Asphalt Café
20 I Have a News for You
Notas iniciais

O garoto limpou o canto da boca de Jade e se afastou, ligando o carro e se concentrando na direção do automóvel que seguiu pela rua, a garota ainda estava perplexa.
– É que seu batom também estava um pouco melado. – Ele limpou o polegar no lenço e o enfiou dentro do bolso. – Agora, podemos ir ao Teatro. – Jade ainda o encarava sem saber o que fazer. Ela tinha certeza absoluta que ele iria beijá-la, mas ele não o fizera. Ele não gostava mais dela? Era isso? Mas ele dissera aquilo sobre o lenço e todo aquele convite para o show, era claro que ele gostava dela, mas porque não a beijara? Será que era porque Jade disse que não queria então ele desistira dela desse jeito e quisesse só ser seu amigo? Não, isso não podia estar acontecido, podia? Jade ficou calada e apenas observou Beck dirigindo, ele ligara o rádio, colocara um CD do Scorpions para tocar. – Se não podemos os ouvir cantando, pelo menos podemos escutá-los por aqui, né?! – Falou enquanto Wind Of Change tocava e os dois assobiavam de acordo com a música, logo começaram a cantar juntos e rirem de como estavam encharcados, assim chegaram ao Teatro Smith que por sinal estava lotado, mas por sorte, ainda conseguiram comprar ingressos, sentaram na ultima fileira, e a peça já havia começado á meia hora de modo que logo que eles chegaram não conseguiram entender muito bem o sentido das cosias. Jade pegou um panfleto da peça e viu do que se tratava. A história era sobre uma mulher que estava noiva por obrigação, e tinha o sonho de viajar para outros lugares, por isso sempre ia à estação de trem e ficava olhando os passageiros indo e vindo sem parar. Essa mulher encontrava com um homem que era entregador e por isso viajava para todos os cantos, de repente os dois se sentavam no mesmo banco da estação e se conheciam. O homem contava como era a vida agitada dele, e a mulher lhe contava como era sua vida pacata e como estava infeliz, os dois invejavam a vida um do outro e por isso marcavam de se encontrar uma vez por mês para ambos falarem sobre suas vidas, assim conseguindo deixar o outro pensante sobre aquilo. Os dois se apaixonavam, e a mulher planejava fugir com o entregador, juntos teriam á vida que queriam, ele com sua vida agitada agora melhorada por estar junto de alguém que lhe causava paz e a mulher feliz por sair daquele lugar e poder conhecer outros além de ter o homem que amava. Como os dois se encontravam uma vez por mês, a mulher já tinha casado por obrigação, mesmo assim enrolava o marido para poder ir à estação e se encontrar com o entregador. Mas no dia que os dois marcaram de fugir, o entregador esperou, esperou, esperou por muito tempo que ela viesse, mas ela não veio e quando ele já ia saindo de seu banco na estação, viu quando um policial pregou no quadro de avisos do local, sobre a morte de uma mulher da qual o marido havia descoberto uma traição, quando ele se aproximava do quadro, via que era o rosto da mulher que amava. Era uma história triste e clichê, mas Jade queria escutar as músicas de sua possível compositora, voltando sua atenção á peça. A cena agora se passava, com o casal sentado no banquinho, conversando enquanto a música de Ashley era cantada pelos atores.
– There's a boy, lost his way
Looking for someone to play
There's a girl in the window, tears rolling down her face
(Há um menino, que está perdido
Procurando alguém para brincar
Tem uma garota na janela chorando)
– We're only lost children
Trying to find a friend
Trying to find our way back home
(Somos apenas crianças perdidas
Tentando encontrar um amigo
Tentando achar o caminho de volta para casa)
[…]
–Now I can lay my head down and fall asleep
Oh, but I don't have to fall asleep to see my dreams
They're right there in front of me
(Right there in front of me)
(Agora posso deitar minha cabeça e cair no sono
Ah, mas não preciso dormir para ver meus sonhos
Eles estão bem na minha frente
Bem na minha frente)
– There's a boy
Lost his way, looking for someone to play
(Há um menino
Que está perdido, procurando alguém para brincar)
– We dont know where to go, so I'll just get lost again
We'll never fall apart
Cause we fit together right, we fit together right
These dark clouds over me, rain down and run away
We'll never fall apart, cause we fit together right
We fit together like two pieces of a broken heart
(Não sabemos para onde ir, então vou me perder de novo
Nunca vamos desmoronar
Porque ficamos bem juntos, ficamos bem juntos
Estas nuvens escuras sobre mim, fazem chover e fogem
Nunca vamos desmoronar, porque ficamos bem juntos
Como duas partes de um coração partido)
– There's a boy, lost his way
Looking for someone to play...
