Asphalt Café

15 You Will Have to Settle for Instant Noodles


Notas iniciais
Hello meus amores, como estão vocês? Bem? Eu também uhuhuh. Meus divos, obrigada pelo número de comentários que estão aumentando consideravelmente, thanks, vocês são demais, mas pf, não parem, haha! Prontos para mais um capitulo? uhuhh, boa leitura, meus fofos!! *--* *Esse capítulo segue a série: Brilhante Victoria ou Victorious Como descrito: Não seja rígido, pois cenas serão mudadas, acrescentadas ou invertidas. Aqui a imaginação é livre e o prazer é seu em ler!

André com certeza não esperava por aquilo, muito menos, Ashley. A Smith tratou de sair logo de perto do cara e se levantou, vindo em sua direção. O cara mal parecia notar, o homem despencou na mesa como se tivesse com sono e não desse a mínima para mais alguém ali.

– Você veio! – Ashley não sabia se estava alegre ou confusa, afinal, teria que explicar toda essa cena para ele. – Eu pensei que não viria, eu pensei que ficaria com muita raiva de mim por ter cancelado, me desculpe, achei que nem olharia mais na minha cara e...

– Ashley, o que tá acontecendo aqui? – André perguntou perplexo não sabendo o que de fato falar para a garota.

– Nada demais, eu só estou feliz, e bom...

– Nada demais? Você está com outro cara na sua casa e no dia do nosso encontro que por acaso você cancelou porque tinha que ficar com seu “amigo”. – O Harris fez aspas com as mãos e fitou com raiva a garota.

– Não é nada demais, realmente. Ele é só meu amigo, de verdade. – Tentou ela. – Obrigada por vir. – Ela o abraçou e por um momento André fraquejou.

– Olha, eu não vou desistir de falar sobre esse assunto e... Nossa, que cheiro bom é esse? – Falou enquanto a abraçava mais forte, Ashley riu. André pensou melhor e a soltou, a fitando bem de perto.

– É meu perfume, tem essência de chocolate, você gostou? – Perguntou charmosamente.

– Han... Ashley, o cara na sua casa e... Eu adorei... – Ele sorriu e por um momento parecia que só havia os dois ali.

Bob est le mien!! – Falou o homem levantando a cara da mesa e erguendo o dedo para o alto, depois afundou a cara no prato vazio ao lado.

– Quem é esse cara? Eu juro que não estou bravo com você, mas me explica o que tá acontecendo, por favor! – Pediu André. Ashley pegou em sua mão e o levou até a mesa, pondo mais uma cadeira para ele.

– Este é o Jacques Louis, estudei com ele em Paris... – Explicou a garota.

– Paris... Hum... – Resmungou André fazendo bico.

– Não faz bico! – Pediu Ashley rindo da expressão dele. – Bom, voltando... O Louis tá com muitos problemas familiares e por isso veio me procurar, somos muito amigos e como achei que você passa algum tempo com sua amiguinha, eu poderia passar mais tempo com o meu... – Agora a garota olhava para outra direção. – Mas é claro que segundos depois de eu ter enviado aquela mensagem, eu me arrependi, por mais que o Louis estivesse com problemas, eu nunca passaria sua amizade com a Tori na sua cara daquele jeito, me desculpe.

– A Tori é só uma amiga... Muito amiga na verdade, mas se eu quisesse ficar com a Tori eu estaria lá na boate onde ela está agora com seu irmão e os outros, mas vim aqui... Por você... – Soltou André colocando uma mecha do cabelo loiro de Ashley para trás da orelha. – Mas pode me contar o resto, isso ainda não explica muita coisa.

– Ah claro! O Louis está com problemas familiares e me pediu para dormir aqui e...

– Ele vai dormir aqui? Onde? No seu quarto? – André ficou histérico, acordando momentaneamente Louis, que falou algo sobre o tal Bob e voltou a mergulhar a cabeça no prato vazio.

– Sim, ele vai, mas não se preocupe, ele não oferece problema. – Ashley olhou para André como se quisesse que ele entendesse.

– Jura? Ele é? Sério? – Perguntou o garoto.

