Ashwinder

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Hello pessoinhas, eis-me aqui com mais uma one-shot Helgazar, surgiu quando peguei meu livro de "Animais Fantasticos e Onde Habitam" e vi essa criatura Ashwinder, achei interessante para eles dois, mais de metade feita desde que fiz "Lost", mas faltava a inspiração para acabar, mas lendo "Crença" de themuggleriddle, você fica inspirado :3 de novo!! LEIAM AS NOTAS FINAIS Hope you like it!

Helga remexia as folhas verdes, vendo que estavam destruídas, nas suas estufas, ela suspirava profundamente nervosa e levemente cansada, que não era seu normal.

Seus cabelos loiros esvoaçavam desgrenhados e desalinhados em longas mechas aloiradas, por suas costas, podia andar com os cabelos meio desalinhados normalmente, mas aquilo era um exagero até para ela, seu vestido longo amarelado com motivos florais estava arruinado e estava com queimaduras bem visíveis que pareciam muito feias só de olhar, sua cara era de desgosto quando olhava na direcção.

Sentia-se enregelar, precisando de uma boa sopa e um bom descanso, mas sua estufa estava um caos e tudo porque ela falhara no que se propusera.

Ela suspirava longamente, seu conhecimento não era caçar mesmo animais mágicos, gostava mais de cuidá-los e muito menos, poções, seu forte era mais ervas e suas propriedades mágicas, perdia facilmente horas de volta dos seus jardins ou de suas estufas, quando não estava dando aulas a seus alunos de Huffelpuff.

Mas, ela tinha que ajudar os seus alunos, aquele surto de doença trouxa que havia surgido, podia ser curado e iria fazê-lo, normalmente apanharia as ervas e daria para Rowena engendrar a melhor forma de conter e curar a doença, mas também estava de cama do mesmo mal, não podia ajudá-la, Godric não saia do pé dela, preocupado e angustiado, só lhe dizia para fazer algo.

Nesse momento, seus pensamentos são interrompidos, a porta das estufas é aberta de escancaro, assustando Helga que deixa cair um de seus vasos de flores no chão, com olhar de desgosto mais acentuado, o dia hoje não lhe estava a correr de feição, de todo.

Quando olhara na direcção, notara sem muita surpresa, que era Salazar, com seus cabelos médios negros pelos ombros, olhos da mesma tonalidade obscura, parecendo obsidianas de tão reluzentes naquele momento, que seria até fofo, dedicar-se a admirar, se não fosse trágico, já que ele olhava o panorama em volta, nomeadamente a roupa dela e suspirava irritado, movera seu manto, atirando-lhe pela cabeça, ao que ela aceitara de bom grado, pois realmente sentia-se com frio.

Em seguida, pegara uns unguentos feitos das suas ervas e colocara sobre as feridas visíveis do braço e antebraço.

—Não precisamos de mais doentes, querida Lady Helga…que lhe aconteceu? Não me diga que tentou ir buscar um Ashwinder sozinha?- Seu tom era fortemente repreensor, olhando-a directamente, ao que ela encolhera-se sob o seu olhar, embicando aborrecida, mas ainda assim determinada.

—Eu preciso ajudar…

Seu olhar mantivera-se direto, com algo de descrença.

—E como planeia fazer isso, sozinha? Ainda mais, é uma doença de trouxas…- Ele fizera um ar de nojo por segundos, que ela preferira ignorar e lá estava ele novamente, duvidando que ela pudesse fazê-lo, isso aumentara mais o seu bico, caminhando na direcção dele, mostrando e apontando, o pergaminho que estava meio acabado no chão, meio chamuscado e coberto de terra, ao que Salazar pegara arquejando mais a sobrancelha, voltando a olhá-la com um olhar meio burlesco.

—Está apaixonada, querida Helga?

Ela corara imenso com a pergunta, abrindo e fechando a boca, vendo o pergaminho e vira porque ele o dissera.

“Depois de congelados, os ovos são muito valiosos para o preparo de Poções de Amor e podem ser comidos inteiros como remédio para a malária.”

E ficara ainda pior, quando ele aproximara-se, ela não conseguia raciocinar direito, oh se ele ao menos desconfiasse, suspirara discretamente e logo acalmara seus ânimos, com que ele dissera.

—Vamos, temos que curar Rowena, ela está muito pior…- Sua voz era de enorme preocupação, mesmo que só pudesse extrair-se seriedade e frieza do seu tom de voz, isso deixava Helga com sentimento meio ambíguo de tristeza e repreensão, sua melhor amiga estava doente, não podia estar triste por Salazar estar preocupado por ela, apesar de seu tolo coração dizer-lhe que a tristeza devia-se ao facto de ele dispensar amor insano mesmo sabendo que nunca seria correspondido, tal como Godric.

Arrepiara-se de frio, encolhendo-se mais no manto, ao que virara-se para ele dando um sorriso mais animador.

—Vamos curá-los a todos, venha- me ajudar, Salazar…sois ofidioglota...é uma pequena cobra negra, na Floresta deve ter, a que estava aqui morreu e não deixou ovos e temos que ir para pegarmos os ovos ainda quentes...por favor??

Ele arquejara a sobrancelha, mas ao ver o seu olhar determinado, só pode suspirar e aceitar, porque senão essa tolinha com medo do escuro como tinha, ainda se machucaria mais, pelo que a guiara para fora das suas estufas, conforme ela pegava a sua varinha e usando magia não- verbal, arrumara a sua estufa ao menos um pouco.

E a busca pelo Ashwinder fora meio atribulada, Helga tinha muito medo de locais escuros, muitas vezes apertava exageradamente a mão de Salazar que aguentava com dor na mão, mas sabia admirar a coragem dela mesmo que com medo não ia embora, porque tinha que ajudar, ele próprio não entendia essa boa vontade e benevolência que ela possuía.

