Notas iniciais
Olá gente bonita! Aqui é a tia Annie com mais um vicio Ç_Ç Assassin's Creed, minha vida :3 Eu tinha parado de postar por um tempo por que eu estava platinando Assassin's Creed III e Assassin's Creed IV :3 e lendo o meu lindo e novo livro, AC Black Flag, mas ok. O importante é que eu estou de volta! o/ ou não. Trago aqui para vocês hoje a minha linda e diva Tasha Chekov, a Templária! eeeeh o/ não matem ela, caros Assassinos, obg. Aqui está o 1º Cap. Espero que gostem (ou que leiam, ao menos :P) Eu sigo o livro, mas não sou fiel a ele! Aqui na fic Caterina Sforza foi o 1º amor de Ezio, deixando-o (assim como no livro) mas ele tem 27, 28 anos, e não 40. Qualquer dúvida, ou erro meu espero que me perdoem e entrem em contato com minha pessoa para eu corrigir :3Ps - Eu imaginei a Tasha assim - http://ameixajaponesa.com.br/wp-content/uploads/2013/03/tumblr_lzeeqbh9Bi1qbwksjo1_400.jpg - , mas claro que pensamentos são livres u-uPs2 - Eu coloquei o Nikolai aí no tempo do Ezio Beijos da tia Annie.

“O tempo lança à frente todas as coisas e pode transformar o bem em mal e o mal em bem” — Nicolau Maquiavel.

Derbent, Rússia; 26 de setembro 1460.

Haviam tochas à queimar no alto da fortaleza de pedra. Era uma noite fria e calma, os moradores de Derbent andavam tranquilamente, indo para suas casas para descansar.

Ivan Nijinskyovitch era talvez mais um simples homem da cidadela. Tirando o fato dele mesmo ser o dono daquilo tudo.
O homem assinava papéis, como sempre, e se quer prestava atenção no que seu aluno tagarelava. Uma vez ou outra ele levantava os pesarosos olhos verdes e explicava pela milésima vez uma coisa ou outra que o aprendiz errava.

Misha — o aluno — era novo, mas mesmo assim decidido. E Ivan era um Mestre Templário dedicado.

– Mestre Ivan! — Um dos guardas gritou abrindo a porta com força, fazendo-a bater com força na parede. O som oco invadiu a sala.

Ivan revirou os olhos, havia um traço de raiva em sua face.

– Prossiga. — Falou levantando-se da cadeira, com certa superioridade.

– A senhora Danya! — Arfou sem ar — o bebê está nascendo!

Ivan arcou as sobrancelhas pouco antes de sair correndo pelo meio da chuva fina que caia leve. Chegando em sua casa — a maior de sua cidadela — jogou o sobretudo peludo e úmido no chão e subindo a escada às pressas.

– Danya! — Ele gritou abrindo a porta de seu quarto.

Avistou a mulher fraca e sorridente ali na cama. Sentou-se a seu lado e colocou-se a fazer carinho em seus cachos ruivos desgrenhados.

– Ivan — Chamou ela em um sussurro.

O homem se limitou a colocar o indicador sobre seus lábios, na intenção de calá-la.

– Onde está meu menino? — Perguntou para a parteira, enquanto ela terminava de embolar a criança em uma toalha.

– Natasha — A mãe sussurrou. O pai franziu o cenho, não entendendo. — É uma menina — Explicou.

– Oh, sim — Falou, tentando parecer satisfeito. Embora houvesse uma faísca de esperança de que a mulher estivesse errada.

A parteira colocou a criança no colo do pai enquanto ele engolia seco. A mulher estava certa.

– Natasha Anya. — O pai falou, com um sorriso bobo para a pequena menina de cachos ruivos como o da mãe. Conformando-se com o sexo do bebê.

A mulher sorriu satisfeita.

– Nossa herdeira. — Sorriu cansada.

