Asphalt Café
11 I Did this For You, Idiot!
Notas iniciais

Um novo dia começou para as garotas que dividiam juntas á casa, mas uma Vega em especial não acordou da maneira como costumava começar seu dia. Tori abriu os olhos devagar e ao piscar ainda com a visão embaçada viu alguém segurando algo afiado perto dela. Com um grito de espanto, e com um impulso mal planejado a Vega caiu da cama, assim que atingiu o chão, a garota rolou para longe com a intenção apenas de se afastar do objeto pontiagudo, sem calcular nada, assim que a garota rolou pelo chão, bateu a cabeça no guarda-roupa, machucando-a. Pulou com o susto e correu para a porta, só então, ao virar para a pessoa que ela tinha visto a principio, percebeu que era Jade.
– JADE! Nossa, meu Deus! Nunca mais... Nunca mais faça isso de novo! – Disse a garota pondo a mão no coração que diminuía o ritmo lentamente.
– Parabéns pela ótima performance pela manhã. Quem sabe algum circo não te contrate. – Falou Jade calmamente enquanto guardava sua tesoura afiada. – Estamos atrasadas.
– O que?! Para que? Que horas são? Você não costuma nem acordar cedo. O que aconteceu? – Perguntou Tori pegando algumas roupas na cômoda e uma toalha.
– Lembra do que te falei ontem? – Perguntou Jade, Tori negou com a cabeça. – Você e eu, HA, hoje... Beck!
– Ah, claro! Eu só vou tomar banho. – Explicou indo para o banheiro. Alguns minutos depois, já pronta, Tori e Jade foram para HA.
– Não entendo porque você não compra logo um carro. – Disse Jade.
– Você sabe por quê... – Jade sacudiu a cabeça negativamente. – Porque ainda não tenho carteira.
– Eu sabia, eu só queria ouvir você falar de novo. É tão humilhante! – Falou a West rindo alto enquanto estacionava o carro. – Preciso de um café antes.
– Você precisa começar a assumir que tá fazendo isso por causa do Beck. – Disse Tori saindo do carro enquanto as duas se dirigiam para o Asphalt Café.
– E você precisa de uma carteira de motorista, sabia que as pessoas não gostam de dar caronas? – Perguntou Jade a provocando e fazendo-a esquecer do assunto que a West não queria comentar: “Beck”.
– Mas você me deu uma carona. – Disse Tori andando rumo aos portões da escola já que Jade tinha o café em mãos.
– Por isso mesmo. Como acha que me sinto agora? – Tori a encarou e Jade fez cara de brava.
– Brava?! – Tentou Tori.
– Exatamente. Tire logo sua carteira, Vega. – Murmurou enquanto as duas já se encontravam indo na direção certa, a caminho da sala do Diretor. Tori bateu na porta, a garota estava nervosa, não haviam formulado plano algum, mas sabia que precisava fazer com que Beck ficasse na Hollywood Arts, por Jade. A garota não queria admitir, mas Tori sabia que Jade sentia algo pelo amigo canadense, e se ele fosse embora, tudo estaria perdido para os dois.
– Já sabe, apenas faça isso... Pelo David. Ele gosta do professor. – Disse Jade coçando o nariz, ela também estava nervosa. E se o diretor não pudesse ajudá-las? E se Beck fosse embora? Não teve muito tempo para pensar melhor no assunto, pois a porta fora aberta e um cara forte e de aparência durona a segurava, deixando a porta meio-aberta e ficando no meio. O homem vestia um terno marrom e era grande e forte, tinha uma aparência daqueles caras desempregados de UFC que vestiam um terno e iriam procurar emprego em algum outro ramo. Tori engoliu em seco.
– Bom dia, eu sou Victoria Vega. – Falou Tori tentando dar o melhor sorriso simpático que conseguia enquanto aquele homem a fitava seriamente. – Essa é minha, ah... Amiga... Jade West. – Apresentou Tori, Jade apenas lançou um meio sorriso para o Diretor. – Nós gostaríamos de falar sobre algo importante, Diretor Larys.
