Assassinos De Radessen - Fic Interativa
5 Você Está Sangrando, Querida. Morra, Querida.
Jullian não disse mais nada e os quatro sairam pelo refeitório. Eles correram para não ficarem para trás e em questão de minutos, encontraram uma fila. Cameron soltava as duplas e Dimitri estava apenas em pé na porta. Era vez da prova de Annie.
- Entrem. — Ela disse.
Os doze novatos se amontoaram perto de um cercado onde haviam filhotinhos de cachorros. Filhotes de Yorkshire.
- O que devemos fazer com isso? — Cassie perguntou olhando um que chorava.
Annie acertou o rosto de Cassie com a coronha do revolver.
- Deve me chamar de senhorita.
- O que devemos fazer com os cachorros, senhorita? — Cassie perguntou mais uma vez com raiva.
- Atirem em um filhote e terão o dia livre. Quero ver como matam.
Os novatos começaram a murmurar, hesitantes.
- Posso passar o dia e a noite toda, bando de covardes inuteis. São apenas cachorros noj...
Annie foi interrompida pelo som do disparo. Um olhava para o outro, tentanto descobrir quem atirou na cabeça do filhote que chorava e o resultado surpreendeu a todos: a pequena Emilly White.
- Já posso ir? — Emilly parecia entediada.
Annie assentiu e Emilly saiu pulando, infantil.
Jullian atirou fingindo que não era um cachorro. Era seu animal preferido, apesar de gostar dos maiores. Sem perguntar nada, saiu.
Allexis atirou sem emoção e foi atrás de Jullian.
- Eu vi. — Ela falou de cara para Jullian.
- Viu o que?
- Você ajudando os outros. Agora vai fazer o que eu quiser ou eu vou dizer ao Hailer. Sabe como ele adora a mim e odeia você. Eu sei de tudo, Ju. De todas as mentiras que contou para entrar aqui.
Jullian agarrou a garganta de Allexis e a ergueu do chão.
- Então fingirá que não sabe. Sei que tem status em Radessen, mas eu não me importo. Eu nunca me importei. Nunca desejei vir. Você pode ser poderosa sem mim — Ele a soltou e ela caiu no chão.
Eles não sabiam, mas Layla ouvia a conversa e decidiu que seguiria Jullian.
O garoto saiu pela neve que caia forte. Layla geralmente não se importaria. Mas ela queria descobrir o mistério. Ela caminhou pelo gelo ignorando a nevasca, mas era quase impossivel. O frio tomava conta dela depois de dez metros. Foi ai que ela desmaiou.
Layla acordou e percebeu que estava em uma mesa de ferro, ao seu lado, Jullian. Ele não era outra vitima. Ele torturava.
- Boa noite, querida.
- Jullian? O que eu estou fazendo aqui?
Layla olhou outros cadaveres. O rapaz gentil era, na verdade, um louco sádico.
- Acalme-se. Não espero que acabe como aquelas criaturas fracas.
- O que você é?
Jullian nada disse e injetou um liquido na veia de seu braço que a fez sentir como se seu corpo todo queimasse.
- O que está fazendo?
- É para sua própria proteção. — Ele disse em um sussurro.
Jullian a soltou e Layla agarrou um bisturi e arranhou o rosto de Jullian, que começou a sangrar. Ele sorriu sadico e viu enquanto ela se afastava.
Layla decidiu que era melhor não dizer nada, ainda, mas talvez o chantagearia com isso. Era mais um maldito mentiroso sujo. Ele escondia alguma coisa. Layla, inves de ir para o próprio quarto, foi para o quarto de Jullian.
O quarto de Jullian era igual aos outros. Layla abriu o armario e haviam apenas os uniformes. Ela abriu as gavetas uma a uma e nada. Na ultima gaveta, ela já suspirava derrotada quando ouviu um barulho estranho. Abriu a gaveta mais uma vez e tateou com o maior cuidado e descobriu. A gaveta tinha um fundo secreto.
Rapidamente Layla puxou o fundo falso e ali embaixo havia cartas. Ela pegou uma na mão. O papel era pesado, amarelado e chique. Ela olhava com cuidado e viu a marca do selo rompido. Não era de Radessen. Layla virou a carta e leu para tentar algum remetente. Mas apenas o destinatario estava escrito. Ela pode ler claramente as palavras que mais lhe atiçaram curiosidade na vida.
"Secreto. Por favor, abra sozinho, Sr. Jullian Muller."
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