– Pois é, eu também não acreditei, mas era melhor acreditar que ele era gay do que acreditar que ele tinha me dado um fora depois de uma cantada. – André riu. – Bom, o ruivo ai, tomou um remédio pra dormir, e tava com uma garrafa de vodca por perto á noite toda. Por isso achei melhor não sairmos, ele iria fazer besteira e eu não queria isso, a questão é que ele tomou duas pílulas para dormir e isso pode fazer mal, então estou tomando conta dele para que ele não as misture com álcool. Se ele pegar no sono, vai dormir á noite toda, por isso tá praticamente lavando o prato com sua língua. – Os dois riram e encararam o francês que se mexia um pouco, mas continuava com a cara no prato. – Você quer comer?

– Não nesse prato... – Os dois gargalharam. – Mas eu quero.

Terá que se contentar com macarrão instantâneo, você sabe... Já são onze e meia e eu não vou fazer um jantar. – André sorriu e consentiu enquanto Ashley fazia macarrão para os dois. Minutos depois, os dois sentaram no sofá enquanto comiam o macarrão.

– Quando eu te chamei pra sair, eu não imaginava que faríamos algo desse tipo. – Ashley riu.

– Nem eu. – Admitiu a garota comendo seu macarrão.

– Da próxima vez faremos algo diferente. – Disse André.

– Da próxima vez? Ainda quer sair comigo? – Perguntou Ashley ficando surpresa.

– Mas é claro que sim... – Sorriu André. Os dois ficaram ali se encarando, enquanto se entendiam. – Mas... Continua com a história do francês sonolento ali.

– Ok! O Louis tinha um “marido” que trabalhava como palhaço... – A garota se remexeu incomodada. – E os dois adotaram uma criança, um menino que agora tem uns sete anos e se chama Bob. Mas Louis e Tyler, o palhaço, se separaram e estavam brigando porque queriam ficar com a guarda do Bob. – Explicou Ashley. – Então, o palhaço Tyler ficou sabendo ontem sobre o novo marido de Louis chamado Hector que trabalha em um restaurante na França. Tyler sabia que Louis chegaria essa semana em Los Angeles e por isso foi procurar o tal Hector, mas achou o cara errado e... O esfaqueou.

– Ele esfaqueou? Minha nossa! – André quase gritara.

– Sim, mas o cara não teve ferimentos graves e não era o tal Hector do Louis, enfim, essa história acabou com o palhaço Tyler sendo preso e o Bob ficando com o Louis, mas meu amigo ainda está abalado com tudo isso, principalmente com o que essa criança tá pensando de tudo isso.

– Nossa, que barra! Então, deixa eu ver se entendi... Louis é gay, o que não oferece perigo para mim, e o ex-marido do Louis que é um palhaço louco esfaqueador de namorados que atingiu alguém que se chama Hector, mas não é o novo marido do francês e por isso ele está na cadeia e o tal filho do casal, Bob, está enfrentando problemas junto com seu amigo? Isso sim daria uma boa peça, ou filme. – Ashley riu do jeito engraçado como André estava lidando com tudo isso.

– Agora me diz, se eu te contasse isso tudo por mensagem você acreditaria em mim? – Perguntou Ashley.

– Talvez se você mandasse a foto do cara esfaqueado. – Ashley riu. – Mas sério, o que você disse para o Louis?

– Nada, não consegui muita coisa. Quando ele chegou aqui, mal se sentou e caiu no sono, ficarei de olho nele e amanhã te digo alguma coisa. – Falou a Smith.

– Ótimo! E a noite está bem de novo... – Disse o Harris pegando o prato da mão dela e o levando junto com o seu para a pia, depois voltou a se sentar ao lado da garota. – Podemos fingir que isso é um encontro e que nesse exato momento eu quero saber alguma coisa de você?

– Claro! O que quer saber? – Perguntou a loira.

– Primeiro porque estremecia enquanto contava história?

– Porque... Hum... Talvez... – A voz de Ashley foi ficando fina e ela desviava o olhar várias vezes. – Eu tenha medo de palhaços.

– Palhaços? Hum? – André riu e Ashley bateu de leve em sua cabeça. – Me desculpe, mas é engraçado.

– Eles são assustadores, tá legal? Sempre felizes, eles não podem ser tão felizes, e olha só como são as coisas, eu acabei de te contar que um palhaço esfaqueou alguém e você ainda me pergunta por que eu tenho medo deles. – A garota cruzou os braços fingindo estar brava.

– Mais algum medo? – Perguntou André.

– Hum... Tenho medo de borboletas, mas mais porque eu tenho alergia. – Disse Ashley. André gargalhou mais ainda.