– Estou em uma reunião importante, senhorita Vega... – Não havia forma de dialogo com aquele homem, o cara era uma parede ambulante. – Mas posso abrir uma exceção se formos falar sobre seu novo CD. – Nenhuma das duas esperava por aquilo, o grandalhão de terno, abriu o maior sorriso que Jade e Tori já viram. Tirou do bolso uma carteira e a abriu, expondo para as duas, sua coleção de fotos de Tori Vega. — Senhorita Vega, não sabe quanto tempo esperei por isso, gostou da minha carteira? Podíamos conversar no Teatro Caixa Preta e tomar café e bolinhos. Hum? – Silêncio invadiu aquele espaço. Tori tentou falar algo, mas nada saía de sua boca, Jade fazia sinal para que ela enrolasse o homem, mas a garota não entendia o sinal.
– Ela adoraria fazer isso... – Ao dizer isso o homem bateu palminhas. “É um retardado”, pensou Jade. – Mas... – O homem logo soltou um murmuro triste. – Só depois que Tori falar sobre o assunto sério que ela deseja tratar com o Senhor. Então poderão conversar, se abraçar, tirar fotos, comer bolinhos, até pode apresentá-la a sua mãe se quiser... – Tori arregalou os olhos em espanto, Jade tinha feito sua caveira ali mesmo.
– Mamãe ficaria orgulhosa. – Falou o Diretor Larys sonhadoramente.
– Han... Tá... Então sobre o que nós queríamos falar, Diretor Larys é que...
– Chame-me de Jorge, Victoria. – Disse o Diretor acentuando bastante a pronúncia no ‘O’ e logo em seguida pegando na mão de Tori, Jade ria baixinho sem que o homem percebesse. – E então, o que quer?
– É sobre um amigo meu chamado Beck Oliver, ele é professor substituto daqui e vai para o Canadá hoje, já que cumpriu seu período aqui. Queríamos lhe perguntar se não poderia arrumar... Arrumar algum outro emprego para o nosso amigo, afinal, tenho certeza que ele é um ótimo professor. – Disse Tori inventando um plano, Jade sorrira largamente ao perceber que a Vega enfim tinha atitude para conseguir o que queria.
– Ah, o Senhor Oliver, é um professor adorável, garotas.
– E a Tori até pode fazer alguma coisa pelo Senhor. Qualquer coisa... – Disse Jade, Tori a encarou surpresa. O que aquele homem iria querer? A sugestão de Jade havia aberto portas para propostas horrivelmente bizarras, se aquele Diretor soubesse aproveitar. Tori logo abriu a boca para cancelar as palavras de Jade, mas o homem de terno foi mais rápido.
– Eu adoraria receber Victoria aqui na escola em um dos shows beneficentes da Hollywood Arts... – Tori logo sentiu-se aliviada com a ideia de Jorge, chegou a imaginar o pior. – Seria apenas uma música, já que vários cantores são chamados para cantar no show, mas... Não posso fazer esse tipo de acordo. – Falou Larys.
– O QUE?! – Tanto Tori como Jade gritaram.
– Mas é muito importante, Senhor. Nós queremos muito que Beck continue nessa escola, é... Fundamental para algumas coisas... – Disse Jade.
– Entendo, senhorita West, mas não seria certo fazer tratos assim em prol de cargos de professores, isso é uma escola, não uma zona. – O homem de repente assumiu o tom sério de antes, Jade e Tori encontravam-se chocadas com aquela mudança repentina. – Até porque, eu já fiz um acordo com o Senhor Oliver, e como disse, estava conversando com ele... – Jorge abriu inteiramente a porta e atrás dele sentado em uma cadeira, Beck sorria para as garotas, principalmente para Jade. Tori e Jade imaginavam que quando ele havia falado que “estava” conversando com Beck, o Diretor referia-se há uma conversa realizada há algum tempo, mas a conversa estava acontecendo e as duas interromperam. Jade e Tori sorriam sem graça para Beck que agora acenava para elas. – O Senhor Oliver ensinará pelo tempo que eu quiser, e devo relatar que tenho recebido apenas criticas positivas quanto ao seu trabalho, muita delas feitos pelos próprios alunos e agora, as senhoritas aparecem aqui e pedem para que ele fique, então... Sim, ele irá ficar, e dividirá o cargo de professor de atuação com o Sikowitz. Senhor Oliver de tarde e Sikowitz na parte de manhã com os adolescentes. Mas... Creio que não posso ignorar o fato de Victoria cantar em algum de nossos shows beneficentes, então, como não posso fazer acordo algum, faço um convite... Gostaria de cantar em nossa escola, Victoria? – O diretor sorria admirado para a garota que correspondia, Jade também era só sorrisos, não tinha como controlar sua felicidade por Beck ficar.
