Assassin's Creed: Guerra Biológica.
2 Capítulo 2: Ordem Caída.
Notas iniciais
Agora, espero que todos deixem review, POR QUE eu sei que tem muita gente que não comentou ok?
Espero ter reviews nesse novo capítulo, que na minha opinião está bem legal!
Boa leitura!
Depois de guardar a moto e dispensar Mark de seu trabalho, Oliver guardou o cubo encontrado na universidade em um cofre e foi se sentar diante do analisador de DNA do seu laboratório pessoal.
— De novo...
Oliver ligou-o e entrou com seu login e senha.
"Bem vindo à Analiser, um produto Tempharmacon" — disse o sistema "Deseja continuar as análises anteriores?"
— Negativo. Altere o código 12A976-X.
"Modificação iniciada. Tempo estimado para análise inicial: dois minutos".
Oliver baixou os olhos para uma pasta vermelha sobre a mesa.
' New Chaoslumen — Tempharmacon '.
O Assassino pegou a pasta e abriu na página marcada com o seu DNA.
'Miles, Oliver "Ollie"— amostra 53 '.
Naquelas páginas, a Ordem dos Cavaleiros Templários havia transcrito toda a seqüência genética de Oliver, durante o período que ele estivera sob controle Templário.
“Modificação em amostras prontas. Iniciando análises”.
Na tela principal, uma barra de progresso verde começou a brilhar.
'Amostra 1, negativo... Amostra 2, negativo... Amostra 3, negativo... Amostra 4, negativo... '
As análises continuaram resultando negativas por mais algum tempo. E nesse período, Oliver continuou relendo as informações anotadas sobre seu DNA.
'Amostra 19, positivo... Amostra 20, negativa... Amostra 21, negativa... Amostra 22, negativa... '
Oliver quase saltou para dentro do computador. Enquanto digitava os comandos necessários para que a Amostra 19 fosse criada fisicamente, Oliver sentiu uma pontinha de esperança tomar conta dele e com um sorriso raro, Miles deu o comando de voz final.
— Testar Amostra 19 no New Chaoslumen.
'Testando Amostra... Aguarde... '
Oliver observou as demais Amostras de Cura em processo de teste, todas até agora haviam dado negativo, exceto a dezenove.
'Teste finalizado, criando soro para vacina — a Analiser transmitiu as informações para outra máquina e depois perguntou — Deseja repetir estes processos nos demais resultados que venham a resultar positivo?'
— Sim.
'Resposta adicionada ao controle virtual. Seu soro está pronto e, por favor, em caso de resultado positivo no vírus CL-2, informe a Tempharmacon imediatamente para que o soro seja produzido em escala global '.
Oliver deslizou a cadeira giratória para a outra ponta do laboratório e pegou uma seringa nova. 'Teste finalizado, criando soro para vacina — a Analiser transmitiu as informações para outra máquina e depois perguntou — Deseja repetir estes processos nos demais resultados que venham a resultar positivo?'
— Sim.
'Resposta adicionada ao controle virtual. Seu soro está pronto e, por favor, em caso de resultado positivo no vírus CL-2, informe a Tempharmacon imediatamente para que o soro seja produzido em escala global '.
Oliver deslizou a cadeira giratória para a outra ponta do laboratório e pegou uma seringa nova. Depois deu mais uma volta pela sala e pegou o soro de dentro de um sintetizador de vacinas.
— Computador, inicie o programa Diário do Usuário.
Com o software sendo executado, Oliver colocou um pouco do soro na seringa e disse em voz alta:
— Oliver Miles; dia da gravação: 20 de abril de 2046; Teste número 53.572. A Amostra 19 mostrou-se ser positiva ante a modificação 12A976-X. Agora vou injetar 500 ml do soro e verificar que tipo de resultado isso vai causar no meu braço.
Oliver retirou o sobretudo e ergueu a camisa de malha. A mutação estava bem avançada, diferente de como ele se lembrava da última semana.
Todo o braço direito estava atingido pela praga do século XXI. A aparência daquilo lembrava bastante com ebola ou vírus parecido, mas, a reação em Oliver e todo o humano infectado com ambos os Chaoslumen sofria com dores, hemorragias e diminuição da barreira imunológica do corpo.
Enquanto aplicava o antídoto, Oliver se lembrou de quando o então Presidente da América em 2026, Philippe Nedson, assinou a compra e aplicação forçada do Edenslumen em todos aqueles infectados pelo vírus de Oliver.