(Há um menino, que está perdido
Procurando alguém para brincar). – Uma hora a garota cantava, outra hora o homem cantava, de fato, a música era linda e Jade adorou aquilo, além de ter uma pegada meio parecida com ela, tinha uma batida agitada. Beck mantinha-se calado, estava fascinado pelos olhos brilhantes de Jade á cada cena que se passava na peça. A peça acabou com o rapaz chorando, e Jade adorou todas as músicas que tocaram, tentou encontrar Ashley para parabenizá-la, mas não a encontrou, só o francês, escritor da peça, mas não quis falar com ele, então saiu do Teatro Smith com Beck ao seu lado.
– Agora é a hora que te levo pra casa? – Perguntou Beck. Jade assentiu, seu vestido meio molhado, já a incomodava, e era tarde. – Amanhã ensaiaremos onde?
– Na minha casa, amanhã á noite, não esteja lá e acordará sem dentes, Oliver. – Jade sorriu e Beck correspondeu, abrindo a porta do carro para que ela entrasse, depois seguiram para a casa, Beck a deixou lá e foi para sua, e ambos demoraram a dormir pensando no que poderia acontecer se tivessem um pouco mais de atitude no carro, naquela noite.
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Cat, Robbie, Trina e David brincavam de “quem sou”. Aquele jogo, que as pessoas colam nomes na testa do outro e cada um tem que adivinhar o seu. Basicamente, David acertara o personagem que Robbie colocara em sua testa que tinha sido o Darth Vader; Trina havia acertado o personagem que David colocara em sua testa que era a Shego do desenho Kim Possible, já Robbie havia adivinhado o personagem que Cat tinha colocado em sua cabeça, que era a Barbie, personagem esse que Cat afirmou parecer com Robbie nas atitudes e até David zoou o garoto. Já Cat estava á duas horas tentando adivinhar o personagem que Trina havia colado em sua cabeça que era ela mesma, eles resolveram optar por uma pessoa normal que era ela (ou não), ao invés de um personagem pra ver se facilitava as coisas para a ruivinha, mas estava difícil.
– E minha personagem é ruiva? – Perguntou e todos assentiram. – E ela é bonita?
– É! – Respondeu Robbie. Trina discordou pegando o espelho e se olhando, já David apenas assentiu. Jade finalmente chegou e o irmão correu para abraça-la.
– Oi, Jade. Estamos jogando “quem sou” e a Cat não consegue adivinhar quem ela é. Como foi seu encontro? – Perguntou David sorrindo para a irmã.
– Que encontro, pirralho? Nós só saímos, não aconteceu nada demais! – Declarou a garota.
– Tá, meu nome começa com C? – Todos assentiram para a pergunta de Cat. – E termina com T? – Mais uma vez um assentimento coletivo. – Hum... Tem três letras?
– SIM! – Gritaram Trina e David.
– Cet, Cot, já sei CAT! Eu sou um gato. – Disse a ruivinha.
– Cat, você é a Cat, seu personagem é a Cat, ou seja, você mesma. Vamos David, tá na hora de dormir. – Disse Jade acabando com o ânimo da ruiva que acabou fazendo biquinho. David seguiu a irmã para seu quarto, e Trina subiu para o seu.
– Liga não, você quase acertou. – Disse Robbie tocando em seu queixo e virando a cabeça de Cat delicadamente em sua direção, ele lhe deu um selinho e em seguida sorriu para ela.
– Você é fofo! – Falou Cat inchando a bochecha, Robbie apertou a bochecha da namorada, fazendo o ar sair com um barulho, a ruiva riu e beijou o garoto. Os dois ficaram ali e depois subiram para o quarto de Cat.
