Asphalt Café

16 You Will Give a show in the Theater Smith?


Notas iniciais
Hello meus amores, então... Vamos conversar sério agora? Acho não, tenho certeza que vocês já perceberam que estou postando com menos frequência, como acontecia antes, certo? Pois é, tem uma explicação pra isso e é... A falta de comentários, sim, sim, sério gente, aqui aparecem quase 70 visualizações e no ultimo capitulo recebi apenas 3 comentários e claro ainda tem gente que comenta, mas é em outros capítulos porque ainda não chegou ao que eu estou postando tipo, agora. Mas sério, 3 coments? Por favor, pessoas. Depois dessa fic eu realmente tinha planos de continuar no UNiverso Victorious, mas estou repensando seriamente isso. Acho que vocês já sabem que eu escrevia fanfics de HP né? e parei de escrevê-las para me entregar totalmente a BADE - SEMPRE JUNTOS e depois quem sabe, focar só nesse Universo como estou fazendo com essa fic, mas estou repensando se deveria me dedicar só a isso ou voltar a escrever sobre HP (e sério, tem muitas ideias aqui na cacholinha da tia Vic), enfim, vocês é quem sabem, não estou pressionando ninguém, até porque vocês não são obrigados a nada, a nada kkkkk, mas se os comentários continuarem tão fracos como estão agora, talvez, só talvez, eu não me dedique tanto (porque sei que vocês não sabem, mas tem muitos capítulos dessa fic prontos para serem postados e eu não posto porque acho melhor ir postando devagar) e parta pra outra coisa (NÃO VOU ABANDONAR A FIC, mas não darei tanta atenção ou talvez a unica atenção que eu dou aqui, desculpem) Espero que as coisas mudem :( Boa leitura :) *Esse capítulo segue a série: Brilhante Victoria ou Victorious Como descrito: Não seja rígido, pois cenas serão mudadas, acrescentadas ou invertidas. Aqui a imaginação é livre e o prazer é seu em ler!

– JADE! TELEFONE. – Gritou Tori esfregando os olhos e esperando a amiga vir pegar o aparelho.

– Argh! Porque tão cedo? E o que você está fazendo acordada á essa hora? – Perguntou Jade bocejando entre as palavras.

– Porque se eu não viesse atender, ninguém viria, você e a Trina são iguaiszinhas, tem um sono muito pesado, e se eu não levantasse, só eu seria a incomodada. – Explicou Tori.

– Nunca mais diga que Trina e eu somos parecidas. Nunca! – Disse fazendo uma careta. — E a Cat sempre atende. Ela gosta de ficar brincando com os números, uma pena que sempre esqueça o número três. – Diz Jade, tentando arrumar o cabelo e pegar o telefone das mãos de Tori.

– A Cat não está, foi fazer um piquenique no parque com o Robbie, disse que ia demorar. – Explicou Tori.

– Affs! – Jade pôs o telefone na orelha com extrema má-vontade. – O que é?

– Alô! Senhorita West? – Perguntou uma voz conhecida na outra linha.

– É ela... Infelizmente. – Sussurrou a ultima parte, Tori a olhou com cara feia e foi preparar o seu café e o de Jade, pois já sabia o gosto da garota.

– Sou eu, o Jorge... – Mais uma vez falou o “o” com mais entonação que as outras letras. – Lembra-se do show de talentos? Pois é, vamos fazê-lo na próxima semana e quero que convide a Victoria para cantar conosco... E sobre o assunto com a senhora, queremos sua presença e a do seu irmão aqui, basicamente, agora, o mais rápido possível. Caso de emergência, aqui explicarei tudo, mas é sobre as notas dele, aqui falarei mais. Até daqui a pouco, Senhorita West.

– Mas... – Tarde demais o tal Jorge já havia desligado. – Mas que droga, ele me telefona pra convidar você para cantar num show beneficente idiota, e depois quer que eu apareça lá pra resolver coisas do David, mas que idiotice. São só 7h da manhã, sabe que horas fomos dormir ontem á noite? – Perguntou Jade se jogando no sofá e fechando a cara.

– Exatamente ás 2h da manhã. – Fala Tori entregando uma caneca á Jade com o seu café, a morena pega e nem sequer agradece, mas Tori não liga mais para isso. A Vega liga á TV enquanto as duas tentam acordar para esse novo dia.

