Asphalt Café
7 It is no Fault of Mine if you Very Fresh
Notas iniciais

– Então você é a Jade? A difícil... – Murmurou Zac para si mesmo enquanto olhava Jade de cima a baixo meio desconfiado, e tomava um gole de sua bebida.
– O que? – Jade perguntou pensando ter ouvido outra coisa.
– Nada, é só que me disseram que você era bem... Hum... Diferente. Continuo te achando normal. – Falou Zac dando de ombros.
– Quem te disse isso? O André? O Robbie? O Beck? – Perguntou mudando o tom de voz no ultimo nome.
– Deixa isso para lá! Pensei que você fosse pegar um refrigerante. – Zac apontou para a cerveja sobre o balcão.
– Isso é mais divertido! – A garota sorriu.
– Oi, tudo bem com você? – Perguntou uma garota sentando-se ao lado de Zac e puxando conversa.
– Não! Saí daqui! – Disse o loiro não dando a mínima para a garota. Jade sorriu. – Voltando ao assunto, alguns amigos meus também me chamam de “diferente” apenas porque gosto de um filme magnífico que possui continuações diversas, dizem que o filme é estranho. Impossível!
– Que filme? – Perguntou a morena bebendo sua cerveja.
– A Tesourada! – Zac deu de ombros também tomando sua bebida.
– O QUE? VOCÊ É FÃ DA TESOURADA? – Jade praticamente gritou o que atraiu a atenção de algumas pessoas que estavam por ali. – NÃO ME ENCAREM! – Gritou para as pessoas que a obedeceram com medo.
– Sim, sou. Por quê? Você também é? – Perguntou o loiro.
– Com certeza, essa franquia é show. – Disse empolgada.
– Muito demais mesmo. Essa semana um dos caras da Sky Store me ligou e disse que um ultimo filme da franquia que quase ninguém conhece chegará a minha casa na semana que vem, poderíamos marcar para assistirmos juntos. – Zac empolgou-se e Jade assentiu animada.
– Com vocês, Tori Vega e André Harris. – Anunciou o DJ e Tori e André subiram ao palco, Jade e Zac apenas a observaram.
– Here I am
Once again
Felling lost but now and then...
I breath it in
To let it go... – Tori começou a cantar a após a batida da música soar. Ela e André de fato formavam uma bela dupla, os dois dançavam conforme a batida da música aumentava. Enquanto Tori cantava, André fazia a segunda voz e também dançava, era um tipo de remix. Zac observou admirado enquanto Jade apenas tomava sua cerveja e de vez em quando balançava os braços ao toque da música. Depois que terminaram de cantar, André e Tori receberam os aplausos do publico e foram se sentar. Zac viu quando Ashley puxou conversa com André e provavelmente elogiou a música, já que ela adorava esse assunto, os dois começaram a conversar animadamente e Tori fora chamada por alguns caras no canto do lugar, e ela também conversava com os rapazes que possivelmente puxavam o saco dela, claro que com segundas, terceiras e quartas intenções. Zac sacudiu a cabeça para aquilo, lhe dava nojo ver outros caras conversando com ela, embora ele achasse que ela era irritante não queria que outros homens conversassem com a garota.
– Que irritante! – Murmurou sem pensar.
– Você também acha?! – Perguntou Jade desviando o olhar do palco e checando se Beck estava conversando com alguém, mas ele ainda encontrava-se na mesa, batendo um papo com Robbie e Cat.
– Pensei que ela fosse sua amiga. – Aquilo chamara a atenção de Zac.
– Nós temos uma relação complicada. – Jade sorriu maldosa. – A Vega é bem irritante quando quer, mas bom... Tenho que reconhecer que ela até que canta bem... Não melhor que eu é claro. – Zac riu, mas não prestava tanta atenção em Jade quanto antes, afinal, Tori estava agarrada á um dos garotos e tirava fotos com ele.