– Tenho que dizer que aceito, Jorge. – Disse Tori. – Mas com uma condição... – Jade arqueara a sobrancelha para a garota.
– O que quiser, Victoria. – Disse Larys.
– A ideia de me trazer aqui foi da Jade, inclusive... A ideia de tentar intervir no cargo de Beck também foi ideia dela... – Tori agora falava mais para Beck do que para Jorge. – Portanto, acho que se um dia eu cantasse aqui, adoraria que Jade também cantasse e só aceitarei o seu convite se pudermos fazer um dueto. – Jade agora estava surpresa, de olhos arregalados, ela encontrava-se chocada pela audácia de Tori. Como ela podia fazer isso? Jade não queria fazer dueto nenhum com Tori, ainda mais agora que Tori contara na frente do Diretor e de Beck que a ideia de interceder pelo canadense, era dela.
– Senhorita West, você não recusaria esse convite, não é mesmo? Um dueto, ora essa, que ideia maravilhosa! – O Diretor agora pegava sua agenda para anotar aquilo.
– Não, ela não recusaria. – Disse Beck levantando-se de sua cadeira e aproximando-se de Jade. – É claro, um dueto é uma ideia ótima, Tori. Jade aceita. – Jade abrira a boca para intervir, mas Jorge fora mais rápido e anotara algo em sua agenda, pegara no braço de Tori e agora a puxava para longe dos dois.
– Perfeito! Coloquei na minha agenda para não esquecer nunca disso. Entrarei em contato com você, Victoria, para combinarmos isso melhor. Agora, vamos, precisamos tirar uma foto juntos. – Os dois se afastaram e Tori mal podia discordar, pois Jorge já havia estragado sua chance de fazê-lo enquanto praticamente arrastava a garota para longe.
– Desde quando decide por mim, Oliver? – Perguntou Jade encarando-o furiosamente.
– Acho que sou eu quem deveria estar fazendo essa pergunta. Porque fez isso por mim? Porque queria que eu ficasse? Como sabia que eu não queria voltar para o Canadá? – Perguntou sério.
– Não fiz isso por você, idiota! Porque ontem você ficava o tempo todo se queixando tristonho pelos cantos quando falava sobre isso. – Disse Jade de maneira bruta.
– Então queria que eu ficasse? – Perguntou sorrindo.
– Não! – Jade coçou o nariz.
– Hum... Então porque fez isso?
– Porque quero que vá a festa do David hoje, ele é seu aluno, é natural que ele queira você na sua festa. – Explicou Jade. Beck pegou sua mão.
– Então você fez isso apenas pelo David? – Perguntou fitando-a de maneira esperançosa.
– Hum... Sim, só pelo David. – Jade coçou o nariz novamente com a outra mão. – Agora me larga, idiota! – Resmungou enquanto puxava sua mão das mãos de Beck. – O David espera você hoje na festa. – Disse já se virando para ir embora quando Beck a puxou pelo pulso e a fez virar-se e fitá-lo novamente, passando as mãos por seus cabelos, Beck sorriu para a garota. – Tem que parar de fazer isso, Oliver. Me solte! – Ordenou Jade.
– Certo! – Beck a soltou sorridente. Jade já havia virado as costas e seguia seu caminho. – Vejo você na festa do David... E Jade... – A garota virou-se para ele já na metade do caminho. – Obrigado!
[...]
– O que aconteceu com você? – Perguntou Jade assim que Tori entrou no carro.
– O que aconteceu com você? Quando consegui fugir das garras do Diretor Larys, você já não estava mais na Sala do Diretor. – Disse Tori arrumando os cabelos, já que estavam bagunçados.
– Pensei que vocês eram íntimos e que você o chamava de Jorge. – Disse Jade dando ênfase ao ‘O’, como o diretor havia feito.
– Argh! Você acredita que ele tirou dezenas de fotos comigo e queria mesmo me levar para sua sala para fazer uma chamada de vídeo com sua mãe que mora na Califórnia? – Perguntou Tori terminando de se recompor.
– Uau! Você já o chama pelo primeiro nome, ele ia te apresentar á mãe dele, e você chega ao meu carro com os cabelos bagunçados depois de falar com ele. Hum... Semana que vem quando lançar seu CD pode colocar também nas redes sociais “Tori Vega em relacionamento sério com Jorge Larys”. – Jade riu ligando o carro enquanto Tori a encarava furiosa.
