Assassin's Creed - Glory
2 Memória I - Mapas
Notas iniciais
Adrían sentiu o vento batendo em seu rosto, estava com uma bela vista, olhava Londres adormecendo. “Menos testemunhas” pensou, parecia não estar confiante de seu sucesso. Andava sobre os telhados das pequenas casas, o céu já escuro fazia ele ficar invisível à olhos não aguçados. Mantinha-se assim, observava as casas, as vezes fitava as festas que tinham no interior delas.
Eram onze e meia da noite, olhava o grande relógio, apoiado em uma chaminé de uma das casas de frente ao “Clock Tower” (Conhecido hoje popularmente como Big Ben). Apressado, pulou em um monte formado por folhas que se dispersaram no pouso do assassino. Continuou andando pelas ruas escuras ... Vendo poucas pessoas na rua, a maioria da população não tinha coragem de sair nas ruas britânicas, apenas ficavam em casa. Adrían viu alguns guardas, agachou e passou desprevenido por esses. Em sua frente, o movimento ia aparecendo nas ruas estavam uma pequena manifestação, de no máximo cem pessoas. O assassino viu os comboios, o que estava no meio estava com uma textura diferente dos lados, o símbolo Templário estavam acoplados à madeira nos comboios, esses eram puxados por cavalos.
Os Templários Renegados procuravam acalmar a população, quais seriam as informações que continham em seu comboio? Iria matar os traidores da ordem inimiga? Quem era inimigo de seu inimigo era seu amigo? Se perguntava. Se esgueirou pelos muros observando a população e permanecendo invisível para multidão. Percebeu que essa se movia lentamente em direção ao centro.
Sem que ninguém percebe-se, o assassino disfarçou-se, entrando na multidão. “Seja Apenas mais um na multidão” seguia corretamente seu credo. Ao dar mais alguns passos e tirando o capuz de sua cabeça, estava praticamente do lado de um dos comboios, aquele que tinha uma textura diferente dos outros. Observou por dentro, havia um soldado renegado apenas, este estava sentado em um banco de madeira, de textura igual à externa e com um pequeno símbolo Templário nos lados. Não poderia cometer um crime em público. Fingiu ser empurrado, e ter acidentalmente entrando com metade do corpo na “carroça”.
– Fora já daqui! Este local é restrito para pessoas estranhas! – o homem levantou-se e apontou para fora, Adrían entrou e levantou os braços, ele tinha o porte físico um pouco menor que o do assassino, os dois eram magros, porém saudáveis.
– Se acalme fui apenas ...
Clique.
Ativou sua Hidden Blade, não a deixou a mostra para o guarda e em um movimento rápido, antes de terminar a frase enfiou a lâmina perto dos rins. Ele se assustou com a violência de Adrían, e esse o empurrou no banquinho de volta.
– Não fale nada se não morre. Se tu for tratado a tempo é capaz de não perecer com esse ferimento. – o soldado ficou ofegante, e botou a mão no corte. O assassino verificou se havia mais alguma coisa dentro do primeiro comboio, e achou um baú.
Clique.
A lâmina oculta saiu agora do pulso contrário, o esquerdo. Enfiou a ponta do aço dentro da pequena fechadura, e agilmente girou sua mão, arrombou o baú. Dentro dele, apenas tinha uma bússola, e um mapa sobre Londres que ... Estava incompleto! Talvez deveria procurar em outros comboios a continuação do mapa. Nesse havia dois pontos marcados. Um círculo onde estava escrito: “Sich Ausruhen” e no outro havia um pequeno “X” onde dizia: “Deutsch Geshenck”, estava em alemão e Adrían conseguiu ler de forma razoável para um britânico. “Sich Ausruhen” era “Resto” e “Deutsch Geshenck” era “O Presente da Alemã”. O que deveria ser Alemã? Um codinome? Uma senha? Seria uma coisa boa o presente?” Pegou as “informações” que Harry pediu? Voltaria para ordem sem o tal presente? Perguntas assim bombeavam sua mente.