– Atenção, atenção! Os produtores da artista Victoria Vega já informaram ao mundo onde acontecerá o seu novo show para a divulgação do novo CD da cantora. Sim, explicaram também as estratégias de marketing feitas por eles. Um deles disse a seguinte frase: “Porque dar entrevistas e coletivas especiais se podemos mostrar o novo CD de Victoria? Podemos simplesmente fazer um show, onde todos conheceram as novas músicas da cantora e depois do show, ela dará os autógrafos nos CDs que os fãs podem adquirir na lojinha que montaremos no Teatro escolhido para sediar o show”. Ao perguntarmos sobre onde será o show de Victoria Vega, eles nos disseram exatamente o que queríamos. O Show acontecerá no Teatro Smith, em Nova York, nessa segunda-feira ás... – Tori desligou á TV.

– Espera! Você vai dar um show no Teatro Smith?– Perguntou Jade e Tori assentiu. – Você sabe que vai conhecer o pai do Zac e da Ashley, não é?

– Sei Jade, ok? Ele é uma figura importante em Nova York, e talvez seja legal, menos na parte que o filho dele tá com extrema raiva de mim. Anda, você precisa se arrumar e vai logo acordar o David, ele tem que estar com você, né?

– Nem me lembre disso, aquele moleque já tá me colocando em furadas. Argh! E pare de me dar ordens, Vega. – Resmungou Jade subindo ás escadas.

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– Beck, você tá pronto? – Perguntou André se arrumando na frente do espelho.

– To sim, espera! – Disse o canadense já saindo de seu quarto. – Porque vamos mesmo para a Hollywood Arts?

– Porque o diretor Jorge quer apresentar as novas atividades extracurriculares aos alunos. Nós, professores, também participaremos, mas eu vou ter que sair mais cedo, Tori e eu precisamos nos organizar para viajarmos amanhã á Nova York. Então tudo estará em suas mãos. – Disse André batendo de leve no ombro de Beck.

– Legal! Bom, sobre sua casa, pode confiar em deixar a chave comigo, não irei fazer nada irresponsável aqui, pode deixar! Era sobre isso mesmo que eu queria falar com você... Bom... Eu estou procurando uma casa para morar, então, não se preocupe, eu já vou sair da sua. É que com o salário de professor, não dá pra muita coisa. – Explicou Beck sendo sincero.

– Cara, relaxa! Eu também queria falar com você sobre isso. Talvez eu peça demissão da Hollywood Arts, com essa coisa de professor e músico não tá dando muito certo. E eu iria adorar se você dividisse essa casa comigo, tipo, você ajuda nas despesas da casa, e pode guardar um dinheiro pra comprar uma casa, se precisar mais tarde. Por enquanto pode ficar aqui o tempo que for, eu até gosto, então, o que me diz? – Perguntou André fitando Beck.

– Pode apostar que sim, você é demais! – Os dois bateram as mãos em um cumprimento de amigos e continuaram a se arrumar.

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– Zac, seu celular tá tocando. – Murmurou Vanessa ainda de olhos fechados enquanto tentava empurrar o garoto com a mão, pois os dois dormiram na mesma cama, mas ao amanhecer estavam um longe do outro. Quando Vanessa encontrou o peito de Zac, ela o empurrou com força e o garoto caiu da cama. – Seu celular.

– Ah! – Murmurou pegando o celular na mesinha ao lado da cama, olhou a hora. Eram 7h:30min. Quem ligaria á essa hora? Ele viu o número e quase não acreditou. Era Tori. – O que ela quer?

– O que? – Perguntou Vanessa se cobrindo mais ainda com o lençol.

– Nada, nada. Dorme ai. – Disse entrando no banheiro. – Alô? Tori?

– Zac? Hum... Oi Zac, eu tava mesmo precisando falar com você. – Disse com incerteza.

– O que você quer? – Zac perguntou rudemente.

– Bom, é que, não sei se sabe das novidades, mas... – Tentou Tori. Ela queria contar para Zac que ela provavelmente conheceria o pai dele, e caso ele perguntasse se ela conhecia seu filho, ela pudesse ser sincera quanto aos sentimentos que tinha por Zac. Afinal, os dois tinham discutido, e Tori não sabia se ele ainda estaria bravo com ela, mesmo que ela também tivesse um pouco brava com ele, mas devido ao tom rude de Zac, ela pode perceber que sim, ele estava com raiva dela.