– Palhaços e borboletas, você realmente é uma figura. – Ria sem parar enquanto Ashley tentava continuar na sua pose “estou com raiva de você”, mas não aguentara por muito tempo e logo ria com André.

– Você tinha que ver quando um cara me levou a um zoológico uma vez, estava tudo bem até uma borboleta pousar no meu braço e eu começar a me agitar, e cair no laguinho que tinha por perto. – André não conseguia segurar o riso e agora Ashley ria também, o francês mal notava a agitação dos dois, estava em sono profundo. – E quando eu saí do lago, minha cara e meu braço estavam inchados, aquele foi o segundo pior encontro da minha vida.

– Qual foi o primeiro? – Perguntou interessado.

– Foi quando um cara me levou para um passeio romântico de barco. Barcos me dão enjoo. – André prestava atenção. – E então, fomos jantar, advinha ao que também sou alérgica?! A frutos do mar, e advinha o que tinha na comida?! Pois é, tinha camarão, lagosta, e todas essas coisas que eu não posso comer, mas eu não sabia que o purê também tinha camarão e quando fui provar, bem, fiquei toda roxa e enjoada, e vomitei no sapato dele. – Os dois gargalhavam alto.

– Depois dessa, tenho que me lembrar de não passear de barco com você, e nem te levar á um zoológico, ou fazer um jantar com frutos do mar. – Os dois riram.

– Mas e você? Algum caso estranho com alguma namorada?

– Nem tanto. Teve uma que me dava vários presentes caros, mas ela era mandona e chata, e no aniversário dela teve um terremoto e o teto caiu na cabeça dela... – Ashley estava chocada. – Acredite, foi melhor assim. – A Smith riu. – E teve outra garota que não foi bem minha namorada, mas fiquei preso em uma sala onde um interrogatório estava rolando enquanto a garota me esperava, foi muito tenso.

– Deve ter sido mesmo! – Os dois concordaram. – Mas mudando de assunto. Você trabalha com a Tori, você gosta? Não queria ter um lugar só para você onde pudesse cantar e tocar a hora que quisesse? Assim como o Zac tem um Teatro e pode atuar quando quiser.

– Seria perfeito, mas isso requer dinheiro, tempo e um local adequado, teria que ser pensado e repensado. Mas e você, faz o que? Ainda não conversamos sobre isso. – Perguntou.

– Sou compositora. Sou apaixonada por música, assim como você. – Ashley abriu um grande sorriso. – Por enquanto estou apenas compondo, mas esse final de semana o francês ali vai produzir um musical no Teatro Smith com algumas músicas minhas, estou amando isso.

– Nossa, deve ser demais! – André sorriu também. Os dois ficaram ali conversando por mais tempo sobre música e outras coisas que interessavam aos dois, mas já estava ficando tarde e André precisava ir para casa.

– Quem sabe você não aparece lá na peça. – Disse Ashley o abraçando quando estavam na porta.

– Tentarei ir, pode crer. – André pensou sobre o que Beck lhe disse, e precisava mais do que nunca sentir o gosto da boca da Smith, estava desejando aquilo há algum tempo. O garoto encarou a loira, e pós a mão na bochecha dela, alisando suavemente, o Harris olhava diretamente para a boca da Smith e começou a se aproximar devagar. Ashley queria aquilo mais do que nunca, mas pensou em seus outros romances, tudo sempre era apressado e acabava logo, não queria que com André fosse igual. Assim que o Harris encontrava-se próximo demais á ela, Ashley se afastou e olhou para suas mãos enquanto as esfregava aparentando nervosismo. – Desculpe! Han... Te vejo depois então? Foi uma ótima noite! – André sorriu meio sem jeito e se despediu de Ashley. Assim que a porta foi fechada, ele tentou saber o que tinha acontecido, qual o motivo dela ter se afastado dele? – Ah meu Deus! Porque em? Por quê? – Perguntou levantando as mãos para o céu, depois riu baixo da besteira que tinha feito e seguiu para seu carro, assim que entrou no mesmo e o ligou, viu uma garota loira saindo às pressas da casa.

