Asgard Dirty Secrets

20 Every gambler knows that lose is what you're really there for


Notas iniciais
* Every gambler knows that lose is what youre really there for = Cada jogador sabe que perder é o real motivo pelo qual você está lá - Trecho da músca "Every breaking wave" de U2. Olá!! Depois de muitas atribulações, finalmente um novo capítulo. Quase que não sai. Até inundado meu apartamento foi.. u_u #murphyemeuamigo Gostaria de agradecer todos os comentários e favoritações!! Sejam bem-vindos novos leitores!! o/ Obrigada principalmente as minhas fiéis leitoras, que acompanham ambas as fics e comentam sempre. Amo vocês!! Sobre o capitulo de hoje.. Acho que o nome dele o define.. O que vier é lucro nessa vida.. Boa leitura..

“Ironia, sempre a velha amarga ironia”, pensou Loki. O rei de Asgard trancou os dentes e passou a mão pelo rosto, em um gesto de irritação. Ele finalmente caíra em si e não gostava da nova situação que teria que enfrentar. Teria que unir Hela e Jim para que sua filha pudesse recuperar sua memória. A real intenção de Loki ao auxiliar o resgate de Hela em Alfheim, era desfazer o mal-entendido entre ela e James, mas não uni-los. Queria que a filha se desculpasse com a mãe, mas não tencionava que se casasse com seu ex-amigo. Por Aredhel, Loki apenas não interferiria mais nas relações entre os dois. Entretanto, para seu descontentamento, teria que ajudar James a reconquistar a própria filha.

Paralelamente à frustração de Loki, James também sofria em silêncio. O ator encarava os olhos azuis esverdeados de Eisa com pesar. Sentiu suas esperanças de ter sua amada Hela de volta diminuídas. Mesmo que por pouco tempo, ele realmente acreditou que poderia ter uma fórmula mágica que pudesse devolver a memória da jovem. “Em uma terra de magia, tem que haver algo para reverter essa situação”, rezava em pensamentos. Porém o descortinar da verdade fê-lo ver a dura realidade de que dependeria unicamente dele sua amada recuperar a memória.

– Essa aprendiz de feiticeira! — rosnou Freyja tirando todos de seus devaneios – Como ousa invadir a minha mente? — avançou na direção de Eisa.

James prontamente colocou Eisa atrás de si e encarou Freyja com um semblante carregado.

– Você tem seus truques.. — começou Loki se aproximando da feiticeira – E eu tenho os meus. — deu um sorriso cínico – Você está com sorte. Se não fosse por ela, eu não pagaria para saber a verdade e a arrancaria de você da forma mais dolorosa que pudesse! — cuspiu as palavras no rosto da loira.

Freyja crispou os lábios, mas nada disse. Conhecia muito bem Loki e sabia que ele era um homem cruel e impiedoso. A feiticeira não o queria como aliado, mas sabia que não era algo agradável tê-lo como inimigo, então se conteve.

– Vamos embora! Não há mais nada a ser feito aqui. — disse Loki se encaminhando para a saída.

– Boa sorte! — Freyja acenou com sarcasmo.





Eisa, Loki e James deixaram o palácio de Freyja em silêncio. Enquanto Eisa lamentava pela irmã e Loki remoía as consequências daquilo, Jim conjecturava sobre seu infortúnio. As palavras da feiticeira não saíam de sua mente.

– Em frangalhos.. Hela estava em frangalhos.. — Jim murmurou enquanto seu cavalo avançava pela floresta.

O ator imaginava que a jovem deveria estar realmente desesperada para fazer o que fez, mas lhe doía constatar isso. Mais do que nunca, James estava terminantemente obstinado em reconquistar Hela.





Em Midgard, Sif levou ambas as mãos à boca, pasmada com o que Thrud havia revelado.

– Como você ousa trair minha confiança e cortejar a minha filha? — rosnou Thor em direção ao Capitão.

– Pai, tente se conter. — disse Modi tentando segurar Thor.

– Tio, por favor.. Deixe os dois se explicarem. — pediu Einmyria pondo a mão sobre o peito dele.

– Papai tem razão! Como você pôde se apaixonar por um Midgardian? — indignou-se Magni.

Ullr cruzou os braços e deu uma risada baixa. Estava achando a confusão toda muito divertida.

– Thor.. Thrud e eu somos adultos. — começou Steve Rogers — Não devemos satisfação a ninguém. Mas eu vim de boa vontade lhe informar sobre nós justamente porque lhe respeito muito. Em nome de anos de amizade, achei que era meu dever contar sobre nosso relacionamento. — completou.

