Assassinadas
7 Capitulo 7 - Delírio
Notas iniciais
POV’s Salamander
– Lucy? Como você voltou? Eu me lembro de você ser queimada!- Balancei a cabeça em negação, não acreditando no que via.
– E isso importa? O importante é que voltei para você! – Secou minhas lagrimas.
– Sim claro você não tem ideia de como senti sua falta. – Abracei-a quase a esmagando.
– Eu sei do que anda fazendo Natsu. – Me olhou de uma forma reprovadora. – Não conseguirei ficar com você se continuar.
– Me desculpe, eu paro! Deixe-me terminar o que comecei, quando acabar com o jogo que iniciei não vou matar mais ninguém!
– Me prometa que assim que isso terminar você irá fugir comigo. – Dirigiu um olhar sério.
– Claro! Assim que terminei irei para onde você for!
– Vamos dormir um pouco você deve estar cansado – Se levantou rumo ao o quarto, a segui.
Gray, agora tenho mais um motivo para vence-lo nesse jogo, se deixar você me pegar ficarei sem minha linda Lucy, suas chances terminaram, vou matar mais sete e tirarei sua vida em seguida, seu destino acaba de ser selado.
POV’s Gray Fullbuster
Está no meio da noite, recebi uma ligação de Gazille, mais uma vitima foi encontrada, desta vez na frente do mercado, o bilhete já estava devidamente empacotado como evidencia, e ele dizia “Faltam apenas sete, será você capaz de me parar? Tic tac o relógio não para”.
Como eu faço para pega-lo? Como faço para achar uma pista no meio de todas essas vitimas? Não posso entregar mais sete vidas de bandeja! Tenho que fazer alguma coisa! Convoquei uma reunião no meio da noite, todos apareceram na delegacia com cara de quem acabou de sair da cama, inclusive Laxus que não dirigiu nem um olhar para mim que não fosse de fúria ou desprezo, esse é outro problema que tenho que resolve mais ficará para depois tem coisas mais importantes me jogo aqui.
– Que uma investigação completa de Natsu Dragneel. Onde nasceu, onde morou, quem são os pais, tudo absolutamente tudo, quero saber até quando seu primeiro beijo aconteceu! Estamos entendidos?
– Sim! – Todos responderam juntos, menos Laxus.
– Ótimo! Vocês tem até amanhã de manhã! – Sai da sala logo indo até meu escritório onde uma lousa em branco me aguardava.
Já tinha amanhecido, tenho que tentar estabelecer um motivo, porque não é comum alguém sair queimando mulheres, peguei uma caneta especial e comecei a listar possíveis acontecimentos plausíveis que o levaram a fazer isso. A ordem ficou assim:
Trauma de infância,
Maus tratos,
Abuso sexual,
Decepção amorosa,
Doenças mentais.
Estava tentando pensar em outras quando Erza, Mirajane, Gazille e Laxus chegaram, sentei-me e dei sinal para que falassem, Laxus foi o primeiro.
– Data de nascimento desconhecida, Abandonado pelos pais foi deixado em um orfanato, um homem o adotou, cujo nome é Igneel, não se sabe mais do que isso sobre o sujeito. Apenas que mais tarde abandonou Natsu, ele ficou em um orfanato chamado Fairy Tail, saiu ao completar a maior idade.
Depois foi a vez de Gazille.
– Na Fairy Tail fez amigos e até tentaram adota-lo mais o mesmo se recusou afirmando que Fairy Tail era sua família, namorou duas garotas que também ficavam lá, sendo a primeira Lisanna, acreditamos que tenha sido com ela seu primeiro beijo – Direcionou um olhar de deboche a mim – A segunda foi Lucy Heartifilia com quem se casou alguns anos após sair do orfanato, não se sabe mais sobre ela.
Mirajane tomou a palavra.
– Sobre sua ficha médica não se sabe muito, apenas que quebrou o braço aos dezoito anos devido a uma briga, tem enjoo quando se trata de avião, trem e quase todo meio de locomoção tirando carros.
Erza finalizou o discurso.
– Sua saúde mental não é conhecida, apenas se sabe que ele fez algumas consultas quando ainda estava na Fairy Tail, mais os resultados não são conhecidos, pouca coisa restou do hospital após um incêndio, liguei para ver se tinha restado alguma coisa, eles falaram que apenas alguns arquivos e que eu podia ir até lá para ter acesso.