– Então... Lutamos pela mesma causa, minha cara! – Foi à vez de Jade rir. – Eu preciso ir ao banheiro, depois falo com você e a gente marca o filme, ok? – Jade assentiu e deu de ombros. Zac seguiu para onde Tori estava, sorte dele que o banheiro era perto, tinha uma desculpa para estar por perto se Tori perguntasse.
___________________________________________________________________________
Enquanto isso, Beck notou que Zac havia se afastado e se levantou de sua cadeira, deixando Robbie e Cat namorarem em paz, foi se dirigindo ao bar e sentou ao lado de Jade, pedindo um refrigerante ao barman.
– Hum... Você e o Zac... Viraram amigos? – Jade pareceu não notar o tom de ciúmes que acompanhava essa pergunta.
– Não, apenas conversávamos sobre como a Tori é irritante. – Explicou não dando muita atenção ao canadense.
– Não sei por que você continua com esse joguinho de odiar a Tori, vocês moram juntas. – Murmurou Beck.
– Eu não a odeio, eu só não gosto dela. – Jade revirou os olhos como se a relação entre as duas fosse tão simples que ele era tão burro de não conseguir entender. – O que? Vai defender ela agora? Você não sabe como ela consegue ser irritante lá em casa e outra... Eu só não saio daquela casa porque ainda não arrumei lugar para morar. Rum!
– É mesmo? Sério que não conseguiu lugar para morar depois de 2 anos de procura? Sei que as coisas aqui em Los Angeles são mais difíceis do que lá no Canadá, mas garanto que nem tanto. – Beck sorriu vendo que podia conseguir vencer essa rodada de provocações. Por um longo momento Jade se calou, pensando no que poderia dizer para revidar, mas não conseguiu.
– Olha, apenas cale a boca, Oliver! – Resmungou irritada acabando por fim sua cerveja. O refrigerante de Beck havia chegado, mas ele não tinha prestado atenção e foi por isso que Jade o pegou e começou a beber, como se tivesse pedido aquela bebida. Beck não deu a mínima para isso, nem estava com sede, o refrigerante era apenas uma desculpa para estar ali. – O que veio fazer aqui? Pensei que estaria mais interessado em ir dar em cima de algumas mulheres mais velhas que já podem ter filhos e que provavelmente você as convenceria de matriculá-los na Hollywood Arts apenas para que você pudesse vê-las com mais frequência.
– Essa eu tenho que aplaudir. – Beck bateu palmas para aquela conspiração maravilhosa de Jade. – Você deveria ser escritora, tem uma ótima imaginação, sabia? – Dessa vez ele realmente quis elogiá-la, sem provocações.
– Sou escritora e diretora, Oliver. Fala logo o que quer falar, eu não aguento mais ficar olhando para você! – Dessa vez aquela resposta deixou Beck confuso, perguntava-se se realmente ela quis dizer aquilo ou não passava de mais uma provocação. Deveria desistir desse joguinho, parar de implicar com ela e ir direto ao ponto.
– Olha, Jade, eu... Hum... Sabe, eu vou embora na quinta-feira e amanhã é meu ultimo dia aqui, sabe... Nenhuma companhia de teatro respondeu os meus pedidos de trabalho desde quando os mandei quando estava no Canadá, e como não arrumei nada, tenho que voltar para casa. Eu estava pensando se...
– Pode parar por ai, canadense. Eu não vou fazer nada do que tem em mente apenas porque você vai embora. Eu não to nem ai com sua chegada nem com sua partida, então pode ir parando com essa história melosa e... – Jade o encarou e não conseguiu prosseguir enquanto aqueles lindos olhos castanhos imploravam para que ela não continuasse com o discurso “sou uma garota durona e não quero sair com você”. – Tá, talvez eu faça, mas... Com uma condição.
– Qual? – Perguntou curioso, Beck mal acreditava que ela estava mesmo aceitando sair com ele. Jade sorriu malvada e já formando um plano em sua mente para não ficar sozinha com aquele cara irresistível, falou:
– O David vai com a gente. – Beck pôde respirar aliviado, pois pensara em mil outras ideias que Jade poderia ter para tornar aquela saída deles tão difícil.
