Asphalt Café

29 Yes, I Told my Mother About Us


Notas iniciais
HEY MEUS AMORES, TO AQUI! Bem, desculpem novamente pelo tempo que demorei, ainda mais por ter respondido um reviews desesperado de um de vocês me pedindo pra continuar e eu dizendo que postaria "hoje", sendo que esse hoje demorou... Mas aqui estou. Como eu havia prometido no reviews, eu tenho uma boa noticia e ela é... EU ESTOU DE FÉRIAS, ou seja, mais tempo pra escrever, opa, opa, opa... Calma ai, eu disse escrever. Tenho que escrever antes de postar, certo? Estocar capitulos, haha, mas se eu escrever mais rápido (que Deus me ajude nesse processo de criatividade), mais rápido eu postarei, então é isso, boa leitura, meus amores! *Esse capítulo segue a série: Brilhante Victoria ou Victorious Como descrito: Não seja rígido, pois cenas serão mudadas, acrescentadas ou invertidas. Aqui a imaginação é livre e o prazer é seu em ler!

Miranda, essa aqui é Cat Valentine. – Disse Zac entrando no Teatro e apresentando a ruivinha que o seguia.

– Eu sei quem ela é, fui eu mesma quem pediu pra vê-la... – Cortou Miranda.

– Oh, sempre tão carinhosa com seus alunos. – Sorriu Zac. – Ok, eu vou deixar vocês garotas sozinhas, e chamarei o dono do Teatro. – Zac deu as costas teatralmente. – Ah, espera, sou eu, viu como cresci na vida? – Miranda riu, o loiro também, em seguida a abraçou. – Cat, está Miranda Gerald.

– Muito prazer Sra. Gerald. – Disse Cat lhe estendendo a mão.

– Oh, nada de senhora, chame-me de Miranda. – Miranda apertou a mão de Cat.

– Aproveita, Cat, ela não é simpática com todo mundo, só com seus alunos pelo menos no tempo que os ensina, eu sou prova disso. – Disse Zac abraçando a ruivinha de lado.

– Isso mesmo, não gosto de falsidade, se tiver que dizer alguma coisa vou dizer na sua cara, mas por enquanto, só vou reparar os seus erros, depois que sair de debaixo das minhas asas, poderei lhe criticar o quanto quiser. – Zac deu um sorriso instigador para Cat como se dissesse “Viu?”. – Zac, você ainda não cortou esse seu cabelo de poodle? – Miranda sorriu malvada.

– Não, não, assim como um poodle, gosto de receber carinho na cabeça, hum?! Quer fazer um carinho? – Imediatamente ele pensou no Mirante da Montanha, quando Tori alisara seu cabelo.

– Então, Cat, eu gostei muito de você naquele vídeo, e pedi para que Zac a buscasse, sei que não tem tanto interesse em atuação, mas posso trabalhar com você, os dois. Canto e atuação, por isso vamos começar com sua atuação. Aqui tem todos esses roteiros, são de cenas aleatórias e quero que as faça, assim vou vendo seu desempenho de acordo com as circunstâncias. – Miranda apontou para os papéis numa mesa, e Zac acenou com a cabeça para que a garota fizesse o que Miranda lhe pedisse.

– Senhor Smith, com sua licença, mas estamos com um problema... – Dissera um dos seguranças do Teatro interrompendo o momento.

– O que aconteceu? – Zac ficara preocupado.

– Uma garota louca quer entrar sem estar na lista, ela disse que o nome dela é Trina Vega e que ela quer ver Miranda Gerald. – Miranda revirou os olhos como se dissesse “mais uma”. – Nós a expulsamos duas vezes, a primeira ela se fingiu de grávida, e a segunda tentou passar por uma janela na lateral do prédio, conseguimos mantê-la detida, mas ela não quer parar de gritar.