– André, espere! – Ashley parecia desesperada, o garoto saiu do carro e no exato momento, a loira o puxou pela blusa e o beijou. Sim, ela havia o beijado, o doce cheiro de chocolate se espalhou pelas narinas do garoto, e André pode sentir os saborosos lábios da Smith. As mãos dele foram para a cintura dela, a trazendo para si enquanto os dois se se encostavam ao carro dele, Ashley mordia levemente o lábio dele, deixando o beijo mais duradouro e fazendo com que o coração de ambos aumentasse o ritmo de batimentos. Por fim, se separaram. – Desculpe por ter impedido você. Ia mesmo me beijar?

– Sim, mas agora vou pensar mil vezes antes de fazer isso. – Ashley pareceu não entender. – Prefiro deixar que você faça. – Agora ela ria enquanto o abraçava e o beijava na bochecha.

– Você precisa ir, agora. O Zac pode já estar vindo ai, e não quero responder perguntas ciumentas hoje. E obrigada a me ajudar a colocar o Louis no colchão no chão do meu quarto. – Agradeceu ela.

– Tudo bem, te vejo amanhã? – Ela assentiu. – Até mais! – Ele deu um selinho nela e entrou no carro, dando tchau a garota, ele foi para sua casa deixando uma Smith muito feliz.

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– Você vem sempre aqui? – Perguntou Vanessa fingindo uma cantada.

– Sempre engraçadinha. – Zac deu um sorrissinho fofo pra garota enquanto sentava-se no bar e pedia uma cerveja para a barman, Vanessa pôs-se ao seu lado.

– E ai, conversar ou beijar? – Perguntou o abraçando de lado.

– Hum... – Zac não estava afim de se envolver com ninguém, principalmente com Vanessa, ele a conhecia há muito tempo, não queria retomar uma coisa da qual sabia que talvez não poderia seguir, mas quando a imagem de Tori conversando com aqueles fisiculturistas vieram á sua mente, o garoto ficou louco, odiava aquela garota, odiava como ela tinha sido teimosa quando ele só queria ajudá-la e em vez de aproveitar a noite, apenas estava fazendo o garoto ficar ali sentado pensando nela. Tori com certeza merecia que ele a deixasse de lado. — Beijar é melhor. – Respondeu finalmente. Vanessa se aproximou e beijou o garoto, enquanto o puxava pela gola da camisa, Zac apenas correspondia sem muita animação, pensava que aquilo faria Tori e os problemas idiotas dela saírem de sua cabeça, mas não estava dando certo. – Hum... Talvez só conversar. – Disse se afastando.

– Ih, eu beijei tão mal assim? – Perguntou Vanessa e ele riu. – Será que não escovei os dentes?!

– Seu hálito tá mais pra vodca do que pra pasta de dente. – Falou o garoto e os dois sorriram e beberam assim que a barman os serviu.

– Estava com saudade de você, Z. Não nos vemos desde que seu pai me mandou embora da sua casa, você lembra? – Os dois riram de novo.

– Ainda nada provocando tsunamis? – Perguntou Zac se lembrando dos velhos tempos.

– Você fez falta nas competições quando seu pai te proibiu de participar. Estávamos esperando você ser maior de idade pra que pudesse se livrar das ordens dele, então o que estamos esperando... Vamos para sua casa. – Sugeriu Vanessa.

– Você tem razão! Eu estou no controle, ele não manda em mim e ninguém nos impede de ficarmos juntos como antes. – Disse colocando a maior quantidade de força que conseguisse. Ninguém os impedia, mas algo dentro dele o impedia de sentir aquela paixão que sentia antes por Vanessa. Ele virou a cerveja e tomou tudo em um só gole. – Vamos pra casa! – Zac puxou Vanessa pela mão enquanto a abraçava de lado, foram se aproximando do outro lado do bar, perto da saída, e encontraram Tori, Beck e Jade.

– Quem é essa? – Perguntou Jade assim que os dois chegaram perto deles.

– Essa é a Vanessa, uma amiga antiga que acabei de encontrar. – Informou Zac.

– Eu posso falar com você? Zac, você precisa saber de uma coisa. – Tentou Tori puxando-o pelo pulso e fazendo-o largar Vanessa, a garota não se importou, estava olhando para Jade e Beck que resmungavam entre si. – Eu não queria falar com você daquele jeito, eu sei que só queria me pro...

