Asphalt Café
23 Do you Think my Eyes Bright?
Notas iniciais

– Droga, Cat! – Falava Tori descendo ás escadas sendo seguida pela ruivinha.
– O que aconteceu? – Perguntou Zac direcionando sua atenção para as garotas.
– Eu contei algo que não deveria. – Disse Cat com olhar triste.
– É! Você fez burrada mesmo! – Tori estava profundamente enraivecida.
– O que ela fez? – Perguntou o loiro.
– Nada, nada demais! – Tori preferiu não falar, explicar só iria deixar o Smith com raiva da ruivinha e isso traria comentários negativos sobre o possível falso namoro dos dois, e Tori não queria ficar magoada por isso.
– Desculpa! – Pediu Cat.
– Desculpa nada! – Tori quase gritou.
– Ahh! Não grita comigo. – Cat pôs as mãos nos ouvidos, ficando em posição de defesa.
– Tá, me desculpa, mas jure nunca mais fazer isso. – Disse Tori e a ruivinha acenou com a cabeça, depois sorriu e subiu as escadas indo para seu quarto.
– E então... Podemos sair? Vai mesmo passear de pijama? – Perguntou Zac olhando para as vestes de Tori. A garota usava um mini short e uma camisa longa por cima, mesmo assim, deixando a mostra suas pernas.
– Não vamos mais sair! – Disse Tori sentando no sofá e desviando o olhar do loiro.
– Como? O que? Por quê? – Zac ficou confuso, mas sentou-se ao lado de Tori, interessado em sua resposta.
– Porque você não foi sincero comigo quando disse que não tinha namorada... Ontem, eu te vi com aquela garota, ela te beijou antes de entrar num táxi, sair com você não parece certo se você tem alguém... – Tori olhava para suas mãos não querendo ter que encarar aqueles olhos azuis que a faziam suspirar.
– Ah, então é isso? – Zac riu. – Não, eu não estou com ninguém... Aquilo foi, bem, a Vanessa indo embora e se despedindo... – Suas mãos começaram a suar. – Ela foi para a Rússia e não sabe se volta, então, ela só quis, sabe... Demonstrar afeto. – Ele sorriu pensando quão louca era aquela situação. – Era o jeito dela de dizer tchau e como posso não vê-la mais, permiti que aquilo acontecesse. – Terminou de explicar.
– Ah, hum... Ela não vai mais voltar? – Tori sentiu alegria lhe preencher por dentro. Zac assentiu. – Sinto muito. – Mas ela não sentia, só queria ser educada. – Mas ainda não sei se isso é certo. – Tori fitava o chão.
– Claro que é, é só um passeio... – Zac tocou em seu queixo, fazendo com que a garota o fitasse, os dois estavam ali sentados no sofá, próximos demais e ele tocava o rosto dela com leveza, Tori mordeu os lábios, sentindo-se nervosa, Zac sentiu sua barriga embrulhar diante daquela cena. – Pode, por favor, parar de fazer isso?
– O que? – Perguntou sentindo sua mente clarear depois que o loiro retirou a mão de seu rosto, mas ainda a fitava de perto.
– Morder os lábios... Isso é, hum... Pode só ir lá pra cima se arrumar de uma vez?
– Só se você parar de fazer isso.
– O que?!
– Sempre olha desse jeito para as garotas quando quer que elas concordem com você? – Zac ainda parecia confuso. – Sabe, assim, com esses olhos azuis brilhantes. – Alertou Tori.
– Acha meus olhos brilhantes? – Perguntou Zac sorrindo convencidamente. Tori abriu a boca, sorriu desviando o olhar e pensando nas mil ocasiões que achou os olhos de Zac brilhantes, mas ai se deu conta e não conseguiu responder a pergunta, então mudou de assunto.
– Acho melhor eu ir me trocar. Já volto. – Falou levantando do sofá o mais rápido possível e subindo as escadas correndo, Zac simplesmente inclinava a cabeça um pouco para conseguir ver Tori subir as escadas naquele short pequeno.
[...]
Quase pronta, à garota só faltava se maquiar, desse modo, tinha tempo para fazer uma chamada de vídeo com André. O garoto aceitou assim que ela fez o pedido de chat.