– Sem problemas, eu cuido dela. – Zac deu uma última olhada em Cat que estava relativamente preocupada com Trina e foi checar o problema junto com os seguranças. Antes de chegar à sala onde os seguranças mantinham Trina, Zac já podia ouvir os seus gritos.

– EU QUERO VER MIRANDA GERALD, É A MINHA CHANCE, ME DEIXEM PASSAR. NÃÃO! – Gritava Trina enlouquecendo os seguranças enquanto tentava se segurar em qualquer coisa ali para não ser levada pelos homens, pena que ao que ela estava agarrada era apenas uma bolsa. O garoto entrou na sala e Trina pareceu se acalmar. – Viu? Ele sabe que pode me deixar passar, agora me soltem, rapazes. – Falou tentando se livrar das mãos dos seguranças que as mantinham sentada na cadeira.

– Soltem-na. – Ordenou Zac, e os seguranças o obedeceram. – Trina, por favor, quer ir embora daqui?!

– Não, eu preciso mostrar a Miranda Gerald meu talento. – A garota não podia ser convencida.

– Tudo bem, ela não vai sair daqui, vamos, levem ela lá pra fora e a larguem lá. – Ordenou Zac, os seguranças agarraram Trina que se debatia contra eles, chegando á frente do Teatro, a soltaram e Trina fingiu ir embora, dobrando a esquina. – Pronto, tudo acaba bem! – Zac deu meia volta e quando ia entrando ouviu o grito de guerra.

– MIRANDAAAAAAAA! – Trina gritou e veio correndo na direção deles, como ninguém esperava, a garota conseguiu derrubar Zac, caindo por cima dele. – Ela precisa me ouvir cantando... – E ainda em cima de Zac, Trina começou a cantar, ou melhor, a berrar para que Miranda a escutasse, é claro que isso não iria acontecer, os seguranças conseguiram pegar ela, mas não antes de ela dar um chute na barriga de um e acotovelar o rosto de outro.

– Levem-na para aquela sala, e só a deixem sair quando Miranda for embora do Teatro. – Ordenou Zac e os seguranças levaram Trina que ainda berrava trechos de Make it Shine. – Garota doente. – Resmungou, limpando suas roupas que haviam ficado sujas graças ao ataque da garota que o derrubou no chão, e limpando os ouvidos, pois depois de ter que aguentar Trina gritando não sabia se conseguiria ouvir algo daqui pra frente. Chegando ao Teatro novamente, viu Cat e um garoto contracenando no palco, pareciam fazer uma cena de terror, onde os dois eram perseguidos por algum assassino. Depois que a cena acabou, Zac deu sua opinião. — Muito bom, mas acho que posso ajudá-los... – Miranda ergueu a sobrancelha para ele. – Me pediu que fosse coordenador, não foi? Que desse umas dicas, bom, aqui vai uma dica, precisam melhorar suas atuações. Cat, você está ótima, e você quem é?

Taylor Bradley, prazer em conhecê-lo! – Taylor ergueu a mão para Zac que a apertou, o rapaz o olhava de cima a baixo, como se o analisasse quando ele quem deveria estar fazendo isso. Zac sentiu-se um pouco incomodado e percebendo isso, Taylor desviou o olhar. – Você é Zac Smith, não é? Sou um grande fã seu.

– Opa, obrigado. – Agradeceu Zac, mas o olhar de Miranda o reprovava. – Ok, vamos às dicas, vocês estão demonstrando medo, mas seria mais fácil se realmente sentissem medo, que tal se uma coisa ajudá-los... – Zac passou pelas cortinas atrás do palco e entrou numa sala, onde mantinham coisas que os diretores, ou atores esqueciam, achou uma máscara de monstro e a colocou. – GRRRRR! – Chegou por trás de Cat e Taylor, os assustando de verdade já que esperavam que ele voltasse pelo mesmo caminho. – Que tal? – Perguntou rindo da cara que os dois fizeram. Cat abraçou Taylor, não crendo que era Zac quem estava por trás da máscara, os dois garotos riram, Zac tirou a máscara. – Ótimo, agora podem fazer a cena novamente, dessa vez me imaginem podendo aparecer de qualquer canto e os assustando, assim terão mais medo. – Aconselhou Zac saindo do palco. Miranda sorriu para ele, vendo que o garoto realmente tinha acertado no conselho. Cat e Taylor refizeram a cena e Miranda e Zac bateram palmas.

