Assassin's Creed: Aftermath

61 Uma Batalha Memorável


Notas iniciais
Taí. Nem se se saiu legal essa coisa de batalha naval, mas fiz como pude. Espero que gostem. Boa leitura!

-Navio se aproximando, senhor!

Um dos marujos gritava preocupado. Mesmo a olho nu, ele sabia que navio era aquele. O lendário Áquila, cuja fama de implacável fortaleza mortífera das Águas percorria todos os oceanos e mares. Quando diante de uma batalha difícil, sob O comando de Shay Cormac, a tripulação parecia contente, disposta a enfrentar o desafio, por mais complicado que pudesse parecer. Assim foi com o Fortaleza da Tempestade, um navio lendário cuja batalha tornou-se inesquecível na mente dos marujos que acompanharam Shay Cormac naquela batalha. Com Shay Cormac, todos sentiam confiança. No entanto, tendo aquele louco no comando, tudo que a tripulação do Morrigan sentia era medo.

-Por Júpiter, é o Áquila! – disse Gist, observando pela luneta. O infame navio dos Assassinos já era de conhecimento do quartel-mestre. Nem em seus piores pesadelos ele poderia imaginar ver o navio pessoalmente – e em posição antagônica, por mais que o navio fosse dos Assassinos.

-Malditos Assassinos! Não desistem nunca, esses miseráveis! Se eles querem uma batalha, que tenham! Diminuir velocidade agora! – ordenou Howard Davidson.

-Mas sir, isso é um tanto imprudente e...

-Não discuta minhas ordens. Mandem esses molengas da tripulação diminuir a velocidade agora, mesmo.

-Tudo bem. – assentiu Gist, a contragosto. – Sair da ventania pessoal. A meia-vela! – ordenou Gist, sendo obedecido com relutância.

Este louco irá nos empurrar para a Morte, pensava Gist.

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-Hum... – balbuciava Haytham. – Eu sei que sou leigo nisto, mas... Aquele navio não está um tanto lento?

-Estão à meia-vela. – concordou Connor.

-Bom, pelo menos iremos alcança-lo. – disse Haytham, com otimismo. Entretanto, este otimismo durou pouco, diante das próximas palavras de Connor.

-Preparai morteiros! Preparai canhões laterais! Tenham munição de correntes preparadas também, ao meu sinal! – exclamou Connor, sendo prontamente obedecido pela tripulação. Alguns marujos começaram a urrar, animados, diante da possibilidade de uma batalha feroz diante de seus olhos.

-Filho...

-Howard está antecipando a batalha, pai. E eu não me importo com isso. Iremos, entretanto, incapacitar o Morrigan, e depois toma-lo. Não posso afundar aquele navio com a Maçã ali dentro.

O quê?! – horrorizou-se Haytham. – Você ainda quer a Maçã, depois de tudo? Por que não afundamos aquele navio e acabamos de uma vez por todas com isso?!

-Eu não posso fazer isso, pai. Amália, ela... Ela estava gravemente ferida, você mesmo viu. Se ela... Se ela morrer, eu...

Haytham parecia horrorizado.

-Ao invés de resolver isso de uma vez por todas, você tornará a batalha mais difícil apenas porque quer a Maçã para impedir a morte dela? Uma morte que sequer aconteceu?

-Eu a amo, pai. Não consigo sequer imaginar viver vida onde ela não esteja. – disse Connor, focando seus olhos no mar e apertando o leme com mais força.

-Então, é isto? Sempre que sua vida estiver um pouco ruim que for, você usará esse maldito Artefato e então, a tornará melhor. Mass então, algo sairá de seu controle, e como uma criança mimada e insatisfeita com o resultado de uma brincadeira, você irá usar este Artefato outra vez. Sabe o que é isto, Connor? Um doentio e infindável ciclo que está criando.

Após suspirar, Haytham continuou.

-Filho, ninguém consegue ser plenamente, completamente feliz.

Com lágrimas nos olhos, Connor retrucou. – Amália me faz completamente feliz. E isto é tudo.

-Você precisa conviver com a perda! – esbravejou Haytham, impaciente. – Precisa aprender a perder, não só ganhar. Uma Maçã não irá impedir que perdas aconteçam.