– Oi, Tori. – Falou André enquanto a garota concentrava-se na maquiagem.
– Han... Oi, André. – Falou nervosa, André logo estranhou. – O que vai fazer hoje?
– Bom, Ashley me disse que a casa hoje é só dela então, vou pra lá e talvez assistiremos algum filme e... Sei lá. – Disse corando, Tori sorriu.
– Boa sorte então! – Falou sinceramente.
– E você, o que vai fazer? – Tori estava torcendo para que o garoto não fizesse essa pergunta.
– Eu vou... Eu vou... Sair... – André esperava por mais. – Com um garoto.
– Hum... Sinto cheiro de problemas, o que está acontecendo? – Tori bufou se rendendo.
– Ah, tá bom, é que... Bem, eu não sei se ele tá afim de mim e queria sua ajuda. – Admitiu.
– É fácil... Isso é um encontro?
– Não sei. – Falou verdadeiramente, afinal, Zac não esclarecera nada e do jeito como ela estava nervosa só de sair com ele, imagina se perguntasse ao garoto se aquilo era um encontro.
– Hum, isso é um problema. Se ele não esclareceu, então ou ele não quer nada, ou nem ele sabe se você tá afim e por isso não quis assustá-la. – Disse sabiamente. – Sabe pra onde vão?
– Não, ele também não me disse. – Explicou.
– Cara, que garoto difícil. – Murmurou André. – Já sei o que você pode fazer... – Tori se alegrou. – Simplesmente saía com ele, sem pensar tanto nisso, e no fim do dia você me conta e posso te ajudar a analisar as intenções dele, o que acha?
– Tudo bem, obrigada, André. – Agradeceu feliz por ter um amigo tão importante como ele.
– Agora vai me dizer quem é esse cara? – Perguntou curioso.
– Han... Acho que já o deixei esperando demais, tá na hora de ir, beijos, André, obrigada de novo. – Falou não dando oportunidade para o garoto dizer algo a mais, simplesmente fechou o chat. Se olhou no espelho mais uma vez e desceu as escadas. Zac esfregou suas mãos na calça, pois elas começaram a suar quando ele viu Tori daquele jeito, ela estava linda naquele vestido vermelho curto que deixavam suas pernas a mostra.
– Vamos? – Perguntou o garoto sorrindo para ela, era difícil tentar seguir o conselho de Ashley em sair com Tori sem pensar em beijá-la ou algo assim. Tori sorriu para ele, olhando pela primeira vez sua roupa, tinha que admitir, o loiro estava muito bonito.
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A porta da casa dos Smith se abre e Ashley e André entram rindo.
– E naquela hora que você ia caindo... – Começou André rindo e apontando para a Smith.
– Quer dizer aquela hora em que eu caí... – Ashley riu de si mesma, só aumentando os risos do garoto. Os dois haviam acabado de voltar duma pista de patinação no gelo, digamos que Ashley não sabia patinar.
– Pelo menos você tentou. – O garoto sentou-se no sofá.
– É, e quase caí em cima de você, várias e várias vezes. – A loira se jogou em cima no sofá em cima do garoto.
– Ás vezes isso pode ser considerado um beneficio. – André sorriu a encarando de perto. Os dois sorriam abertamente um para o outro e Ashley se aproximou mais dele, quebrando o pequeno espaço que os separavam, a loira o beijou calmamente enquanto o garoto correspondia ainda sorridente. André colocou suas mãos nas costas de Ashley e a puxou mais pra cima para que ela pudesse ficar mais confortável naquela posição, a garota se apertou contra o corpo do Harris, fazendo com que ele se deitasse no sofá com ela por cima. O beijo continuava e as coisas começavam a esquentar, ir para outro ponto. Ashley passava suas mãos pelo peito do garoto, por debaixo da camisa, e André apenas aproveitou para agarrá-la pela cintura, puxando-a para cada vez mais perto, a mão do garoto foi descendo, descendo e... A garota saiu de cima dele e começou a andar para a cozinha, como se nada tivesse acontecido. – Fiz algo de errado?