– Taylor é o ator que passou nos testes para ser orientado por mim, e Cat escolhi a dedo, o que acha da química dos dois no palco? – Perguntou Miranda enquanto Taylor e Cat protagonizavam outra cena, uma em que Cat era uma policial corrupta e Taylor era um detetive que a investigava.

– Os dois são ótimos, mas ainda não os vi fazendo uma cena de romance, então, não posso dar minha opinião. – Respondeu Zac, Miranda concordou. E assim passou à tarde, Cat e Taylor contracenavam, Miranda e Zac de vez em quando opinavam tentando ajudá-los, já estava ficando tarde e a ruivinha e o moreno faziam sua ultima cena. Cat terminava de cantar uma música, e só faltava a parte final que era quando ela e seu “amado” se despediam com um beijo apaixonado, já que nunca mais se veriam, pois ele iria para o exercito, era uma cena clichê, mas Miranda e Zac tinham que testar a química dos dois em cena. Mas na hora do beijo, Taylor travou no momento em que apoiava suas mãos no rosto de Cat, Zac e Miranda achavam que ele estava dando um “quê” a mais a cena com todo esse suspense, mas não era esse o problema.

– Taylor, você tem que me beijar, tá escrito aqui. – Disse Cat saindo do personagem.

– CORTA! – Gritou Miranda. – O que foi que aconteceu com você?

– Miranda, posso ter um tempo a sós com o Taylor? – Miranda concordou e Zac e Taylor foram para as ultimas cadeiras do Teatro, onde Miranda e Cat não pudessem escutar. – O que aconteceu lá? Porque não beijou a Cat?

– Fiquei sabendo que ela tem namorado, não é?! Me senti mal. – Mentiu Taylor, Zac percebeu porque ele mentia muito mal, olhava para o chão enquanto o fazia.

– Tá, vamos ignorar o fato de que isso é mentira, ok? Qual o problema em beijar a Cat? – Nesse momento, Tori chegara e entrara no Teatro e assim que vira Zac conversando com Taylor, escondeu-se para que eles não a vissem. Na verdade, Zac tinha deixado dois nomes dos que podiam interromper aquela aula que estavam tendo ali dentro, eram Tori e David, mas David escutara a voz de Trina e fora ver o que era e Tori fora achar Zac, mas assim que o viu ali, queria saber o que estava fazendo. – Olha, a Cat é uma ótima pessoa, ela é linda, sincera, simpática e... É a pessoa mais pura que conheço, ela não vai reclamar se por acaso acontecer de você... Errar na hora do beijo, tipo, você sabe do que eu to falando...

– Colocar minha língua na boca dela. – Completou Taylor.

– É, isso é normal, atores erram, mas com o tempo você vai ficar melhor nisso. Se é por isso que não quer beijar a Cat, eu entendo, mas se for por outro motivo, melhor me dizer logo... – Zac fora compreensivo, mas Tori ainda escutava as palavras do loiro em sua mente, sobre como ele achava Cat pura, linda, e etc, aquilo estava a matando.

– É, que... Hum... A Cat não é o meu tipo. – Zac tentou compreender, mas estava confuso, em seguida arregalou os olhos quando entendeu o que o garoto queria dizer. – Entre ela e você... – Zac estava totalmente surpreso, Taylor não parecia ser gay, mas ele era, e isso era uma tentativa de iniciar alguma coisa.