– Thrud já é bem grandinha para decidir o que quer da vida. — intrometeu-se Nick.

Thor bufou e lançou um olhar intimidador na direção do filho de Stark.

– Nick! Não se meta! — ralhou Myria.

– Pai.. — começou Thrud – Sinceramente, eu nem queria ter esse tipo de conversa. Muito menos com essa plateia toda. — olhou para os irmãos – Como o Steve disse, sou adulta. Não sou mais uma adolescente. Por favor. Sei me cuidar e sei o que é melhor para mim. — revirou os olhos – E quanto ao Steve ser da Terra, o senhor mesmo já foi casado com uma humana. Então, não vejo qual é o problema. — bufou.

– E o que você acha disso tudo, Sif? — Thor encarou a esposa.

– Thor, você sabe que ela sempre foi geniosa e você sempre fez as vontades dela. — Sif tentou se defender.

– Ah, chega! — Thor a interrompeu e ergueu os braços – Então você vai ficar? — voltou a encarar a filha.

– Vou. — anuiu a jovem.

Thor trancou a mandíbula e cerrou os punhos.

– E você Myria? Voltará conosco ou também ficará? — ele se voltou para a sobrinha – Duvido que Loki seja tão complacente quanto eu quando souber sobre vocês dois. — olhou para Nick.

– Vou ficar mais algum tempo, tio. — afirmou Einmyria – E quanto a papai.. Bem, ele já descobriu sobre nós. — franziu os lábios em uma linha – Ainda não conversamos, mas resolverei esse assunto com ele quando retornar. — disse calmamente.

– Nós resolveremos. — Nick passou o braço ao redor da cintura da namorada.

– Essa cena eu quero ver. — riu-se Thor – Loki vai matar você. — gargalhou olhando para Nick – E quanto a você, capitão. — apontou o martelo na direção dele – É bom que você cuide e faça feliz a minha filha. — ameaçou.

– Por favor, pai. Só estamos saindo, nos conhecendo ainda.. — Thrud passou a mão pelo rosto embaraçada.

– Eu cuidarei dela. — disse Rogers segurando a mão de Thrud – Tem a minha palavra. — sorriu.

– Seu pai vai me matar? — Nick franziu o cenho preocupado.

– Vai ficar tudo bem, querido.. — Myria deu um sorriso fraco e mordeu os lábios.

– Oh, Deus.. Então é verdade.. Ele vai me matar. — o jovem deu uma risada nervosa.





Loki, James e Eisa chegaram ao palácio cabisbaixos. Logo na entrada um servo se aproximou e informou ao rei que a rainha havia passado mal. Preocupado, Loki pediu que chamassem Ada para prestar esclarecimentos e seguiu direto para o quarto, sendo seguido por Eisa e James. Ainda no caminho, Ada se juntou a eles. Loki entrou no quarto e encontrou Aredhel dormindo. Ele se sentou na beirada da cama e, afastando uma mecha de cabelo, acariciou o rosto dela.

– O que houve com você, meu amor? — indagou Loki preocupado, tomando uma das mãos de Aredhel entre as suas.

– Meu rei, a rainha sofreu uma forte emoção e acabou passando mal. — Ada iniciou – Ela estava com a princesa Hela. Por sinal, foi a princesa que chamou por socorro. — informou.

– Será que Hela disse algo para mamãe? — afligiu-se Eisa.

– Eu não acredito nisso. — discordou James — Conversei com Hela e ela sabe que suas lembranças de Aredhel não condizem com a verdade. Além disso, tudo foi esclarecido. Não acredito que ela viria discutir com Aredhel. — argumentou.

– De qualquer forma, meu rei, a rainha requer cuidados. — interrompeu Ada – Os eventos de hipotermia estão cada vez mais constantes e pude notar que a majestade anda extremamente nervosa e abatida. Está sempre sobressaltada. E acredito que não esteja se alimentando de forma devida, pois desde o início da gravidez está muito abaixo do peso ideal. — alertou.

Loki fechou os olhos e passou uma das mãos pelo rosto. James olhou para Loki e cerrou os punhos com raiva. Fatalmente, ambos se lembraram de que Loki deixara várias vezes Aredhel com fome. A culpa consumia o rei de Asgard.

– Ela ainda está no início da gravidez e não sabemos o que poderá acontecer até o final. Em sua última gestação as coisas se complicaram no parto. — lembrou Ada – Devo alertá-lo de que o ideal é que a rainha se alimente bem e não sofra dissabores. Sua gravidez deve ser o mais tranquila possível. — recomendou.