– Não, já chega, Vega. Eu não quero ouvir, você queria sair com o seu troglodita fortão e eu impedi você de fazer isso. Não vou mais me meter na sua vida, ok? Se quiser sair com alguém saía, eu farei o mesmo. – Zac olhou de relance para Vanessa. – Não vou mais te atrapalhar ok? Se você não liga pra quem se importa com você, tudo bem. Eu fui grosso de te arrastar pra cá, mas você não reconheceu nada do que eu fiz, então tá na hora de eu procurar quem reconheça, vamos Vanessa. – Zac puxou Vanessa pelo braço e os dois saíram da boate e pegaram um táxi. Zac só conseguia pensar em como Tori podia ser estúpida, como ela não conseguia ver que aquele cara só estava saindo com ela porque ela é famosa, e a garota ainda reclamava quando tentam defendê-la. Zac não aguentava aquilo.

– Qual o seu lance com a tal Vega? – Perguntou Vanessa assim que chegaram em casa.

– Ela me irrita. O nome dela é Tori, garota insuportável, só quer fazer o que ela quer. Você acredita que eu tentei defender ela de um gorila bobão e ela nem sequer me agradeceu? Não, ela ficou lá dizendo que queria voltar para seu encontro, que garota idiota, cara. – Zac murmurava sem parar.

– Olha, você disse que a Ashley tá morando com você né? Que tal fazermos silêncio pra não acordá-la? – Perguntou Vanessa tirando o casaco de Zac e o levando para o quarto.

– Não, não, vamos para o quarto de hospedes. – Informou Zac descendo ás escadas e indo para o outro quarto. – Não to nem ai pra Ash, ela deve tá super feliz com o encontro dela. Argh!

– Nossa, essa casa tá mesmo virada de ponta cabeça. – Vanessa arrumava a cama enquanto Zac corria para mini geladeira do quarto e pegava mais uma cerveja. — Não, o que pensa que tá fazendo? – A morena tirou a cerveja das mãos de Zac e a guardou de novo na geladeira. – Você já bebeu demais por hoje, já chega, que tal dormirmos, em? – Perguntou tirando a blusa de Zac e a jogando no chão.

– Eu não to bêbado, você sabe que não fico bêbado tão fácil. – Disse o garoto tirando os sapatos e se jogando na cama.

– Realmente, você não fica. Mas tá chateado e geralmente fica bem dramático quando já tomou mais do que deveria, não bêbado, mas dramático o bastante pra irritar qualquer um, menos eu... – Vanessa o beijou na bochecha e foi tirar seus saltos.

– Você é demais, Vanessa. Realmente demais. – Zac falava sorridente. – Você lembra quando nos conhecemos? Porque tudo não pode ser igual como antes?

– Tá falando sério? Você quer mesmo que tudo volte a ficar como antes? – Perguntou a morena começando a se interessar por aquela conversa. Por uma parte o garoto realmente queria, pensava nos dias que havia estado com Vanessa ao seu lado, era tudo tão maravilho, eles eram melhores amigos e quase namorados, tinham uma amizade um tanto, colorida, mas não chegavam a estar realmente juntos, mesmo assim, Zac sentiu saudades daquela época, da época que tudo era mais fácil, mas como eram adolescentes, eles complicavam tudo. Vanessa se deitou ao seu lado, enquanto alisava o peito nu de Zac com o dedo indicador.

– Talvez! – Foi sincero, mais uma prova de que a bebida não estava o influenciado a falar mentiras. – Sinto falta de conversar com você. Conheci você quando fui fazer minha matricula na aula de natação. – Zac começou há relembrar daquele tempo. – Assim que coloquei minha sunga e que a professora me mostrou os alunos, eu olhei para a garota mais gata de toda turma, e você estava pendurada nas costas de um garoto, e quando me viu, você saiu de cima dele e o empurrou na piscina... – Vanessa riu do jeito como o garoto contava tudo. – Depois veio em minha direção e falou... “Sinto muito, gato, mas a aula de canoagem não é aqui, com certeza estão precisando de alguns remos”.

– Ah, você meio que parecia um remo mesmo, todo magrinho e reto. – Riu Vanessa agora admirando o corpo de Zac, já que o garoto estava apenas com sua calça jeans. – Você mudou muito, gatão. Não falaria a mesma coisa se fosse nos dias de hoje.