-Claro. – retrucou Connor, mais friamente. – Você não está prestes a perder o mesmo que eu. Quando tudo isto terminar, minha mãe estará te esperando de braços abertos. E eu, não. Eu poderei ter apenas um cadáver para enterrar, me esperando.

Impaciente, Haytham puxou Conor pelo colarinho, fazendo os olhos de seu filho se desviarem do mar e focarem diretamente nos seus.

-Não me diga que não sei o que é perder alguém. Eu perdi meu pai, perdi dois grandes amigos, um deles ainda hoje porque estava defendendo sua querida Amália, e perdi também um filho. Você não faz idéia do que é perder um filho, Connor. É uma dor que não sei descrever, e é uma dor cuja magnitude você só entenderá quando tiver os seus. E mesmo perdendo meu filho Jim, eu jamais tocaria naquela coisa apenas para revive-lo. E você sabe por quê? Porque eu sempre saberei que ele só está vivo graças aquele artefato. Que eu precisei recorrer a algo além da compreensão humana para salva-lo, e acredite, isso só atesta a minha total incompetência em protege-lo. Eu me espantaria se soubesse que você não tem esse sentimento. O da incompetência, da inabilidade, da incapacidade.

Connor engoliu em seco.

—Penso quase todos os dias em meu fracasso. A queda da Irmandade, a morte de minha mãe. A sua morte.

Haytham pareceu momentaneamente esperançoso.

—Por favor, meu filho, se entende o que quero dizer, afunde aquele navio. Retire esse privilégio funesto e descabido de qualquer ser humano, e vamos sepultar essa Maçã no fundo do mar. Vamos acabar logo com isso. – disse, apertando o ombro de seu filho.

No exato lugar em que Connor recebeu o tiro de Shay Cormac, deixando-o lesionado pelo resto da vida.

—Não, pai. Sem aquela Maçã, eu só voltarei para casa morto.

Haytham assentiu, com profundo pesar.

-Como queira, meu filho. Mesmo contra essa sua decisão, eu irei permanecer ao seu lado.

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No meio do oceano Atlântico, apenas dois navios pairavam pelas águas. Dois dos navios mais ferozes a atravessar àquelas águas. Embora por bandeiras completamente diferentes, ambos compartilhavam a mesma ferocidade e infâmia em batalha. O Áquila era um navio resistente, conhecido por lançar sobre os céus uma tempestade de correntes capaz de destruir a mais resistente das velas e incapacitar qualquer navio. Fora sua tripulação, feroz e bem treinada, apaixonada pela batalha. O Morrigan era um navio de menor porte, porém mais ágil. Possuía canhões laterais bem angulados e um pica-gelo mortal. Claro, teve à sua disposição os inesgotáveis recursos Templários, além do melhor da tecnologia disponível. Algo que a modesta Ordem dos Assassinos jamais teve.

-Jamais imaginei observar o Morrigan pelo ângulo de um oponente. – balbuciava Haytham, enquanto ambos os navios já começavam a manobrar e a se preparar para o confronto. – Isso jamais teria acontecido se Shay ainda estivesse vivo. Pergunto-me o que nos acontecerá quando derrota-lo. Quando você tiver essa Maçã.

-Howard Davidson não pode ter aquela Maçã, pai.

-Ninguém pode ter aquela Maçã, filho. Nem mesmo você.

Connor se recolheu, ao ouvir a crítica. Haytham tinha razão. Ele não tinha o direito de interferir no curso da História, em benefício próprio. Talvez por isso tudo tenha dado errado.

-Sinto muito, por tocar neste assunto novamente. – disse Haytham, ao perceber a reação triste de Connor.

Para total alívio de Connor, o início daquela conversa foi interrompida com o soar do sino. Boa parte da tripulação já estava preparada, arrumando os canhões e começando a deixa-los alinhados.

-Preparado para a primeira salva, sir! – disse um marujo.

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-Vejo que o Áquila já está preparado... – disse Howard, observando o navio por uma luneta. – Rapazes, não vamos decepcionar! Fogo!

A primeira salva de tiros foi disparada pelo Morrigan. Habilidosamente, Connor aproveitou o vento forte e desviou dos tiros, sofrendo uma avaria pouco preocupante.