E quando misturados, o soro da cura e o Cl-2 criaram os Infectados, uma raça de seres sensível a luz solar e cheios de "poderes".
A esperança de Oliver era o soro funcionar e ele se livrar dos problemas causados pelo vírus em seu braço.
Mas isso não seria hoje. Oliver sentiu o soro reagir dolorosamente com o vírus em seu braço.
O pedaço de pele escuro parecia estar queimando. A sensação de Oliver era que ácido sulfúrico estava sendo jogado sobre o vírus.
O Assassino gritou de dor e arrancou a seringa de soro do braço, depois tentou ir até o congelador de vacinas, mas caiu a meio metro da bancada.
— Droga... MARK!
Era inútil. O seu assistente pessoal estava três andares acima, num quarto cujo som exterior seria impossível de penetrar devido à acústica.
— Céus como isso dói... — queixou-se Ollie pouco antes de uma fisgada de dor iniciar-se no braço.
Depois de quase uma hora de dores extremas e uma série de ataques de vômito, o soro deixou de fazer efeito e Oliver pode se levantar e pegar um analgésico.
— O soro da amostra 9 não funcionou. Talvez possa ser usado como aniquilador se eu alterar um pouco a fórmula — disse Oliver para gravação — Parece que ficarei com o vírus New Chaoslumen por mais algum tempo...
Depois de limpar o sangue do chão da sala e colocar a amostra em uma cobaia, Oliver desligou tudo e foi para o andar de cima do prédio.
Enquanto bebia uma cerveja e esperava o notebook se conectar a Internet, Oliver fez um plano ousado para si mesmo: pediria mais dinheiro para o líder da Ordem e assim um analisador melhor.
Na lista de contatos de seu Camtalk, Oliver selecionou o primo Simon Heller, ou melhor, seu primo e líder.
Quando a webcam de Simon ligou-se, Oliver encarou o rosto do líder por alguns segundos. Os olhos castanhos estavam miúdos, sinal de sono na opinião dele, e o cabelo escuro desalinhado.
— Oliver, eu estava prestes a sair. Espero que seja importante.
— Ah é — disse Oliver enquanto aumentava o volume do headset — Acho que encontrei um pedaço da Maçã hoje, mas meu scanner ocular não encontrou nada correspondente.
Simon esfregou o rosto e apoiou o queixo sobre o braço.
— E o que você quer que eu faça? Posso mandar uma equipe pegar esse objeto amanhã cedo.
— Eu prefiro que você me envie cem mil dólares em um cheque com fundos, assim eu poderei comprar um novo scanner de mesa para o Mark e ele poderá me dizer o que é.
Simon pareceu abalado com o preço.
— Cem mil? Quer dizer, sem dedução fiscal?
— Exato — Oliver escreveu o número e a cifra em um bloco de notas e colocou diante da câmera — Se quiser eu aceito um scanner que a Ordem não esteja usando. Eu mesmo posso ir buscar.
— Oliver, não é que eu não queira — o líder baixou os olhos quando Oliver mostrou o preço novamente — mas, eu não posso desviar uma quantia dessas. Você sabe que eu ainda respondo à Ordem Americana. Se os presidentes souberem, eu posso ser deposto do meu cargo...
— Eu quero o scanner.
Um ícone de nova conversa piscou no canto superior da janela e Oliver passou o cursor do mouse sobre este, o nome sugeria que era Léo Rivera, um colega de Elmhurst.
— Oliver, eu não posso.
— O máximo.
O rosto de Simon se fechou.
— Doze mil. Posso chegar a quinze, mas você teria que abrir mão da Hidden Blade de Desmond, cuja qual você roubou do nosso museu.
— Você tem sorte de eu não ter pegado todas as lâminas dos Grandes. Aquelas armas pertencem a minha família principalmente a do meu tio Desmond.
— Ollie, eu quero muito te ajudar, mas, você precisa me ajudar primeiro. Me entregue à lâmina e eu lhe entrego quinze mil dólares sem nenhuma dedução.
— Foi bom falar com você primo. Receberá outro Porsche destruído pela manhã...
Oliver fechou a janela da conversa e bloqueou o usuário de Simon antes que ele continuasse a conversa e depois abriu a janela de Léo.
— Bom dia Oliver — disse o Assassino com um leve sotaque latino.
