Olá Thiago, acho que quando você ler essa carta eu já estarei morto. Vou direto ao assunto, mesmo assassino que irá me matar (ou que me matou), quer se encontrar com você, ele pretende matar todos os mais próximos de você até que vá de encontro a ele, ele disse apenas que quer vingança, não sei dizer ao certo o que você fez, mas de qualquer jeito, não se entregue, fuja o mais rápido que puder para o lugar mais protegido ou longe possível, porque ele vem, e ele tem um exército! Não permita que minha morte tenha sido em vão!...

_Pronto, era só o que me faltava, agora na sei o que fazer..._ Disse eu.
_ Calma amor, vamos sair dessa, agora estamos protegidos._ Disse Lúcia
_ Como vou ficar calmo?! E meus outros amigos? E minha mãe e meu Pai? Como vão sair dessa?!_ Gritei eu nervoso e insatisfeito com a situação.
_Thiago, se tem algo que aprendi com o passar do tempo, é que tudo é possível se tiver fé em Deus, ele pode livrar a nós todos disso. Disse ela.
_Não posso acreditar em contos de fadas agora Lúcia, os mais próximos a mim correm grande perigo, tenho que encontrar com esse assassino.
_ Não, pelo menos respeite minha crença! Sei que estamos passando por um momento horrível, mas não vou deixar você sair daqui!_

Nesse exato momento o meu celular toca...
_Alô? Quem é?
_Thiago, me encontre as 3 da manhã na praça central.
_Que? Quem é?
_Venha e descubra, enfrente seu destino..._

E esse ser desliga o telefone. Espero Lúcia dormir, falo com o comandante do acampamento e então ele deixa ao meu dispor 15 homens armados. E então fomos para a grande batalha, não bem ao certo contra quem seria, mas sabia que era contra algo que nunca enfrentei na vida, talvez uma espécie de psicopata ou paranoico.

E então cheguei, era exatamente 3 da manhã...

_Alguém está ai?_ Gritei eu.
De repente ouço vozes e vejo vultos ao meu redor e ao redor de meus homens, quando percebo vejo 47 homens encapuzados, cada um com olhos negros e vermelhos, e seus olhares eram de ódio e buscavam vingança. De repente aprece um no meio deles, todo de preto cabelo médio e liso, olhos negros e pele pálida. Todos os meus homens começam a atirar, mas nem uma bala se quer perfuram ele e seus homens, e então esse homem disse:

_Acha mesmo que essas suas armas irão me matar? Hahaha, nunca!_

E então ele parte para cima de meus homens, tento ajuda-los, mas já era tarde demais, todos já estavam mortos. Ele chega perto de mim e me pergunta:

_Lembra de mim Thiago?
_Não, se eu lembra-se não estaria de aqui!
_Criatura insolente!
_ Eu te cacei durante esse tempo todo, e agora você está em minhas mãos, ires deixar-te órfão assim como me deixou durante minha adolescência... _

De repente vejo um homem com um saco preto na cabeça saindo de um carro vindo forçado até mim, quando tiraram o saco percebi que era meu pai, e rapidamente trazem agora uma mulher, minha mãe. Quando ele aponta uma arma na cabeça deles.

_Não, por favor, eles não!!!_ Grito eu, mas como se não adiantasse, ele mata os dois a sangue frio, bem na minha frente, sem dó nem piedade. E ele fala...
_Lembra daquela vez que você ainda era do exército e matou meu pai, a única pessoa que tinha? Pois bem, agora tiro seus pais de sua vida sem mais nem menos, você mereceu, e agora é sua vez...
_Espera, eu matei seu pai, pois ele havia provocado a morte de trinta pessoas em um só dia, ele foi culpado, não eu, eu fiz justiça!
_Chama de justiça tirar um pai de um filho que não tinha mais nada? Eu tive que aprender a me virar sozinho, agora já é tarde para desculpas, morra!_

De repente, o tempo para, entrei em um lugar de luz, uma luz que nunca avistei em toda a minha vida, senti uma paz, e aparece um homem com a palma das mãos furadas, seus olhos eram como chamas de fogo, que consumiam minhas impurezas, quando chegou perto, não aguentei e cai ao seus pés! Ele me pegou pela mão direita e me levantou e disse:

_ Eu sou Jesus, e sou real._
Eu não acreditei, estava totalmente constrangido em falar que tudo essa história de Deus e Jesus era um mero conto de fadas.
_Perdoe-me Cristo, eu errei contra o Senhor, fiz de seu sacrifício uma coisa inútil, me perdoa.
_Está perdoado._ Disse Ele com amor e carinho que nunc antes havia sentido.
_Posso lhe fazer uma pergunta Mestre? Eu estou morto?
_Não, você não está, você ainda está naquela praça de joelhos olhando para o rosto daquele homem, pronto para te matar. Agora, você tem a sua vida em uma das mãos e a sua morte na outra, você irá decidir se irá morrer ou não.
_Eu quero viver.
_Que assim seja!_

E então eu volto para o mesmo local onde estava, estou ajoelhado, como esse homem apontando uma arma para minha cabeça, quando ele ameaça apertar o gatilho, de forma misteriosa, todos os seus trinta homens morrem, e então me levanto e ele tenta dessa vez apertar o gatilho e no mesmo momento em que ele tenta, uma faca lhe atravessa o crânio. Quando vejo, era minha esposa me salvando, e todo o exército do acampamento que depois soube que mataram todos os trinta homens através de dardos envenenados.

Abraço minha esposa e ela diz:

_Por que você não me escuta?
_Desculpa, mas foi preciso amor
_Vamos para casa agora descansar
_Vamos. Agora teremos uma vida sossegada, uma vida de paz!_

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