– Não complete a frase... Ok, ok, olha, eu não jogo no seu time, tudo bem, até interpretei dois ou três homossexuais, mas com certeza, não jogo no seu time. – Esclareceu logo, Taylor pareceu entender. – Tudo bem, mas eu posso te ajudar. Miranda, será que nós dois poderíamos fazer uma cena... – Miranda consentiu. – Essa daqui... – Zac pegara uma cena com dois personagens masculinos que formavam um casal. – Não acredito que vou dizer isso, mas, se acha que vai te ajudar, iremos fazer essa cena, sem beijo, ok? – Esclareceu Zac. – Mas pode usá-la quando estiver fazendo a cena com a Cat. – Miranda entendeu tudo, e deu apoio a atitude do garoto.

– Ação! – Falou e os dois entraram no personagem.

– Philip, não acredito que faria isso por mim? – Falou Zac aproximando-se de Taylor.

– Sim, eu contei a minha mãe sobre nós, e adivinhe, ela não ligou. – Disse Taylor também entrando no personagem. – Ela acha que nós formamos um belo casal, eu sei, Philip que estamos nos anos 60 e a maioria das pessoas não tem a mente aberta como ela, mas ela me aceita, ela nos aceita. – Taylor colocou a mão no ombro de Zac.

– Eu sei, mas... – Zac colocou uma mão nos cabelos de Taylor enquanto o olhava fundo nos olhos. – E se ela espalhar? E se souberem? Vão nos matar, somos discretos, não prejudicamos ninguém com nosso romance, mas... Essa época, essas pessoas...

– Não... – Taylor colocara a mão nos lábio de Zac, aproximando-se dele. – Não fale isso, vamos pensar no agora e não no depois... – Zac abriu a boca em discordância... – Shiii, depois pensaremos em algo, mas por agora, ficaremos juntos... – Taylor se aproximou ainda mais de Zac, suas bocas já estavam se encostando, mas Zac se afastou de leve, dando a deixa para Miranda...

– CORTA! – Gritou percebendo a situação. – Pelo que pude perceber você se sentiu muito mais solto contracenando com o Zac. Meus parabéns, a cena foi muito boa.

– Obrigado, mas também né? Com o Zac, as coisas saem mais fácil... – Taylor sorriu e Zac chacoalhou a cabeça livrando-se do pensamento de Taylor e ele se beijando.

– É, é, agora tente isso com a Cat. – Zac saiu do palco e Cat foi para o lado de Taylor, os dois começaram a cena, Cat cantou novamente, mas na hora do beijo, Taylor apenas encostou sua boca á de Cat, mas não prosseguiu, Tori observava tudo, querendo absorver mais do universo de Zac.

– Meu Deus, será que eu vou ter que te ensinar como beijar uma garota? Eu sei da sua situação, mas é só atuação, cara, é só agora, depois pode fazer o que quiser, hum? – Zac já estava estressado.

– Ótima ideia, Zac suba ao palco e faça a cena com a Cat. – Ordenou Miranda.

– O que? – Zac ficou confuso.

– Isso mesmo, faça a cena com a Cat. Um ator não pode hesitar, tem que passar por cima de todos os seus problemas, tem que dar tudo de si para que a cena saía perfeita, vá lá e mostre ao Taylor como se dá um beijo cenográfico. – Disse Miranda e Zac subiu ao palco. – Vamos passar só a parte do beijo, ok?! – Os dois acenaram. Tori queria intervir naquilo ali, mas por mais que ela fosse famosa, nunca iria interromper alguém como Miranda Gerald de fazer o seu trabalho. – AÇÃO!

– Oh Penélope, você precisa me deixar ir, poderei voltar, prometo voltar pra você, meu amor. – Disse Zac entrando no personagem. Cat esfregou as mãos, nervosa por aquilo tudo, iria beijar Zac, o que ela pensaria do beijo? Será que gostaria? Não, gostava de Robbie, só dele, com esse pensamento ela continuou a cena.