– É claro, ele até vai gostar do lugar aonde a gente vai, podemos fazer...
– O que? Você não liga para isso? – Ela perguntou surpresa.
– Claro que não, ele é um ótimo garoto e...
– As pessoas tem que parar de dizerem isso. – Falou pegando sua bolsa e indo sair dali.
– Te vejo amanhã ás quatro da tarde? – Perguntou Beck vendo que ela já ia dar o fora. Jade parou no lugar que estava e estranhou a atitude dele, perguntava-se se ele não iria levá-la num restaurante movimentado ou em alguma boate nova, ou até mesmo no Clube do Gorila onde ela fora algumas vezes com outros caras que a achavam que iria impressioná-la se encarassem o gorila de lá, mas não, um passeio ás 4h da tarde? Onde ele ia levá-la? Com curiosidade ao máximo, Jade teve que se esforçar bastante para sair de lá, mas não antes de dizer algo para o Oliver.
– Que seja! – Disse e depois saiu do lugar, pegou um táxi e partiu para casa.
____________________________________________________________________________
– E ai Vega! – Falou Zac se aproximando do grupinho de garotos onde Tori estava metida. – Quem são esses? – Perguntou olhando para os rapazes fortes que tinham o dobro de seu tamanho e olha que ele tinha uma ótima forma física.
– Esses são John, Max e Allan. Eles entraram numa competição para fisiculturismo de adolescentes, e já escutaram meus CDs, então me pediram para tirar foto com eles e dar uns autografos. Que legal né? – Perguntou olhando curiosa para Zac.
– Fisiculturismo? Hum... Fisiculturistas que gostam da música da Vega? Entendo... – Zac falou sarcasticamente enquanto passava seu braço ao redor de Tori em sinal de proteção.
– Sabe como é, ainda somos novos nisso, o único jeito de ganharmos é se competirmos com adolescentes. – Falou o garoto branco de olhos escuros, cabelos negros e muito lisos.
– Cala boca, Allan. – Disse o moreno de cabelos castanhos e o que parecia o mais forte do grupo, fora aquele que havia abraçado Tori enquanto os demais tiravam uma foto deles. – Mas sim, gostamos muito da música da Victoria. Ela é demais sabe, e nós adoramos esse estilo, além de acharmos garotas porto-riquenhas muito bonitas. – Elogiou sorrindo sedutoramente para Tori que não notava a malicia dos garotos, apenas gostava do fato de que eles eram seus fãs e eram bonitos, é claro. Zac notara o principal problema ali que era o tamanho daqueles caras.
– Ai, obrigada Max. – Disse Tori.
– É uma pena se a Vega aqui tivesse que ir embora, sabe como é, já deu a hora dela. Desculpe, rapazes. – Zac puxou Tori a afastando deles, longe o bastante para que os garotos não conseguissem ouvi-los.
– Como é que é? Eu não estou indo embora, só estou conversando com eles, eles são legais! – Defendeu Tori. – E o que fez você ficar me chamando de Vega desse jeito tão arrogante?
– Apenas gostei de como a sua amiga Jade te chama. – Disse Zac dando de ombros.
– Espera! A Jade disse que somos amigas? – Perguntou surpresa.
– É claro que não, eu que to dizendo isso. – Informou Zac.
– Ah tá, agora faz sentido! Olha, eu não to indo embora, dá para me deixar em paz?! Não basta o susto que você me deu com aquela aranha quando foi me mostrar seu animal esquisito? – Acusou Tori.
– Não tenho culpa se você é muito fresca e teve medo de como a Madame Octa comeu aquele filhote de rato. – Revidou Zac, agora ele a segurava pelos ombros tentando fazê-la voltar para o grupo de seus amigos, mas para quem olhasse de longe parecia que ele estava de fato segurando-a com força com intenção de machucá-la, o que não era verdade. – Olha, aqueles caras só querem...
– Tá com algum problema, Victoria? – Perguntou Max chegando perto deles juntamente com Allan e, John, o outro garoto loiro de cabelo moicano e repleto de piercings no rosto. – Parece que está machucando ela.