– Não acredito que me ligou ás sete e meia da manhã, apenas porque quer fofocar, faça-me o favor, Vega. – Zac respondia grosseiramente. A porta do banheiro se abriu e Tori pode escutar uma voz de mulher no outro lado da linha. – Vanessa, por favor, eu estava no banheiro. – Disse Zac sem ligar para Tori do outro lado da linha. Tori escutou mais uma vez a voz de mulher e depois não escutou mais nada, pois Zac havia saído do banheiro e do quarto. – Olha, eu não quero conversar com você, Vega, ok? Saía com quem quiser e se ligou para saber se eu estou bravo, pode apostar que sim. E você também deveria estar, só acho que eu estraguei seu encontro, porque é tão difícil pra você ficar com raiva de mim? Me esquece, Tori! – Disse desligando o celular por fim. Zac perguntava-se o tempo todo porque Tori não o ignorava de vez, porque ela não ficava com raiva dele? Ele queria isso, pelo menos a situação não iria parecer tão estranha, já que só ele estava com raiva. O caso era que não queria falar com Tori e não queria que ela tentasse falar com ele também. Ontem quando estava praticamente se agarrando com Vanessa, ela apareceu em sua mente, e ele não queria esse tipo de coisa acontecendo, ele queria esquecê-la, ele queria seguir em frente, e não ficar pensando nela o tempo todo, mas isso era difícil se ela ficasse ligando para ele ao acordar e tentando ficar de bem com ele. Zac queria ficar bem com ela, mas não podia reaproximar-se dela, era melhor para ele, era melhor para os dois que não ficassem se encontrando, infelizmente o destino não parecia querer o mesmo.

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Ashley ligou á TV depois de mandar Louis para o hotel dele, o francês parecia ter acordado bem e ela estava feliz pelo amigo estar bem, ele até chegou a pedir desculpas pelo caos que cometeu e prometeu não misturar mais remédio pra dormir com bebida alcoólica, além de prometer ir para o hotel e conversar com o seu parceiro e com Bob, o filho.

– Ao perguntarmos sobre onde será o show de Victoria Vega, eles nos disseram exatamente o que queríamos. O Show acontecerá no Teatro Smith, em Nova York, nessa segunda-feira ás... – Passava na TV, Ashley prestou mais atenção á noticia e depois que anunciaram á hora do evento, ela teve certeza de que era o que ela imaginava. – Os produtores esperam a confirmação do dono do Teatro, o Senhor Robert Smith. Ah, e temos novidades. Ligamos para o mesmo e ele nos permitiu colocar essa gravação no ar... – Na tela da TV apareceu um microfone, simbolizando que aquilo era parte de uma ligação telefônica. – “Sim, nós do Teatro Smith confirmamos o evento com os produtores da Senhorita Vega, e sim o Teatro sediará o show, mas infelizmente não poderei ir, por questões pessoais, porém enviarei o meu filho, Zac Dylan Smith que comparecerá no evento e representará tanto o Teatro Smith quanto a mim, bom é isso, espero ter ajudado, tenham um bom dia!”. – Ashley ficou de boca aberta, Zac iria praticamente trabalhar com Tori, isso poderia não dar muito certo. – Enviaremos alguém consagrado do nosso De Olho na Fama para cobrir o evento e esperamos que Zac Smith, futuro dono do Teatro Smith apareça e prestigie o show de Victoria Vega, caso contrário teremos uma fofoca quente para espalhar, pois Robert Smith, sempre simpático, já confirmou a presença do filho, esperamos que Zac seja simpático como o pai e apareça no evento. Se isso não acontecer, ai sim, saberemos a verdadeira opinião do garoto sobre alguns artistas em especial. Temos nota de que Zac Smith não gosta da nossa diva Beyoncé, será que ele também não gosta da nossa queridinha Victoria? Saberemos isso, nessa segunda-feira, até lá, fiquem de olho no De Olho na Fama. – O programa acabou e Ashley ouviu a voz do irmão, desligou á TV rapidamente e esperou.

– Me esquece, Tori! – Falou o garoto aparentemente no celular. – Oi, Ash. – Disse passando direto para a cozinha.

– Ei, você acordou agora, né? Já assistiu alguma coisa? Sei lá! – Ashley tentou disfarçar, o garoto provavelmente perceberia, mas estava com sono e extremamente irritado com Tori por isso nem sequer notou as perguntas da irmã.