-Fogo! – gritou o jovem Capitão do Áquila, causando uma maciça destruição no Morrigan. Haytham quase comemorou, entretanto, voltou a ficar preocupado ao notar que o Morrigan também fez, quase ao mesmo tempo, um disparo crítico contra o Áquila, com balas em chamas, que o fez cambalear com o impacto..

Fumaça tomou o convés do navio. Connor tomou-se de preocupação. Parte do convés estava em chamas. Se parte de sua tripulação reunisse esforços para apagar o incêndio, a velocidade do carregamento dos canhões estaria comprometida. Ele precisava ser rápido.

-Recarregar! Recarregar! — gritou, fazendo alguns marujos preocupados com o fogo voltarem aos seus postos, perigosamente ignorando o incêndio. Ainda assim, o fogo estava se alastrando.

-Fogo! – gritou mais uma vez Howard, e outra salva de tiros de fogo se seguiu. – Vamos transformar esse navio velho em lenha, marujos!

Connor e Haytham se seguraram firmemente, mediante o impacto de mais um novo ataque do Morrigan. Diante de tal poder de fogo daquele navio, não à toa Shay tinha sido tão bem-sucedido em suas batalhas navais, pensou Haytham. E que coincidência do destino, ser atacado pelo navio que tanto o ajudou na Guerra dos Sete Anos.

No entanto, ao ver o Morrigan levemente encurvado, o ex-Grão-Mestre tomou-se de pavor, correndo rapidamente para Connor.

-Filho... Se continuarmos assim, o Morrigan irá manobrar para nos abarroar! Eu conheço este navio! Ele fará tudo o que puder para te incapacitar, e depois inferir um golpe mortal! O aríete dele é capaz de quebrar gelo sem esforço! Ele quebra madeira como se fosse vidro, eu já vi!

-Droga! – reclamou Connor, temeroso.

As palavras de Haytham pareciam uma profecia. Connor era capaz de ver o navio Templário começando a manobrar e abrir todas as velas. Sem dúvida, partiria para cima do Áquila à toda velocidade.

Se aquele navio nos atingir, será o nosso fim...

Connor, no entanto, teve outra idéia. – Carregar correntes!

Em meio a correria de sua tripulação no convés, Connor começou a se sentir mis esperançoso. Ainda manobrando o navio, tentando se aproveitar dos ventos favoráveis para desviar de mais uma salva de tiros frontais do Morrigan, Connor ouviu a frase que precisava.

-Pronto para disparar, senhor!

-Fogo! – esbravejou o Capitão, sendo sucedido pelo conhecido rugir dos canhões.

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-Mas o quê...? Abaixem-se! Abaixem-se!

Os comandos de Gist foram insuficientes para si mesmo. O Templário acabou não escapando, sendo acertado por uma corrente em sua cabeça. Uma chuva de correntes assolou o Morrigan, ferindo pelo menos metade da tripulação. Howard também se feriu no ombro, mas nada de muito grave. Recolhendo-se, ao perceber que os tiros cessaram, Howard voltou seus olhos ao que mais lhe preocupava: a vela do Morrigan. E para seu desgosto, ela estava parcialmente em farrapos.

-Droga! – exclamou com fúria o Templário, por saber que o Morrigan perdera sua principal habilidade: a velocidade.

Howard voltou seus olhos para o chão. Gist ainda estava caído, e seu ferimento na cabeça era sério. Aborrecido por ver que teria de tomar o leme – coisa que ele detestava fazer –, Howard deu um chute em seu corpo inerte e inconsciente.

-Imprestável. – disse Howard, assumindo o leme sozinho.

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Connor foi tomado de esperança. O Morrigan estava mais lento, visivelmente mais lento. De acordo com relatos de seu pai, que tomara a lupa, havia alguns de sua tripulação feridos ou mortos com a chuva de correntes. Isso dava ao Áquila vantagem, pois o inimigo estava claramente atordoado.

-Preparai correntes novamente! – gritou o jovem.

-Pronto para disparar, senhor! – disse um marujo.

-Fogo! – gritou Connor, sendo prontamente obedecido.

Após uma salva de tiros de correntes, o mastro do Morrigan não resistiu e acabou sucumbindo, rachado pela força das correntes. A vela também estava seriamente danificada, e agora o navio estava incapacitado de se mover. Ótima chance de se aproximar e toma-lo, concluiu Connor.