– Mas, Paul, eu preciso de você, só de você, aqui comigo. – Cat foi até Zac e ele a abraçou, Cat sentindo o coração de Zac, pois estava com a mão em seu peitoral, e Zac alisando os cabelos ruivos dela, sentiu o cheiro de frutas vermelhas quando a abraçou.

– Escute, seremos só nós dois quando eu retornar, só nós dois. – Zac pôs a mão no queixo de Cat, trazendo mais para si, sentiu o hálito dela, e encostou seus lábios no dela. Abriu sua boca para efetuar o beijo e passou a mão por trás da cabeça da ruiva. Não teve língua, era um beijo técnico, por isso os dois só mexeram suas bocas, enquanto tentavam manter as línguas sem se tocarem, não era fácil, mas Zac era um pouco mais experiente, por isso soube como lidar. Logo os dois se separaram e Miranda e Taylor bateram palmas. Zac olhou para Cat que tinha os batimentos acelerados, ela sorriu para ele e os dois se abraçaram, encerrando a cena. Não tinha como Cat negar que o garoto beijava bem, mas ainda preferia seu Robbie, ás vezes o amor era louco. – Tori? – Zac olhou para frente e viu a garota. Cat acenou, Tori deu apenas um sorriso fraco para os dois, Miranda conversava com Taylor. – Miranda, eu preciso ir, é só falar com os seguranças, eles fecham o Teatro. Tchau, Cat. – A ruivinha se despediu do loiro.

– Ei, espera, cara. – Falou Taylor quando Zac já estava no meio do caminho. – Posso tirar uma foto com você, pelo menos? – Zac assentiu. – Valeu pela ajuda, até que ficou bonita né?

– De nada, cara. Até mais! – Zac se despediu. – Podemos ir?

– Claro! – Respondeu Tori meio desanimada.

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– Entra! – Gritou André enquanto se arrumava para sair com Ashley. Jade entrou na casa.

– Oi André, onde está o Beck? – Perguntou monotonamente.

– Ah, oi Jade, como vai? O Beck tá no quarto dele e... – Jade já havia entrado no quarto do canadense. – Você pode ir até lá e a casa é toda de vocês... – Sussurrou André já que viu que a morena nem sequer esperara ele terminar a frase. Assim que Jade abriu a porta do quarto avistou um Beck de toalha sentado na cadeira fitando o notebook, duas pessoas estavam do outro lado da chamava em vídeo, uma senhora de cabelos castanhos e um coroa calvo de cabelos negros.

– Oi, Oliver. – Disse Jade anunciando-se enquanto aproximava-se dele. Beck ao vê-la, arregalou os olhos, se levantou da cadeira e ficou sem reação até que...

– Querido, quem é a garota no seu quarto? – Perguntou a senhora.

– Ah... – Beck agiu rápido e fechou o notebook voltando a se sentar na cadeira e pensando no que fazer em seguida.

– Beck, quem eram aqueles? – A morena cruzou os braços e o olhou furiosamente já que percebera que Beck não queria que a vissem.

– São meus pais! – O Oliver deixou escapar enquanto coçava os cabelos.

– Não me diga que está tentando me esconder dos seus pais... – Jade largou a bolsa na cama do canadense e puxou sua tesoura das vestes. – Porque se estiver fazendo isso significa que não está levando nosso namoro a um nível sério, e se isso acontecer, você sabe o que pretendo cortar com essa tesoura, não é mesmo?!

– Calma, amor... – Tentou Beck aproximando-se dela e colocando as mãos em seus ombros. Jade afastou as mãos dele. – São meus pais, mas eu não estou te escondendo, é uma longa história.

– Então comece a explicar. – Jade apontou a tesoura para as partes baixas de Beck.

– Tá, mas primeiro vamos guardar isso, hum? – Delicadamente o garoto tirou a tesoura das mãos de Jade e a fez sentar-se na cama junto com ele. – Meus pais querem organizar um almoço em família e querem que eu volte para o Canadá apenas pra isso... – Jade lhe lançou um olhar curioso. – Acontece que eles vão tentar me convencer a ficar lá e eu não quero, a não ser que eu mostre a eles um bom motivo para voltar a Los Angeles.