Ada se retirou e Eisa se sentou ao lado da mãe. A jovem olhava para a mãe penalizada.

– Eu fiz tanto mal a você.. — murmurou Loki cheio de remorso e deu um beijo na mão de Aredhel – O que fiz é irremissível. Eu agi como um monstro. Pus em risco a sua vida e de nosso filho. Pelos deuses.. Até proibi-la de comer eu fiz. — exasperou-se.

– Ainda bem que você sabe. — censurou James entredentes – Ela só não passou mais fome porque comia lá em casa. — revelou.

Loki ergueu a cabeça e encarou Jim com um semblante triste.

– Obrigado. Serei eternamente grato por ter cuidado dela.. — foi sincero.

– Eu não fiz por você. — rebateu Jim secamente.

– Eu sei.. — Loki baixou os olhos – Preciso pedir algo a vocês. — disse de repente.

Eisa e Jim se entreolharam.

– Peço a vocês que não comentem com Aredhel e nem ninguém sobre o que descobrimos na visita à Freyja. — pediu Loki.

– O quê? — espantou-se Jim – Você não tem jeito mesmo, Loki. Vai continuar mentindo para Aredhel? — indignou-se.

– Eu não quero mentir para Aredhel, mas não posso deixar que ela sofra uma nova decepção. Não posso pôr em risco a saúde dela e do bebê. — argumentou Loki – Sei que sou o responsável por tudo o que aconteceu e que tenho agido de forma temerária, mas dessa vez não tenho outra saída a não ser omitir a verdade dela. — disse com pesar.

– Papai tem razão, tio Jim.. — aquiesceu Eisa temerosa – Mamãe está com os nervos a flor da pele. Anda visivelmente consternada e nervosa. Vive atemorizada. Ela não vai suportar mais uma má notícia. — arrematou.

James, mesmo desaprovando a ideia, resolveu concordar. Afinal, ele também temia a reação da amiga. Era testemunha do sofrimento de Aredhel e de como tudo vinha afetando e intensificando o estado depressivo dela.

– Está bem. Guardarei segredo. — Jim concordou meio relutante – Mas faço isso por Aredhel. — lembrou.

– Eu sei disso.. — Loki meneou a cabeça – Sei que faria qualquer coisa por ela..





Mais tarde no mesmo dia, Eisa e Einmyria conversavam através de uma projeção.

– Como assim você não vai voltar? — indagou Eisa sobressaltada – Você disse que voltaria com o tio Thor. Mamãe está precisando de nosso apoio. Ela está tão mal. Você viu algo sobre o futuro dela? — questionou.

– Eu sei que prometi voltar, mas não posso. — afligiu-se Myria — Se eu voltar agora papai fará uma confusão daquelas e talvez só piore a situação da mamãe. Eu não consigo ver nada sobre o futuro da mamãe ou do bebê. Você sabe que isso geralmente acontece quando o futuro depende da decisão de várias pessoas ao mesmo tempo. — lembrou – Para piorar também não consigo ver o futuro de Hela. — exalou o ar de forma exasperada.

– Pelos deuses.. — murmurou Eisa – Então a coisa piorou.. — alarmou-se e levou uma das mãos à boca.

– Só os deuses sabem o quanto estou angustiada aqui. — Einmyria franziu o cenho — Imagino o quanto mamãe está sofrendo, mas para a segurança dela, e de nosso futuro irmão ou irmã, tenho que ficar por aqui. Ainda vejo claramente o ataque de fúria de papai e as coisas fugindo do controle. — meneou a cabeça.

– E o que Nick pensa disso? — retorquiu Eisa.

– Ele é meio inconsequente, como o tio Tony.. — a irmã revirou os olhos – Acha que poderá “convencer” o papai com facilidade. — gesticulou com os dedos – Acho que a arrogância e prepotência são características natas do sobrenome Stark. — deu uma risada baixa.

– Arrogância e prepotência que você ama. — a outra deu um sorriso cínico.

– E como.. — Myria deu um sorriso bobo – Amo aquele teimoso. — enrubesceu.

As duas irmãs ficaram em silêncio por um tempo, até que Einmyria voltou a falar.

– Por segurança, Eisa, tente interferir o menos o possível na situação. — a outra disse de repente — Eu lhe imploro. Sem saber sobre o que pode acontecer, não posso assegurar que sua interferência possa prejudicar em vez de ajudar. Infelizmente estamos às cegas. Tudo o que nos resta é crer no bom senso das decisões que papai e demais possam tomar. — mordeu o polegar.