Léo estava com o manto da Ordem, mas deixava seu único olho dourado levemente notável sob o bico do capuz.
— Bom dia Léo. Saiu em missão?
— Saí, um grupo de Infectados estava causando arruaça em East Elmhurst. Nunca vi tantos.
— Um número baixo?
Léo pareceu ficar assustado ao se lembrar do número
— Três mil lotando todas as ruas até a 278 para Manhattan.
— Você enfrentou algum deles?
— Não. Detonei uma parte do grupo antes que chegassem até aí.
Oliver abriu o Google Earth rapidamente e olhou para o mapa da ilha. Eram menos de quatro quadras da 278 até a área residencial, se tivessem chegado, agora ele teria uma quantidade incalculável de Infectados atacando principalmente crianças e os idosos que vivem lá.
— Um número baixo?
Léo pareceu ficar assustado ao se lembrar do número
— Três mil lotando todas as ruas até a 278 para Manhattan.
— Você enfrentou algum deles?
— Não. Detonei uma parte do grupo antes que chegassem até aí.
Oliver abriu o Google Earth rapidamente e olhou para o mapa da ilha. Eram menos de quatro quadras da 278 até a área residencial, se tivessem chegado, agora ele teria uma quantidade incalculável de Infectados atacando principalmente crianças e os idosos que vivem lá.
— E como escapou?
— Usei os esgotos já que estavam vazios, havia Escaladores pelos prédios e eu juro que doze deles cuspia ácido — Léo digitou algo no teclado, instantes depois Oliver recebeu uma imagem térmica do Flushing Meadows Corona Park, não havia nenhum único ponto em azul. Todo o parque estava em vermelho. — Satélites da NASA tiraram essas fotos há três horas, eu fiz um scaneamento e consegui um número inicial de dez mil infectados com o Chaoslumen.
Oliver olhou para a mão infectada. Estava mais vermelha que o normal.
— Tem algo de errado. Acha que tem algo a ver com os artefatos que a Ordem encontrou nos últimos dias?
— Pode ser. Os Templários são os únicos que conseguem controlar a mente dos Infectados então, quando os itens começaram a serem pegos por nós, eles começaram a aumentar o número de indivíduos nas ruas para nos intimidar — disse Léo digitando outra vez no teclado.
— Eu achei um cubo dourado hoje. Na universidade. O zelador quase morreu com um ataque de doze infectados, podem ter sido quinze.
— Há quanto tempo?
Oliver tentou se lembrar, mas aparentemente o soro 9 tinha apagado parte de sua memória recente.
— Acho que não passava de 01h00min da manhã.
— Foi o mesmo período do ataque a rodovia 278. Talvez os primeiros a atravessar a ponte.
— Impossíveis todas as pontes estavam elevadas para os navios de carga alimentícia deixar a ilha.
— Então eles já estavam aí desde a tarde. Não sabemos em que estado estão os estudos dos Templários em relação ao vírus.
— E mesmo que soubéssemos não faria diferença, não temos a cura e mesmo que provássemos que a Tempharmacon está envolvida, a Ordem não tem o apoio do Exército.
— Talvez os Fuzileiros pudessem...
— Não Léo. As forças armadas não vão ajudar os Assassinos. Nós somos tidos como os vilões desde que Altair tirou Al Mualim do poder como líder.
— Nossa história de honra é meio suja tenho que concordar. E aquela ceninha do Franco na última semana diante do embaixador da Coréia não ajudou muito.
Oliver segurou o riso.
— É. Mostrar a bunda não ajudou em nada. Léo deu um riso e voltou a digitar no teclado. Oliver recebeu outra foto, dessa vez era um bracelete de lâmina oculta, mas sem a lâmina no local correto. Havia um filete de luz azul no local de onde a lâmina devia sair e o mecanismo circular da mola estava brilhando num azul pouco mais claro que o anterior.
— Tá o que é?
— O desenvolvedor, que, diga-se de passagem, é um nerd gordo da Ucrânia, chamou de Hidden Laser Blade.
— Me deixa adivinhar — Oliver se ajeitou na cadeira giratória —, ele é fã de Guerra nas Estrelas e criou uma lâmina oculta que dispara um laser super concentrado capaz de cortar ao meio qualquer coisa que estiver em seu caminho.
Léo bateu palmas.
— Ele acha que isso é o futuro. Em minha opinião é o futuro da tostagem de pão de forma, corte uma fatia e terá duas partes tostadas — disse Léo.