– Ela acha que pode ficar tudo bem depois de esfregar na minha cara que preferia sair com aquele gorila de meia tigela? Eu tentei ajudar e olha no que deu. – Resmungava enquanto pegava a frigideira e outras coisas.

– Tá falando da Tori? – Perguntou Ashley engolindo em seco.

– Claro que sim, aquela tapada, sem sal, idiota, estúpida. Argh! Eu a odeio. – Falou pegando manteiga e os talheres. – Você vai ver, eu não vou mais falar com ela, nem sequer ficar perto dela, não vou me meter com ela, nem quero estar no mesmo local que ela.

– Zac, só me prometa que vai estar no Teatro Smith na segunda, vai viajar amanhã e vai estar lá para o evento da artista... Ou do artista. – Tentou enquanto esfregava as mãos. – E, por favor, saía, faça alguma coisa legal pra não se estressar, só não fique em casa, vendo TV, ou nada demais.

– Pode deixar, Ash. Eu já disse que vou nesse negócio, eu prometo. Mas quanto a ficar em casa, não sei não. Acho que vou ligar para Jade e ver se ela quer assistir aquele filme que chegou pra mim no correio. Mas hoje eu só quero dormir e dormir, até de tarde. – A campainha tocou e Ashley rezava para que Zac dormisse o dia todo e assistisse ao filme com Jade e não visse as noticias. Zac foi atender com a frigideira nas mãos, e sem notar que ainda estava de cueca Box azul, pois nem sequer vestira a roupa. Ao atender a porta, uma senhora de uns 50 anos esperava para conhecer a família com quem iria trabalhar a partir de agora. – Oh, Maria. Ashley, quero que conheça nossa nova empregada, a Maria, pode entrar senhora, fique a vontade. – Maria olhou Zac de cima a baixo enquanto o garoto punha as mãos ao redor dela e a direcionava para dentro da casa. Ashley pôs a mão na cabeça, enquanto olhava á cena, agora teria que manter Zac longe da TV e cuidar para a nova empregada não ter um infarto, já que a senhora estava de olhos arregalados fitando o garoto que parecia nem notar que estava só de Box.

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– Olha, Dave, eu não sei o que você fez, mas estou aqui e não sei muito bem o que vou fazer com você se suas notas estiverem ruins ou algo desse jeito, mas você vai se arrepender de ter interrompido minha hora de dormir. – Dizia Jade enquanto batia a porta do carro e pegava no braço do garoto. – Além do mais, eu odeio dirigir de dia!

– Eu não fiz nada, Jade. Eu juro! E sabe... Não fui eu quem interrompeu sua hora de dormir, foi o diretor, ué! – Tentava o garoto enquanto sua irmã puxava seu braço para que andassem mais rápido. Os dois entraram na escola, praticamente deserta, pois era sábado e foram para o Teatro Caixa Preta, chegando lá, havia vários pais e seus filhos, sentados nas cadeiras do Teatro e pareciam esperar que algo acontecesse. – Viu? Não foi só você que foi chamada. – Disse David soltando a mão de Jade de seu braço e a encarando com aqueles olhos claros que não pareciam nada com os dela.

– Tudo bem, pirralho, mas mesmo assim, o diretor interrompeu minha hora de dormir pra vir aqui, eu não tenho mais nada haver com essa escola, o que me obriga a dizer que estou aqui por sua causa. Então não me irrite! – Falou Jade sentando-se na cadeira e puxando David para sentar ao seu lado. O garoto ainda estava com sono, por isso encostou-se ao ombro da irmã e pode sentir o cheiro de baunilha que exalava do pescoço de Jade, já estava tão acostumado com aquele cheiro familiar que lhe transmitia certa segurança. — Ainda vem se encostar em mim. Garoto abusado! – Jade riu quando David deu língua pra ela ainda deitado em seu ombro. Ela apoiou sua cabeça na cabeça do garoto e alisou carinhosamente o ombro do irmão. Alguns minutos se passaram e Jade já estava praticamente perdendo o pouco de paciência que tinha. Beck entrou no Teatro e deu de cara com uma cena que talvez não fosse mais ver por muito tempo. Jade abraçava David de lado e alisava o ombro do garoto em um carinho de irmãos, Beck sorriu vendo aquilo, mas sua atenção foi desviada para o Diretor Jorge que subiu no palco e deu leves batidas no microfone. Logo ele chamou Beck e pediu que ele sentasse com os outros professores, Jade tirou o braço ao redor de David e ficou com a postura reta enquanto o garoto também se endireitava e prestava atenção. Por um momento os olhares de Beck e Jade se encontraram e o garoto sorriu para ela que lhe retribuiu por poucos segundos até lembrar que ele tinha dançado quase a noite toda com Tori, então ela fechou a cara como de costume e ele foi sentar-se com os outros professores.