Talvez, fosse por esse motivo que se flagrava protegendo-a, muitas vezes, como naquele caso de agora, que queimara-se tal como ela antes, mas ao menos haviam recolhido os ovos, congelando-os com o feitiço certo, senão metade da Floresta Proibida iria nos ares.

Depois de voltarem ao Castelo, indo para seu escritório nas masmorras, Helga quis cuidar das feridas de Salazar, apesar de ele reclamar.

E ele começara a descascar a parte de cima preta do ovo de Ashwinder, deixando em vermelho fogo, como deveria ficar dando para ela dar a quem estava doente no Castelo, incluindo Rowena, ao que Helga apressara-se indo dar a cura para a doença trouxa da Malária, que graças a Merlin, foram curados.

Mas, sobrara alguns e Salazar na curiosidade ou porque queria ver se ainda não tinha perdido o jeito, confeccionara Amortentia, usando aqueles ovos que eram essenciais, não para dar a alguém, já que sabia que criava uma obsessão e não amor, mas queria descobrir qual o cheiro que possuiria, se seria o cheiro de pergaminho que desprendia das mãos de Rowena, ou de sândalo com erva-doce que possuía seu pescoço, de cada vez que a abraçava ou de tarte de maça que sempre tinha em seus dedos, comendo exageradamente com Helena, sua filha, depois que Helga fazia.

Ele descobrira de vezes anteriores que podia identificar a pessoa que se amava, pelo cheiro, pois desagradavelmente sua inimizade com Godric começara da sua identificação da poção com o mesmo cheiro que ele sentia, ele amava Rowena como ele na altura, ao menos essa era a sua crença, quando apontara em seus pergaminhos.

Podia não ser muito útil, mas os efeitos daquela poção que criara com esmero, pensando que o amor se podia embotelhar numa pequena garrafinha de vidro rosa, eram interessantes, sem sombra de dúvida.

Naquele momento, entrara Helga vindo na sua direcção, olhando-o preocupada ainda, mesmo ele tendo dito que encontrava-se bem.

—Estais a fazer poções, deveis descansar…

—Já irei, Helga, só finalizar…todos foram curados?

—Sim…obrigada por vossa ajuda, pensei que não iria conseguir…viu ajudou a todos…

Ele revirara os olhos para o leve entusiasmo que ela mostrara com o gesto dele, simplesmente porque Rowena precisava de ser curada, por ele os nascidos trouxas, indignos de estarem na Escola que fundou podiam muito bem morrer, mas ele não se pronunciara, era uma discussão inútil com ela, sabia.

E nesse momento, ultimara a poção, criando a tonalidade meio roseada, ao que ele olhara para ela agora, que tinha sua sobrancelha loira, olhando na direcção. Sempre era curiosa com tudo que ele fazia.

—Salazar, deveríeis ir descansar…Salazar, estais a escutar-me?

Mas ele já não escutava direito, pois o cheiro do caldeirão era totalmente diferente do que se lembrava, tinha um cheiro a terra molhada, um leve toque de lavanda e muffins de mirtilo, engolira em seco.

Olhando na direcção da loira, que tocava o seu ombro ainda mais preocupada, ao que ele erguera-se, olhando directamente seus olhos ao que ela não desviava um minuto que fosse.

—Irei descansar, Helga… hm , boa noite…

Ela olhava-o, com um leve preocupação, mas assentira deixando-o sozinho, não sem antes abraçá-lo, como normalmente costumava fazer e isso deixara-o ainda mais sério, vendo ela sumir nos corredores, com seus tique toque dos saltos que usava desritmados, engolira em seco quando vira sumir nos corredores, fechando a porta abruptamente.

Aquele cheiro que sentira na poção aproximara-se novamente, cheirando, engolindo em seco era o que tinha identificado inicialmente.

Como aquilo tinha acontecido? Porque o cheiro a terra molhada que Helga sempre tinha em suas mãos depois de vir das estufas, estava ali presente, tal como o cheiro dos seus cabelos de lavanda e os seus bolos favoritos, muffins de mirtilo, porque?

Quando mudara e ele não percebera? Quando ela invadira sem que ele deixasse ou controlasse?

Sentara-se sob sua poltrona, pegando do lado um bom trago de Hidromel, deixando que a noite prosseguisse e ele voltasse ao normal quando dia amanhecesse, porque a mais pura realidade era que eles eram oposto que nem a luz e a escuridão, não era concebidos para durar juntos, pelo que o melhor seria afogar esse sentimento bem dentro de si, como se nunca tivesse existido.

E com esse pensamento em mente, seguira para o banheiro das meninas no segundo andar, focar-se no que seria seu futuro.

O amor era dispensável, ao menos assim ele pensava.

Notas finais
Cinzácaro(Ashwinder) Classificação M.M.: XXX Origem: Encontrados no mundo todo Hábitat: Ambientes escuros Criatura que se forma quando um fogo mágico arde livremente durante muito tempo, é uma cobra fina, cinza-claro, de olhos rutilantes. Ela surge das brasas desse fogo e rasteja para as sombras da habitação em que se encontra deixando um rastro de cinzas atrás de si. O cinzácaro vive apenas uma hora. Nesse tempo, ele procura um lugar escuro e protegido para depositar seus ovos e depois vira pó. Os ovos são vermelho-vivo e liberam um intenso calor, podendo incendiar uma habitação em minutos se não forem encontrados e congelados com um feitiço apropriado. Depois de congelados, os ovos são muito valiosos para o preparo de Poções de Amor e podem ser comidos inteiros como remédio para a malária.
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