— Incrível. Idiota, mas muito incrível.
Léo concordou.
— Quando eu ganho essa idiotice?
— A Ordem só aprovou a compra de um exemplar e foi dado para a...
Percebendo que Léo estava escondendo algo, Oliver aproximou seu rosto um pouco mais.
— Para quem?
— Uma Assassina vinda da França, tal de Senhorita De Grandpré...
— Uma francesa. Meu primo dá uma arma nova para uma francesa.
— Dizem que é bem bonita...
— Cala a boca Léo.
— Enfim, eu vi uma foto, te mando se eu achar...
— Cala a boca! Escute aqui, tome cuidado com os Infectados, daqui a pouco vai amanhecer e qualquer um que fique no caminho deles durante a fuga para o esgoto vai acabar morrendo.
— Eu sei. O alarme distrital será soado daqui uns minutos, eu vou preparar minhas defesas.
— Claro. Léo, não se arrisque demais irmão.
— Eu tentarei ficar vivo, será que posso passar no seu prédio amanhã à tarde?
— Tudo bem. Até depois.
— Tchau — disse Léo e desligou.
Oliver checou o mapa novamente. Se havia alguma coisa acontecendo, ele precisaria descobrir antes que outros Assassinos fossem mortos.
Quinze minutos depois, sirenes de ataque nuclear foram soadas por toda a cidade ao redor da ilha e na própria ilha. Mark levantou assim que a primeira de Manhattan, a uma quadra do prédio, foi soada.
Rapidamente o assistente de Oliver se vestiu e foi aos computadores, acionar os painéis de luz violeta do estacionamento subterrâneo do prédio, impedindo que Infectados tentassem se esconder lá.
— Mostre as câmeras Mark — pediu Oliver ao ouvir os primeiros gritos de dor seis andares abaixo.
— Como quiser chefe.
Mark digitou alguns comandos e as três telas de 45 polegadas mostraram as entradas do subterrâneo do prédio recebendo a luz artificial e dezenas de Infectados se afastando do local.
— Por enquanto tudo bem...
— Mark, é impressão minha ou aquele ali está caminhando direto para as portas da frente?
Mark olhou para o monitor que Oliver indicara um Infectado com a pele mais rubra que o normal estava indo direto para as portas de vidro da portaria. A luz violeta parecia não causar nenhum dano a ele e isso seria um problema dos grandes.
— Um especial? — perguntou Mark enquanto aumentava a intensidade das luzes.
— Não sei, mas vivo não pode ficar.
Oliver foi até a estante de armamentos leves e pegou duas pistolas 9 mm e a katana sobre a cama e foi para fora do apartamento.
Ollie abriu os braços, apontando uma pistola para cada lado e depois avançou pelo corredor até o elevador, descendo do sétimo andar para o térreo.
Quando chegou ao térreo, Oliver analisou a situação: saguão sem iluminação especial, uma centena de Infectados se escondendo dos refletores de luz violeta e um possível Infectado que já estava nas portas, empurrando-as para tentar entrar no prédio.
— Você é resistente...
Oliver se aproximou das portas e olhou para o Infectado.
Era idêntico aos demais, pele rubra, olhos transparentes e dentes afiados e escurecidos. A única característica nova eram as queimaduras solares.
— Por que você não para?
Finalmente depois de empurrar as portas por quase quinze minutos, o Infectado caiu morto no chão e permaneceu lá enquanto os outros saíam dali para se esconder longe da luz do Sol nascente.
Oliver foi analisar o corpo do Infectado. Não via diferença alguma no corpo exceto as queimaduras, indicando que há muito tempo ele tentava caminhar de dia. O Assassino retirou uma pequena amostra de DNA e levou para cima. Mark quase não acreditava no que havia acontecido e disse que subiria até o telhado para respirar e aproveitar a primeira luz do dia. Enquanto estava sozinho, Oliver analisou o DNA do Infectado e testou na Analiser.
“Todos os genes estão normais para uma vítima do Cl” — foi o resultado do scaneamento genético.
— Re-analisar tudo e continuar como programa padrão até encontrar uma modificação que possa interferir na pesquisa do Cl—2.
“Positivo".
Às 07h00min da manhã, Oliver voltou para o notebook e enquanto Mark preparava o café, falou com o primo novamente e que, diga—se de passagem, não estava muito feliz.