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Chegara finalmente á segunda. Jade, Cat, Robbie, Beck e André foram correr de manhã, como sempre faziam, já em Nova York, Tori decidia entre dois modelos de vestidos que separara para aquele evento. Tomou seu café no hotel e não ouviu falar nem por um momento em Zac. Chegara á tarde e às duas horas ela partiu de carro com seus seguranças para o Teatro Smith localizado uma rua depois do Central Park. O Teatro já estava aberto desde manhã, para aqueles fãs mais loucos que pagaram a mais para comprar o CD na parte da manhã e ficar até de tarde para assistir ao show já conhecendo as músicas e o Teatro ficaria aberto até de noite, pois depois do show, quando estivesse mais descansada, Tori daria autógrafos nos CDs que também podiam ser comprados durante o show, na loja do Teatro, ou depois do show. Finalmente Tori conseguiu entrar no Teatro e passar por o tumulto que se fazia na entrada, quando já estava tudo pronto para o show, ela desejou boa sorte a todos da banda e André subiu no palco para abrir o show, sendo aplaudido por vários fãs.
– Olá galera! – Disse André e muita gente começou a gritar. – Estamos aqui hoje pra lançar o novo CD da minha amiga, Victoria Vega. – Aplausos. – Vocês já sabem como funciona, quem quiser, estamos vendendo naquela loja ali... – André apontou para o lado direito do Teatro. – Mas aconselho vocês a não perder nenhum momento do show porque ele tá demais... – Mais aplausos. – E pra abrir, que tal cantarmos uma música que amo demais e que marca nosso tempo de escola. Song 2 you. – Todos começaram a aplaudir e gritar. A banda começou a tocar, André foi para seu teclado e começou a cantar:
– I don't wear designer clothes
I don't go to the finest schools
But I know I ain't no fool baby
I may not be a star
I am not driving sickest car
But I know I can make you happy baby
I don't know what you've been used to
Never been with a girl like you
But I can give you a love that's true to
Your heart, not material things
– Il'l give you my song
These words to you
Sing you what I feel
My soul is true
I don't have the world
Can't give it to you girl
But all that I can do
All that I can do
Is give this song to you
– Yeah, I know you are blessed
But there's something you're missin yet
Your own melody, oh baby
I don't know what you've been used to
Never been with a girl like you
But I can give you a love that's true to
Your heart, not material things
– Il'l give you my song
These words to you
Sing you what I feel
My soul is true
I don't have the world
Can't give it to you girl
But all that I can do
Is give this song to you
– I'll give you my heart, my soul, my words baby
What I can't say I'm singin
I'll give my song these words to you baby baby
Sing you what I feel my soul is true
– I'll give you my song
These words to you
Sing you what I feel
My soul is true
I don't have the world
Can't give it to you girl
But all that I can do
Is give this song to you. – Por fim todos da banda pararam de tocar e plateia começava a fazer mais e mais barulho. – Com vocês... Victoria Vega. – Tori entrou no palco e abraçou André, deu um olá a todos, os agradeceu por estarem presentes, e com animação começou seu show.
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Jade estava em casa lendo suas antigas peças de escola e as organizando em uma pasta, sentia orgulho de todo material que tinha, mas como sempre, quando vimos algo que já fizemos, temos a mania de tentar concertar, já que as opiniões do presente para o passado são totalmente diferentes. Seu notebook emitiu uma chamada de vídeo, ela aceitou e o rosto de Beck apareceu do outro lado da tela.
– O que quer, Oliver? – Perguntou sorrindo de canto, Beck arrumou seu cabelo, aparentemente estava na sala dos professores e ela estava vazia.
– Tenho uma noticia para você. Consegui um compositor muito bom para te ajudar no seu novo CD, eu o conheci no... – Tentou Beck.
– Não precisa, Beck! – Jade o chamou pelo primeiro nome e Beck calou-se, ela nunca fazia aquilo a não ser que tivesse falando muito sério. Jade engoliu em seco por ter que dizer o que iria falar, mas tinha que acabar logo com isso, sentiu-se agradecida pelo garoto por ter corrido atrás de um compositor para ela quando ela já havia conseguido uma. – Zac me conseguiu uma compositora, então... Não precisa mais.