– Não, imagina, eu fiz. – Disse Ashley pegando algo na geladeira. – É só que, não iríamos prosseguir com aquilo. – Afirmou.
– Han... Tá... – André sentou-se atordoado. – Posso perguntar o por quê? Não me diga que você é... – O garoto corou.
– Não, longe disso. – Respondeu a loira fazendo o garoto sorrir, mas depois se perguntar o que ela queria dizer com “longe disso”. Será que ela já tinha estado com muita gente? Isso era uma pergunta que ele não iria fazer. – Mas, você sabe, garotas têm regras para isso, elas costumam esperar até pelo menos o oitavo encontro, ou algo assim.
– Porque fala das garotas como se não fizesse parte do grupo? – André tentou entender.
– Porque não faço. – Ashley deu de ombros, pegando dois copos e colocando refrigerantes neles.
– Opa, opa, opa. Quer dizer que você não é uma...
– Claro que sou, idiota. – Ashley riu e André sorriu aliviado. – É só que, muitas vezes não faço parte dos grupos de garotas que tem todas essas regras, costumo não segui-las...
– E porque disso agora? – O garoto já havia entendido que os dois não iriam para etapa seguinte, mas agora sua preocupação era tentar entender o que a garota queria dizer com isso.
– Porque passei muito tempo não seguindo essas regras, e olha pra mim, todos os meus antigos romances não deram certo porque me atrevi a ser um pouco rápida demais. – Esclareceu dando o copo para o garoto e tomando um gole de sua bebida.
– Hum... Já parou pra pensar que isso tudo tenha acontecido porque você ainda não teria conhecido a pessoa certa? – Falou desviando o olhar assim que Ashley o encarou.
– Talvez... Mas duas pessoas não podem fazer esse tipo de coisa se uma delas nem sabe em que situação elas estão... – Falou pegando o telefone. – Vou pedir almoço pra gente.
– Tá... Espera, o que quis dizer com isso?
– Que um cara vai atender o telefone, eu vou dizer o que eu quero e ele vai mandar alguém trazer a comida pra cá... – Falou sarcasticamente.
– Não, não isso... O que quis dizer com não saber a situação em que estamos? – André começava a ficar confuso.
– Porque não sei o que somos, ainda não esclarecemos, lembra? – André gelou, esperava que ela não dissesse aquilo, mas ele havia perguntado, o que mais ele queria que ela dissesse? Realmente André não chegara a conversar com a Smith sobre a atual situação deles, os dois tinham saído, se divertiam juntos, mas não foram além disso, quer dizer, eles não sentaram pra conversar sobre o que queriam e André não tinha certeza se Ashley gostava dele dessa forma para que eles se tornassem algo mais sério. Com a boca aberta, tentou falar algo, mas as palavras não saíam. – Oi? Eu gostaria de pedir...
[...]
– Isso tá delicioso! – Dizia Ashley lambendo os dedos.
– É, eu não sabia que você também gostava de Nuggets de búfalo. – Falou tomando o resto de seu refrigerante.
– Tá brincando, eles são muito gostosos. – Disse a loira acabando de comer.
– Pode apostar... Mas e então, o que vamos fazer agora? Que tal um filme?
– Não, não to a fim de assistir filme nenhum. – Falou Ashley.
– Ok. Hey, você ficou sabendo do show beneficente da Hollywood Arts esta noite? Eles vão abrir espaço para pessoas de fora cantarem também. – Informou André.
– Sério? Meu Deus, isso é ótimo! – Um milhão de ideias preencheram a cabeça da Smith nesse exato momento. – Nós podíamos cantar... – André a olhou como se não tivesse entendido. – Não, quer dizer... Eu... Eu posso cantar. – Ashley corou por perceber que talvez o garoto não quisesse cantar com ela.
– O que?! Eu e você? Cantando juntos? – André parecia surpreso.
– É, quer dizer... Não... Não se você não quiser. – A loira ficou sem jeito.
– É claro que eu quero, isso seria demais. Mas então, você tem alguma música original para isso? – Perguntou com curiosidade.