-Preparar para invasão! Às armas! Às armas!

A tripulação do Áquila rugiu, em euforia que Connor conhecia plenamente. Logo, as espadas e mosquetes começaram a ser distribuídas pelos tripulantes, e ganchos começaram a cortar o céu, sendo lançados em direção ao Morrigan. Os tripulantes do Morrigan tentavam, sem sucesso, impedir o avanço do Áquila, mas logo os primeiros tripulantes inimigos começaram a se lançar ao navio por meio de cordas.

Estando à beira, Connor desembainhou sua Tomahawk. Ao seu lado, estava seu pai, também com a espada desembainhada.

-Acho que estou pegando experiência nisso. Se a minha vida como fazendeiro for fracassar algum dia, posso tentar minha vida em alto-mar, afinal. – caçoou Haytham, arrancando um leve sorriso de seu filho.

Com o navio perto o suficiente para uma aproximação, Connor foi o primeiro a saltar e invadi-lo, seguido por Haytham e o restante de sua tripulação, que corriam para a batalha pela posse do Morrigan. Batalha esta que se provou difícil, uma vez que ambas as tripulações tinham experiência e estavam dispostas a darem suas vidas para defender o navio a qual pertenciam.

No entanto, a tripulação do Morrigan estava enfraquecida. Parte dos tripulantes estava ferida, lutando o minimamente para sobreviver. Por fim, ao perceber que alguns marujos do Morrigan começaram a se render, Connor subiu até o mastro, onde cortou a bandeira dos Templários, fazendo-a voar, carregada pelo vento. Enquanto descia apressadamente, Connor ainda pôde ouvir os urros de sua tripulação, em vitória.

-Onde está Howard Davidson? – questionou Connor a um dos tripulantes.

-Ele está trancado em seu gabinete, sir. Desde que a invasão começara. Mas... Eu não iria para lá, se fosse você.

Ignorando o estranho aviso do marinheiro, Connor e Haytham seguiram para a sala do Capitão, que teve sua porta bruscamente aberta, sem qualquer cerimônia, por pai e filho.

E de fato, o marinheiro não havia exagerado. Na sala de capitão, havia um barril de pólvora, tendo Howard Davidson sentado sobre ele. Fumando um cachimbo. Com um sorriso irônico, o Grão-Mestre Templário deu um chute em um alçapão, revelando aos olhos horrorizados de Haytham e Connor um compartimento abarrotado de pólvora.

-Ouse se aproximar de mim... – disse Howard, com uma pistola apontada para o alçapão repleto de pólvora. – E eu explodo não apenas você, mas também todos estes cães famintos que você chama de tripulação.

-Acalme-se filho... – pediu Haytham. – Ele não está blefando. Este desgraçado está sentado embaixo do compartimento de munição do Morrigan. Há munição o bastante para afundar este navio. E talvez, até o Áquila.

-Alegra-me ver que guardara um pouco de sensatez, Haytham. – disse Howard, caçoando.

-O que você propõe, então? – perguntou Connor, indo direto ao ponto.

-Uma troca de navios. Você incapacitou essa banheira imunda, afinal. E eu ainda tenho negócios a tratar na Inglaterra.

-Pode ser. – Connor deu de ombros, para abismação de Haytham. – Contudo, ficarei com a Maçã.

Howard riu.

-Pouco me importa a Maçã. Agora. Você venceu uma batalha, garoto, mas a Guerra... Esta está bem longe de terminar. Meus irmãos Templários da Inglaterra já sabem da existência dessa Maçã. Eu já enviei uma carta a eles. Eu estando morto ou não, eles virão de qualquer forma, mas admito que seria mais prazeroso se eu estivesse no comando deles quando for toma-la de você.

Os Templários Britânicos já sabem da Maçã, apavorou-se Haytham. Já sabem...

Connor engoliu em seco. Sem dúvida, outra destruição à Irmandade estaria à caminho, talvez até mais poderosa que as anteriores. Tudo que ele construiu seria perdido.

De novo.

Ao notar sua decepção, Howard riu.

—Chocado em perceber a dureza da vida, garoto? Não importa o que faça, Assassino. Nós, Templários, iremos nos reerguer. Tudo porque apenas precisamos que o mundo seja o que é. Corrupto, imoral...