Fiquei satisfeito com todas as informações reunidas, fi até o quadro pegando a caneta novamente, olhando para as opções que estavam escritas, risquei abuso e maus tratos, todas as outras pareciam possíveis.
– Ele vive sozinho isso significa que Lucy pode ter o abandonado, se ele a amasse demais seria um bom motivo, vocês conseguiram uma foto dela? – Falei sem tirar os olhos do quadro, estendendo a mão.
Logo Gazille me entregou uma foto, quando a olhei vi o que temia, ela era loira isso significava que ela causou grande impacto nele a ponto de matar mulheres iguais a ela, mais não descarta o trauma de infância nem doenças mentais. Pode ser que por ter sido abandonado duas vezes ele não suportou a terceira, mais são só especulações tenho que pensar mil vezes antes de confronta-lo novamente não quero que ninguém morra por conta de minhas ações. O jeito é esperar Erza voltar com as informações.
POV’s Salamander
O dia foi ótimo com Lucy ao meu lado, tinha me esquecido de como ela era perfeita, não perguntei novamente como ela está aqui, mais isso realmente não importa eu a amo e ela está aqui do meu lado! Ao chegar a noite expliquei para Lucy que tinha que fazer mais uma presa se não demoraria muito para ficarmos juntos ela surpreendentemente concordou facilmente, peguei um casaco e fui as ruas, vi uma bela mulher loira andando apressadamente, a segui o que só a fez andar ainda mais rápido, ao olhar seu rosto percebi que era a atendente do dia da cafeteria chamei sua atenção:
– Hey! Não quer uma carona até em casa? – Sorri.
– Não obrigado. – Nem olhou para mim.
– Tem certeza, uma chuva vem por ai, eu gosto muito do café da onde você trabalha, vamos deixe-me te ajudar! – Ela parou parecendo pensar na idéia, olhou para o céu e bufou.
– Está certo mais só desta vez! – Entrou no bando do passageiro, tranquei as portas.
– Como é o seu nome? – Tentei puxar assunto.
– Rukino. – Ela não estava para conversa.
– Prazer Natsu. – Sorri novamente mais ela estava tensa demais para se importar, vai ser do jeito difícil fingi uma tosse. – Será que não pode passar o vidro de xarope que está ai no porta-luvas? E um lenço que está ai.
– Sim. – Abriu o compartimento encontrando o que pedi, estacionei o carro fingindo que iria tomar, mais em vez disse, joguei um pouco do conteúdo no lenço e o levei ao nariz dela.
Após lutas um pouco seu corpo relaxou, odeio ter que fazer desse jeito mais ela estava assustada demais para querer ir até minha casa, tenho que acabar com isso logo para voltar para minha Lucy que deve estar dormindo agora.
Levei Rukino até minha casa, indo direto para o porão, ela começava a despertar, algemei-a e comecei todo o processo de esfaqueá-la. Ela acordou com berros de dor, abri um corte por toda a extensão de suas costelas, os gritos dela só aumentavam, quando chegou a hora, espalhei a gasolina joguei um fósforo já aceso e começou a melhor coisa que me acontece, parece que passei do ponto com essa, ela jogo morreu sem me proporcionar grandes gritos, quando o fogo se apagou, repeti o ritual de coloca-la no saco de lixo junto com um bilhete, joguei-a em uma esquina qualquer e voltei para casa, ao chegar, Lucy não estava em nenhum cômodo fiquei desesperado, até que ela apareceu na minha frente.
– Pensei que tinha me deixado! – Respirei aliviado.
– Eu não vou mais te deixar meu amor. – Ela me abraçou carinhosamente. – Você anda tomando seus remédios direito?
– Não... Mais não preciso mais deles!
POV’s Gray Fullbuster
Erza acaba de me ligar, me falando o que mais temia ele tem Esquizofrenia, na época das consultas ela já era em nível grave, se ele não tomar os remédios adequadamente tem alucinações e outros transtornos como o de matar para suprimir a falta de alguém, na ficha contava que ele acreditava ter um gato azul voador chamado Happy. Como vou impedi-lo? Outra ligação me informou que mais uma vitima foi encontrada e o bilhete dizia “Quatro já foram, ao final das dez ficarei com a minha bela Lucy para sempre”.
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