– Ah, eu tenho sim, pega uma pasta que está no armário da cozinha, que eu vou ao banheiro, lá tem algumas músicas minhas. – Ashley se levantou e foi ao banheiro, ao voltar avistou André com uma folha de papel em mãos e sorrindo.
– Eu adorei essa... – Ele virou a folha e Ashley engoliu em seco, esquecera que tinha deixado aquela ali, lembrara quando Zac perguntara a quem ela se referia quando compôs a música e ela não queria lhe dizer e agora o motivo pelo qual aquela música existira, estava com ela em mãos.
– Han... Essa, é meio pessoal. – Ashley arrancou a folha das mãos dele. – É sobre um garoto. – Permitiu dizer, se arrependendo por isso logo em seguida.
– Hum, ótimo. Nós podemos cantar essa... – A garota arqueou em surpresa. – Juntos.
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– Ótimo! Agora é só entrar na próxima rua que daremos com a principal e de lá podemos ir para um restaurante legal, to cheio de fome. – Confessara Zac enquanto dirigia sua Ferrari azul com Tori ao seu lado.
– É! Zac... Posso perguntar por que está sendo tão legal comigo? – Perguntou Tori desviando o olhar e mordendo os lábios, Zac estremeceu com aquela cena.
– É que... – Zac encarava a estrada para não ter que olhar para a garota. – É que tenho sido um babaca desde que nos conhecemos. – Admitiu. – E talvez não seja tão tarde para mudar isso.
– É! – Tori sorriu com aquilo, mas logo tratou de disfarçar, não podia ficar sorrindo a toa perto dele, ele poderia perceber. – Então pra onde... Pra onde vamos? – Gaguejou.
– Tori, está nervosa? – Perguntou o garoto rindo baixinho. – Não precisa ficar nervosa, sabe... Somos só nós dois, num passeio. – Isso não estava ajudando a ficar menos nervosa. – Como amigos. Somos amigos, não é?
– Não é isso que os programas de TV dizem. – Soltou sem pensar. Zac virou à direita, dando na rua principal como ele dissera, mas algo aconteceu. Uma fila enorme de carros tomava conta de toda Avenida, fazendo com que vários carros ficassem parados ali, todos buzinavam, mas isso não fazia com que os outros saíssem do lugar.
– Droga! Se segura, vamos dar a volta. – Zac virou o volante para tentar sair dali, mas uma moto o impedia, tentou dar ré, mas já era tarde demais, uma fila de carros se formava atrás da Ferrari e eles estavam presos naquela Avenida. – Mas que merda! – Esbravejou furioso. Pondo a mão na cabeça, tentou relaxar e se recostou no banco olhando para Tori. – Parece que vamos ficar um pouco por aqui.
– Senhor, com licença. O que está acontecendo? – Perguntou Tori ao cara do carro ao lado.
– Aconteceu um acidente ali na frente. – Respondeu o senhor.
– Droga! Isso não é hora pra acontecer um acidente. – Disse Zac.
– Zac, não tem hora pra se acontecer um acidente. – Retrucou Tori depois agradecendo a informação dada pelo homem.
– É, mas eles não podiam deixar pra depois?! Argh! – Falou ajeitando os cabelos no retrovisor. Tori riu alto, depois se repreendeu por estar rindo de pessoas que podiam estar machucadas naquele acidente, mas só Zac mesmo pra dizer coisas como aquela. – Bom, voltando ao assunto. Sim, todos os programas de TV dizem que estamos namorando, mas quem se importa? – Zac deu de ombros. – Não ligo para isso!
– Sério? – Uma pontada de esperança enraizou-se no coração de Tori. – Não é isso que a maioria dos meninos dizem.
– É, mas sou diferente. – Zac sorriu convencido. – Mas o que os garotos dizem? Garotos que saíram com você?
– É, bom, a maioria deles saem comigo pela fama como o Max... – Tori abaixara a cabeça envergonhada, mas Zac levantara seu rosto colocando a mão em seu queixo para que ela o fitasse, percebendo o que havia feito, ele a soltou. – E a outra parte deles... Não gosta de tanta exposição e acaba pulando fora...