Já era noite quando Thor, Sif, Modi, Magni e Ullr retornaram de Midgard. Thor ainda estava visivelmente contrariado quando encontrou Loki no salão do trono.

– Pensei que seu passeio em sua amada Midgard melhoraria seu humor, meu caro irmão. — ironizou Loki. – Mas pelo jeito não fora tão proveitoso desta vez. — riu-se.

– Não estou com humor para suas ironias, Loki. — rebateu o loiro.

– O que houve? — o moreno perguntou curioso.

– Thrud! Ela resolveu ficar na Terra! Ao lado do Capitão! — revelou meio impaciente.

– Ah, Thor.. Você deveria ter imaginado. Thrud sempre foi indomável. Parece que ela herdou essa característica de ambos os pais. — disse Loki com cinismo.

– Não comemore, Loki. Suas filhas não ficam longe. — sorriu Thor.

– O que você insinua? E Einmyria? Porque ainda não veio me ver? — indagou nervoso.

– Adivinhe.. — riu Thor – Ela também resolveu ficar na Terra. — disse em meio a um esgar.

– Stark.. — Loki trancou os dentes – Aquele moleque! — deu um murro no trono.

– Ainda bem que só tenho duas filhas e uma delas só pensa em estudar. — Thor falou em tom de ironia. — Você tem três filhas. — provocou e retirou-se do salão.

– Einmyria e aquele filho do Stark não fugirão da minha ira para sempre.. — disse Loki entredentes – Não mesmo! — rosnou.





Os dias se passavam devagar em Asgard, mas nada encontrara seu lugar. Váli, munido de um buquê de flores, ia todos os dias até a casa de Sigrid tentar fazer as pazes, mas nunca era recebido. A jovem ruiva, ainda muito magoada, ignorava as súplicas do príncipe.

James também visitava sua amada e conversavam por horas, porém sem muitos avanços. Ganhara a simpatia da moça, mas Hela ainda apenas enxergava a semelhança física dele com seu pai. Por outro lado, Eric também não tivera sorte. Apesar de seu jeito galante e de encher a jovem princesa de mimos, ela não se deixava impressionar. Na verdade Hela passou a se escusar com mais frequência e evitar o convívio com ele e os demais. Mesmo com o cuidado dos irmãos e de seu pai, ela se sentia pressionada a lembrar de seu passado. Só se sentia a vontade na presença de Fenrir e Jim, as únicas pessoas que não lhe cobravam as memórias perdidas.

Aredhel, por sua vez, passou a evitar a presença do esposo. Fingia estar dormindo até que ele deixasse o quarto, passava o dia evitando os locais aos quais ele ia, fazia as refeições em horários diferentes e sempre ia dormir mais cedo. Aos poucos ela percebia que vê-lo só lhe causava mais dor. Sentia que alimentava uma utopia: ser amada por ele. E seu medo de novamente se deixar encaudilhar pelas mentiras e estratagemas do marido só aumentava. Aredhel desejava parar de sofrer e para isso sabia que tinha que deixar de amá-lo. Ela tinha a consciência de que precisava se afastar de Loki para isso ser mais efetivo.

A rainha de Asgard também se tornara introspectiva. Na presença dos filhos ficava quieta e alheia a tudo. Pouco sorria e quando o fazia era por mera formalidade ou de maneira forçada. Evitava conversar com Jim e sempre se escusava quando o assunto era sua permanência no palácio ou seu relacionamento com Loki. Agia como se nada tivesse acontecido. James sabia que a amiga sofria em silêncio, mas estava de mãos atadas diante do problema.

Loki, ao contrário do que todos imaginavam, percebia tudo ao seu redor. Havia notado a dificuldade de James com Hela e que a esposa lhe evitava. Temia o fracasso de Jim e doía-lhe ver Aredhel se afastando cada vez mais de si. Todavia, o rei de Asgard ainda não conseguia entrever uma solução para aquela situação.





Uma manhã Fenrir, Eisa, Váli e Narfi jogavam dominó no jardim. Aredhel estava sentada à sombra de uma árvore, fazendo uma pequena coroa de flores.

– Eu não suporto mais ver nossa mãe assim.. — bufou Váli – Ela não fala, não sorri e nem joga mais dominó. Pelos deuses! Ela sempre foi viciada nesse jogo! — largou as peças sobre a mesa.