– Sua carreira... – Tentou Jade.

– É, isso vale, mas para meus pais, eu posso arrumar um emprego de professor lá mesmo e eu não quero voltar para o Canadá, quero ficar aqui... Com você... – Jade esboçou um sorriso, mas logo tratou de desmanchar, afinal, ele ainda não tinha lhe explicado tudo.

– E onde eu entro nessa história? – Perguntou tentando soar mal-humorada.

– Quero te livrar de almoços de família, você não vai gostar, meus pais vão te fazer muitas perguntas e... – Jade fez sinal para que ele continuasse. – Tem a minha tia...

– Sua tia? – Jade insistia para que ele continuasse.

– É, minha tia é meio que rica... Tipo, ela odeia relacionamentos, ela critica meus pais por ainda estarem juntos e critica todos os casais que ela encontra, acredite, minhas primas e primos tiveram seus relacionamentos acabados por causa dela...

– WOW, WOW... Tá me dizendo que tem medo que uma senhora destrua nosso namoro? Você é medroso! – Acusou Jade.

– Não sou medroso, aliás, sou muito difícil de assustar, mas me assusta o fato de poder ficar longe de você... – Beck foi sincero e mais uma vez Jade esboçou um sorriso de canto. – Ela tem uma casa em Cancun, mora sozinha e tem dinheiro pra jogar fora se quiser. Ela tem raiva de casais porque a vida dela com o marido foi um verdadeiro inferno, os dois se casaram por interesse, mas o marido conseguiu tirar tudo que era dela, o que era pouca coisa, mas ele conseguiu. Então ele a tratava como lixo e ela não podia se separar dele porque ele tava com toda grana dela, e ai ele morreu e deixou tudo pra cachorra, mas... Inesperadamente a cachorra morreu... – Beck deu ênfase à palavra “inesperadamente”.

– Acha que ela matou a cachorra pra ficar com o dinheiro? – Perguntou Jade.

– Isso é o que todos acham, desde então, ela ficou mal...

– Moleza. Marque esse almoço com sua família, eu irei com você e enfrentarei essa tia doida...

– Tem certeza? – Perguntou Beck.

– O que? Tá querendo dizer que sou medrosa e nada corajosa? – Jade cruzou os braços e o encarou ferozmente.

– Não é bem isso que eu ia dizer.

– Então quer terminar? – Perguntou Jade fechando mais ainda a cara.

– Anda, para com isso, é claro que eu não quero terminar. – Ele beijou o ombro de Jade a encarando, foi subindo o beijo para o pescoço da morena, Jade ainda tinha a expressão séria no rosto.

– Você não vai desistir de ir comigo para esse almoço né? – Perguntou rindo de lado e beijando o queixo da morena.

– De jeito nenhum, Oliver, você é meu e de tia nenhuma. – Falou de forma concreta, Beck riu com a determinação da garota e a beijou nos lábios, explorando sua boca de forma lenta e delicada, o garoto começou a forçar Jade a ir para trás, para a cama, de forma que ela ficasse deitada com ele por cima enquanto ele alisava os braços dela, ainda a beijando, a garota deslizava suas mãos pelas costas nuas de Beck, sentindo cada parte com seus dedos. O garoto arquejou involuntariamente e Jade o afastou.

– Melhor ir se trocar, Oliver. – Ela apontou para a toalha.

– Foi mal, é que antes de meus pais fazerem a chamada de vídeo, eu tava no banho, espera um momentinho. – Disse dando-lhe um selinho demorado e voltando para o banheiro enquanto Jade o fitava por trás. Beck não demorou, rapidamente trocou de roupa e voltou para Jade.

– Melhor que esse seu jantar caseiro seja bom, não quero ter perdido meu tempo em ter vindo aqui. – Disse de cara fechada, levantando-se da cama e indo até ele, colocando a mão em seu peito e o fitando.