– Sei bem como é isso! – Confessa Zac. – Só que com garotas, não com garotos. – Tori riu. – A maioria que fica comigo se preocupa em aparecer em todos os eventos, por isso sou discreto... – Ele pisca pra Tori. – Acho que por isso que gerou tanta calúnia envolvendo a gente, eles não estão acostumados a me ver com garotas e você, bem, você tá em alta e tudo mais. – Zac sorriu confortável. – Uma hora eles vão esquecer, não dou nem uma semana, você vai ver, já, já nossos nomes param de aparecer por ai.
– Tomara! – Suspirou Tori.
– E se eu fosse à minoria dos garotos que saíram com você, eu nunca pularia fora dessa forma. – Zac desviou o olhar e ligou o rádio.
– Nossa, adoro essa música! – Disse Tori. – Olha, o trânsito tá começando a andar. Aumenta, por favor. – Pediu Tori, Zac aumentou o volume e Something About The Sunshine começou a tocar. – Anda, canta comigo!
– Não, não é muito o meu forte. – Falou corando e acelerando de leve o carro enquanto os carros á sua frente começavam a andar. Zac não costumava se sentir envergonhado sempre, muito menos ficar corando por pequenas coisas, mas ali perto de Tori, e a garota ainda queria que ele cantasse, sim, ele corou pra valer.
– Wake up to the blue sky
Grab your shades and let's go for a ride
Breakfast by the ocean
We'll do lunch at sunset and vine
Every day is a dream in California
Every night the stars come out to play
Wish that I could always
Feel this way…– Começava Tori a cantar enquanto balançava a cabeça devagar, no ritmo da música.
(Acorde com o céu azul
Pegue seus óculos escuros e vamos dar uma volta
Café da manhã com vista para o mar
Vamos almoçar no pôr-do-sol
Todo dia é um sonho na Califórnia
Toda noite as estrelas saem para brincar
Gostaria de poder sempre
Me sentir assim)
– Nossa! – Zac riu vendo como Tori cantava naturalmente, já ele nunca tinha cantado pra ninguém, nem pra Ashley, tinha muita vergonha nisso e só de pensar em subir em um palco, ele gelava.
– Anda, não é como se tivesse muita gente aqui! – Tentou Tori rindo.
– Mais ou menos. – Zac olhou em volta, estavam cercados por carros, mas é claro que ninguém ali se interessava pelo fato dele cantar ou não.
– There's something about the sunshine, baby
I'm seeing you in a whole new light
Out of this world for the first time, baby
Oh, it's alright
There's something about the sunshine
There's something about the sunshine... – Tori batia em seu ombro, pra que ele prosseguisse.
(Tem alguma coisa com o sol, amor
Estou te vendo de um jeito diferente
Que é de outro mundo pela primeira vez, amor
Oh, tudo bem
Tem alguma coisa com o sol
Tem alguma coisa com o sol)
– In Hollywood we're rockin?
In Malibu we hang out and chill…– Arriscou-se Zac, rindo logo em seguida.
(Em Hollywood estamos arrasando
Em Malibu, nós só relaxamos)
– It's all about the shopping
From Melrose to Beverly Hills…– Tori prosseguiu vendo que o garoto já começava a se soltar.
(Tudo tem a ver com compras
Desde Melrose até Beverly Hills)
– Everywhere's a scene and now we're in it
I don't wanna paint this town alone... – Cantaram juntos já sem trânsito e Zac seguindo a estrada.
(Sempre que tiver uma cena, estaremos lá
Não quero pintar essa cidade sozinho)
– When I see you smile I always feel at home…– Zac cantou sozinho, entregando-se totalmente a música e fitando Tori.
(Quando te vejo sorrindo, sempre me sinto em casa)
– Você canta muito bem. – Elogiou Tori sorrindo para ele. – Agora, a melhor parte...
– É, eu estou cantando, estou cantando mesmo. – Sussurrou baixinho para si mesmo, feliz por finalmente perder um pouco da vergonha.
– There's something about the sunshine, baby
I'm seeing you in a whole new light
And he's a breeze with the palm tree swayin'
Oh, it's alright... – Cantavam juntos balançando as cabeças no ritmo da música. Tori cantarolou o ultimo verso.
