Ashita, Boku wa Kimi ni Ai ni Iku
2 Declaração????
~Saika Pov~on
Lembro-me que tudo começou quando eu tinha sete pra oito anos de idade. Meus pais e eu estavamos andando de carro pra algum lugar, não me lembro onde. E desde essa época eu tinha uma aparência bem "feminina" digamos assim, pois me pareço muito com minha mãe._ Meu amor, colocou o sinto de segurança ? — minha mãe perguntou._ Sim mamãe, tá meio apertado, machuca um pouco mais sim!_ Então afroxa se tá machucando._ Tá.O carro andava naquela noite chuvosa e fria. Por mais que eu tente lembrar, não me lembro mesmo aonde íamos. Talvez casa da vovó? Ou festival de bairro?A chuva ficava cada vez mais forte, e tinham carros em alta velocidade, visibilidade zero da estrada. Eu só ouvi um barulho rápido de motor de carro ao lado do nosso, quando meu pai perde o controle do carro, não sei, parecia que levamos uma cortada de um carro. Não entendi nada do que aconteceu a seguir, não sei onde meu pai bateu o carro, mas eu sei que capotamos. A parte da frente, que corresponde ao banco do carona é a que foi mais prejudicada, e era onde mamãe estava._ SAIKA? — Ela me gritou_ Aqui!_ Filho, tá tudo bem? Você está machucado? — Meu pai perguntou._ Meu ombro dói!_ Amor... ai... me ouça com atenção. Você..consegue se soltar do.... cinto?_ Vou tentar..... Não tá saindo mamãe, NÃO TÁ SAINDO! — Comecei a chorar, eu estava com medo e via que minha mãe tava muito suja de sangue e parecia que ela tava presa nas ferragens do carro, ainda mais que estavamos de cabeça pra baixo, só pra constar._ Calma, tenta com calma.Cliquei naquele negócio e abri. Então minha mãe mandou eu sair do carro e correr, achar algum lugar pra pedir ajuda. Eu chorava muito, corri desordenadamente, estava perdido acho. Eu demorei muito pra conseguir ajuda, e quando eu consegui minha mãe já tinha morrido. Desde então meu pai não me olha com o mesmo olhar. É frio, distante. Na semana seguinte foi o meu aniversário, que não foi comemorado. Até hoje eu não tenho festas de aniversário, só que agora aos 16 anos não faz diferença.Mais ou menos dois anos depois, meu pai se casou novamente, uma mulher bonita de cabelos alaranjados e olhos verdes. Haruna é seu nome. Ela por lei ao se casar com meu pai seria minha nova mãe, e o filho dela de 11 anos naquela época e que se chama Mitsuki seria meu novo irmão._ Prazer em conhecê-lo — Estendi a mão para apertá-la._ Prazer — Sorriu o garoto e apertou deixando Haruna feliz em ver a cena. Mas foi só nossos pais saírem do local que a verdade apareceu._ Olha aqui moleque, vamos repassar as regras, não me veja como irmão, não somos irmãos, aquela não é sua mãe, é minha mãe, a sua tá morta, e minha mãe só tá com seu pai porque o meu é um bêbado viciado em jogo. E que droga de sobrenome é esse? Totsuka, vou ter esse nome horrível junto ao meu, que droga! E eu sou superior a você, você deve seguir as minhas ordens sem questionar! E se quiser pode contar que eu nego tudo e quero ver alguém duvidar de mim. Você já reparou a forma que seu papaizinho te olha? Ele te odeia!Ele está certo? Era isso que eu me perguntava. Fui matriculado na mesma escola que Mitsuki no quinto ano do primário. Nem tinha amigos mesmo na minha antiga escola, eles me tratavam como seu eu fosse uma boneca. Nessa escola eu iria tentar não me envolver muito nas coisas de lá.Meu primeiro dia de aula naquela escola chegou._ Muito prazer, sou Totsuka Saika e não faz muito tempo que eu fiz 10 anos, ou seja sou um ano mais novo que vocês pois estou um ano adiantado, espero que a gente possa se dar bem, pois ficarei aqui até o terceiro ano do ginásio, ou seja, até terminar._ Ok Totsuka-kun, sente-se naquele lugar vago alí.Sentei onde me foi ordenado e fiquei na minha. Reparava que estavam me olhando e eu ouvi