– Bom dia, queridos pais. Como já sabem, eu sou o Diretor Jorge... – Mais uma vez ele deu uma entonação extra para o “O”. – Desculpem-me tirar vocês de suas casas nessa manhã agradável de sábado, mas tenho um comunicado importante para fazer, por isso chamei também todos os professores da parte da manhã... – Ele apontou para alguns professores e eles sorriam para os pais e alguns acenaram. – E também os da tarde. – Dessa vez os professores da tarde que acenaram para os demais, Beck estava entre eles, e enquanto o garoto olhava para Jade, ela prestava atenção em uma mulher loira na cadeira do canto do Teatro que acenava de volta para Beck, o garoto não quis deixar a mulher sem ser correspondida, por isso sorriu para ela que se derreteu com o sorriso do Oliver.

– Puxa saco! – Resmungou Jade bem baixinho.

– Não ligo para esse, você já me chamou de coisas piores. – Disse David pensando que fora com ele. Jade riu do exagero do irmão e esfregou a cabeça dele, mas depois voltou a prestar atenção no Diretor.

– Voltando ao assunto. Nós da Hollywood Arts propusemos um show beneficente e os fundos arrecadados serão doados para um orfanato na Carolina do Norte, por isso conto com a presença de todos vocês e esse ano faremos algo diferente. Como sabem, todo ano fazemos esse show e doamos o dinheiro para lugares que necessitam, e todo ano temos apresentações dos alunos, tanto os adolescentes da manhã quanto as crianças da tarde, mas nesse ano as apresentações serão feitas por... Vocês. – Comunicou o Diretor, uma onda de conversas ecoaram pelo Teatro, alguns preocupados, outros animados, Jade só queria ir para casa, não queria ficar mais aqui se fosse para ver o Oliver ficar se exibindo para as mães de seus alunos. – Calma, calma, pessoal! Irei explicar tudo direitinho se ficarem quietos. – Mesmo assim os pais e os alunos continuavam conversando entre si.

– Essa bolsa é legal! – Disse David tentando prestar atenção em outra coisa que não fosse à discussão dos pais.

– Obrigada, é de pele de macaco. – Explicou Jade, David sorriu. Jade lembrou-se de quando dissera isso á Cat, a garota havia ficado espantada, mas naquele tempo era outra bolsa e em outro lugar, mas precisamente no Karaokê Dokie. — CALEM AS BOCAS, SEUS IDIOTAS! TEM GENTE AQUI QUE QUER VOLTAR PRA CASA! – Gritou Jade subindo na cadeira e fazendo todos prestarem atenção nela, todos se calaram.

– Então porque não aproveita e volta pra lá! – Soltou a mãe loira que acenara para Beck.

– Porque não aproveita a minha pele de macaco! – Disse Jade chacoalhando a bolsa para que a mulher visse, naturalmente que ela ficou confusa, mas isso fez David rir.