– Não estou machucando ela, nunca faria isso. Dá para voltarem para seus lugares?! Estamos batendo um papo aqui! – Zac rosnou irritadamente, o que foi o bastante para John o pegá-lo pela gola da camisa e o encará-lo com raiva.
– Acho que a moça não quer ir com você! – Disse John e Zac engoliu em seco, já fizera várias aulas de luta coreografada para suas peças e algumas aulas de atuação que faria dele o garoto mais rebelde, aterrorizante e desumano se quisesse, mas só no teatro, ele não agia dessa forma, e não era bom de briga, só brigara uma vez na escola quando bateu em dois garotos tão idiotas que ficavam tentando chegar nas garotas com cantadas de médico, cantadas muito ruins por sinal, mas nunca seria páreo para um cara com piercings que praticava fisiculturismo e estava nesse exato momento o segurando pela camisa com tamanha força. Embora não fosse bom em lutar, ele não deixaria que aqueles garotos machucassem Tori de forma alguma, poderia apanhar e ficar com um olho roxo e ter que talvez fazer uma plástica, o que o deixaria em problema com sua carreira, mas valeria á pena tentar defendê-la, não só por ser a Tori, poderia ser qualquer uma de suas amigas ou amigos do grupo que ele já considerava próximos. Tori olhava para John com medo que ele batesse em Zac, mas não sabia o que fazer.
– Podemos ver o que ela acha disso! – Murmurou Zac com o ultimo pingo de coragem que tinha, foi o bastante para John explodir e ir logo fechando o punho para avançar nele.
– Não, espera! Quer dizer, porque não voltamos para as fotos, ou falar sobre o concurso de fisiculturismo na sexta-feira, eu não vou com ele, não precisa bater no Zac. – Tori tocou o braço de John, mas olhava implorando para Max.
– Solta ele, cara! Victoria vai ficar com a gente até que ela queira ir embora. – Disse Max e John soltou Zac com tanta força que ele quase perdeu o equilíbrio e ia caindo no chão. Ajeitando sua jaqueta, o Smith olhou uma última vez para Tori com pesar, pois acreditava que ela iria fazer o que ele pediu, mas ela não fizera.
– Você que sabe se quer ficar com eles, eu to indo embora! – Falou virando as costas e indo para a mesa de seus amigos. Tori não gostou daquilo, mas pelo menos não deixara John bater em Zac, como ele iria fazer se ela não o impedisse. Voltou a conversar com os fisiculturistas e tentou esquecer aquela cena com Zac. Já o Smith agora chegando á mesa, mas antes pegando uma dose de uísque com o garçom, aproximou-se de Ashley.
– Já tá na hora, vamos! – Zac fez um movimento com a mão para que ela levanta-se e parasse de conversar com André.
– Eu devia desconfiar, você sempre me deixa na mão, o que foi dessa vez? Quer ir para casa com alguma garota e quer me deixar em casa antes? Eu posso pegar um táxi, Zac. Mas eu odeio quando você me convence a não vir com meu carro e você quer sempre ir embora nas melhores horas. – Resmungou Ashley quando os dois se afastaram dos seus amigos se despedindo de uma forma meio brusca.
– Não tava acontecendo nada de bom aqui mesmo. Vamos! Eu odeio esse lugar, e nunca mais me leve em uma competição de fisiculturismo. – Disse já entrando no carro.
– Mas eu nunca te levei á uma... Nossa, que ideia legal em? Nós podíamos ir qualquer dia desses, imagina só, homens sarados fazendo pose sexy e ainda de tanguinha como se fossem o Tarzan e...
– Ashley! – Repreendeu Zac.
– Tá bom, vamos embora então! – Aceitou finalmente e os dois dirigiram para a residência dos Smith.
Próximo Capitulo:
“Nenhum cara iria querer ficar com ela.”
“Eu não estou grávida.”
“Você é tão certinha que me dá enjoo.”
Fale com o autor