Assassinos Em Minha Casa
4 Sou Muito Jovem Para Ser Estrupada!
Notas iniciais
Ah, que dor nas costas. Lembrete: nunca perguntar ao Ben e a Sally se eles querem chocolate. Quem diria que eles iam voar em cima de mim perguntando onde estava o chocolate? Ah, pera, o Tique avisou. Esqueci disso.
Neste momento estou tomando um café da manhã apressado, porque como é sexta, o tiozinho da carona não passa porque ele tem uma convenção ou coisa parecida. E o pior: o novo diretor exige que os alunos cheguem uns 20 ou 15 minutos antes da aula começar. Isso é tão triste. Fiquei até depre.
Sai apressada e coloquei meu fone de ouvido no volume máximo. Andei alguns quilômetros e percebi uma presença atrás de mim. Tirei a música e quando olhei pra trás vi Risonho, Jeff e Ben. Ceerto. Um bando de assassinos me seguindo em plena luz do dia. Muito normal isso, né?
– O que estão fazendo aqui? – Eu perguntei nervosa, olhando para os dois lados da rua. Por sorte, não havia ninguém.
– Slender mandou ficar de olho em você. – Risonho disse, fechando os olhos e colocando as mãos atrás da cabeça.
– Vocês poderiam ser mais discretos, sabe? Caso alguém apareça, se escondam. Tipo, na floresta. – Eu apontei para a floresta que ia desde a rodovia (que é antes da minha casa) e vai além da escola.- E o Ben... Acho que ele caberia dentro de uma lata de lixo. HAHAHAHAHA!
– O QUE?! – Ele voou em cima de mim.
– AAAH! SAI DE CIMA DE MIM! – Alguém tirou o gnomo das minhas costas e eu levantei. Bufei, coloquei a música de novo e andei por mais algum tempo. – Hum, por que o Tio Slendy pediu pra ficar de olho em mim? Tipo,é porque ele não tem olhos? – Eu comecei a rir feito uma maníaca.
– Ele acha que pode ter servos dele por aí. Talvez já saibam sobre você. – Jeff disse observando a floresta.
– Você quer dizer do Zal... – Risonho tapou minha boca rapidamente.
– Não é seguro falar o nome dele aqui. Podemos falar na casa por causa da barreira mágica, mas aqui é muito arriscado. Se falarmos o nome dele seus servos podem aparecer.
– Tipo Harry Potter, quando o nome do Voldemort virou tabu? – Risonho tirou a mão da minha oca e revirou os olhos, e eu fiquei sem resposta.
O silêncio já estava irritando, então tirei a música de novo e olhei pra trás. Mas dessa vez só estava o Risonho atrás de mim.
– Hum... Cadê o Jeff e o Ben? – Eu perguntei muito nervosa. Ele abriu um olho e disse:
– Ben entrou em uma loja de games faz pouco tempo e Jeff seguiu ele.
– O quê? – Eu parei do nada e Risonho acabou caindo em cima de mim. (N/A: ~climinha~ Dahlia: CALADA!). Ele se levantou tão rápido que eu só vi um borrão preto e branco. Me levantei logo em seguida e virei o rosto. Não queria que ele me visse corada.
PERAI. Corada? Dahlia, acorda pra vida!
– Er... Eles entraram normalmente? Tipo, meio que tem nerds lá, então eles podem conhecer eles, já que são famosos.
– Ah, sei lá. Tinha uma placa dizendo algo sobre fantasias ou coisa parecida.
– Ahn...
Que silêncio. Olhei no relógio e vi que eram 06:40.
– AAH! EU SÓ TENHO 5 MINUTOS PRA CHEGAR LÁ! – Eu sai correndo sem olhar pro Risonho, que provavelmente estava plantado sem entender nada. Mas de repente algo pegou minha mão e me levou em direção à floresta. Era Risonho. – EI EI EI! ONDE TU TA ME LEVANDO?
– A floresta passa pela sua escola não é?
– Aham.
– Então é só cortar caminho.
– Você conhece essa floresta?
– Não.
Eu quase capotei, mas me recuperei depressa.
– Certo, então quer dizer que estamos perdidos na floresta? – Eu parei de correr e ele tembém.
– Er... Sim.
Ah, ótimo. Vou me ferrar no primeiro dia de aula com o novo diretor. Risonho continuou caminhando em direção à escola. Olhei pra trás, mas não faço a mínima das ideias de como voltar. Percebi uma árvore grande, com algumas raízes saindo da terra. Mas tinha algo entre elas... Parecia um... Tentáculo?
– Hey, Dahlia! Estou vendo uma construção daqui! – Fui até ele e vi, com um pouco de dificuldade, uma construção branca.
– Acho que é a escola... Mas parece uma casa.
Risonho deus uns passos pra frente, mas ele deu um passo em falso e caiu ladeira a baixo.
– RISONHO! – Eu corri na direção da ladeira, mas algo me segurou. Algo viscoso e úmido estava enrolado em minhas pernas.
– Onde pensa que vai senhorita? – Uma voz sedutora disse. Epa! Sedutora? Acorda!!
Me virei com esforço e vi uma criatura bem parecida com Slender, mas ele tinha um boca com dentes afiados e não usava terno. Ele deu um sorriso sedutor com uma rosa vermelha na boca. Os tentáculos se apertaram mais ainda em torno das minhas pernas. Certo, é hoje que vou ser estuprada. Ele se aproximou mais ainda de mim e colocou a mão na minha coxa.
– AAAAAH! EU SOU MUITO JOVEM PARA SER ESTRUPADA OFFENDERMAN!
– Ah, parece que a senhorita me conhece. As coisas estão... interessantes.

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