Notas iniciais
Holaa Como vão? Estou demorando para postar agora porque é a reta final e quero fazer bem feito! Bom, espero que gostem!

​Jack e Matthew combinaram com o dono do hotel de liberar seus funcionários, afim de obter mais informações. John decidiu que por volta de umas 14 horas, depois do horário de almoço, seria a hora ideal para disponibilizá-los. Primeiro, combinaram que, dois dos quatro seguranças seriam questionados antes dos outros funcionários, para que enquanto a maioria estivesse conversando com os detetives, os dois ficassem em seus postos de olho no hotel. E assim foi feito.

—Boa tarde, senhores — Jack cumprimentou os dois seguranças, que entravam — Será algo rápido, não se preocupem.

—Boa tarde — responderam.

—Então, tentem se recordar de três dias atrás — falou, girando a caneta de sua mão — O que faziam e se perceberam movimentações estranhas no hotel, por exemplo...

—Eu estava no terceiro andar e tudo estava normal — um deles falou, pensativo.

—Eu estava no segundo andar e não vi nada — o mais alto disse — Não posso dizer que estava tudo completamente normal porque foi no meu andar que ocorreu o crime.

—O senhor não reparou em nada? — o detetive questionou.

—Não porque, uma hora, uma das recepcionistas me chamou para arrumar as câmeras do quarto andar que estavam com problema. Acho que foi nessa hora em que a moça foi morta, não? Juro que não vi nada — falou, com um rosto cheio de preocupação.

—Acalme-se, meu caro. Foi isso mesmo que eu imagino que ocorreu — o detetive mexia em sua curta barba, lendo suas anotações — Me conte cada único detalhe que aconteceu quando te chamaram para ajudar.

—A recepcionista me chamou, falando que precisavam de uma pessoa alta para consertar as câmeras — contou, mexendo seus dedos — Eu até questionei, se viria alguém em meu lugar, mas como não tinha mais nenhum segurança disponível, o andar ficou bem vulnerável.

—Se lembra quem era a recepcionista?

—É a mais velha das duas, uma senhora já de idade.

—Certo. Prossiga.

—Depois fomos para o quarto andar, concertar as câmeras.

—É onde vocês estão dormindo, certo?

—Sim, é o andar somente dos funcionários.

—Quem foi também?

—Foram as duas recepcionistas, a que me chamou e outra, o senhor John e um garoto dessa escola

—E o que te pediram para fazer?

—Me pediram para cortar alguns fios e colocar uns novos no lugar. Eu fiz isso em todas câmeras do andar — respondeu, pensativo — Foi meio complicado.

—Okay — Jack escrevia no caderno — Não se lembram de mais nada?

—Não — responderam juntos.

—Então é só. Obrigado — o detetive fechou o caderno e se levantou — Por favor, avisem para John que estaremos esperando a todos no restaurante.

Os dois saíram para avisá-lo e, Matthew e Jack foram para o restaurante, que seria fechado para conversar somente com os funcionários.

Logo em seguida, entram no local, John e sua esposa, as cinco faxineiras, os seis cozinheiros, os outros dois seguranças e as duas recepcionistas.

​—Boa tarde — todos responderam e se sentaram — Agradeço a presença de todos aqui. Será bem rápido.

—Quanto tempo você quiser, amigo — John, que estava com o braço em volta de sua esposa, disse.

—Vou fazer uma pergunta a todos e quero que pensem bem. Alguém viu uma movimentação estranha três dias atrás?

A maioria ficou em silêncio e as faxineiras começaram a conversar entre si, preocupadas.

—Senhor detetive? — uma delas falou, com um rosto cheio de preocupação — Eu me lembro de que, nosso calendário com os horários da limpeza estavam marcados como se o segundo andar já estivesse limpo, mas ele não estava...

—Como souberam que ninguém limpou?

—Eu que fico encarregada de limpar esse andar — a mais jovem disse — Eu achei estranho que alguém limpou, mas não contestei ninguém porque eu sou a mais nova e menos experiente.

—Oh minha querida — a faxineira mais velha disse — Podia ter nos perguntado.

—Desculpe, não sabia que eu poderia ter evitado uma morte com isso — falou, cabisbaixa.