– Muito engraçado, Jade. Nem quero pensar nisso, Affs! Hum... Mas mudando de assunto... – Jade sabia que ela iria falar de Beck, mas por incrível que fosse, não foi esse assunto que a garota decidiu escolher. – Sobre o David, você não acha estranho ele ter ido para casa da sua tia?
– Não, ele sabe se cuidar, Vega. Além do mais, estou surpresa por ela ter demorado tanto para perceber que ele saiu da casa dela desde que fui buscá-lo. – Disse Jade com sinceridade.
– E sobre a festa surpresa dele... Como vamos montar tudo antes que ele chegue? Temos que comprar as coisas, que são muitas e ainda arrumar tudo e só temos o período que ele vai para a escola. Isso é pouco tempo para comprar o bolo, bolas, cartazes e...
– Chega, Vega! Vai dar tempo. – Jade já estava farta de aguentar Tori por muito tempo. – Tudo já está planejado. Antes de te acordar, falei com Cat para comprar as coisas quando estivéssemos fora e á essa hora, ela já deve estar arrumando tudo.
– Pensei que a Cat estivesse trabalhando. – Disse Tori mais relaxada.
– Não, ela e o Robbie ainda estão brigados, então ele vai se ferrar todo para dar conta das duas coisas. – Jade sorriu malvada e as duas seguiram para casa.
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– Vamos, Zac. Temos que ir para a casa da Tori, para a festa do irmãozinho da Jade. – Chamou Ashley.
– Se você não tivesse me obrigado á lavar o banheiro, não estaríamos atrasados. – Disse Zac. – Além do mais, eu me machuquei, olha só isso que consegui, graças à queda que levei. – Zac levantou a blusa mostrando sua tatuagem de aranha, acima dele havia uma marca roxa.
– Parece que sua aranha levou um soco. – Riu Ashley. – Se você não estivesse sendo tão teimoso, Dylan, teríamos uma empregada e não precisaria lavar o banheiro, portanto não teria o machucado. – Disse severamente.
– Você venceu, Ash. Vamos ter uma empregada, ok? Amanhã mesmo depois que eu resolver algumas coisas no Teatro, eu contrato uma, ok? Agora pare de falar desse jeito. Argh! – Rendeu-se o garoto, e a Smith sorria vitoriosamente enquanto os dois saíam de casa e iam à direção da casa de Tori.
– Oi Tori! – Disse Ashley assim que a garota abriu a porta.
– Entrem, o David já está chegando! – Disse Tori e a garota entrou, logo em seguida ela puxou o Smith para que ele entrasse logo, os dois ficaram a centímetros um do outro com o puxão de Tori, mas logo Zac desviou o olhar da garota e depois de dar-lhe um simples “oi”, afastou-se da Vega. Respirando fundo ela espiou pela porta ainda fechada e viu que um carro estacionara na frente da casa, David saíra do carro e já se despedia de sua tia que viera levá-lo até ali. Fechando rapidamente a porta, Tori fez um sinal para que os convidados ficassem calados e apagou a luz deixando a casa em uma completa escuridão. Na pontinha dos pés, foi sentar-se no sofá, mas sentou sem querer no colo de alguém, já que não podia ver nada, mal teve tempo de se desculpar e logo as luzes se ascenderam e todos gritaram “surpresa”. David estava na porta com os olhos arregalados fitando aquelas pessoas que ele não fazia ideia de que encontraria ali. Todos gritaram “Feliz Aniversário, David!” e o garoto sorriu largamente. Só então Tori pôde se virar e fitar em quem ela havia sentado, assim que fitou o sorriso convencido de alguém que ela conhecia bem, a Vega corou.
– Então... Estava gostando do lugar onde estava sentada? – Perguntou Zac segurando o riso.
– Claro que não... – Sua voz vacilou um pouco. – Pelo menos você não estava sem cueca. – Disse cinicamente.
– Se eu fosse você não teria tanta certeza! – Disse o garoto não aguentando e rindo da cara que ela fez, a garota tinha os olhos arregalados e a bochecha completamente corada, ele nunca a vira daquele jeito e simplesmente não aguentou segurar a risada.
– Zac! Tem crianças aqui! – Ralhou Tori afastando-se dele.
– Eu estava brincando! – Falou o garoto, mas Tori já havia se afastado. Rindo ele foi conversar com Cat e algumas garotas que estavam em volta dela.