– Now that you're here (now that you're here)
It's suddenly clear (it's suddenly clear)
The Sun's coming through
I never knew
Whatever I do
Is better with you (it's better with you)…– Agora Zac cantava a primeira parte e Tori fazia a voz do fundo, de vez em quando alternavam nos versos e às vezes cantavam juntos enquanto seguiam viagem.
(Agora que você está aqui (agora que está aqui)
De repente ficou claro (de repente ficou claro)
Que o sol está aparecendo
Eu nunca soube
O que quer que eu faça
Fica melhor com você)
– There's something about the sunshine, baby
I'm seeing you in a whole new light
Out of this world for the first time, baby
Oh, it's alright
There's something about the sunshine, baby
I'm seeing you in a whole new light
Out of this world for the first time, baby
Oh, it's alright
There's something about the sunshine, baby
I'm seeing you in a whole new light…– Cantavam juntos, agora quase gritando enquanto os motoristas os olhavam de forma estranha, mas os dois não ligavam, apenas estavam se divertindo juntos.
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Beck finalmente conseguira colocar a ultima caixa na frente da casa de André.
– O que tem nessas caixas, em? Tão pesadas demais e você ainda não me explicou porque tivemos que vir pra casa do André com as crianças. – Disse Beck sentando na calçada do Harris e respirando firme, estava bem cansado, aquele dia estava sendo profundamente agitado e ainda teria mais pela frente. David e Chloe sentaram-se perto deles, depois de correrem, Beck e Jade pegaram Chloe de carro e foram para a casa de André, mas antes tiveram que pegar várias caixas no armazém que Jade encomendara sem dizer-lhes do que se tratava.
– Primeiro de tudo, acho que você é muito mole, porque isso nem está pesado. – Jade pegava a ultima caixa, uma mais leve. — Segundo, tivemos que sair de lá de casa porque hoje é o dia da faxina e Robbie e Cat estão se encarregando disso. – Beck arqueou a sobrancelha como se pedisse mais informação. – E no dia da faxina, quem limpa a casa inteira ganha o direito de ter um dia em paz, longe de todo mundo, então não podemos ir pra casa. – Beck concordou com a cabeça. – Terceiro, vou explicar a todos o que tem nessa caixa e vocês vão ter que adorar. Sabemos que a Chloe veio aqui para ensaiar, mas iremos dar uma trégua por enquanto... – Chloe e David bateram as mãos, animados. – Vamos ajudar a deixar nossa apresentação a ficar melhor e como vocês crianças não vão fazer todos os passos da coreografia, resolvi complementar o que irão fazer, então como o clipe da música envolve tinta e coisas coloridas, pensei que poderíamos encher algumas bolas de tinta e por isso comprei vários baldes de tinta que foram os que Beck acusou de serem “pesados”... – Ela fizera aspas com as mãos, o que fez Beck revirar os olhos. – O que acham?
– Bolas de tinta. Ual! – Disseram Chloe e David logo se animando mais.
– Rápido, peguem o plástico para colocar na calçada, assim não sujaremos tudo, e seus aventais para não mancharem as roupas e vamos por a mão na massa, ou no caso, na tinta. – Disse Jade e as crianças a obedeceram, Beck fez o mesmo e logo todos estavam de avental e enchiam as bolas de festa com os baldes de tinta através de um funil. Quando acabaram, haviam várias bolas, tantas que poderiam distribuir para a rua toda e mandarem que fizessem guerra de bolas de tinta e ainda sobrava.
– São muitas bolas, não acha que aqui tem muitas? – Perguntou Beck impressionado com a quantidade de bolas.
– Está ótimo, Oliver. Eu sei o que estou fazendo. – Retrucou Jade com olhar superior. – Agora vamos ensaiar. – E fizeram isso ali mesmo na calçada. Beck e Jade ainda estavam com roupa de correr e respiravam pesados por estarem tão cansados, principalmente agora que havia acabado o ensaio.
– Ótimo! Vocês estão sensacionais. – Elogiou Beck.
