Assassinato Na Mansão Connelly

8 O Interrogatório de Joe Gryder


Uma hora da tarde foi servido um jantar, não tão elaborado como o do dia anterior, mas que alimentaria bem todos os convidados.

Matthew aproveitou a situação para anunciar aos convidados que seus quartos seriam revistados e logo depois haveria um interrogatório.

Muitos se entreolharam, murmuraram e até pensaram em reclamar mas, no fim, todos consentiram.

Demorou cerca de três horas para revistar todos os quartos. Eram todos, basicamente, iguais ao dele. Poltrona junto da janela, cama, banheiro próprio e cosméticos sobre a comoda.

Ao final, havia conseguido: a faca que cortara a garganta da Sra. Connelly e um frasco com o rotulo que dizia "Cuidado: Estricnina" (provavelmente o veneno que matara a Sra. Connelly).

Desceu as escadas com as pistas em sacos plásticos e uma mulher voltou a chorar quando viu a faca em sua mão.

- Joe Gryder? — chamou um dos convidados. Havia conseguido o nome de todos com o chefe da segurança.

Um homem alto, com cabelos grisalhos levantou a mão.

- Sente-se naquela poltrona — disse, indicando com a mão uma poltrona de couro. — O restante de vocês podem se retirar.

Esperou até que todos tivessem saído e perguntou:

- Você é amigo do casal Connelly?

- Sim -, respondeu, tentando parecer firme — Eu e o Sr. Connelly já estudamos na mesma faculdade.

- Então -, disse Matthew — Porque você cortaria a garganta da mulher dele enquanto ela dormia?

O olhar de Joe foi de dar pena, começou a tremer e lagrimas vieram-lhe aos olhos mas não queria chorar na frente do detetive.

- Eu nunca faria isso — disse, por fim, com uma voz tremula.

- Você sabia, que estava faca -, disse, escorregando o plastico contendo a faca pela mesa até ele — foi encontrada na sua maleta, escondida sob um fundo falso.

Os olhos dele se arregalaram.

- Eu juro que não fiz nada — disse. Uma lagrima escorreu pelo seu rosto — Nunca fiz mal a ninguém, pergunte para o Sr. Connelly, sempre fui um ótimo amigo. Nunca machucaria sua esposa, que sempre foi muito gentil comigo.

- Tudo bem — disse Matthew para acalma-lo — Alem do mais, não acho que você tenha matado a Sra. Connelly. É comum, em casos como esse, que o assassino tente incriminar outras pessoas.

Isso pareceu acalmar o homem.

- A ultima pegunta que lhe faço é — disse o detetive, abaixando a voz — você desconfia de alguém?

- Desde que cheguei — disse, depois de pensar um pouco — Não fui com a cara daquele tal de Peter, e vi ele saindo junto com o Sr. da mansão ontem quando pediu licença para ir se deitar.

- Muito obrigado! — disse Matthew — Pode ir, agora.

A próxima a ser interrogada seria Amelia Piffer, o que seria difícil, principalmente depois de tela consolado com um abraço na porta de seu quarto, algumas horas antes.