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Jade estava na cozinha pegando alguns copos para levar para as mesas. Cat havia montado tudo e por mais que a garota não quisesse admitir, tudo havia ficado maravilhoso. A ruivinha tinha enfeitado tudo de preto e verde, as cores preferidas de David, havia bolas de festa em todos os lugares, uma mesa com vários doces e salgados, um bolo decorado de verde na forma de um skate, e o mais importante, a ruivinha até tinha convidado todos os amigos de David da HA e a casa encontrava-se como Jade nunca imaginara, repleta de crianças para todo lado que olhasse.
– Quem diria que um dia veríamos essa casa assim? – Tori parecia ter adivinhado seus pensamentos. – Você realmente gosta dele!
– Cala a boca, Vega! – Ordenara Jade e Tori apenas sorrira para aquilo tudo. – Você lembrou á Cat de chamar o Sikowitz? – Perguntou Jade.
– Uhuhu! É aqui que é a festa? – Perguntou alguém entrando na casa, Tori nem precisou responder a pergunta da morena. Sikowitz havia entrado na casa, segurando um pinel com uma das mãos e na outra, ele segurava uma churrasqueira. – Oi meninas! – Disse o professor passando pelas duas e indo na direção do quintal da casa.
– Não quero nem saber o que ele vai fazer com o pinel e a churrasqueira! – Disse Tori. – Me dá os copos, eu levo para as mesas! – Pediu Tori e Jade entregou-lhe os copos de plástico, e indo na direção das mesas, Tori saiu da cozinha. Jade sorriu, estava feliz por seu irmão estar feliz. Procurou o local com os olhos enquanto tentava avistar David, por fim achou o garoto, ele estava conversando com seus amigos, mas todos foram chamados por Cat que virara a “animadora” da festa e fazia brincadeiras com as crianças.
– Ela leva jeito para isso! – Disse alguém próximo a Jade. A garota estava tão concentrada em achar o irmão no meio de toda aquela gente que mal havia notado que o canadense havia se aproximado dela. – O David parece estar gostando de tudo.
– Que bom para ele! – Disse Jade, Beck sorriu, sabia que ela estava feliz pelo garoto.
– Oito anos é uma ótima idade. – Continuou ele.
– Podemos mudar de assunto? – Jade com certeza não queria explorar seu lado sentimental falando em como seu irmão estava contente. – O Sikowitz gostou de você ser o mais novo professor da HA? Sabe, você tomou o lugar dele.
– Eu falei com ele, fiquei feliz por ele ter ficado bem com isso. Ele me disse que não tem mais tanta paciência para ensinar crianças, e diz que prefere ficar com sua turma de adolescentes, e que depois que vocês se formaram, tem gente lá que só fica balançando as cabeças. – Jade riu, o professor nunca acharia alunos como eles. — Jade, eu não pude te agradecer pelo...
– Não comece com isso, Oliver!
– Mas é que... Você e a Tori foram até lá tentar resolver as coisas para mim, mesmo que o assunto já estivesse resolvido, obrigado por tentarem fazer algo legal por mim. – Disse o garoto por fim. Jade não falou nada e os dois ficaram assim, nesse silêncio continuo. Depois do que se pareceu uma eternidade, alguém quebrou o silêncio.
– Está na hora dos parabéns! – Disse Jade saindo da cozinha e indo se juntar ao aglomerado de pessoas que se formava perto da mesa do bolo. Beck se juntou á ela e todos os outros formaram uma grande roda em torno do bolo e de David. Depois que todos cantaram parabéns, cada um foi para seu devido grupo de conversas e após comerem, beberem, se divertirem, todos foram para casa, com exceção de alguns.
– E então, quantos presentes você ganhou, David? – Perguntou Robbie.
– Vários! – Informou o garoto apontando para a pilha de presentes que estavam num canto da sala.
– Então vamos aos nossos. – Disse Robbie entregando ao garoto uma caixa de presente. Zac, Ashley, André, Tori, Cat, Beck, Jade e Trina esperavam o garoto abrir o presente do Shapiro. Assim que David abriu a caixa, olhou Robbie com curiosidade. – É um boneco, você pode fazer várias coisas com ele... Embora alguns não gostem de ser chamados de bonecos. – Sussurrou a ultima frase e olhou para os cantos como se checasse se alguém iria repreendê-lo como Rex fazia.