– É, é, tanto faz, agora juntem todos aqui, precisamos conversar. – Todos ficaram em volta dela. – Todos ensaiamos muito, isso aqui é uma guerra da qual temos que vencer se não cada um aqui vai se dar muito mal... – Jade olhou ameaçadoramente para todos ali, mas seu olhar demorou mais em Beck que percebia o quanto isso era importante para a West. – Temos que ganhar essa competição... – Beck abriu a boca pra falar que aquilo era um show beneficente e que não teria vencedores, mas Jade não deixou. – Por isso vamos dar mais do que nosso melhor, vocês entenderam? Temos que ganhar, se não... – Beck notou que Chloe e David se encolhiam intimidados, foi então que ele teve a brilhante ideia de resolver tudo aquilo.
– Isso, isso, crianças, a Jade está certíssima em querer que nós ganhemos isso... – Jade sorriu largamente por Beck ter admitido que aquilo era uma competição afinal. – É por isso que temos que manter a concentração... – Beck pegou uma bola de tinta. – Darmos o nosso melhor... – Falou sério, as crianças se encolhiam ainda mais. – Mas o mais importante de tudo... – David e Chloe se sentiam extremamente pressionados e agora mais do que nunca. – Temos que nos... – Ele olhou para Jade e jogou a bola de tinta no pescoço dela, tinta azul explodiu no pescoço da morena que tinha os olhos arregalados e a boca aberta em descrença. – Nos divertir, afinal se não nos divertimos, qual seria a graça?! – Beck agora se afastava vendo que Jade se recuperara do choque momentâneo e já pegava uma bola de tinta pra jogar nele. O garoto riu alto, mas uma bola de tinta o atingiu no rosto, a sorte foi que ele havia fechado os olhos, mas todo o seu lindo rosto e parte de seu cabelo haviam sido melecados de tinta amarela.
– Bem na cara, Oliver. Cinquenta pontos pra mim. – Ria Jade comemorando, mas sua alegria durou pouco, pois David resolvendo participar daquilo tudo, pegara uma bola de tinta e jogara no avental dela, fazendo explodir tinta verde no avental e um pouco de tinta na roupa da irmã.
– Seu pirralho! – Grunhiu Jade o olhando furiosamente, Chloe que ria agora ficava preocupada por David que se escondia atrás dela, mas antes que Jade pudesse alcança-lo, Beck agarrou Jade pelo pulso, a puxando para si, e assim que os dois se fitaram, perto demais, Beck acertou Jade no ouvido, fazendo tinta verde grudar na lateral do seu rosto. – Oliver, imbécil! – Gritou correndo atrás do garoto. Chloe entrou na onda, pegou uma bola de tinta e jogou na bunda de David que estava agachado atrás dela, assim que o garoto sentiu a tinta roxa melar sua calça, ele se levantou, pegou uma bola de tinta e correu atrás da garotinha, e assim começou a guerra de bolas de tinta. Jade ainda corria atrás de Beck, Chloe e David jogavam bolas de tinta um no outro, mas também neles, de forma que Jade e Beck fossem os mais melados naquela brincadeira. Jade atingiu Beck nas costas, manchando a blusa dele de laranja, Beck tentara acertar ela, mas a garota desviou e sua bola de tinta acertou o chão, bem onde o plástico gigante chegava ao fim, por pouco não sujara um vaso de planta ali perto. Aproveitando que Jade prestava atenção em Beck, David e Chloe jogaram bolas de tinta neles, de forma que a de David acertara a cara da irmã e tinta vermelha se espalhara por todo o seu rosto, deixando a garota furiosa. E a de Chloe tinha acertado a perna de Beck, manchando sua calça de branco, mas o Oliver não ligara porque aproveitava o momento em que Jade limpava o rosto e jogara uma bola de tinta no peito dela, manchando sua blusa de preto. Jade grunhiu alto, não perderia para o Oliver, então pegou uma bola de tinta e jogou de longe, mas Beck se abaixou e a bola acertara o carro do garoto que estava parado ali na frente da casa, deixando o automóvel com uma mancha circular rosa na lateral.
– Mas que droga! – Disse Beck correndo na direção do carro, todos pararam de jogar bolas de tinta e foram atrás dele.
– 100 pontos pra mim. – Comemorou Jade.