– Mas, eu... – Beck estava surpreso. Zac havia conseguido uma compositora para ela? Por quê? Ele voltou às imagens de Zac e Jade juntos e conseguiu apenas lembrar de um momento especifico onde os dois estavam no bar num dos primeiros lugares que eles foram, Jade parecia ter interesse no garoto e ele nela, Beck lembrava-se que até perguntou a West se eles eram amigos, foi um dos poucos momentos que ele demonstrou ciúme para com Jade, mas agora? Beck era uma explosão de sentimentos estranhos. – Espera, Zac conseguiu uma compositora pra você? Por quê?
– Ora, por quê? Porque ele quis, ué! – Jade deu de ombros, aquela pergunta tinha soado tão estranha. – Eu falei a ele sobre o CD e ele me indicou á irmã dele, foi por isso que te chamei pra peça ontem, as músicas tocadas lá foram compostas pela Ashley, a irmã do Zac. – Jade ergueu uma sobrancelha.
– Ah, então foi por isso que fomos para o Teatro? Porque você tinha apenas interesse em escutar as músicas de Ashley? A compositora que Zac conseguiu pra você? O Zac? – Jade imediatamente se sentiu mal com aquilo, parecia que ela tinha rebaixado a ajuda do garoto e não era isso que ela pretendia fazer, ela só queria que ele entendesse sem que ela precisasse agradecer mil vezes pela ajuda dele.
– Beck, eu... – Tentou, mas logo travou, não conseguia mais pronunciar nada. O que diria a ele? Que sentia muito? Que saíra com ele ontem porque gostava de sua companhia? Era isso que Beck pensava quando fez todos essas perguntas? Que ela só havia saído com ele por causa das musicas e não por causa dele? Ela diria tudo isso? Sim? Não? Jade ficou em conflito e acabou não dizendo nada. O sinal da escola tocou e Beck desviou a sua atenção por um segundo.
– Bom, eu tenho uma aula pra dar. Já entendi, Jade. Quando precisar sair com alguém pra tratar de casos profissionais os avise antes, ou então, chame o Zac. – Beck sorriu falsamente, tentando não mostrar desconforto com o que dizia, mas não conseguia, expressava profunda tristeza por ter que se submeter a esse discurso bobo de garoto revoltado, mas perto de Jade ele não conseguia pensar direito. – Estarei na sua casa de noite para ensaiarmos, ao contrário de você, serei profissional. – E foi com extrema dureza que ele encerrou a chamada de vídeo deixando Jade sem saber o que dizer de qualquer modo mesmo que ela descobrisse o que falar, teria que esperar para de noite.
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Tori encarou a fila de fãs que se aglomeravam naquela área para os autógrafos.
– Victoria, você é linda! – Disse um fã entregando-lhe o recém-comprado CD para que ela o autografasse.
– Obrigada! – Tori sorriu para ele.
– Eu sou sua fã, sério mesmo, quando eu crescer quero ser igual á você. – Disse uma garotinha acompanhada da mãe que sorria para a garota.
– Não, não. Você vai ser você mesma, e vai ser super linda mesmo assim, ok? Você é linda do jeito que é. Vem cá! – Ela deu um abraço na garota que saiu pulando de alegria juntamente com sua mãe e dizendo: “Você viu, a Victoria falou comigo?”.
– Autografa meu corpo! – Disse um rapaz com partes do cabelo raspado e colorido em outras partes.
– Depende! – Tori riu da ousadia do garoto, ele mostrou sua barriga. – Mas essa caneta é permanente! – Alertou Tori, mas o rapaz não queria saber, apenas queria seu autografo. – Tudo bem. – Tori riu daquilo e autografou a barriga dele. A fila de fãs já estava acabando, havia câmeras em tudo que era canto, pessoas com microfones falavam sem parar.
– Tira uma foto comigo? – Perguntou uma garota com olhar sonhador depois que recebera o autografo.
– Desculpa, garota, mas o espaço é só para autógrafos, nada de fotos. – Declarou um segurança, pegando a garota pelo ombro e ensinando o caminho que ela devia seguir.