– Nossa herdeira — Falou o pai não muito crente, mas mesmo assim, feliz.

Vinte e sete anos depois.

– Rápido, Natasha! — Ivan gritava ao pé da escada, de cenho franzido.

Como uma pessoa pode demorar tanto para se arrumar?

– Tenha mais calma, querido — Danya falou, acalmando-o.

– Jesus, Maria, José. A nossa filha é o desleixe em pessoa. — Queixou-se fazendo sua esposa rir.

– A culpa é toda sua. Quem mandou tirá-la das brincadeiras de chá e boneca e colocá-la para ser uma espadachim? — A mulher revirou os olhos — Aguente as consequências.

– Estou indo! — Balbuciou a menina, correndo escada à baixo com a calda do vestido na mão. Em algum momento do final da escada, sem saber qual, tropeçou. Preparando-se para o impacto da queda, apenas deixou-se cair. Mas um braço forte a agarrou antes que pudesse se machucar.

Com um olhar de reprovação, o pai deu as costas e a mãe o acompanhou.

Agora de pé, ela podia ver seu salvador. E também podia entender a reação dos pais ao darem as costas. Era Misha. O aprendiz de Ivan.

Mickail Alienov, o Misha, era cerca de quinze anos mais velho que Natasha. Possuía seus bons trinta e cinco anos. Não era feio, muito pelo contrário. Era alto, moderadamente forte, possuía olhos azuis claríssimos e cabelo preto sempre penteado para trás. Porém, não era tão atraente como deveria ser para Natasha.
Talvez um dia tivesse sido. Quando a menina completou doze anos, descobriu que um dia Misha seria seu marido. Na nascença da juventude, para a criança que não sabia nem escolher a roupa que vestiria para o jantar.

Natasha se lembrava dos suspiros que lançava quando ele estava por perto. Misha tinha vinte e sete na época. Ambos passavam horas juntos, enquanto ele se esquivava da menina. Estava claro que esta não era sua vontade.

Mas anos se passaram, depois dos dezesseis anos da garota, Misha passou a apreciar mais a vontade da Irmandade. Então ele passou a gracejá-la, acariciá-la e olhá-la de forma indecente.

– Natasha — Ele falou com a voz rouca e sedutora que ela já estava acostumada — você está bem?

– Sim — Falou simplesmente, piscando os olhos com força e soltando-se dos braços de Misha. — Foi só... um susto — Ajeitava o cabelo e o vestido, ainda de frente para o homem.

– Que bom então... Você me deu um susto — O homem deu um sorriso enquanto passava a mão no cabelo da menina.

Anya se sentiu um pouco estranha pela proximidade. Virou o rosto para encarar a porta, recebendo um beijo no canto na boca.

Antes mesmo dela poder ter qualquer reação, Misha a guinchou para fora da mansão, em direção ao grande salão de festas. Era aniversário de algum Mestre Templário — o qual Natasha não se deu o trabalho de lembrar o nome — estavam na França, na mansão do tal aniversariante.

Sentada ali, na enorme mesa de refeição, Anya observava os irmãos do Clero de seu pai. Os Cavaleiros Templários. Um dia ela seria um deles, assim como Misha. Perguntou-se para si mesma se era aquilo mesmo que ela queria para si.
Virar uma Templária, casar com Mickail. Dar-lhe filhos, cuidar deles...

Mesmo tendo sido criada entre os Cavaleiros, Natasha nunca foi muito de gostar deles. Apenas apreciava como eles eram habilidosos, tentava ser igual. Não morria de amores pelo Clero, os achava muito distantes. Se chamavam de irmãos entre si, mas no fundo um não ligava para o outro.
Mas ela não precisava fazer juramento algum, o único destino que tinha de aceitar era Misha.

Ele estava ali, à sua frente na mesa. Brindava com os irmãos uma pequena vitória sobre os Assassinos.