barulhinhos._ Nossa, ele é lindo mesmo._ Parece uma boneca, muito fofo.E coisas do tipo do público feminino, e do público masculino._ Ele no primeiro dia já está chamando essa atenção toda._ Deve ser um metido que se acha só por causa do rostinho que tem._ Mesmo sendo garoto ele é realmente bonito, tenho que reconhecer._ Mas é um garoto, um cara! Isso é cilada cara, é armadilha!O dia foi até que normal. Com aquele ar de "ó , tem um aluno novo na sala". No intervalo óbvio que Mitsuki me evitou mas ele tinha que me esperar pra irmos embora, pois eu não sabia o caminho. Fui até a sala do quinto ano na hora da saída, olhei pra todo lado e nada dele._ Ah, você é o irmão do Rito-kun, quer dizer, do Totsuka-kun? — uma menina perguntou. Acho que é menina. Então o antigo sobrenome dele era Rito? Rito Mitsuki não combina, mas Totsuka combina com tudo. _ É, é o que um documento diz- respondi._ Você não o vê como um irmão?_ Não sei. Isso vai depender dele. Ele me vê como irmão? Mas tanto faz. Ele está? Temos que ir embora juntos pois ainda não sei o caminho pois é meu primeiro dia aqui._ Ih.... carinha, acho que ele já foi." Ó, ele me deixou pra trás, não devia me impressionar."_ Olha, se você quiser eu te levo em casa, já fui na casa dele antes._ Não, não dá, nos mudamos, tanto a mãe dele como meu pai venderam suas casas e compraram uma maior, então você nunca foi nessa casa._ Liga pra alguém vir te buscar então._ Certo.Primeiro pensei em ligar pra Haruna-san mas ela estava com o celular desligado então liguei pro meu pai. Ele está de carro, então pode vir me buscar.
_ Pa-pai!?_ O que foi Saika? Você sabe que eu estou trabalhando, isso é um escritório de advocacia não a casa dos seus amiguinhos pra você ficar ligando pra cá atoa." como se eu tivesse amigos pra ligar"_ Vo-você pode ao m-menos me deixar fa-falar?_ NÃO, eu já te disse mil vezes, não me ligue atoa eu estou ocupado!_ TÁ PAPAI, QUANDO EU ESTIVER COM UMA FACA ENFIADA NO PEITO OU COM A PERNA QUEBRADA EU NÃO VOU TE LIGAR OK? POIS VOCÊ ESTÁ MUITO OCUPADINHO COM O SEU TRABALHO PRA QUERER SABER DE MIM!_ Você acha que está falando com quem? Esqueceu de quem eu sou? Eu te sustento, eu dou a roupinha que você veste, eu dou a comidinha que você come, eu, EU, EU QUE SUSTENTO AQUELA CASA, ENTÃO VOCÊ ME DEVE RESPEITO! SE QUER ALGO LIGUE PRA SUA MÃE! Se é só pra isso que você me ligou me dê licença pois tenho que trabalhar! — falou e desligou na minha cara. Me segurei pra não chorar._ Se não se importar, acho que vou querer a sua ajuda sim, obrigado._ As coisas estão dificeis pra você em casa?_ Um pouco, mas tenho que fingir que está tudo bem pra não preocupar a Haruna-san._ Haruna-san? Sua nova mãe né?_ Sim, desculpa, aliás, qual é o seu nome?_ Yoshino Galius._ Galius? Que nome diferente. Bonito mas diferente pra uma garota._ É que..... eu sou.... um garoto.Fiquei vermelho desde o mindinho do pé a ponta do cabelo. Pra um garoto ele era bem bonito. Cabelos prata azulado longo na altura das costas e pele bem clara. Mas quem sou eu pra falar algo, eu sei que eu sou uma armadilha de homem também!_É...é...d-desculpa, s-sério, Yoshino-san, d-desculpa!_ Não tem problema! Me confundem com uma garota sempre. É pelo meu tom de pele e comprimento de cabelo, eu poderia cortá-lo e acabar com a confusão, mas, sei lá, gosto assim, então eu deixo._ Eu não deveria ter me confundido, eu sei que eu também me pareço com uma garota. Desculpe novamente Yoshino-san._ Não me importo, me importo mesmo com o Yoshino-san, me chama de Galius._ T-tudo bem, G...Galius, então me chame de.... Sa-Saika._ Tudo bem....... S-Sai...Saika! Vamos, vou tentar te ajudar a chegar em casa. Vem.Andamos muito, olhamos os nomes das famílias que ficam no portão. Olhamos e olhamos até que finalmente achamos._ Entra, vamos comer alguma coisa. Cheguei e trouxe um convidado._ Bem vindo de volta Sai-chan- Haruna me recebeu — Você demorou. Você não iria voltar com o Mit-chan?Olhei pra cara dele, sentado no sofá assistindo uma coisa qualquer._ É..... até ia, mas o Galius me mostrou os clubes que tem na escola, então ele me trouxe em casa mas só que eu ainda não escolhi nenhum_ Mas você podia ter ligado ou pra mim ou pro seu pai!