas davam um toque de beleza colossal à mansão. Mas fora há muito tempo que aconteceu e nesta época era provável que Charles Drummond fora um dos mais poderosos templários. Diego não se lembrara de onde ficava a mansão, então subiu em um prédio alto com cerca de nove metros de altura. Ao escalar e chegar ao topo notara uma tábua que formava uma “ponta” no prédio. Nela tinham algumas fezes de pombos, e olhando de lá de cima pode ver as três principais mansões da cidade: A Drummond, a mais afastada da cidade, tão longe que era difícil vê-la. A Ducaste, a com maior núcleo da organização dos Templários e por fim uma mansão abandonada não muito grande que ficava quase tão afastada quanto à mansão Drummond. Ela era praticamente impossível de ver, pois ficava entre árvores grandes e bonitas que a cobriam.
Diego sentiu o vento ficar mais forte e quase o derrubar, mas voltando ao equilíbrio, Diego vê um monte de feno lá embaixo, dentro de uma carroça. Como que instintivamente Diego salta sentindo o vento da queda. Por alguns curtos momentos, foi como se tudo parasse. Sentiu como se todos seus músculos relaxassem, sentiu-se como nunca se sentira antes. E então caiu no monte de feno de forma perfeita e por sorte sem sofrer ferimentos. Saiu rápido e correu em direção à mansão Drummond, evitando as poucas pessoas na rua e empurrando algumas. Ao chegar lá, foi escalando pelas árvores próximas da mansão até alcança-la. Ela estava bem diferente de como se lembrava. Agora ela estava suja, como se fosse abandonada. A maioria das grandes janelas amareladas que davam beleza a mansão agora estavam quebradas. Tudo estava diferente. Mal tinham guardas na entrada. Logo Diego viu guardas da casa Ducaste, o que significava que Ducaste já estava lá dentro. Os três guardas Ducaste estavam um ao lado do outro. Todos de braços cruzados nos portões de entrada, enquanto dos guardas Drummond estavam de braços cruzados em frente à porta da mansão. Diego escalou a parte lateral dos muros e desceu, logo depois foi calmamente até os dois guardas que estavam na porta. Diego correu e saltou sobre um deles, segurando-o pelo pescoço e enfiando sua lâmina-oculta também em seu pescoço assim que o soltou, e depois enquanto caia enfiou a outra lâmina-oculta embaixo da caixa torácica do outro guarda. Abrindo as portas e entrando, Diego notara o quão decadente aquela mansão estava. Era extremamente suja e estranha. Logo Diego deixa de prestar atenção nisto e concentra-se em duas das vozes que ecoavam dentro da mansão. Drummond e Ducaste pensou. Logo subiu as grandes escadas que estavam um pouco a sua frente. Ao subir o primeiro conjunto e se deparar com a grande estatua de um templário segurando uma espada. A estatua tinha cerca de dois metros de altura, mas a cabeça da estatua estava rachada e metade dela havia caído. Depois havia dois conjuntos de escadas para a esquerda e direita, ambos levavam ao mesmo local. O segundo andar, aonde tinha uma grande porta de madeira e nela esculpida a Cruz Templária quatro vezes. Ao abri-la devagar, ouviu as vozes conversando e depois que as ouviu Diego empurrou a porta com força e correu para dentro da sala. Drummond estava sentado numa mesa com Ducaste. Drummond estava usando uma peruca branca com as laterais encaracoladas e um chapéu marrom escuro, e estava tossindo demais, quase não se aguentando. Ducaste tinha cabelos grisalhos lisos e grandes costeletas no rosto, também grisalhas. Em seu rosto era possível ver que era muito velho. Ambos os templários dirigiram olhares de medo ao Assassino quando ele entrou e sentiram mais medo quando ele correu até os dois. Ducaste apesar de velho conseguiu se levantar, já Drummond quando tentara tossiu tão forte que acabou por cair ao chão. Diego não pensou duas vezes, apenas os matou. Silencioso. Rápido. Mortes rápidas. Quando ambos os templários estavam mortos ao chão, Diego fechou seus olhos.
Descansem em paz. Desejou Diego em sua mente. Foi embora sem demorar e sem ser visto.
Quando chegou ao esconderijo e informou seu pai do ocorrido, o rosto de Douglas foi preenchido por um sorriso e Douglas também não hesitou em expressar que estava orgulhoso.
Na noite seguinte, Diego estava do lado de fora do alçapão sentado sobre ele esperando Sebastian.
– E então, confias em mim agora? – Disse Sebastian, cortando o silêncio da noite.
– Por hora, sim – Respondeu Diego.
Sebastian ficou frente a frente com Diego.
– Foi um prazer ajudar a Ordem, irmão.
Diego apenas sorri de volta.
– Mas... Tenho uma pergunta – Começou Diego – Se tua família é do lado dos templários, por que escolheste ser assassino?
– Nem todos na minha família foram templários. Minha mãe era uma Assassina, mas ela nunca matou meu pai por que o amava. Já ele quando descobriu a matou. Desde então eu sigo os passos dela e tenho certo desgosto pelo meu pai. Além do mais, sempre preferi a Paz através da liberdade! Os assassinos sempre foram o tipo de pessoa que eu quis seguir... Por que... – Sebastian estendeu a mão para Diego antes de terminar – Trabalhamos na escuridão...
– Para servir a luz! – Diego terminou, e ambos apertaram-se as mãos.
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