– Acredite, você não vai se arrepender. – Beck a beijou rapidamente, os dois deram as mãos e foram para a cozinha da casa de André.

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– Eles não são uns fofos juntos? – Perguntou Tori cutucando Zac para que ele observasse David e Chloe conversando, o garotinho tinha dado uma flor para a loirinha que agora sorria para ele.

– É, é, uns fofos. – Disse Zac sem dar muita atenção para aquilo.

– Então... Eu meio que ouvi sua conversa com aquele ator e... Não tem mesmo importância pra você, sabe, beijar garotos? – Perguntou Tori mordendo os lábios, Zac desviou o olhar da boca dela para que pudesse responder a pergunta sem perder a concentração.

– Yeah, bem, não que eu tenha saído por ai beijando todos os garotos, isso só aconteceu uma vez numa peça, mas como era uma peça e tínhamos que nos apresentar todos os dias, então nos beijávamos todos os dias durante o espetáculo... – Zac bufou frustrado. – Minha sorte é que eu não era tão conhecido assim e não havia muitos paparazzi atrás de mim, então, sem câmeras para filmar esse beijo. Agora pode, por favor, guardar segredo sobre isso? Bom... Mas eu levo atuação a um nível muito alto e se é pra fazer, eu faço, acho que um ator que se compromete e não faz o que se pede, não é um ator, como o caso de uma atriz que não quis raspar a cabeça porque sua personagem tinha uma doença e ai tiveram que arrumar um jeito de tirar ela da novela, se ela tivesse raspado a cabeça, iam se lembrar dela e ela não precisaria ter sido retirada assim e... Foi mal, eu to aqui falando do meu trabalho, mas e ai, alguma novidade sua?

– Só que talvez eu entre em turnê e o mais importante, não vi nenhum paparazzi hoje... – Disse Tori muito seguramente.

– É melhor colocar seus óculos porque ali vêm eles. – David apontou para o fim da avenida onde eles estavam, uma vã preta com o adesivo do De Olho na Fama estava vindo na direção deles.

– Droga, o que vamos fazer? – Tori se desesperou.

– Eles não podem nos ver juntos. – Tori pareceu perguntar o motivo a Zac. – Porque vão tirar suas conclusões, estamos tomando sorvete juntos, o que acha que vão pensar? – Tori pareceu concordar. – Anda, pula o muro dessa casa, te dou cobertura, e tento levá-los pra longe.

– Porque eu tenho que pular o muro dessa casa? É tão alto. – Reclamou Tori.

– Porque eu sou ator profissional, sei enrolar eles bem. Vai, anda. – Zac fez posição para que Tori o usasse para escalar o muro, a garota o fez e conseguiu ficar em cima do muro, mas se desequilibrou e caiu do outro lado, Zac só ouviu o alto “Ai” que ela soltara. – Anda, crianças, venham comigo. – O loiro correu para a outra rua onde haviam estacionado o carro, mas os paparazzi estavam de vã e rapidamente os alcançaram enquanto eles corriam para chegar ao final da rua. Zac pelo menos viu pelo lado bom, eles tinham passado direto por onde Tori estava escondida. O loiro conseguiu entrar no carro e as crianças também, ele o ligou e deu à volta, a vã foi atrás deles. – Coloquem o cinto, crianças. – Ordenou fazendo o mesmo e acelerando ainda mais o carro, eles conseguiram entrar numa rua apertada e a vã os seguiu, passaram por um sinal de transito que fechou quando a vã ficou para trás, mas ela ainda conseguiu os alcançar, depois passaram por uma construção, Zac colocou os óculos escuros para tentar não ser reconhecido e passou por dentro da obra, atingindo alguns tijolos, mas nada que arranhasse seu carro, já a vã atolou onde os pedreiros faziam o cimento e tiveram um atraso, mas quando Zac dobrou a esquina, lá estavam eles de novo. Finalmente quando acelerou pela rua repleta de carros em um engarrafamento, conseguiu subir pela calçada e acelerar mais ainda, sorte que não havia atropelado ninguém, mas a vã bateu numa parede de vidro que estava sendo carregada por alguns trabalhadores, e os mesmos a fizeram parar para pagar o concerto, ou seja, ficaram bastante ocupados e perderam Zac e as crianças. Eles voltaram para onde Tori estava e Zac a chamou perto da casa. – Tori, anda, temos que sair daqui!