—Não se preocupe, todos nós podíamos ter evitado a morte da garota — o detetive sorriu — Consegue continuar?

—Sim. No dia seguinte, eu fui limpar os quartos e vi que estavam bem sujos. Quando eu entrei no quarto daquela garota, senti um cheiro ruim vindo do armário, e daí eu abri... Desculpa senhor John, sei que não fiz certo

—Não se desculpe, se você não tivesse aberto, ela estaria escondida até agora — o dono do hotel bateu de leve em seu ombro.

—Vocês não viram mais nada? — Jack perguntou para as faxineiras e elas negaram — Certo. Os seguranças viram algo?

—Eu vi uma movimentação maior dos alunos — um deles respondeu — Mas não fiquei preocupado porque é normal gente jovem fazer tumulto.

—Você cuida de qual andar? — Matthew andava de um lado para outro.

—Eu fico no térreo — respondeu.

—Eu fiquei no terceiro e não vi nada, estava bem tranquilo — disse o outro.

—Vocês podem nos ajudar com alguma informação? — Jack perguntou às recepcionistas.

—Tem aquele garoto que veio ajudar a arrumar as câmeras — a mais velha disse — Ele era um pouco arrogante.

—Um pouco? Muito! — a mais jovem falou — Ele nos ordenava a fazer as coisas como se fosse nosso chefe!

—Não exagere, Maria... Já vi gente mais arrogante que ele.

—Ele parecia estar nervoso, irritado ou com medo? — o detetive perguntou, abrindo seu notebook.

—Aparentava estar nervoso e irritado — a senhora respondeu, coçando a bochecha.

—E os senhores, tem alguma informação para nos ajudar? — perguntou aos cozinheiros.

—Tudo aparentava estar normal — o senhor de barba branca falou com um sotaque.

—Maestro, eu lembro que uma chica veio pedir um sonífero porque não conseguia dormir.

—Mas isso não é tão importante niño.

—Espera... — a informação chamou a atenção de Matthew — Se lembra como era a garota?

—Era uma chica muito bonita — respondeu, pensativo — Cabelos ruivos e olhos claros...

—Entendi... Ela estava acompanhada de alguém?

—Ela estava sozinha, mas não sei se tinha alguém junto com ela jantando — respondeu, com um pouco de sotaque.

—Okay, obrigado — Matthew agradeceu e olhou para o detetive sorrindo.

—Concluiu sua suposição? — Jack perguntou.

—Não esperava que acontecesse algo assim... — falou, passando a mão no cabelo.

—Venha ver algo — Jack mostrou seu computador ao mais novo — E vocês, meus amigos, tem algo para acrescentar? — perguntou aos donos do hotel.

—Eu não vi e nem reparei em nada... — John disse — e você, meu amor?

—Eu também não... não esperava que algo assim ocorresse no nosso hotel — Suzan respondeu, cabisbaixa.

—Isso acabará logo — o detetive falou, sorrindo.

—Caramba... — Matthew disse, surpreso com o que Jack lhe mostrou no notebook.

— Faz sentido, não? — Matthew concordou com a cabeça — Bom, obrigado a todos, pelas informações. Nós já temos nossa resposta. Só peço que chamem todos os alunos para cá.

—Não será necessário interrogar os outros hóspedes? — John perguntou, enquanto os funcionários saíam do restaurante.

—Não, não mais — Jack garantiu e o dono do hotel entendeu, pois confiava em seu amigo — Chame também o professor deles.

Logo em seguida, chamaram os alunos e o professor para o restaurante. Todos sentaram e aparentavam estar com medo, olhando uns para os outros. Ninguém conversava.

—Querem saber quem foi?

—Sim — todos responderam em uníssono.

—Na verdade, vocês já sabem... todos vocês sabem.

Notas finais
Oii, de novo! Entenderam o espanhol dos cozinheiros?? Maestro = professor Chica = menina Niño = menino Eu amodoro espanhol *--* O próximo capitulo será a grande revelação, como devem ter percebido! E farei um capítulo extra, a pedido de uma querida leitora!! Não irei demorar para postar porque o próximo está praticamente pronto!! Obrigada por lerem! Bjs bjs ♥ Ah, e se tiver algum erro de português me avisem, per favore(italiano ♥)!!