– O que?! Tá feliz? Você sabe que vai ter que ir pra o show no meu carro, não sabe? – Perguntou Beck.
– Claro que não, eu vou no meu! – Respondeu Jade.
– E você vai pegar a chave onde? Na sua casa? A mesma que tá de faxina e que você não pode entrar hoje? – Jade ficou sem saber o que dizer, depois soltou xingamentos. – Tomara que isso saía com água. – Beck foi pegar a mangueira e Jade a bucha para esfregar. Assim que a água saiu da mangueira e Jade começou a esfregar, a tinta saiu do carro de Beck e eles suspiraram aliviados. – Ufa! Até que foi divertido. – Falou rindo em seguida. – Nós acabamos com boa parte das bolas de tinta que com certeza iriam sobrar no final do show.
– É, mas quem disse que acabou? – Jade sorriu malvada pegando a mangueira e apontando para Beck. – Você ainda tem que tomar banho, não é? – Perguntou Jade ligando a água e espirrando pra cima de Beck, o canadense ergueu as mãos para se proteger da água enquanto Jade lhe dava um verdadeiro banho e ria sem parar.
– Ah, mas isso não vai ficar assim, West. – Beck se recuperou e foi pra cima dela, conseguiu agarrar os dois braços da morena, fazendo-a largar a mangueira, mas Jade o golpeou com a perna e ele caiu com ela por cima.
– Anda, David me ajuda aqui. – Pediu Jade e o irmão pegou a mangueira e apontou para Beck que ficava ainda mais encharcado, mas o canadense girou o corpo, o fazendo ficar em cima de Jade, os dois corpos ali colados, sujos de tinta e agora molhados porque David apontava a mangueira para Jade, era a sua vez de tomar banho. – Aponta pra ele, garoto.
– Não, não. A regra é apontar pra quem tiver perdendo. – Explicou Chloe e David assentiu rindo.
– E agora, isso é bom, não é? – Riu Beck ainda a agarrando, Jade ria mesmo levando água no rosto, logo pôde sentir o odor de hortelã próximo ao seu rosto e notou que Beck estava muito colado ao seu corpo, aquilo provocou sensações diferentes nela, percebendo a inquietude da garota, Beck fez sinal para que David desligasse a mangueira, o garoto obedeceu e Beck saiu de cima da West a levantando logo em seguida.
[...]
– Agora já podemos tomar banho de verdade. – Falou Jade secando suas roupas, Beck a olhou de cima a baixo, parando um pouco na parte dos seios da garota, pois coma blusa molhada, já dava para ver melhor o tamanho deles.
– É... É verdade... – Concordou sem jeito por talvez ter se entregado enquanto demorava um pouco naquela região, desviou o olhar, Jade podia ter notado e ai ele estaria ferrado. – Mas foi divertido né? – Perguntou secando seu cabelo.
– Tanto faz. – Respondeu irritada, mas antes disso ele notara o sorriso que ela tinha no rosto, e aquilo já bastava para deixá-lo mais feliz.
Próximo Capitulo:
“Estou fazendo anjinho de neve!”
“Coisas sempre acontecem no banheiro.”
“Eu falei que as pessoas não eram tão boas assim.”
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Vestido da Tori >>— https://lh4.googleusercontent.com/-5hk5BAHqkJU/TkirMBJz5jI/AAAAAAAAPxE/EsibNT0q9Pw/s800/victoria-justice-081411-1.jpg
Heeey amoris, gostaram do capitulo? Gente, ZORI vai me matar de fofura, amo tanto esses dois ♥. Ih, Ashley tentando definir a relação? Isso ai mulher, vai com tudo! Gente, ignorem o video, é daquele filme, mas de certa forma a menina parece meio com a Tori, então... é isso kkk, hahaha, esse momento deles no carro, Jesus! ♥ E pra fechar tem que ter BADE, hehem, essa guerra de tinta foi um amor de se escrever hihi. Alguma ideia sobre de quem são essas falas? Chutem, vocês estão ficando melhores nisso, mas acho que essas vocês não acertam!, haha, continuem comentando, até a próxima, gostosos da tia ♥
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