Assassinato em Minnesota - Interativa

8 Interrogatório - Vincent August Platt


Notas iniciais
Oláa, aqui vai mais um capítulo!!

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—Boa tarde, senhor Vincent — o detetive estendeu a mão para cumprimentar o garoto que tinha acabado de entrar com Matthew. Ele possuía grandes cabelos negros e tinha fones na cabeça. O menino demorou alguns segundos para reparar em Jack.

—Foi mal — Vincent retribuiu o aperto de mão — Quem é você?

—Sou Jack, o detetive, e esse é Matthew, meu estagiário que te trouxe aqui — o mais velho falou — Sente-se, meu caro.

—Ser um detetive, deve ser legal — o menino disse, sentando-se.

—Nem todos acham o mesmo — Jack disse, com um sorriso no rosto — Sabe o motivo de estar aqui, sendo interrogado?

—Não — o menino respondeu, disperso.

—Não lhe contaram nada? — Matthew perguntou, estranhando — John disse que havia contado a todos estudantes.

—Ah, o Carter tinha me falado de algum aviso importante mas eu nem fui, devia ser chato demais — o menino disse, mexendo em seu fone de ouvido.

—Carter... Henry Carter? — Jack perguntou e Vincent fez "sim" com a cabeça — Mas ninguém veio te avisar nada?

—Eu não costumo falar muito com as pessoas, então não fico sabendo das fofocas — o moreno respondeu — Eu nem queria ter vindo para essa viagem, para começo de conversa.

—Então, por que veio? — o detetive perguntou.

—Meus pais me obrigaram — respondeu, com raiva nos olhos.

—Bom, então — Jack iniciou — Sua colega Lucy foi morta.

—Ah...ta.

—Não está surpreso? — Matthew estranhou.

—Não, eu já perdi v​á​rias pessoas próximas — Vicent se pronunciou — Perder uma que eu nem gostava, não me faz falta.

—Então você não gostava dela... — o detetive disse — Como era, exatamente, seu relacionamento com Lucy?

—Quase nunca nos falamos. Só umas vezes quando ela vinha pedir as lições de casa. Eu sempre passava as respostas erradas — o garoto disse e Matthew deu uma risada baixa.

—Por que você fazia isso, senhor Vincent? — Jack falou, anotando em seu caderno.

—Já disse — respondeu, impaciente — Porque eu não gostava dela. Nunca fui com a cara de garotas do tipo dela.

—Bom, com algumas an​á​lises que fizemos, descobrimos que a garota foi morta ontem, entre as nove e dez horas — o mais velho disse — O que você estava fazendo nessa hora?

—Eu devia estar na sala de espera, ouvindo m​ú​sica — respondeu, pensativo — Ah não foi isso, na verdade o Thomas me pediu pra fazer um neg​ó​cio chato para o velho do hotel.

—Thomas...é? — Matthew perguntou.

—O professor deles — Jack respondeu — Que neg​ó​cio chato, meu jovem?

—Era arrumar as câmeras, que estavam com problema — respondeu e colocou seu fone em cima da mesa — Eles não tinham a mínima noção do que fazer.

—Pode me dizer como que fez para arrum​á​-las?

—S​é​rio? — perguntou — É meio complicado explicar tudo.

—Sim, tudo o que estamos perguntando é necessário — o detetive diz — Tente simplificar para n​ó​s que não entendemos do assunto, por favor.

—T​á​. Eu fui la dar uma olhada e tudo parecia estar certo, menos algumas telas, as do quarto andar, que estavam escuras — Vincent começou a explicar — Primeiro, eu pensei que o problema estava nas próprias telas, mas da​í​ eu mexi nelas e não achei nenhum erro. Então, decidi procur​á​-lo nas próprias câmeras, mas para isso eu tinha que desligar todo o sistema, para prevenir de levar choque.

—Você podia ter desligado a energia também, né? — Matthew perguntou.

—Sim, mas como o sistema daqui é antigo, se eu desligasse a energia, apagaria a de todo hotel — Vincent respondeu, coçando os olhos — Por sorte, dava para desligar apenas o sistema das câmeras.

—As câmeras daqui são difíceis de alcançar. Vocês levaram uma escada at​é​ lá?

—Não, no elevador cabe apenas uma escada pequena — respondeu, batendo o dedo indicador na mesa — A mulher da recepção chamou um segurança, que no final alcançou e consertamos.

—Qual era o problema? — Jack o questionou, encarando-o firmemente.

—Os fios estavam velhos — Vicent respondeu, bufando — Depois de uma hora, mais ou menos, acharam fios novos e trocamos.

—Certo. Você se lembra de ter encontrado alguém, que não seja o John e seu empregados, nesse tumulto todo?

—Não — respondeu, colocando seu fone em seu pescoço.

—Ok. Em qual quarto você está hospedado e com quem?

—Eu t​ô​ no 17, com o Carter. É só?

—Sim. Obrigado, senhor Vicent — Jack agradeceu, cumprimentando-o — Está dispensado, por enquanto.

—Ok — se levantou da cadeira, olhou de relance para Matthew e saiu do escritório.

—Eles não vão muito com a minha cara, né? — o menino falou, decepcionado.

—Acho que não, meu jovem — respondeu Jack, que depois d​á​ um grande sorriso — Enfim descobrimos o tal ajudante de John!

—Ainda bem que ele se manifestou — Matthew disse, se espreguiçando — Foram grandes e boas informações que ele nos deu! Temos que ver quem é o segurança que eles chamaram..

—E de qual andar que ele estava encarregado.

—Sim... mas podemos confiar em tudo o que ele nos disse? — o mais jovem disse, pegando o último biscoito da bandeja.

—Se houver alguma outra informação que não se encaixe com o que ele nos disse, podemos começar a desconfiar — Jack afirmou, ajeitando as xícaras da bandeja — mas se não houver, analisaremos o que temos. Você já sabe. Sempre...

—...em alerta — Matthew completou, em meio a risos.

—Bom, faremos uma pausa e continuaremos com os interrogatórios amanh​ã — Jack falou, fechando seu caderno.

—Mas é melhor fazermos o quanto antes, não acha? — o menino disse, preocupado.

—Não precisamos ter tanta pressa, a nevasca vai durar por mais uns dias. Faremos com tranquilidade pois temos que fazer um serviço bem feito, pelo bem de Lucy certo? — o detetive disse, com um sorriso gentil, e Matthew assentiu — Temos muitas informações para processar em um só dia, então, descanse bem, meu jovem.

{...}

No dia seguinte, logo após o café da manhã, Jack e Matthew retomam os interrogatórios.

—Quem é o primeiro? — Jack perguntou — Chame-o para mim, por favor.

—Certo. É o garoto do cachecol — Matthew falou — Fred Carlson.