– Tudo bem, senhoras e senhores, vamos manter a calma, enquanto eu explico as regras... Bom, proponho que esse ano os adultos façam o show e tive essa ideia baseada no fato de que muitos de vocês já estudaram nesta escola e sabem como funcionam as coisas por aqui, como é o caso da Senhorita West ali atrás que delicadamente pediu para todos se calarem... – Os pais riram e Jade apenas cruzou os braços e olhou irritadamente para o Diretor. – E a Senhorita William que foi nossa grande estrela na época que estudava aqui. – Jorge apontou para a loira, Jade a fuzilou com o olhar quando ela se levantou e recebeu as palmas. A mulher era loira, tinha cabelos longos e cacheados, usava roupas curtas demais para a idade dela, como se quisesse voltar a ser adolescente e tinha pelo menos uns 34 anos, naturalmente que podia ser a estrela da HA naquele tempo já que fora antes da época de Jade e seus amigos, mas Jade não conseguia ver muita coisa nela, chegou até a pensar em um absurdo, que até a Vega era mais estrela que aquela senhora maluca. – Voltando... Como a maioria de vocês já foi daqui, os dividirei em grupos, e cada grupo com cinco pais ou responsáveis irá ser auxiliado por um professor, o professor responsável por esse grupo poderá escolher um desses cinco pais e cantar, dançar, atuar ou fazer qualquer outro número com ele ou ela. Naturalmente que vocês podem se negar a participar... – Houve vários murmúrios de alguns pais que só haviam conhecido a arte através do que seus filhos faziam aqui na escola, Jade pensou logo em seu pai que a desprezava por dar valor a algo grande que ele nem sequer conhecia o bastante para dar valor. – Mas é claro que é para um bem maior. – Falando assim o Diretor Jorge conseguiu convencer a metade dos pais que não queriam participar. – E além do mais, eu já disse que uma ex-aluna da Hollywood Arts que hoje já tem 3 CDs lançados e que está em todos os sites de fofoca do mundo, vai cantar aqui? Sim pessoal, Victoria Vega participará do show, não é Senhorita West? – Todos olharam para Jade. – Inclusive a Senhorita me prometeu que cantaria com ela, não foi esse o combinado? – Jade assentiu ainda brava, e com esse comentário a outra metade dos pais que não queriam participar começaram a concordar com o show. – Ótimo! E para aqueles pais que se sentem um pouco desconfortáveis com a apresentação, poderão ajudar de outra forma no show, com limpeza, comida ou assistência aos que vierem assistir, o que acham? – Alguns pais concordaram. – E o melhor de todos, uma ideia criada por mim, quem mais poderia criar algo tão maravilhoso assim? – Ele se engrandeceu e ajeitou a postura. – É que vocês se apresentarão com seus filhos... O que me dizem? – Todos adoraram a ideia, afinal, até aqueles que não sabiam fazer nada relacionado à arte poderiam ajudar estando de fora do show, ou poderiam receber ajuda dos seus filhos talentosos que não deixariam aquele pai ou mãe pagar mico sozinho no palco. – As crianças adoram essas coisas, não é? – Perguntou o Diretor e as crianças que acompanhavam os pais bateram palmas animadas, até mesmo David. – Essa é uma forma de reconhecerem o que seus filhos fazem aqui na escola, e uma forma dos filhos verem que seus pais os apoiarão e ainda por cima se sacrificarão para estar ao lado deles. – Mesmo se engrandecendo com a ideia, ela era realmente boa, Jorge tinha feito algo muito bom por todos.

– Mas e se nossos filhos adolescentes não concordarem? – Perguntou um pai que com certeza reconhecia o gênio do filho. Alguns adolescentes poderiam achar um “mico” se apresentarem com os pais.

– Ah claro, quase me esqueci dessa parte. Essa é a parte que as notas entram. Essa atividade valerá a nota dessa unidade e quem não se apresentar ou ajudar irá direto para a final, e tenho que dizer, ordenarei aos professores que peguem pesado com os alunos. – Jorge sorriu malvado e Jade gostou daquilo. – O recado foi dado então passem aos seus filhos em casa.

– Então já posso ir? – Perguntou Jade já se levantando da cadeira.

– Ainda não, Senhorita West... – Jade voltou a se sentar bufando. – Iremos dividir os grupos, tudo bem? – Os pais concordaram e Jade notou que a mãe loira, a Senhorita William já estava conversando com Beck, provavelmente para ficar em seu grupo, Jade teve vontade de se levantar da cadeira e ir lá bater nela com a mesma. – Tudo bem, os grupos vão ficar assim... – O Diretor começou a tirar papeis de um recipiente, depois que pegara todos os nomes dos pais e responsáveis ali presentes. – Sikowitz ficará com a Senhorita Van Cleef e seu filho. – Comunicou o Diretor.