– É, não temos todo o tempo do mundo. – Gritou David. Tori conseguiu escalar o muro e pulou pra perto deles.

– Ah, não tem todo tempo do mundo? Olhem pra mim! – Gritou apontando para suas roupas, elas estavam rasgadas, principalmente na parte de sua barriga e pernas, tinha sangue no seu ouvido e seu cabelo estava todo bagunçado e repleto de folhas e galhos.

– Minha nossa, o que aconteceu com você? – Perguntou Zac preocupado.

– Simplesmente o dono da casa saiu, mas ele tem um cachorrão ai dentro. Tive que me esconder atrás dos arbustos, mas agora to me coçando e ele ainda conseguiu me arranhar antes de eu conseguir me esconder. – Zac fez uma careta.

– Você tá horrível! – Falou examinando o cabelo da garota e tirando um galho dele.

– EU SEI! – Gritou ela, David e Chloe riram e entraram no carro pra voltar para casa.

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– Então quer dizer que aqueles idiotas e incompetentes não conseguiram fazer o que eu mandei? – A voz de mulher enfurecida ecoava pela enorme sala da mansão.

– Não, os paparazzi até seguiram o lugar onde eles estavam, mas o perderam de vista. – Informou o homem jogando-se no sofá.

– Argh, parece que não se pode mandar ninguém fazer o trabalho sujo, mas não se preocupe, eu tenho um plano melhor. – Disse a garota.

– Não estou preocupado. – Falou o homem pegando uma maçã da bandeja ali perto.

– Ótimo, porque vou precisar de você e de sua concentração. Vamos executar um novo plano amanhã. Se expor Victoria e Zac não deu certo para separá-los, que tal se déssemos um susto nos amigos deles? – A garota riu e sentou no colo do rapaz.

– Alguém já te disse que você fica muito gata quando tá arquitetando um plano maligno? – O homem passou a mão pelas coxas da garota.

– Isso agora não, você tem que pintar seu cabelo e se disfarçar, não vai ganhar nada comigo se continuar com essa aparência ridícula. – Informou a mulher.

– O que? Muitas me acham bonito e forte. – Adicionou o homem.

– Sem tempo para seu orgulho, anda logo, vai pintar o cabelo de loiro... – A garota apontou para a saída da mansão e o homem a obedeceu. – Pra que fique igualzinho ao meu Zac. Se essa tal Victoria acha que vai ficar com o Zac pra ela, ela tá muito enganada, ele foi meu antes de ser dela... – A garota olhou-se no espelho e depois voltou sua atenção para um retrato de Zac que mandara fazer especialmente para ela. – Ele será meu de novo.

Próximo Capitulo:

Aqui as coisas parecem ser mais normais.”

“Eu não vou raspar sua nuca.”

“Isso tudo é uma roubada.”

Notas finais
Hello!! E ai o que acharam do Taylor? E a quimica entre ZAT? saudades deles? Recordar é viver, haha! O que acham que vai acontecer com isso da Jade e a família do Beck em? Hum... prevejo confusão, hihih... HAHAHA, Tori se deu mal nessa, hahaha. Hum... revelações maleficas nesse final ai, em? O que acham? Quem é essa pessoa maravilhosa que está tendo atingir ZORI? e quem é o seu cúmplice? Suspeitas? Sabem de quem são essas falas? :D Até o próximo, amoris. Comentem! :)