– Não, não, espera! – Tori acenou para que os seguranças deixassem a garota passar, a adolescente correu empolgada para perto da cantora e a agradeceu muitíssimo por aquilo. – Não tem de quê. – Dizia Tori quando a garota foi embora. Depois daquele dia agitado, ela seguiu para o hotel, já era noite, mas ainda estava cedo, mesmo assim a garota cansada necessitava dormir nesse exato momento, pois amanhã já viajava para Los Angeles novamente. Debaixo do chuveiro pensou sobre o show, Zac não aparecera, ele deveria ter aparecido logo na entrada, para que as câmeras o vissem com ela em sinal de prestigio, mas pelo contrário, o responsável pelo teatro quando o dono não estava, Bob Cooper dissera que o garoto se atrasaria que estava tentando entrar em contato com ele, Tori tentara criar esperanças de que o loiro estaria lá, pelo menos em sinal de respeito por seu próprio teatro, mas não, o garoto a abandonara de tal forma que Tori já esperava as milhares de perguntas negativas sobre o fato. Zac não poderia ter feito aquilo com ela, esse seria o show perfeito e graças a ele, ou melhor, a não presença dele, tudo tinha ido por água a baixo.
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Jade abriu a porta de casa e encontrou um moreno parado lá, Beck entrou e os dois se sentaram perto do piano.
– O que você tem, Oliver? Está estranho! – Observou Jade.
– Claro que não, estou aqui, sendo profissional. – Respondeu.
– Se quer que as coisas sejam assim, então será assim. – Jade queria pedir desculpas por aquilo, queria agradecê-lo pela consideração, mas não conseguia ficar calma o bastante perto do canadense para assim fazê-lo. – Estive remexendo em algumas peças minhas antigas, e podemos cantar essa música, enquanto David e alguma colega dele executam os passos de dança, meu irmão é flexível e dá pra dançar desse jeito, além do mais, parece que estão lutando, então ele vai gostar e será fácil.
– Você que sabe! – Disse Beck sem demonstrar muito ânimo.
– Ótimo, comece a cantar, não tenho todo tempo. – Disse decidida a implicar até o fim com o garoto e os dois passaram o resto da noite assim, entre ensaios e alfinetadas.
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Já era de dia, Zac se levantou da cama com um pulo e correu para frente do espelho, sem camisa, com um hematoma que parecia menor, mas ainda feio na barriga, o olho roxo, já que a maquiagem saíra durante o sono e com uma extrema dor de cabeça, ele saiu do quarto indo para o corredor do hotel, que ás 09h:30min da manhã estava vazio. Parou na porta do quarto ao lado, sem ligar para as pessoas que o encaravam no corredor. O quarto encontrava-se vazio, Tori não estava mais hospedada, onde ela estaria? Sua dor de cabeça aumentava ainda mais e ele relembrou o que acontecera depois que dormira.
~Flashback On~
Zac saiu do quarto, um pouco tonto, não sabia o motivo, mas via as coisas rodando. Encarara os dois grandalhões parados na porta de Tori.
– Eu quero falar com ela. – Não tinha certeza se havia falado mesmo aquilo ou se as palavras haviam saído distorcidas, pois os dois seguranças pareciam não entender. – Tori, falar.
– Ela não quer ser incomodada. – Disse um deles.
– Você faz ideia de quem eu sou? – Perguntou erguendo o polegar para o peito. – Eu sou Zac Smith, atual responsável pelo Teatro Smith de Nova York. Exijo que abra essa porta, agora, eu sou extremamente importante. – Disse batendo com a mão no peito, mas aquilo quase o fez cair para trás, ele se agarrou na parede atrás de si.
– Que barulho é esse? – A voz de Tori ecoou pelo corredor, assim que abriu a porta. Zac estava vendo tudo embaçado, mas se concentrou e conseguiu ver Tori com o cabelo todo bagunçado, calça de pijama larga, e um top, ela se escondia por trás da porta, mas ainda dava pra ver. – Zac? O que está fazendo aqui? Você não apareceu, porque está aqui então? Veio me insultar de novo?
– O que? Do que está falando? – Agora ele nem conseguia falar direito. Tori notara o estado do garoto, apesar de parecer bêbado, ele estava sexy sem camisa e com aquele machucado no olho. Caramba, que machucado era aquele na sua barriga? Estava enorme! Tori teve vontade de sair e abraçar o garoto, mas lembrara de que ele não fora ao evento, apenas porque não queria “trabalhar” com ela. – Eu estou aqui, agora!
– Não quero falar com você, me esquece, Zac. – Disse fechando a porta com raiva.
