Assassinato em Minnesota - Interativa
12 Interrogatório - Sophie Stamford
Notas iniciais

—Bom dia — uma garota, de cabelos extremamente negros e uma pele clara como a neve, cumprimentou Jack.
—Sophie Stamford, correto? — a garota confirmou com a cabeça — Bom dia, sente-se.
—Com licença — a menina se sentou.
—Aceita um café? Ou um aperitivo? — ofereceu, apontando para a bandeja.
—Não precisa.
—Eu sou...
—Jack La Blanc Bennet, o famoso detetive, e o dos olhos claros é Matthew Evans Carter, o quase detetive — a menina interrompeu — Aquele senhor, que creio eu é o dono do hotel, nos contou.
—Verdade, havia me esquecido — Jack e Matthew se surpreenderam — Então você já sabe do ocorrido...
—Sim.
—Como era sua relação com a vitima?
—Eu gostava bastante de conversar com a Lucy, ela era uma garota com muita personalidade — respondeu, encarando o vazio — mas eu não passava muito tempo com ela.
—Por qual motivo?
—Porque ela andava com umas meninas frescas e metidas — contou, fazendo cara de nojo — Eu não as suporto.
—Certo.. Sabia de algum problema grave que ela tinha?
—Eu sei que ela tinha uns problemas familiares... Antes que você pergunte qual, eu não faço ideia.
—Vocês costumavam conversar sobre o que? — questionou, anotando em seu caderno.
—Sobre livros, filmes, músicas e séries de T.V.
—Então senhorita Sophie, descobrimos que sua amiga foi morta anteontem, entre as nove e dez horas. O que você estava fazendo nesse momento?
—Acho que foi na hora em que eu acordei pra ir comer alguma coisa no restaurante — respondeu, coçando o braço.
—Lembra de ter visto alguém?
—Lembro da Ally, que estava no quarto, porque ela me ofereceu o pudim dela... — disse, coçando o olho — E do Thomas, que eu fui tirar uma dúvida de geografia.
—Última pergunta... — falou, anotando em seu caderno — Em qual quarto está e com quem o divide?
—Quarto 19, com a Ally.
—Muito obrigado, senhorita Sophie. Pode ir.
—Por nada — falou, se levantando e saindo do aposento.
—Ela foi a mais normal de todos — Matthew falou, se espreguiçando e levantando da cadeira. Jack susurrou algo que ele não conseguiu ouvir — Pode repetir?
—Nada não — o detetive dá uma risada — Isso está virando uma brincadeira de criança. Só que, muito bem bolada.
—O que você quer dizer com isso?
—Você verá, meu jovem... você verá — disse se levantando — Quem é o próximo? Eu mesmo vou chamá-lo.
—Deixa que eu chamo — Matthew tentou impedir, impaciente por seu parceiro estar escondendo suas conclusões.
—Não, eu quero chamar. Estou cansado de ficar sentado.
—Tá legal... — Matthew abria a pasta — O próximo é o Norman Cartor.
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