Assassin's Creed: Legacy
5 - Amigos?
Notas iniciais
O tempo que ficaram no navio fora calmo dali em diante, quando faltava apenas uma semana para a ancoragem na Itália Leonardo convencera Ezio a soltar a menina para andar um pouco.
Nos dias confinada no pequeno quarto, Natasha não deixara de passara mal um momento se quer. No começo tentou manter-se forte, porém agora estava mais branca que o comum, respirava com dificuldade e sentia tontura.
Ainda com suas roupas de Templária, Ezio a conduziu para uma espécie de salão de festa no convés. O Assassino simplesmente a conduzia com a mão na cintura, mas não fez gracejos. Nem se quer falou com Natasha, ainda estava um pouco mexido com a presença de Caterina ali. Nicolau ainda o avisara de que Sforza ficaria com eles durante todo o processo contra os Templários russos.
Natasha sentou-se perto de Leonardo, encolhendo-se e encostando a cabeça na madeira do navio enquanto sentia o cheiro salgado do mar que naquele ponto já a enjoava.
– Não parece nada bem, milady. – Falou o pintor.
– E não estou, Leo. – suspirou – Não estou acostumada com viagens de barco.
– Mas é uma princesinha mesmo, cazzo. – Murmurou Sforza enquanto sentava-se perto de Leonardo e entre o italiano e a russa.
– Senhora? – Natasha franziu o cenho.
Realmente não estava indo com a cara daquela vadia italiana. As suas forças voltaram e sua raiva atingiu um ponto onde ela poderia se agarrar naqueles cabelinhos ruivos e esfregar a linda cara de Caterina no chão.
– Ei, ei! – Ezio puxou Nat pelo braço gentilmente – Deixe a menina em paz, tudo bem Caterina? – Pediu, mas antes de ter uma resposta girou a Templária para que ela ficasse de frente para ele – Me prometa que não vai fazer nenhuma loucura. – Murmurou enquanto desamarrava suas mãos.
– Mesmo se fizesse, Assassino – falou em um tom brincalhão – por onde eu fugiria? A não ser que você me ensine a voar. – Sorriu com aquele mesmo sorriso desafiador.
Um sorriso brincou nos lábios de Ezio, porém Caterina falou em alto e bom tom, de modo que todos escutassem.
– Ezio Auditore virou agora babá de Templário?
O Assassino suspirou, visivelmente abatido e triste.
– Me leve para a cozinha, por favor. – Sussurrou Natasha para ninguém que os fitava ouvir.
Pelo pouco que conhecia Ezio, certamente ele tinha de fazer algum comentário, alguma piada, mas ele não o fez. Natasha ficou com dó do Assassino, por algum motivo não gostava quando Caterina estava perto, por que Ezio ficava triste. Preferia vê-lo gritando.
“Mas que asneiras estou pensando” – ela matutou enquanto andava com o Assassino para a cozinha do navio – “Ele vai me matar, matar meu pai”.
Finalmente chegando lá Ezio encostou a porta, enquanto Nat sentava-se em uma pequena e maltrapilha mesa que havia ali por perto.
– Qual vai ser meu prêmio? – Perguntou Natasha dando um sorrisinho e mordiscando um pão.
– Perdão? – Ezio franziu o cenho enquanto colocava vinho em um copo qualquer.
– Eu descobri aquilo que você disse que não ia me falar. – Ela deu um sorriso malicioso, arcando uma sobrancelha.
Auditore pareceu pensar por alguns momentos e lembrou-se sobre o dia na floresta.
– Co-como assim – deu uma tossidinha para esconder o gaguejo.
– Tá na cara, урод. Para de fingir. – a ruiva revirou os olhos.
– Não entendi o que você falou, garota. – suspirou – e para de me chamar assim.
– Se você quer jogar comigo, jogue. Mas já vou avisando que ninguém nunca ganhou de mim no jogo do “quem se finge de mais lerdo”. – murmurou, suspirando e logo depois depositando o pão na mesa. Deixando a cabeça tombar em sua mão em forma de concha e seu cotovelo apoiado a mesa. Como uma criança quando os pais lhe contam histórias – Você gosta da сука. Digo... Da respeitosa senhorita Caterina.
– Eu gosto? – Ele perguntou sorrindo maliciosamente.
A menina arcou uma sobrancelha.
– Você a ama.
– Não amo mais. – falou simplesmente dando uma golada no vinho.
– Você é muito burro mesmo, né. Não sabe nem esconder os sentimentos. – revirou os olhos.
– Escuta aqui menina... – Ele falou primeiro com raiva, e depois soltou uma risada. – Espera, por quê diabos eu estou falando da minha vida com uma Templária mesmo?
– Porquê você é bobo!
– Eu não sou bobo...
– É bobo sim, se não fosse bobo já teria a agarrado pelos cabelos e beijado.
– Ela é casada.
– Isso não é motivo quando se ama alguém. – ela falou simplesmente.
– E o que é amor pra você, minha ragazza.
– Amor é quando você se sente protegida, quando você sorri quando se lembra dele... Quando você vê os olhos dele brilhando quando encontram você no meio de um baile – ela sorriu para o nada, suspirando – quando você quer a pessoa bem, não importa qual o contexto. Ela longe ou perto.
Natasha parou de falar de repente e Ezio franziu o cenho.
– Isso foi meio infantil.
– Se com infantil você quer dizer sincera... – revirou os olhos verdes.
Ezio ficou a admirando por um momento. Natasha parecia uma criança, não queria tê-la raptado. Estava claro que ela também era vitima... Mas era tudo pelo bem do Credo.
– É assim que você se sente com o tal do Misha? – Perguntou com uma pontadinha de raiva.
Por um momento temeu a resposta.
– Eu não... Eu não amo ele. Amava, mas ele só passou a olhar pra mim quando eu criei peitos. – Ezio não pode deixar de rir com a declaração de Natasha. – O que foi? O que é tão engraçado?
– Nada, Natasha. Você só... Me faz rir, por algum motivo.
– De um jeito ruim ou bom? – Ela fez bico, aguardando a resposta.
– Do bom, eu acho. – Ezio lambeu o lábio inferior enquanto olhava o copo. – Acha... Que estamos, hm... Cometendo um erro?
– Só estamos conversando – Ela falou enquanto se ajeitava na cadeira.
Ele ficou sem graça.
– É... só.
Tasha arcou uma sobrancelha, se perguntando o que Ezio quis dizer com aquilo.
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