Assassinos De Radessen - Fic Interativa
11 Vidros Quebrados Mostram Um Falso Reflexo
Cameron entrou no corredor dos dormitórios com um mal humor fora do comum. Caminhou para o quarto da faltosa Donna. Uma punição era necessária. Ele irrompeu a porta arrombando e encontrou Hailer lá. Assim como quando os guerreiros se transformam em armamentes, ela tinha uma agulha fina na artéria temporal.
– Senhor? — Cameron deu um passo para trás.
– Ajoelhe-se. — Hailer disse entediado.
– Mas senhor..
– AJOELHE-SE SEU MERDINHA INÚTIL. CURVE-SE DIANTE DE SUA INSIGNIFICANCIA.
Muito contragosto, Cameron se ajoelhou e se curvou diante de Hailer.
– O que fez com a garota, milorde? — Ele falou baixo e Hailer sorriu.
– Estou testando novas drogas. Assim como anestesiam para aqueles joguinhos inuteis que fazem a seleção dos mais fortes, eu anestesiei a garota. Essa nova droga associada a antiga vai fazer que a qualquer descarga de adrenalina a ponha em um estado semi-hipnótico. Infelizmente, apesar de causarmos algumas paralisias no lobo frontal com a antiga droga, e vocês terem apatia com qualquer um, vocês matam quem querem matar. Com essa droga, os novos vão apenas matar quem eu quiser que matem. Agora, eu tenho mais o que fazer. Se ela morrer como os outros, queime.
– Sim senhor.
Hailer saiu em passos firmes e Cameron trancou a porta. Arrancou a agulha da garota, que acordou quase no mesmo instante.
– O que você faz aqui? — Ela falou em um tom quase absurdo.
– Ainda sou seu mestre, garotinha boba. Só não te ensino isso com um bom tapa porque está delibitada.
– Quer saber, meu grandissimo senhor? Mate-me. Mas acho que para um psicopata é um fraco. Se eu insulto o senhor com a minha própria existencia, assim como o senhor faz a mim, peço que me mate. Caso contrário, SAIA DO MEU MALDITO QUARTO.
Cameron beijou com ódio a garota em pé em sua sua frente. Ele não almejava bater nela. O beijo tinha ódio, raiva e um toque de luxuria. Ela ficou estatica. Sem mover um músculo. Era a droga agindo.
– Mestre Hailer deseja que eu mate.
– Quem?
– Você.
Donna pegou a espada ao lado da cama e com um único golpe, a cabeça do instrutor rolou no chão.
Hailer entrou no quarto sorrindo e tocou o maxilar de Donna.
– Minha pequena e perfeita monstrinha.
–-x--
Dimitri estava sentado no salão descoberto ele olhava a fonte. A água fora congelada ainda em movimento. Allexis chegou e se sentou perto dele. Apesar de saber que ele podia bater nela e expulsa-la, contudo, ele apenas perguntou:
– Como veio parar em Radessen?
– Meus pais me ofereceram. Eles eram Assassinos. Eu tinha fugido com meu primo. Seu nome era Adrian. Ele havia me pedido em casamento, na mesma noite Hailer o matou e me trouxe para cá. E você?
– Eu não me lembro. Eu não me lembro de nada antes de Radessen. Mas me lembro como é poder sentir. Sentir ódio, medo, amor. Mas agora não sinto. Me lembro da dor, mas agora não há dor. Não há. Irritação é um sentimento imaginado. Que eu precisei pensar.
– Senhor?
– Aqui fora você tem permissão para me chamar pelo nome.
– Dimitri? Você está sendo sincero e... Legal?
– É. E se disser para alguém, eu matarei-a da forma mais dolorosa que eu puder sonhar. Ou imaginar.
– Sim... Senhor. — Ela deu um sorrisinho afetado e se levantou voltando para o calor gélido de Radessen.
Dimitri permaneceu em seus pensamentos. Ele podia sentir em seus ossos que algo muito ruim iria acontecer em Radessen.
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