– Confesso que fiquei meio sem graça quando você falou aquilo, mas ai quando você disse que era brincadeira e me apresentou aos seus amigos, eu prometi a mim mesmo que começaria a malhar pra ficar a sua altura. – Vanessa sorriu, Zac observava a garota enquanto ela tirava a blusa e a calça e ficava apenas de lingerie, aquilo era normal para os dois, Zac não se importava, apesar de ver que o corpo de Vanessa continuava muito bonito como antes e que se mudara, mudara pouco e para melhor. – Mas ai quando você finalmente me beijou debaixo da escada que dava para os banheiros, eu com certeza fiquei mais confiante.

– Pois é, acho que eu parei de olhar pra seu corpinho de vareta molhada na piscina e comecei a olhar para o que tinha na sunga molhada. – Zac riu alto, Vanessa conseguia fazer piada de tudo.

– Verdade! Como acha que eu fiquei tão safado desse jeito? – A garota riu. – Depois que nos beijamos ali, praticamente começamos a ficar várias e várias vezes, e não me arrependo das vezes que você queria fazer mais do que só me beijar debaixo daquela escada.

– Qual é? Aquela escada era limpinha e ninguém passava por ali, era praticamente impossível de as pessoas usarem aquele banheiro, eles usavam os outros, então eu só aproveitei, mas você não era tão pervertido assim.

– A culpa não é minha se eu não queria ter minha primeira vez num lugar apertado debaixo da escada. – Os dois riram. Zac fazia carinho nos cabelos de Vanessa. – Além do mais, era bem melhor quando íamos nos pegar na minha casa do que no clube, você não acha? – Vanessa concordou. – Mas depois que finalmente transamos pela primeira vez, parecíamos que tínhamos nos viciado em alguma droga, não conseguíamos parar nunca.

– É, e ai seu pai entrou na história. – Vanessa ficou de cara feia. – Primeiro começou com aquele papo de “Vanessa é muito folgada, tire ela daqui”, e depois com o papo de “Vocês estão namorando ou o que?”. Qual é? Não podíamos apenas ficar nos pegando por ai? – Contestou emburrada.

– É, eu só tinha quinze anos, e você era um ano mais velha, não tínhamos idade pra decidir nada. – Os dois concordaram, sempre pensaram iguais quanto á isso. – Mas ai quando você pegou o carro dele emprestado e foi fazer algumas compras com o meu cartão de dependência que era ele quem pagava, bom, a coisa ficou feia.

– Ele me expulsou da sua casa e tirou você da natação, eu continuei, fiz aula e mais aula e tive um futuro promissor nesse quesito. Seu pai descobriu sobre as bebidas que escondíamos no seu quarto, e descobriu que elas eram minhas e ai ele contou para minha família e resolveu dar uma ideia para eles. Ele queria me mandar pra um acampamento de delinquentes para que eu ficasse longe de você, mas como meus pais queriam que eu me tornasse uma atleta bem sucedida e isso iria atrapalhar as coisas, eles decidiram que o melhor era nos mudarmos e saímos do país rapidinho, mal tive tempo de me despedir de você depois que resolvemos ir para a Rússia. Me tornei uma atleta famosa, e vim parar a pouco tempo, e agora só vivo em festas aqui e ali, e encontrei você hoje. Nossa história realmente inspira um filme. – Explicou por fim.

– Digno de um Oscar. – Falou Zac. – Mas sim, sinto saudade daquele tempo.

– Poderíamos matar a saudade aqui e agora. – Vanessa passou a mão pelo peitoral de Zac e começou a se aproximar dele. O garoto logo a afastou, levantando-se da cama e deixando a garota lá, deitada, o olhando confusa.

– É só que eu... – Ele pensava e pensava e não conseguia encontrar um motivo sólido para fugir dela. Uma garota inconveniente atrapalhava seus pensamentos, Tori estava em todo canto, ele não conseguiria fazer nada com Vanessa se estivesse pensando em como Tori poderia reagir aquilo. Mas parou um pouco com essas ideias, pois lembrou-se que Tori queria sair com o fisiculturista e não com ele, a garota que preferia ser uma idiota nas mãos daquele troglodita que só queria se exibir com a famosa artista Victoria Vega e de fato não ligava para ela. Não, ele não iria se preocupar com Tori agora. – Eu... Eu preciso tirar isso primeiro. – Disse abrindo zíper da calça e tirando o cinto.