-Connor... Eu duvido que o Morrigan resista a uma viagem de volta à América... – disse Haytham. Ao olhar ao redor, Connor notou que o navio estava começando a sucumbir, perdendo o nível. Seu pai estava certo. Em instantes, iria afundar.

-Eu soube que aquela coisa tem o poder de mudar o futuro. Sabe o que pedi aos Templários para fazer quando ativá-la, Haytham? Pedi que te matassem, quando você for um mero garotinho... Imagine só, um templário irá aparecer uma noite, em seu quarto, e quando você estiver dormindo, ele irá torcer seu frágil pescoço lentamente... Ou golpeá-lo com uma espada pelas costas, da mesma forma como morreu aquele imprestável do seu pai...

-Seu maldito!

Se Haytham ainda estava pensativo quanto às opções dadas por Davidson, quem acabou por tomar uma decisão bruscamente foi Connor, que sem pensar duas vezes, partiu com tudo para cima do Grão-Mestre Templário. Assustado com o grito do Assassino, Howard deixou cair o charuto. Os olhos de Haytham se arregalaram em pavor, ao notar que as pequenas brasas daquele medíocre charuto foram o bastante para reagir a pólvora, que de imediato começou a fervilhar, acesa. Howard teve a mesma conclusão que Haytham, e antes que tudo fosse pelos ares, o Templário sacou sua pistola, fazendo Haytham repetir o gesto. O ex-Templário encheu-se de pavor, entretanto, quando ele percebeu que Howard Davidson passou a mirar sua pistola contra Connor, que parecia ainda em choque com a realização de que o navio iria explodir e nada mais havia o que fazer para impedir a morte de todos – ou seria a destruição da Maçã?

Uma última vingança, é claro. Ele quer que eu assista a morte de meu filho, antes de minha própria morte. Neste momento, a Causa Templária não mais importava a ele. Tudo que ele queria era matar os dois – matar meu filho, especialmente. Quão irônico, pois esse gesto cruel do Templário beneficiara os Assassinos. Se havia uma maneira rápida de acabar com Howard Davidson e impedir que qualquer um levasse a Maçã, era atirar no compartimento de pólvora e terminar de afundar o Morrigan, levando a Maçã para o fundo do oceano. No processo, todos morreriam.

Inclusive eu, pensou Haytham. E inclusive Connor.

Ziio, Tessa. Ele estava certo, quando sentiu uma estranha sensação de que não voltaria para casa. O dia que eu sempre me preparei chegou, ele pensou. No entanto, ele queria que ao menos Connor voltasse vivo para casa. Ziio não iria aguentar perder o marido e mais um filho. Haytham pensou em todas as mortes que Howard provocaria com seu descuido. Ele mesmo, Connor, toda a tripulação dos dois navios, que estavam aguardando uma resolução do lado de fora, alheias ao que estava acontecendo.

Mas se os Templários soubessem que o navio que carregava Howard Davidson e a Maçã tinha sido completamente destruído, sua vinda às Colônias pelo Artefato jamais aconteceria. Não gastariam tempo e dinheiro para uma expedição atrás de um artefato que está no fundo do oceano. Sua família estaria a salvo de represálias, uma vez que ninguém mais lutaria pelo artefato.

Haveria muitas mortes, sim. Mas era esta a melhor conclusão.

Ninguém pode ter essa Maçã. Ninguém.

O instinto de pai falou mais rápido. Temendo ver mais um filho morto, Haytham lançou-se na frente de Connor. O ex-Grão-Mestre ainda sentiu a conhecida sensação do ardor da bala atravessar sua barriga, antes que a explosão cegasse seus olhos e o lançasse na completa escuridão de sua inconsciência.

Notas finais
Parece que a autora sanguinária aqui acaba de matar os personagens principais da fanfic. Será mesmo?? Próximo cap será o penúltimo, então preparem-se!!!! Estamos em contagem regressiva para o final. E lembrem-se de deixar reviews!! Eles fazem uma autora muito contente por compartilhar suas idéias loucas com vocês!! PS: Não pude terminar esse cap sem fazer uma menção ao Fortaleza da Tempestade. Navio terrível, nunca consegui a roupa de templário branca do Shay por causa dele. Perdoem o meu desabafo, rs.