– Eu sou de extrema importância. – Falou mesmo odiando aquilo tudo, tinha consciência do que dizia, mas não controlava as palavras.
– Parece que ela não acha que você tenha tanta importância assim. – Falou o outro segurança, os dois riram enquanto Zac cambaleava de novo para seu quarto.
– Essas celebridades! – Foi à última coisa que escutou depois que entrou no quarto e olhou para o relógio, eram 00h: 30min, ele apenas não aguentava mais ficar em pé, e com um último impulso se jogou na cama.
~Flashback Off~
Zac voltou para o quarto e olhou para o relógio, eram 09h :45min, entrou no chuveiro e começou a pensar. Se o que tinha lembrado era verdade, ele fora de madrugada no quarto de Tori, mas por quê? Depois de sair do banho e se enrolar na toalha, Zac olhou o calendário no seu celular e viu que hoje era terça-feira, segunda já tinha passado, ou seja, ele perdera o show, mas como? Viu também que em seu celular tinham oito chamadas perdidas de Bob e cinco de Ashley. O que eles queriam? Porque perdera o show? Ele não se lembrava de nada, só que havia comido os petiscos no domingo, tomado à bebida e dormido. A BEBIDA! Zac correu e agarrou o copo de vidro que estava jogado no chão do quarto, olhou embaixo e conseguiu ver quatro comprimidos meio derretidos no fundo do copo. Ele tinha sido drogado era isso? Mas por quê? Por quem? Não tinha tempo, vestindo sua roupa, ligou para o aeroporto e embarcaria no voo mais próximo que seria daqui á 1h e 15 minutos. Pagou sua hospedagem no hotel, comprou um sanduiche, já que não confiava na comida do hotel, e foi ver um amigo que era médico e que poderia abrir uma exceção para ele e fazer um exame completo para ver o que tinha causado aquilo tudo, era claro que ele levara os comprimidos que achara no copo. No consultório de seu amigo, o médico havia dito que ele não precisaria fazer exames, mas que usaria de tudo que estivesse disponível ali para descobrir o conteúdo dos comprimidos e ainda hoje lhe diria. Zac então foi para o aeroporto, embarcou no avião, só conseguia pensar em como Tori deveria ter se sentido mal por ele não ter ido, mas que culpa tinha ele? A não ser por ter traído os ensinamentos de sua mãe e ter aceitado coisas de estranhos, mas aquilo era um hotel, será que era mesmo pecado aceitar os petiscos e as bebidas? Ashley tinha razão, era pra ele ter aceitado seguranças em sua porta como a irmã uma vez lhe dissera. Mas o que Tori estaria fazendo agora? A partir do resultado do que saísse ali, ele iria primeiro explicar tudo á ela, Tori era a prioridade, depois enfrentaria tudo e todos.
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Tori estava em casa quando a campainha tocou, dessa vez ela não iria abrir, seria mais um paparazzi querendo saber por que o responsável pelo teatro a deixou na mão? Diria algum repórter lá fora que sua apresentação tivera sido tão ruim que nem o dono compareceu? Ultimamente as pessoas não ligavam para o quanto ela foi simpática com os fãs, ou sobre o show maravilhoso que fizera, as pessoas só ligavam para as fofocas e para as noticias negativas, aquilo era um saco! Depois de muita insistência atendeu a porta e viu o loiro ainda com o olho roxo na sua frente. Não queria falar com ele, mas viu vários paparazzi em sua rua e achou que era melhor conversar com ele dentro de casa do que na frente do mundo todo, já que a noticia sairia com toda certeza na TV. Desse jeito ela puxou o garoto pelo braço para que entrasse, depois o encarou com raiva.
– Eu sei que não quer ouvir o motivo pelo qual não fui, sei que tem várias pessoas ai fora que imploram por uma resposta sua e até te criticam, mas eu não tive culpa. – Disse Zac.
– O que? É sério isso? – Tori fraquejou enquanto falava, não queria se desentender com o garoto, não dessa maneira. – Você apareceu bêbado na porta do meu quarto, á meia-noite e quer me dizer que a culpa não foi sua? Zac, você só precisava estar lá, não precisava falar comigo se não quisesse, não sei por que toda essa raiva de mim, realmente não sei, mas devíamos ter trabalhado juntos, termos sido profissionais, eu pelo menos fui. Mas você preferiu encher a cara a aparecer no meu show.