– Por Gandhi. Os Van Cleef não! – Murmurou Sikowitz sendo dramático. Jade nunca mais havia tido noticias de Sinjin, Sinjin Van Cleef, o garoto era nojento, mas ela ainda sabia algumas coisas sobre a família dele. Uma mulher ruiva se levantou e pegou seu filho também ruivo e foram os dois se sentarem com Sikowitz, não se importaram com o comentário dele. Jade viu que a mulher era muito bonita e se ela não soubesse da história sobre Sinjin e ela, ficaria curiosa do porque de Sikowitz não querer trabalhar com uma mulher que mais parecia uma super modelo. Basicamente Sinjin trabalhava na manutenção de grandes estúdios, com aquela baboseira que ele fazia para deixar o cenário legal para as peças que Jade protagonizava e às vezes dirigia, então ele conheceu a mulher e os dois se casaram, ele até tinha deixado de ser nojento, pois seguiu o conselho das pessoas que diziam que se ele continuasse daquele jeito nunca teria filhos, nem esposa. Os dois ficaram casados por 2 meses e tiveram um filho, Goo, sim, o garoto se chamava Meleca em inglês. Então Sinjin parou de tentar não ser o Sinjin, pegou sua escova de cabelo que vibrava, começou a colar as comidas mastigadas nas paredes da casa e gritou: “Discoteca!”, começando a dançar e a se contorcer daquele jeito e depois disso nunca mais tentou não ser ele, para o garoto era uma coisa boa, mas para as pessoas ao redor com certeza não eram. Sua esposa aguentou mais 1 mês com ele antes de pedir o divórcio, mas é claro que Sinjin não queria se ver livre dela, então os dois ainda estavam no processo de separação, por isso que ela ainda tinha o nome dele, mas é claro que a mulher não saiu ilesa disso. Podia ser visto na cara dela, Tasha Van Cleef estava depressiva e enquanto todos pensavam que o filho dos dois nasceria normal por causa dela, o garoto ficou igual ao pai, por causa da depressão que a mãe aderiu. E essa era a história dos Van Cleef. Jade admirou aquela mulher, ela era com certeza muito corajosa de ter aguentado esse tempo todo com aquele garoto, e ainda aguenta.

– Van Cleef por pouco tempo pessoal, meu divórcio sai na segunda. – Gritou a mulher abrindo um sorriso de felicidade. Todos bateram palmas, inclusive o filho dela.

– Então... É com esse sentimento de solidariedade que temos que trabalhar no show. Meus parabéns, Senhorita Tasha. – Disse o Diretor e a mulher agradeceu. O Diretor mencionou mais cinco nomes, um deles quis trabalhar na limpeza, então Jorge pegou outro papel e uma mãe se juntou a equipe de Sikowitz. Depois de ter anunciado praticamente todos os grupos, faltavam poucos pais e responsáveis a serem chamados, inclusive Jade e a Senhorita William. – Vamos ao time do Senhor Oliver. – Jade viu que a Senhorita William ficou toda animada quando o Diretor citou o nome de Beck. – Muito bem, e o grupo é... Senhor Caius, Senhorita Still, Senhor Skyler, Senhor Porter e Senhorita... – Jade sentiu o estomago embrulhar. “Por favor, não diga, Senhorita William, não diga Senhorita William”, é o que se passava na cabeça da morena. – Senhorita West. – Comunicou Jorge. – Jade se levantou triunfante e foi sentar-se ao lado de Beck com um sorriso malvado no rosto enquanto olhava para a loira, David a seguiu.

– Está feliz de trabalhar comigo, ou feliz por eu não trabalhar com ela? – Perguntou Beck bem baixinho.

– Estava feliz por você não ter falado comigo, mas parece que as coisas mudaram. – Revidou Jade desviando o olhar de Beck.

– E para terminar, o time do Senhor Harris que teve que se retirar mais cedo porque viajará amanhã com Victoria Vega para o lançamento de seu novo CD. – Jade revirou os olhos, ter aquele puxa saco falando de Tori o tempo todo era o mesmo que tê-la ali do seu lado nesse momento. – Senhorita William... – Jorge foi dizendo os outros nomes. O Diretor pediu que todos ensaiassem para o show que ele diria na segunda quando seria, e avisou que se os pais precisassem do Teatro, a escola estaria de portas abertas á todos. Jade esperava David na saída quando Beck se aproximou com a Senhorita William ao seu lado.

– Então... Ficou feliz com o time que ficou? Porque eu não fiquei. – Disse a Senhorita William olhando diretamente para Jade e agarrando o braço de Beck. A garota estremeceu de raiva e a fuzilou com o olhar.

– Eu adorei meu time, Mary. – Disse Beck deixando Jade feliz por alguns segundos até ela perceber que o Oliver sabia o nome da loira. “Mary William, ele até sabe o primeiro nome dela”, pensou a morena.

– Então parece que vamos competir, não é Mary? – Disse Jade ficando a centímetros dela.

– Garotas, isso não é uma competição, é um show beneficente para ajudar os órfãos e... – Tentou Beck.