– Nós também não suportamos, Váli.. — murmurou Eisa – Mas ela se recusa a deixar o palácio ou falar sobre o assunto. Nem com o tio Jim ela se abre. — mordeu os lábios.

– Claro que a mamãe se recusa a sair daqui e a falar com o tio Jim. Só um idiota não percebe que ela na verdade tem medo do papai. — bufou Narfi.

– Nisso eu concordo com você. — anuiu Váli sem humor – Eu já tentei falar com ela inúmeras vezes. Disse que ficaríamos do lado dela se ela resolvesse deixar o papai. Que teria nosso apoio, inclusive o de Hela. Mas ela insiste em dizer que o lugar dela é aqui. — gesticulava impaciente.

– Fizemos a nossa parte. — começou Fenrir – Acho que isso é um assunto que só diz respeito a nossos pais. Eles são adultos e sabem cuidar de si. — completou.

– Verdade. Vocês têm que entender que, apesar de tudo o que aconteceu, nossos pais se amam. — comentou Eisa.

– Mamãe ainda o ama? Depois de tudo o que ele fez? — indignou-se Váli.

Eisa lançou um olhar de condenação à Váli. Narfi e Fenrir perceberam.

– Vocês realmente contaram tudo o que aconteceu para nós? — Narfi questionou desconfiado.

– Contamos. — Eisa foi incisiva.

– Mulheres! Nunca vou entendê-las. — rosnou Váli se levantando – Para mim acabou esse jogo. — bufou.

– Sigrid não lhe recebeu de novo hoje? — perguntou Fenrir sem tirar os olhos de suas peças.

– Não. Ela nem abre a porta. — respondeu zangado.

– Fala tanto de papai, mas está agindo igual. — resmungou Eisa.

– O quê? — pasmou-se Váli.

– Sigrid tem razão, Váli. — Eisa baixou suas peças e encarou o irmão – Não é ela quem tem que ceder e abrir a porta. É você quem tem que incluí-la na sua vida. — franziu as sobrancelhas.

Váli crispou os lábios e saiu do local cabisbaixo.



No mesmo dia, pela noite, Eisa, Váli, Narfi, Fenrir, Hela e Igor se encontraram no salão principal. Todos estavam prontos para a festa de aniversário de Katarina e Wagner. James, como de costume, preparara uma comemoração para os filhos. Entretanto, diferente do que acontecia todos os anos, dessa vez a festa não aconteceria no palácio, mas sim na sua casa na vila.

– Nossa, você está tão nervoso, Váli. — comentou Fenrir – O que aconteceu? — questionou.

– Ah, você sabe o motivo. — o irmão meneou a cabeça — Tenho esperanças de conseguir conversar com Sigrid na festa. — explicou visivelmente ansioso.

Nesse momento Aredhel entrou no salão trazendo duas pequenas caixas nas mãos. Ela se aproximou timidamente de Igor e estendeu os dois pequenos embrulhos.

– Igor.. Por favor, entregue isso a Kat e Wagner. Diga a eles que desejo felicidades e que eu os amo muito. Demais. — Aredhel murmurou com os olhos marejados.

– A senhora não vai para a festa, mãe? — espantou-se o loiro.

– Bem, eu.. — ela começou.

– É claro que ela vai.. — disse Loki entrando no salão.

Aredhel olhou para o marido estarrecida.

– Nós não perderíamos o aniversário de nossos afilhados, não é, Aredhel? — Loki sorriu para ela.

– Não? — ela disse em um sussurro, ainda chocada.

– Obviamente que não. — ele continuou em tom suave – Você mesma entregará o presente a eles. — afirmou.

Loki passou o braço pelo de Aredhel e o casal acompanhou os filhos até a saída do palácio.





Na casa de James, a festa já havia começado. O grupo de teatro e amigos da vila já tinham chegado e conversavam animadamente. Jim preparava uma nova bandeja com bebidas quando Katarina entrou na cozinha com uma expressão de surpresa no rosto.

– Pai.. O senhor não vai adivinhar quem chegou na festa. — a jovem disse aturdida para o pai.

– Quem, minha querida? — James franziu o cenho.

– Eu, James. — disse Loki aparecendo na entrada da cozinha.

Jim olhou para Loki atônito. Kat olhou de seu pai para Loki, pegou a bandeja de bebidas e retirou-se rapidamente do local, fechando a porta em seguida.

– James.. Precisamos conversar seriamente sobre Aredhel. — anunciou Loki.

Notas finais
O que você faria por amor? Gostaram? Odiaram? Comentem.