– Certifique-se de jogar esse boneco na fogueira que o Sikowitz fez no nosso quintal. – Informou Jade. Tori arregalou os olhos e foi correndo na direção do quintal ver o prejuízo.
– Agora o meu! – Cat bateu palminhas e deu á David uma pequena caixa. O West abriu e viu um pequeno carrinho preto com algumas coisas penduradas na janela do carro. – É um carrinho com câmeras presas nas janelas, elas funcionam com uma espécie de antena e dá pra você ver tudo e todos. – David a agradeceu sorridente e a abraçou. Jade e Tori se entreolharam, com certeza á ruivinha sabia dar um presente a um garoto de oito anos, mas o que aquele carrinho com câmeras iriam custar para elas? Foi à vez de Zac dar o presente, David ganhara do Smith um bracelete rock que o West adorou. Ashley lhe dera um patins Mercury com molas super equipadas, David dera um pulo de felicidade e abraçara a loira. André dera um Xbox novinho que vinha com um Joystick em formato de guitarra, e o Harris insistira para o garoto aprender a tocar o instrumento não só no videogame, mas um de verdade também e David prometera que iria tentar.
– Bom... Eu resolvi te dar uma bicicleta, cara. Porque naquele dia você não tinha uma, então agora tem. – Beck mostrou uma bicicleta verde e preta no quintal e David o agradeceu. Tori voltou correndo e olhou para Jade furiosamente já que a garota estava sorrindo malvadamente.
– E ai, achou a fogueira? – Perguntou Jade se divertindo ás custas de Tori.
– Não tinha fogueira nenhuma lá trás, Jade.
– Eu sei! – Disse a garota piscando para a Vega. Tori deixou isso para lá e virou-se para David.
– O meu presente já está instalado no seu quarto. – Disse Tori e David correra até lá para ver. Voltando á sala, ele abraçou a Vega que tinha lhe dado um computador novinho já que o garoto já tinha um notebook.
– E por ultimo, o meu presente... – Disse Jade.
– Ainda falta o meu. – Disse Trina, mas Jade nem lhe deu atenção.
– Vi que seu skate estava velhinho, pirralho, então aqui está... – Jade tirou um skate do armário da cozinha e entregou ao garoto que ficou com os olhinhos brilhando de tanta emoção.
– É lindo, Jade. Obrigado! – David pulou nos braços da West que ignorou os outros que o fitavam e abraçou o irmão. – Caraca, você é demais! Eu te amo.
– Hum... – Jade se distanciou dele. – Vê se não se arrebenta, moleque. Não quero ter que cuidar de você com as costelas fraturadas. – Todos riram inclusive David.
– Agora o meu! – Trina encheu o peito e entregou a pequena caixinha á David que a olhou com admiração.
– Até parece que o dela vai ser melhor que o meu. – Disse Jade. David abrira o presente de Trina e se deparara com uma caixa contendo dois óculos.
– Com esse você olha as gatinhas de noite... – Explicou Trina tirando os óculos de visão noturna da caixa. – E com esse você olha as gatinhas de dia. Garanto que vão se apaixonar por você, garoto. – Disse tirando os óculos escuros da caixa. A Vega mais velha apertou levemente a bochecha do garoto e piscou para ele. David era só sorrisos. Todos se admiraram menos Jade, aquele garoto conquistara Trina de um jeito que Tori nunca havia visto antes, ela parecia gostar mesmo dele, como uma irmã, ou algo assim. Depois de tudo, Trina subiu as escadas, e Zac e Ashley foram para casa.
– Vamos limpar essa bagunça? – Perguntou Tori e todos assentiram, até mesmo Jade já que reconhecia que Cat fizera tudo.
– Você não achou estranho o David ter ficado todo bobo com o presente da Trina? – Perguntou Beck á Jade quando os dois estavam limpando a cozinha e David já havia ido para o quarto, depois de agradecer á todos.
– Provavelmente ele goste dela porque ela cuida dele quando precisamos sair, ás vezes. – Disse Jade dando de ombros.
– Mas, ele parecia... Gostar dela. – Tentou Beck novamente.
– Deixa isso para lá, Oliver. Ninguém gosta da Trina. – Mas dessa vez Jade estava muito enganada.
Próximo Capitulo:
“Acho que acabamos.”
“Você sabe que eu durmo pelado.”
“Depois pode me passar a marca daquele creminho?”
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