– Shii! – Disse Jade. – Que se dane os órfãos. – Jade lembrou-se do boneco Cabeça de Batata que a mãe dera a alguns órfãos carentes quando ela era criança e se arrependera de ter desprezado o brinquedo.

– Estou mais preocupada com nós duas... – Disse Mary.

– Ah, então está preocupada? Porque eu não estou, vai ser fácil ganhar de você! – Rebateu a morena, Beck engoliu em seco quando viu Jade colocando as mãos em sua tesoura presa na calça.

– Isso é eu quero ver. – Revidou Mary.

– É! Isso é o que nós dois vamos ver. – Jade se colocou ao lado de Beck e sorriu convencidamente para Mary que soltou o braço do Oliver e seguiu bufando para o estacionamento. Um garoto loirinho se aproximou deles.

– Vocês viram pra onde minha mãe foi? O nome dela é Mary. – Perguntou o garoto com cara de assustado, ele tinha a idade de David.

– Ah, então sua mãe é a Mary? – Perguntou Jade maliciosamente.

– Jade, não faça nada com o... – Tentou Beck.

– Não estou te ouvindo, estou cantando... Cercando aquela arvorezinha, o macaco prendeu a doninha... – Começou Jade a cantarolar, o garoto loiro prestava atenção nela. David que já se aproximava, escutou a canção.

– O macaco achou que era engraçado e deixou a doninha sozinha... Foi embora de galho em galho... – David continuou a canção e se inclinou para o filho de Mary, o garoto prestou atenção nele que nem viu quando Jade se inclinou do outro lado dele e gritou:

– E PAPAI PEGOU A DONINHA! – O garoto tomou um susto com a tesoura que Jade erguera e pulou para trás quase caindo.

– BUUUU! – Gritou David, e o garoto caiu no chão e se levantou depressa correndo para o estacionamento enquanto gritava pela mãe. Jade e David se entreolharam e começaram a rir.

– Jade, você não devia ter feito aquilo com o garoto. – Disse Beck se admirando com os dois que ainda riam.

– Você não viu como foi engraçado?! – Perguntou David rindo e abraçando Jade.

– Vi sim, mas...

– Mandou bem, garoto! – Jade riu mais ainda. – Você viu a cara dele?

– Eu vi... – Beck levantou o dedo, tentando olhar sério para eles. – Vi sim, ele se borrou de medo. – O garoto começou a rir e bateu na mão de David como um comprimento. Os três riram bastante daquilo.

– Tá na hora da gente ir. – Disse David se despedindo de Beck e indo para o estacionamento.

– É, talvez não tenha sido tão ruim vir até aqui. – Disse Jade lembrando-se de Mary saindo irritada porta á fora. Jade virou as costas sem falar com Beck, foi então que ele a pegou pelo pulso, como de costume, e a virou para que a encarasse.

– Ei, Beck, já escolheu com qual dos pais da sua equipe vai se apresentar? – Perguntou Sikowitz mais distante deles.

– Vou escolher a Jade, escolherei a Jade. – Disse Beck acenando para o professor que já ia subir as escadas.

– Vou escolher a Senhora Van Cleef... – Beck ficou confuso. – Você sabe... Divórcio na segunda, hehe! – Disse Sikowitz sumindo de vista, Beck riu, mas voltou a encarar Jade.

– Agora já disse tudo que eu tinha que dizer... Eu vou me apresentar com você, pode ir agora, Jade. Até mais! – Disse soltando-a e sorrindo para ela.

– Tchau, idiota! – Resmungou saindo.

– Tchau Jadelyn. – Beck riu quando Jade o olhou irritada e seguiu para seu carro no qual David já a esperava.

Próximo Capitulo:

“Você nunca mais me contou sobre nenhuma garota.”

“Eu vou compensar você.”

“Fazia tempo que não cantávamos juntas.”

Notas finais
Hello meus divos, gostaram do capitulo? Vanessa causando a discórdia ou a Tori merecia? E o Zac? Tá sendo muito duro com a Vega? O que será que vai acontecer antes... O Zac descobrir que é a Tori que vai se apresentar no Teatro Smith ou a empregada morrer do coração vendo o Zac de cueca pela casa? haha Será que vai dar certo essa coisa de Festival? hahah, Beck e Jade trabalhando juntos em? Sei não... Muitas coisas acontecerão no próximo capitulo, por isso, comentem :) Alguém arrisca essas falas? hahhaa, beijos amoris, fiquem com Deus e até o próximo!