– Não, não. Eu queria muito ir ao seu show, acredite em mim. Eu gosto de ouvir você cantar. – Tori se surpreendeu diante da confissão, mas não iria desistir assim tão fácil. – Eu não preferi beber, eu... Eu fui drogado. – Tori arregalou os olhos.
– Olha, se você quer que eu acredite que isso é verdade só porque você quer inventar uma desculpa de ultima hora, é melhor que você...
– Não, não, me escuta. É verdade, sim! Olha! – Zac mostrou o celular para ela, na tela do aparelho, exibia-se uma foto de quatro comprimidos muito brancos. – Isso foi o que eu encontrei quando acordei, estava na bebida oferecida pelo hotel. Procurei um médico amigo meu e ele disse que esses comprimidos são feitos de uma droga chamada Vidrana, derivada do Vidro, recebi essas informações logo que cheguei e queria te contar.
– Meu Deus, Zac. – Tori se sentou no sofá totalmente perdida.
– Aqui diz que ela costuma causar os mesmos efeitos da bebida alcoólica, você sabe... As pessoas riem de coisas que não ririam normalmente, fazem coisas que não se lembram, mas o efeito passa com café, porém... – Zac leu mais atentamente o que dizia seu celular. – Quando ingerida em grande quantidade, pode causar sono e é mais eficaz do que se você tomar um sonífero.
– Zac, eu nem sei o que dizer... – Tori ainda estava chocada. – Eu já ouvi falar nessa droga, mas nunca pensei que ouviria falar de novo.
– Eu sinto muito, eu devia não ter aceitado a bebida. Eu sou um burro, pode dizer. Mas se não acredita em mim, o meu amigo, me mandou um certificado médico pela internet até com o carimbo e assinatura dele, eu posso imprimi-lo e voltar aqui pra te mostrar, juro a você que não estou mentindo. – Zac praticamente implorava.
– Você já tomou café? Está se sentindo melhor? – Perguntou preocupada.
– Sim, no caminho pra cá. Me desculpe, ok?
– Me desculpe também. E obrigada por ter me defendido naquela história do Max. – Tori o abraçou firme, Zac não esperava por aquilo, mas aceitou o carinho e apertou à amiga. Seu coração começou a acelerar rápido demais e ele não tinha palavras pra descrever aquele sentimento novo. Tori sentia o perfume adocicado de cereja do loiro, mesmo misturado com suor, Zac deveria estar numa agitação só, desde que descobrira sobre a droga e tudo aquilo. Que loucura! – Zac, você precisa prestar queixa contra o hotel.
– Não, não posso fazer isso... – Ele disse se distanciando da Vega. – Se eu prestar queixa, tudo isso vai se tornar uma bola de neve, imagina só, que escândalo seria se descobrissem que não fui ao seu show, porque estava drogado. Mesmo que eu alegasse ter sido drogado, muita gente pensaria que eu só estava acusando o hotel, pra desviar a atenção de mim que possivelmente poderia ser um viciado, você não acha?
– Pensando por esse lado, a mídia distorce tudo. Mas você não vai fazer nada?
– Não, acho melhor esquecermos isso. – Zac disse seriamente fitando aqueles olhos castanhos. – Bom, agora eu preciso ir pra casa, obrigado por acreditar em mim.
– Obrigada por dizer a verdade pra mim. – Tori o agradeceu e Zac a puxou delicadamente para perto de si, lhe dando um beijo na bochecha, um tanto, demorado demais. Tori abriu a porta para ele, e lá fora, como já esperado, vários paparazzi cercavam o lugar. – Tem certeza que quer ir assim? – Perguntou referindo-se a péssima aparência do loiro por causa do olho roxo.
– Melhor do que você ter que me aguentar o dia todo aqui, né?! – Disse sorrindo, Tori queria dizer que não havia problema nenhum em ele ficar, mas acenou com a cabeça.