_ Eu liguei, mas seu celular estava desligado e papai... bem.... ele é um advogado ocupado, não quis atrapalhar._ Não se preoucupe Sai-chan, eu já estava pensando em fazer isso mesmo e eu trabalho e tenho como pagar, então vou comprar um carro, aí poderei ajudar nesses casos._ Obrigado... etto.... Haruna-san._ Já disse que pode me chamar de mãe se quiser._ E agradeço, mas..... eu só tenho uma mãe.... e ela morreu. E tenho ciência disso, por isso não consigo ver outra pessoa como mãe, não é nada com você, eu gosto muito de você, sério, mas.... minha mãe morreu. É a única coisa que eu sei._ Tudo bem. Não se... force a isso se não quiser, mas... já fico feliz em saber.... que você me aceita e ao Mit-chan também." Eu até o aceito, mas resta saber se ele me aceita!!"_ Bem, obrigado a você que trouxe o Sai-chan em segurança. _ Não tem problema Totsuka-san._ Quê isso, não precisa ser tão formal, pode me chamar de Haruna._ Etto..... Haruna. Sou Yoshino Galius, mas pode me chamar de Galius._ Nome diferente pra uma menina, gostei, bonito._ É que.... que....- Galius não sabia como contar._ É um garoto mãe — Mitsuki se manifestou — Ele é da minha sala._ MEU DEUS, desculpa se te ofendi!_ Não tem problema, estou acostumado..... que me confundam ou que reparem nisso — falou lançando o olhar para Mitsuki. Logo o menino teve que ir embora deixando a "família" a sós, e logo o homem da casa, o que sustenta, põem a comida na mesa chegou. Meu pai._ Daisuke, você sabia que seu filho estava perdido hoje e você nem para ajudá-lo? — Haruna logo jogou essa ._ Como assim eu não disse isso. Eu disse que eu tive que ficar na escola e não teve como o Mitsuki me esperar, então um amigo me trouxe._ Então por que você não ligou pro seu pai?_ Eu também disse, meu pai é ocupado, não pode perder tempo com coisas desse tipo. Se eu fiquei sem saber como ir pra casa a culpa foi totalmente minha. Não há motivos pra pedir ajuda para que me tirem de problemas que eu mesmo me coloquei lá, né papai? Nem que eu quebre uma perna ou um braço...._ Daisuke, o que ele quis dizer com esse final ein? Você está cuidando do seu filho como um pai deve cuidar né?_ Claro querida, claro.Sai do local e subi ao quarto que divido com Mitsuki. Sentei na minha cama olhando em direção a janela. De repente ouço o barulho da porta sendo aberta e ele entrando. _ Por que não me entregou? — Ele perguntou._ Não havia necessidade certo? Estou em casa e respirando, é o que importa, o resto é bônus._ Você é um garoto estranho._ Lembra que você me detesta? Não sou seu irmão e não tenho mãe pois a minha morreu, então, faça o favor, continue assim ok? Se você não me quer não posso obrigá-lo, terminarei a escola e irei pra faculdade e ficarei no dormitório, então se livrará de mim._ Olha o pensamento do moleque, Saika, ainda estamos no primário, PRIMÁRIO, e você pensando em faculdade? Sério, nem sei pra que serve e por enquanto nem quero saber._ Tem um futuro promissor esse aí! — falei irônicamente._ Cale-se!.Alguns dias se passaram. Galius e eu ficamos amigos irônicamente mas não me aproximei muito das pessoas da sala. Os garotos não gostavam de mim e as meninas só me viam como uma boneca de porcelana. Numa situação qualquer lembro-me de que eu vi uma carta no meu armário. Era uma, uma.... DECLARAÇÃO DE AMOR?
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