– Agora sim, eu quero ver. – Vanessa logo se animou, puxou o garoto pelo braço o fazendo cair em cima dela. Logo começaram as mãos bobas passando por aqui e por ali, Zac desabotoara o sutiã da morena enquanto a beijava fervorosamente, e Vanessa tinha as mãos dentro da calça do Smith procurando por algo que a interessava. – Você me deixa louca, sabia?

– Claro que sei. – O garoto soltou um gemido assim que Vanessa achou o que procurava e começou a, digamos assim, brincar com o que ele tinha nas calças.

– Convencido. – Vanessa beijou o ombro de Zac, ainda estando embaixo dele, Zac beijou o pescoço dela e foi descendo para os seios. Vanessa soltou um gemido baixinho. O loiro tirou a calcinha de Vanessa e posicionou-se para uni-los, lembrou-se de como os dois se divertiam juntos há muito tempo, lembrou-se de como ficou feliz ao encontrá-la na boate... Zac abaixou as calças um pouco enquanto colocava as mãos na cintura de Vanessa para facilitar o que iria acontecer. A boate... Tori, o rosto dela quando ele encontrou Vanessa, o modo como ela pareceu ficar com raiva quando os dois saíram da boate depois dele ter falado tudo aquilo para ela. Será que Tori estaria vendo essa cena do quarto dela? Ele poderia ter deixado a cortina aberta, não queria que Tori visse, logo se afastou de Vanessa, mas ai lembrou-se de que não estava em seu quarto, ele não levava garotas para seu quarto, ainda não tinha encontrado a garota número 10, a garota certa para mostrar seu quarto e sua vida. Vanessa poderia ser uma número 9,5, mas ele não podia fazer aquilo. — O que aconteceu? – Perguntou respirando firme enquanto dava-se conta de que o Smith tinha se afastado. Qual é? Ela estava morrendo de vontade de fazer aquilo.

– Eu... Eu não sei... – Zac olhou para sua calça, a levantou rapidamente para que Vanessa não visse o que acontecera e fechou o zíper. – Talvez eu só não esteja... No clima, sabe... – Tentou, não conseguindo fitá-la nos olhos.

– Você... Não me diga que você brox... – Zac não deixou que ela terminasse.

– Claro que não! – Ele se jogou ao lado da garota que já estava atacando o sutiã e vestindo a calcinha. – Isso nunca tinha acontecido, ok? Não é normal acontecer comigo, foi mal, mas eu só não estava...

– No clima... Já entendi. Hum... Não resolve se você, sei lá, tomar um banho quente e sabe tentar uma massagem, um filminho... Tem algum brinquedo por ai? – Tentava Vanessa ainda não acreditando naquilo.

– Não, não tenho. Vanessa... Acho que não é uma boa hora. Foi mal, te deixei na mão né? – Perguntou ajeitando o cabelo dela.

– Mais ou menos. Bom, é o que tem pra hoje né? Com licença que agora quem precisa de um banho sou eu, um frio pra variar... Já volto. – Disse levantando-se e indo para o banheiro.

– Ainda podemos dormir juntos, hum? – Tentou Zac ficando embaraçado.

– É claro! – Ela concordou indo tomar seu banho. Assim que saiu do banheiro, minutos depois, viu o loiro dormindo todo jogado na cama. Vanessa tirou a calça dele, já que sabia que ele costuma dormir nu, mas preferiu deixá-lo com a cueca pelo menos, e se aconchegou ao seu lado, o garoto logo a abraçou inconscientemente. E logo, Vanessa e Zac estavam dormindo ali, juntinhos, como nos velhos tempos.

Próximo Capitulo:

“Você vai dar um show no Teatro Smith?”

“Eu não quero conversar com você.”

“Porque não aproveita a minha pele de macaco?!”

Notas finais
Hello meus amores, e ai, o que acharam do capitulo? A história maluca, assustadora e divertida, porém, verídica da Ashley deixou o coração de vocês mais calmos? (Todo mundo pensando besteira antes né? confessem! haha) Mas e esse beijo ASHÉ, hahah, Ashley lacradora indo beijar o André, o que acharam disso? E esse ex romance de Zac e Vanessa? Curtiram a história dos dois? Ainda detestam ou gostam da Vanessa? Se liguem, essa história ainda não tá totalmente completa, tem coisa ai no meio, haha, mas isso só nos próximos... E o Zac deixando a garota na mão no momento final? kkkk Oh Jesus! Enfim, espero que tenham gostado meus amores, comentem, plys, e amo vocês. Até mais! :D