Assassinos De Radessen - Fic Interativa
20 A Supremacia De Viena
Notas iniciais
Dimitri Pov
Dizem que a existencia de opressores e oprimidos faz parte da natureza humana e cabe a cada um aceitar seu papel perante o todo. Dizem também que é comum o oprimido se tornar o opressor depois de um tempo. No meu caso, isso nunca se tornou realidade. A batalha entre Radessen e Viena acabara, e eu conseguira fugir com Annie, Paola, Henric e Laila. Sabia que alguns se tornariam Vieneses e outros se revoltariam, se tornando escravos. Mas desde que estivessem vivos, eu teria a oportunidade de vingar o nome de cada um deles. Não esperava que fosse fácil. Eu só esperava ter a chance.
Para mais uma vez, meu azar, Viena tomara a única pessoa que realmente me preocupei: Annie. Cada um seguiu o seu caminho, era perigoso andar em grupo. Sozinho restava-me a única coisa que me levou em frente. Restou-me a vingança.
Hamburgo, Alemanha, Onze e dezessete da noite.
Encostei minhas costas na parede semi-congelada do beco úmido de Hamburgo. Era degradante viver como um indigente, mas era necessário. Meu único foco era me manter invisivel, escondido do Instituto de Viena, para que quando eu estivesse forte o suficiente pudesse atacar e libertar meus amigos do despota Kayle.
Com a medida do anoitecer, o cansaço de dias sem dormir caía, minhas palpebras pesavam e meu corpo doia.
- Annie, me proteja. — Murmurei ao cair no sono.
A manhã seguinte veio muito antes do que eu queria que chegasse. Acordei bem mais cedo que qualquer outra pessoa. O capuz cobria meu rosto pela cidade vazia. Meu plano original era embarcar em um avião clandestinamente e ir para Boston encontrar o meu Instrutor de Radessen. Com sorte, ele poderia me ajudar a reunir um grupo para invadir a fortaleza do Instituto de Viena.
Tudo parecia correr estranhamente bem, até que eu topasse com um Vienese. Ele puxou a arma e eu a espada, por ter sido tudo que me sobraste.
Acho que me arrependi amargamente pela noite que cometi o meu primeiro assassinato. Ao momento que estava lutando, podia ser um empresario. Poderia estar casado e estar ansioso para ser pai. Que esperança há para Radessianos ter uma família comum?
Sem pensar, degolei o homem e fugi. Radessen era mais rígida em relação a Viena, e ganhava facilmente em uma luta justa. Mas quem disse que para assassinos existe justiça?
Viena, Austria
Becky Pov
Acho que estava muito distante enquanto cortava as batatas do banquete de toda sexta no Instituto de Viena. O palacio era ocupado pelos alunos e os Radessianos que se recusaram a ficar em Viena era obrigado a agir como um empregado. Durante a rebelião e a traição de Ryuzaki, Naru era a esperança de Radessen, mas ele desaparecera como muitos outros.
- Covardes. — Resmunguei ao pensamento.
Alguem passou e me empurrou. Por instinto diminui o impacto com o meu braço. As batatas rolaram por toda parte e eu queria matar quem me empurrara. Taylor correu até mim. Ele exibia olheiras por causa do nariz quebrado. Sorri como agradecimento.
Ri baixo, ao lembrar das confusoes que ele arrumou com menos de um mes nesse novo inferno.
- Ele vai destruir isso aqui. — Taylor sussurrou sobre Dimitri e os outros e eu assenti.
Acredito que nenhum outro Radessiano se rebelou para sair de Viena por sabermos que seriamos necessários aqui dentro.
É natural do ser humano querer se soltar sempre que esta preso. Mesmo que a cela seja confortavel, nunca vai ser tão confortável quanto ser livre.
Florença, Itália
Paola Pov
Sentei-me na cama confortável. Desde que fugi de Radessen, tudo o que fiz foi tentar ter uma vida normal. Como se eu nunca tivesse sido levada para aquele inferno. Como se tudo pudesse ter sido apagado.
- Boa noite — Jimmy sussurrou ao chegar no apartamento.
Desde que o conhecera na rebelião de Radessen, ele tem me apoiado. Ele tentava levar uma vida normal desde que saiu de Radessen há anos atrás e agora me abrigava com mentira de que eu era uma prima próxima da família falecida dele. Por pouquissimas vezes pensei em como os outros estariam, seja presos em Viena ou se escondendo do lado de fora, como eu.
Uma batida na porta forte fez com que eu sacasse a minha arma a colocando em posição. Jimmy me escondeu atrás dele, sabendo que o Instituto de Viena me procurava. Surpreendi-me, no entanto, ao ver a imagem de Donna catastrófica na minha frente, o rosto machucado, cabelos levemente queimados, temi, mas a garota parecia fraca e logo desabou com um murmuro.
- Ajudem-me. Por favor.
Alpes de Radessen, Suíça
Astrian Pov
Acordei para o que pareceu uma eternidade em um limbo com escombros sobre meu corpo. Outros cadaveres estavam espalhados pela neve e lembrei da derrota, ou melhor, massacre de Viena sobre Radessen. Sem dúvida alguma eles acharam que eu estava morto. Não ri. Afastei a madeira repousada sobre mim e ao colocar o mínimo peso, percebi que tinha pelo menos duas costelas quebradas. Apoiado nos pinheiros encontrei a cabana dos rebeldes e comi o que pude, indo diretamente, então no armário de Primeiros Socorros. Agarrei todos os analgésicos que pude guardando com as armas e a espada.
A neve caia forte do lado de fora e eu precisava sair dos alpes antes que eu morresse de frio e fome. Agarrei as capas de pele de dois cadaveres de Assassinos que nunca vi na vida e correndo contra o tempo, invadi o aeroporto escondido de Radessen.
- Merda — Foi a única coisa que disse antes de saltar no avião na minha tentativa de fuga.
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