A garota nunca entendeu a rixa entre Assassinos e Templários. Ambos queriam a mesma coisa: paz no mundo, porque era assim tão difícil simplesmente fazer uma aliança? Isso era uma coisa que ela deixara de tentar entender.

Raciocinando sobre a vida, Nat não sentiu o tempo passar, até que Misha sorriu galante para a moça, apontando para as escadas da mansão. De fato, ele queria um momento à sós com ela.
Natasha levantou-se temerosa, mas não demonstrou tal temor. Subiu as escadas e foi até a varanda. O homem a seguiu.

– Anya. — Ele a chamou, parando de frente para ela enquanto segurava sua mão com delicadeza. — Nossos irmãos entraram em um acordo... E decidiram que esta noite seria uma noite especial para nós. — Falou beijando as costas da mão da menina.

– Que decidiram? — Perguntou sem nenhum humor na voz.

– Que à partir de amanhã, poderemos começar nossas vidas à dois. — Sorria enquanto falava. Então ele chegou mais perto — Amanhã, quando voltarmos para a Rússia, faremos isso direito.

Com a mão direita ele se livrou dos fios ruivos da menina em seu pescoço, dando beijos suaves em seu ombro e subindo delicadamente.
Natasha teve impressão de ter visto alguém sob o telhado, mas não pode conferir, pois Misha já havia alcançado sua boca.

Fechando os olhos ela tentou imaginar quão mágico seria ter aquele homem para si. Tentou imaginar como seriam na cama, qualquer coisa que a ajudasse a continuar aquele beijo que o homem dava-lhe com desejo.
Porém, a única coisa que encontrou foi um vazio; Eram só duas pessoas se beijando. Sem amor, carinho ou nada do tipo. Só um beijo sem significado. Talvez como aqueles que ela via nos teatros junto com seus pais.

Era apenas atuação.

Aqueles breves segundos pareceram infinitas eternidades, mas por fim acabou com uma gritaria que se formara lá em baixo, onde estavam até poucos minutos atrás.

Misha rompeu o beijo, brevemente irritado, todavia foi ver o que era. Deu uma breve desculpa e saiu da sacada.
Natasha suspirou aliviada enquanto descia as escadas, mas fazendo um caminho diferente da do homem, caso ele voltasse para procurá-la lá em cima.

Dando de cara com uma espécie de chafariz, sentou-se em sua beirada e começou mexer na água. Minutos depois ela levantou-se ligeiramente, escutando um baque surdo no chão. Como se algo houvesse caído.

– Tem alguém aí? — Perguntou de cenho franzido, fitando o escuro da noite.

– Desculpe — falou uma voz rouca saindo da escuridão, tinha um belo sotaque italiano — assustei a senhora?

– Eu... Não. Eu só... — Ela olhou para trás, confusa. Não iria falar que estava fugindo de seu futuro marido. — Desculpe, está perdido? — Mudou o assunto.

O homem olhou-a desconfiado, mas aceitou a mudança de rumo na conversa.

– Não, não... — Falou simplesmente, fitando a menina. — Qual seu nome?

– Ivanovitch, Natasha. — Ela deu-lhe a mão para trocarem cumprimentos, mas ele a beijou graciosamente, com uma pitada de malicia — e o seu?

– Auditore, Ezio Auditore da Firenze. — Falou com um meio sorriso maroto enquanto corria novamente para escuridão.

Ezio, o Assassino. Natasha já havia ouvido falar dele.

Naquela noite ela dormiu perturbada. Ele era um assassino de Templários... Então porque ela continuava viva?

Ele fora ali para matar apenas uma pessoa. O Grão-Mestre Templário Francês, o que fazia aniversário.

Esta foi a primeira vez que Anya viu Ezio... e não seria a ultima.

Notas finais
Eaí, gente? >< o Ezio não apareceu muito aqui, mas ele aparece mais no 2º cap. em diante. Coment, sugestões.. Aceito tudo. Beijos da tia Annie!