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Eu me levantei da cadeira, estava meio zonzo. Aquela sessão no Animus havia acabado, e, pensar que o meu antepassado mais idolatrado pela família fora um assassino. Me deixava com vergonha na Abstergo, peguei um copo de água que estava em minha mesa, me pediram para ser uma “cobaia” por que havia algo que podia mudar as razões do Universo.
– Está bem Neville? – disse a mulher ruiva que sempre me vigiava, parecia ser nova também na Abstergo.
– Sim, e não precisa me chamar pelo sobrenome. Howard. – mostrei a língua e cruzei os braços pra ela.
– Está certo então! – disse ela apontando para o grande corredor. – Venha. Estão nos chamando.
Segui ela, dava passos rápido e longos para alcançar a moça. Com um rápido toque no tablete ela abriu a porta de vidro a frente. Entramos em outro corredor, que tinha a visão panorâmica da cidade. Em um balcão encostado na parede de cor cinza, peguei um grande celular, quando o liguei apareceu:
“Usuário: _____________ Senha: ______________ Nº: ___”
Ajustei os espaços livres e ficou:
“Usuário: Boyd Neville__ Senha: Escolhi****___ Nº: 123”
Entrei em minha conta na Abstergo, rapidamente comecei à anotar um resumo do que vi até agora nas podres memórias de Adrían Neville. Estávamos caminhando à alguns minutos, parecia que andávamos em círculos. Até que a moça tocou em uma parede e abriu uma porta oculta, e desceu alguns degraus vermelhos, segui ela. Ao ver, estávamos em uma pequena câmara secreta. Acabei o relatório das memórias e sai da minha conta. Desliguei e botei o celular em outro balcão a esquerda, esperamos alguns segundos e apareceu uma silhueta em meio à sombras daquela grande sala vermelha. Ele tocou em um interruptor obviamente e no lugar das sombras surgiu a luz. O misterioso homem tinha uma barba escura e um cabelo crespo grisalho, usava um óculos estranho e tinha a aparência de uma pessoa na faixa de cinquenta anos, sua pele era pálida igual à da mulher, eu era um pouco mais moreno que os dois.
– Suas sessões no Animus serão aqui agora ... – sua voz ecoou no local, era grossa e ele estava falando calmamente. Outra luz acendeu e apareceu um Animus Ômega com uma grande TV que tampava toda parede. – Assim poderemos ver seu progresso com as memórias de Adrían Neville, não se preocupem jovens. Aqui tem coisas o suficiente para dez pessoas completar um ciclo completo de vida sem nenhuma preocupação.
A mulher chegou perto da cadeira do Animus, e tirou um pouco de pó dessa.
– Essas coisas estão aqui faz muito tempo ... – disse ela enquanto voltava pro lado do senhor. Ambos apontaram e fizeram os gestos para me dirigir à máquina, o que eu fiz, e me sentem. Relaxei e ...
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Adrían se esgueirava pelos telhados de Londres, estava perto de outro mapa seu traje preto já estava um pouco rasgado por causa das pequenas aventuras que viveu em Londres até agora. O céu estava aberto e o clima bem frio, estava aquecido pela movimentação que fazia em cima das construções. Deslizou sobre um telhado e caiu no chão, a estava nem com pouca e nem muitas pessoas, continuou andando rapidamente. As vezes quando achava, intervia assaltos na cidade e derrubava alguns ladrões.
No mapa indicava que estava perto o resto desse. Ao chegar no local que indicava, se encontrou numa taverna. Por que diabos um mapa estaria lá? Descobriu. Na parede o pedaço do mapa estava dentro de uma moldura e pendurado com um quadro, nele havia outras informações, “Presente do Alemão”, provavelmente pegou o mapa na ordem correta, primeiro o que ele já tinha e depois o que estava em sua frente. Pensava em como deveria pegá-lo, até que teve uma ideia, não uma de suas melhores. Chegou no balcão da taverna
– Por quanto você venderia aquele mapa? – perguntou Adrían, debruçando-se no balcão e sorrindo para o taverneiro.
