Assassinato em Minnesota - Interativa
7 Interrogatório - Peter Harper
Notas iniciais

—Está aqui, senhor Bennet — disse Matthew, entrando com um loiro ao seu lado.
—Boa tarde, senhor Peter — Jack estendeu a mão para um cumprimento.
—Eu não tô afim de ficar aqui, então é melhor que acabe logo — Peter resmungou, sentando-se na cadeira e ignorando o cumprimento do detetive.
—Esses jovens... — o mais velho disse, decepcionado, sentando-se na cadeira — Aceita um café? Ou biscoitos?
—Não — respondeu grossamente.
—Eu sou Jack e este é Matthew. Nós estamos resolvendo o caso da morte de Lucy — o detetive disse, pegando um biscoito — O seu nome inteiro, é?
—Peter Harper.
—Certo. Como era sua relação com a garota?
—Eu namorei ela por um ano — Peter falou, passando a mão em seu cabelo — Nós terminamos há uns três meses atrás.
—Então vocês se conheceram em outro lugar?
—Sim, meus amigos apresentaram Lucy para mim, em uma festa — o loiro disse, encarando o nada.
—Quem terminou, você ou ela? — Jack questionou, anotando em seu caderno.
—Pra que, vocês querem saber de todo detalhe da nossa relação? — Peter disse, irritado.
—É necessário que saibamos de todo o relacionamento de vocês com a menina — o detetive disse, encarando-o — E se você não fez nada, não há nada o que esconder, certo?
—Tsc — desviou o olhar — Ela que terminou comigo porque estávamos brigando muito. O que mais querem saber? Quantas vezes beijamos e fomos pra cama?
—Não, isso é desnecessário — Matthew se pronunciou — Você ainda gostava dela, estou certo? Por isso que veio para cima de mim, porque eu estava falando com ela naquele dia...
—Sim, eu sempre gostei — respondeu, irritado — Aquele dia, eu perdi a cabeça porque, o que um cara bem mais velho estava fazendo dando em cima da minha Lucy?
—Primeiro que, eu não estava dando em cima de Lucy, ela que veio falar comigo — Matthew se sentou e pegou um biscoito da bandeja — Segundo, eu não sou tão mais velho que vocês, temos apenas cinco anos de diferença. E terceiro, Lucy não era sua, ela não era de ninguém.
—Continuando... — Jack interrompeu — Onde você estava, ontem entre as nove e dez horas da manhã?
—Estava no meu quarto — respondeu, irritado, batendo o pé no chão — a Sarah também estava lá.
—Viu alguém além dela?
—Vi o Fred, que estava indo pro banheiro do segundo andar, já que o nosso está com problema — disse, ainda batendo o pé — Já acabou??
—Então você divide o quarto com esse garoto? Qual o número do aposento?
—Sim — o menino diz, coçando a cabeça — É o 15.
—Certo — Jack disse, concluindo suas anotações no caderno — Obrigado, senhor Peter. Por enquanto, é só. Está dispensado.
—Finalmente — disse, se levantando da cadeira e saindo do aposento.
—Ufa, ele é um garoto difícil de se lidar — o detetive disse, se espreguiçando — Esqueci de te perguntar, quer um café?
—Não precisa, obrigado — Matthew disse, em meio a risos — Além de que, ele já está frio, senhor Bennet.
—Mas já?
—Essa garrafa, que John colocou o café, não é térmica.
—Ah, que pena. Estava uma delícia — Jack se lamentou, observando a garrafa.
—Quer que eu pegue mais? — Matthew se ofereceu, levantando-se.
—Não precisa, meu jovem, irá atrapalhar os cozinheiros — Jack falou e pegou a pasta preta — Mas chame para mim o próximo suspeito.
—Quem é o próximo?
—Vincent August Platt.
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