— Oliver, se você se atrever a destruir o meu carro de novo, eu vou retirar você da Ordem.
— Tirar? Você já fez isso lembra? Quando eu fui naquela maldita missão para a Ordem, eu me infectei e quando você descobriu isso tirou minha lâmina e manto — Oliver baixou os olhos para o braço com o vírus — Vocês me tratam como a sua corja mais baixa. Fazem mais de vinte anos que eu espero o mecânico da Ordem vir até esse prédio e consertar o sistema hidráulico. Eu quero um novo analisador de DNA hoje, você tem até as dez da manhã para me enviar um.
Simon digitou algo no seu teclado.
— Temos um scanner sem uso aqui na sede. É um do modelo novo, passe aqui para pegar.
— Obrigado.
Simon desligou sua webcam.
Quando baixou a tela do notebook, Oliver viu uma xícara de café extra forte a frente dele.
— Mark? Porque tem café aqui?
— Escuta aqui, fazem mais de trinta e cinco horas que você não sabe o que é fechar os olhos para dormir, então, você toma o café ou vai dormir — gritou o assistente de suas telas de LCD.
Oliver tomou o café. — Então Miles, quais seus planos para hoje?
— Ir até a sede pegar uma nova Analiser, arrumar minha moto e depois dar um jeito no mecanismo da lâmina do meu tio.
— O que aconteceu? — Mark digitou algo no teclado.
— Parece que o mecanismo de pressão está quebrado. Acho que o estraguei ontem, quando ataquei os infectados na universidade.
Oliver se levantou e foi até o assistente.
Mark havia entrado no computador da Ordem e agora estava hackeando o sistema em busca de informações sobre as lâminas desenhadas por Da Vinci e seus descendentes.
— Eu farei download dessas informações e quando você for consertar a lâmina, pode usar os mapas e desenhos do criador para não quebrar a lâmina mais ainda — Mark tirou o cabelo castanho da testa e encarou Oliver com os grandes olhos azuis.
— Obrigado Mark...
— De nada. Agora, você já viu a Assassina nova? Estão dizendo que é um reforço da Ordem Francesa para Manhattan.
— Eu mal paro aqui, como iria saber?
— Eu achei que tinha te contado, mas tudo bem. Você disse que vai até a sede mais tarde?
— Sim. Por quê?
— Bem que você poderia verificar o andamento do meu protocolo de entrada na Ordem não é?
Oliver abafou um bocejo.
— Mark, você tem que aceitar o fato de que apesar de muito esforçado, jamais irá entrar para a Ordem dos Assassinos. Você é míope, tem medo de altura e um pequeno problema quanto a sangue...
— Mas você vai verificar não é?
Oliver teve que concordar.
— Ótimo, acho que estou bem perto de entrar para a Ordem. Assassino Mark J. Gillian soa bem não é?
— Claro Mark... Claro.
O relógio da sala já marcava 08h45min AM quando Oliver se sentou no sofá de três lugares e começou a desmontar sua lâmina oculta. Descobriu que o gatilho estava um pouco gasto demais, mas que poderia continuar funcionando se ele prendesse com um pedaço de fita adesiva.
— Ótimo — disse depois de testar a lâmina. — Mark, eu vou sair agora.
Do computador, Mark fez sinal de ok.
Oliver foi até o apartamento da frente, que ele usava como quarto. Lá, pegou uma nova blusa e um manto limpos. Depois prendeu a katana na bainha das costas novamente e colocou as 9 mm nos seus coldres, sem esquecer-se de suas shurikens japonesas tão úteis na última noite.
Só após estar com seu arsenal pronto, Oliver desceu pelo elevador privativo até o estacionamento e entrou no seu carro. Era um veículo caro, cortesia do presidente canadense por ter sido salvo por Oliver. Ele era usado apenas em algumas ocasiões visto que não é fácil manter um Dodge Viper T-8.
Acelerando o carro em todo o seu potencial de 2400 cv, Oliver saiu da quinta avenida em pouco tempo, dirigindo até a Avenida das Nações, agora usada pela Ordem dos Assassinos.
Antes de chegar à frente do prédio da sede, Oliver atendeu uma nova ligação de Mark.
— Se não for pedir muito, na volta me compre um refrigerante.
— Eu vou descontar do seu pagamento!
— Ha ha, muito engraçado — e desligou.
— Folgado... — disse Oliver antes de sair do Viper e encarar o Selo dos Assassinos na portaria.
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