– Duzentas libras, tu queres? É só pagar aqui mesmo. – disse o taverneiro em quanto lavava os copos, a taverna tinha o chão e as paredes de madeira, tirando o exterior. Adrían estava duro, e teve outra de suas ideias bobas. Pegou uma caneca e um talher, e fazendo um bater no outro, teve toda atenção virada a ele.
– Alguém que tenha duzentas libras deseja apostar comigo que tenho uma bússola? – levantou a bússola, percebeu que essa era toda em ouro menos na parte de cima, no visor. Estavam talhadas as letras “EN”. – Numa briga?
Rapidamente um grupo sentado em uma mesa redonda ficou agitada, estava contando o dinheiro por uma boa briga, uns eram até que fracos porém um era gigante e estava com cara de “poucos amigos” para Adrían, não havia botado e nem contado o dinheiro na mesa. Ele era careca, e tinha olhos negros, enquanto o assassino tinha profundos olhos verdes. O grupo se levantou.
– Enfrentaria nós quatro? – disse um, debochando da desvantagem de Adrían.
– Sim, claro. – disse rindo, rapidamente fora feito um círculo na taverna, como se fosse um ringue. Olhou para o lado, em uma mesa que estava sentada duas moças, tirou seus armas de luta (Duas espadas e duas facas de arremesso) e sua bússola.
– Se me permitir senhoritas. – disse sorrindo e botando os objetos nas mesa, após isso alongou o braço e olhou para os três que o cercava, deixando o gigante atrás só observando.
– Podem vir. Comecem.
Eles obedeceram, o primeiro deu o soco com a mira a cabeça do assassino, e esse rapidamente se esquivou e com um chute empurrou o homem em direção às mesas, já o outro foi tentar derrubar, pulando para agarrar as pernas do Adrían, e levou uma “joelhada” no rosto e caiu no chão cuspindo sangue e alguns dentes. O terceiro recuou e o loiro o nocauteou com um único soco, ouviu alguns passos vindo de trás, era o primeiro homem que foi tentar um chute no tórax de seu agressor, que defendeu com o antebraço e deu outro chute, agora no queixo o nocauteando.
O gigante estralou os dedos e caminhou lentamente na direção de seu novo adversário.
– Vamos ver o quão você é bom. – disse o gigante estralando o pescoço. Usava uma calça larga marrom e uma camisa branca que ressaltava seu tronco imenso.
– Eu digo isso ... – disse Adrían que fingiu uma investida e esquivou de um soco em sequência, “Ele é bem rápido para seu tamanho ...” pensou. – E acredito que não posso perder.
O homem sorriu, sua estratégia era só o contra-ataque. O assassino percebeu isso, a única forma de conseguir duzentas libras era indo para uma “trocação franca”, o que decidiu foi desferiu três socos rápidos no estômago e se esquivou de dois bem rápidos, foi tentar a mesma coisa mas o gigante derrubou ele, aproveitando da péssima situação chutou as pernas do homem, desequilibrando-o e o empurrou, o que não teve muito sucesso, o homem não caiu, Adrían conseguiu desferir um soco no rosto, pareceu ter doído mais sua mão do que o rosto do homem.
Os dois estavam praticamente numa jaula, de tão aquecido que o lugar estava. Desferiu um soco no maxilar do jovem, deixando esse atordoado, continuou socando o baço do assassino, que pareceu imóvel. Até que um chute acertou as partes baixas do maior que cambaleou pro lado, e foi acertado por quatro socos devastadores para qualquer pessoa. Nocauteou o grandão, suas mãos estavam vermelhas. Pegou as duzentas libras nas mesa circular que os homens estavam e se direcionou ao balcão.
– Pode me vender agora o mapa? – disse botando o dinheiro no balcão, seu traje estava sujo de sangue no joelho direito. Olhava suas mão vermelhas.