– Espera, deixa eu te ajeitar. – Falou pondo sua mão direita no cabelo de Zac e o erguendo pra cima na posição que deveria estar a franja, já que ele estava todo desarrumado. Zac sorriu em agradecimento, e Tori suspirou quando viu que ele se afastava. O Smith passou a tarde toda em um bar só jogando sinuca e sem beber, afinal, chega de droga hoje, tanto legalizada ou não. Não queria voltar pra casa e encarar uma Ashley enraivecida, além de que teria que explicar tudo de novo. Finalmente chegara a noite, o obrigando a ir para casa, assim que abriu a porta pôde ver a TV ligada, Vanessa no sofá com os braços cruzados, Ashley o encarou com a mão na cintura, a mulher de seu pai estava na cozinha fazendo um lanche, e seu pai estralava os dedos, sinal de que ele estava com raiva.
– O que você tá pensando em?! – Perguntou seu pai com uma expressão carrancuda.
– Eu sei, eu sei. Eu fui irresponsável, e vou explicar tudo a vocês do porque de eu não comparecer ao evento, mas...
– Não estamos falando disso, por agora. Queremos saber o que é aquilo? – Ashley apontou para a TV. Vanessa tinha a expressão mais séria de todas.
– E agora a fofoca mais quente do De Olho na Fama. Querem saber o que é? Pois bem, Victoria Vega divulgou seu novo CD ontem no Teatro Smith em Nova York. Sendo muito simpática com seus fãs, Victoria deu autógrafos, tirou fotos, e cantou como nunca, mas... – Agora a imagem de Tori com seus fãs mudara para uma que ele jamais imaginara ver na TV. A imagem era de Zac e Tori, a garota tinha as mãos em seu cabelo, e o rosto dos dois estavam muito próximos, como se fossem se beijar. Ele reconhecera, essa foto fora tirada essa tarde, mas não sabia que desse ângulo parecia que os dois estavam quase se beijando, ela só queria ajeitar o cabelo dele, não queria? Zac arregalou os olhos enquanto a noticia continuava. – Mas... Victoria não contava com nossas câmeras. Zac Smith, filho do dono do Teatro Smith, teria que ter participado do evento juntamente com a cantora, mas ele não comparecera. Como assim? É isso mesmo, ele não compareceu. E nesta terça-feira, o garoto foi á casa de Victoria em Los Angeles, para pedir desculpas a sua namorada. Isso mesmo, um suposto namoro se forma entre eles. Zac não aparecera no Teatro porque tinha brigado com a namorada? E vejam esta foto... – Era outra foto tirada essa tarde, dessa vez, Zac estava de perfil, o que dava pra ver muito bem seu olho roxo. – Victoria teria se vingado pela falta de responsabilidade do namorado? A estrela pop é agora, uma diva? Descobrimos mais sobre esse novo casal nas próximas semanas, fiquem de olho na gente, que ficaremos De Olho na Fama.
– Espera, o que?! Tori bateu em mim? – Zac soltou uma risada forçada. – Nós estamos... Tori e eu estamos namorando? O que?!
Próximo Capitulo:
“Se não teve nenhum desastre, não quero saber.”
“Ela não é bonita, é nojenta!”
“Com vocês, o baque do século.”
NF:
Hello meus DIVOS, e então, gostaram do capitulo? uhuh 00/ Quase que rolava BADE né?... Foi na trave kkkk. Cat sendo meio lenta nas coisas, é meio que normal já né? kkk o André abrindo o show com essa música ♥, simplesmente adoro ela, e sim, esse capitulo está muito musical, mas quem liga?! kkk. Hey hey, Beck revoltado, o que acham sobre isso? Ele exagerou ou a Jade pelo menos devia ter falado algo? Deem suas opiniões, peoples! Ui, o Zac não apareceu? Coitada da Tori! E ai, vocês já têm uma ideia de qual será a música que BADE vai cantar? uhu. hahha Zac todo loucão kkk. hhaha referência á BADE — SEMPRE JUNTOS, o lance da Vidrana anquele episodio do café da manhã, alguém lembra? Espero que sim >< :) Tori e Zac "namorando?", ih, a Vanessa não irá gostar disso kk, o que acharam, meus lindos? Por favor, comentem, porque só tenho uma coisa a dizer, se não perceberam os capitulos estão ficando cada vez maiores e continuará assim, deu um trabalhão, então pfpfpfpf comentem, espero vocês nos reviews, beijos, lindos, fiquem com Deus.
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