Notas iniciais
Para a Paola liiiiiiinda que me deu uma recomendação. Obrigada a todos vocês pelo carinho. Eu sinto até vontade de chorar quando leio o quanto vocês gostam da história e eu realmente amo escrever para vocês.

Astrian pegou o corpo inerte de Jullian e o pos em seus braços. Layla já havia partido e sabia que ninguém mais o importunaria. Carregou o irmão mole pelos corredores e saiu da mansão. A neve havia parado de cair. Tudo parecia mais calmo. Astrian jogou o corpo de Jullian na floresta, sobre a neve. Se ajoelhou tocando o rosto do irmão e então partiu.

Na manhã seguinte, Dimitri esperava na porta da sala mais cedo que o normal. Vestia o mesmo traje que costumava a usar em missões. Os veteranos passavam e iam para suas próprias salas.

Ao chegarem, os novatos pareciam assustados. Até os mais crueis. Os que mais mereciam estar em Radessen. Eles sabiam que ninguém em Radessen temeria matar um deles por mau comportamento.

Taylor em particular parecia um tanto perturbado, pensativo. Assim como Layla pois ambos assistiram a morte de Jullian.

Donna tivera uma crise de sonambulismo e fora salva por Cassie que passava.

Dimitri ficou na frente dos onze com a mesma cara de nada habitual.

- Vou testar a sobrevivencia de vocês. Boa sorte. — Dimitri disse e saiu trancando a sala.

Logo que ele saiu um cheiro forte de gás invadiu a sala. Aquilo queimava o nariz. Era venenoso e cansativo, só de respirar.

- O que é isso? — Emi Slin perguntou ao segurar o papel.

Taylor pegou o papel e começou a ler alto para que todos escutassem:

- A chave para a sobrevivencia está em um de vocês. O ar que respiram é ácido cianidrico. Se passarem duas horas ai, todos estarão mortos. Portanto, é melhor que sejam rápidos. Tudo o que precisam está nesta sala.

Paola pegou um raio-x e tinha uma chave debaixo da costela de alguém. Como pegariam?

Katherine pegou um bisturi no chão e olhou para os outros dez. Ela iria sobreviver. E seria uma assassina.

Becky estava quase verde e tonta por causa do gás.

Illy White procurava quem tinha o corte na costela. Peter tocou o próprio corpo. A costura mal-feita. Com certeza fora feito enquanto estava dormindo. Como ele não reparara?

- Está comigo... — Ele falou para si mesmo e escondeu fingindo estar procurando nos outros.

- Talvez seja um truque. Talvez Dimitri queira que nos matemos. Ele quer que fiquemos um contra o outro. — Paola disse.

- É possivel. — Cassie suspirou.

O tempo deles estava no fim e todos morreriam.

- Está em mim. — Peter disse.

Katherine foi até ele empunhando o bisturi. Mataria o garoto, se isso se provasse necessário.

Illy White parecia não se importar e Donna segurou Peter com Illy, para que ele não fugisse.

- Não! — Cassie exclamou e fez todos a olharem. — Não esta no pulmão. Podemos tirar sem matá-lo. Não que eu me importe, mas...

- Deixa que eu faço. — Donna disse e trocou de lugar com Katherine.

Donna cortou os pontos, reabrindo as feridas. Ele berrou. Com cuidado, separou as costelas do rapaz e pegou a chave sangrenta. Peter reclamava e berrava.

- Sua maldita vadia.

- Seu maldito grosso.

Slin pegou um pano que estava no chão e molhou na pia, então, quando ia entregar, desmaiou, assim como Layla, Cassie e Taylor. O tempo estava no fim.

Katherine pegou a chave e fraca rastejou até a porta, enfiando a chave e então girou, abrindo a porta. Eles conseguiram.