– Com o dinheiro que faturei por causa da briga, dá para pagar. – disse ele lavando novamente copos.
Adrían caminhou até o mapa e o tirou da moldura. Agora iria procurar os presentes dos Alemães. O presente estava perto da Clock Tower, talvez embaixo dela.
Caminhava pelas ruas do distrito de Westminster, estavam movimentadas as ruas, dava para ver guardas contendo cidadãos britânicos. Começaram a tocar as badaladas do sino. Eram quatro horas. Andava perto dos estabelecimentos, evitava que sua presença seja percebida. Olhava de relance no mapa que estava na mão direita.
Olhava os homens e mulheres conversarem, “Tu sabes dos boatos do príncipe consorte do Reino Unido? Dizem que ele está doente” “Verdade?”.
Quanto mais chegava perto do Palácio de Westminster, mais as roupas dos cidadãos ficavam chiques, alguns olhavam o assassino, ouvia “O que ele faz aqui?” ou “Que sujeito mais estranho”. Não iria conseguir entrar naquela localidade com aquelas roupas, teria de conseguir outras roupas. O movimento de nobres começava a ficar maior, conseguia ver várias famílias próximas da realeza. Pelas características conseguia descobrir qual era qual: Howard, Darwin-Wedgwood, etc ...
Viu dois senhores afastados, conversando sobre a realeza.
– Então você acha isso? – disse um que usava um paletó preto, tinha um bigode desenhado e usava um chapéu.
– Sim, claro e com certeza. Se Alberto morrer com essa doença, a família real vai cair e o povo vai tomar conta de Londres. – já esse outro tinha um cavanhaque, e suas sobrancelhas se juntavam criando uma única, porém usava um paletó escuro e uma bengala. Adrían se aproximou dos dois, e ao fazer isso, o mais velho saiu com sua bengala, deixando o outro com cara de assustado.
– Por favor, não me mate. – disse levantando as mãos.
– De onde tirou iss ... Hum, só porque tenho essas espadas não significa que sou um cara civilizado? – o outro se acalmou, Adrían aproveitou a brecha e se aproximou encarando-o. – Irá pagar por isso, tire sua roupa. O homem se assustou novamente, tirou o paletó, as calças e saiu correndo deixando as peças de roupa no chão, o assassino as vestiu. Parecia um dos cidadãos ricos.
Rapidamente se direcionou a entrada do palácio, onde havia um guarda, só um? Quando Adrían chegou perto dele, esse não o deixou entrar se botando na frente do assassino.
– Como se chama senhor? – disse o guarda.
– Não tenho nome, me chamam de “Senhor Neville”. – disse. O guarda pensou.
– Se eu me lembro os membros da família Neville viveram entre mil quatrocentos e quinhentos. – disse ele, pensando que tinha a razão.
– Nunca ouviu falar de hierarquia? Afinal você não usa nenhuma arma.
Clique.
O guarda se assustou com a estranha lâmina que apareceu de dentro da manga do paletó.
– Pode passar senhor. – disse o guarda liberando a passagem para Adrían. Esse adentrou o castelo, olhou para trás e viu o guarda o olhando, ele fez um gesto significando uma arma disparando em direção ao guarda.
A infraestrutura era tão bela que deixava Adrían boquiabertos, lá dentro tinha mulheres de praticamente todas as idades e dimensão corporal, de magras à obesas, bonitas à feias. O mapa parecia indicar um terreno abaixo do solo, pois não havia nada no local indicado pelo solo, viu uma escada que levava ao subsolo, nesta estava localizada dois guardas, protegiam uma câmara. “Por que um guarda na entrada e milhares dentro?” pensou. Observou que havia algumas pessoas por perto, elas perceberiam se os dois guardas fossem nocauteados. Pegou algumas moedas que estavam no paletó e jogou perto das pessoas, agora estava fácil que elas não olhariam, deu um soco no maxilar de cada guarda, tão rapidamente que nem foram capaz de algum tempo de reação. Entrou na câmara e avistou um baú ...
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