Asgard Dirty Secrets

15 And I don't know what to say to you but I'll smile anyhow


Notas iniciais
*And I don't know what to say to you but I'll smile anyhow = E eu não sei o que dizer para você, mas eu sorrirei de qualquer forma - Trecho da música "Hunter" da Dido. Olá!! Antes de mais nada, me desculpem pelo sumiço. Eu dei um jeito em meu ombro e, como tenho bursite, fiquei impossibilitada de digitar. Inclusive de poder responder aos comentários. Mas hoje (ou melhor ontem) amanheci melhor e, atendendo aos apelos (motins), escrevi o capítulo de continuação.. Peço desculpas à quem acompanha a fic "The Unlikely", mas já sabem.. A pressão é grande... Sobre o capítulo.. Bem.. dessa vez eu peguei leve.. Boa leitura..

Váli depositou a xícara sob a mesinha que havia ao lado da cama de Aredhel e exalou o ar de forma exasperada. Com muito custo ele havia conseguido fazê-la finalmente se acalmar e adormecer. O jovem se sentou na poltrona ao lado da cama e ficou acarinhando os cabelos de sua mãe. Doía-lhe o coração vê-la daquele jeito, nervosa, machucada e com o rosto inchado de tanto chorar. Cada vez mais ele sentia raiva do pai.

– Ele só a faz sofrer.. — Váli disse entredentes.

Alguém bateu à porta e Váli pediu que entrasse. Era Sigrid, sua namorada.

– Como ela está? — a jovem ruiva perguntou ao se aproximar da cama – Ela tomou todo o chá? — espiou a xícara sobre a mesinha.

– Ela adormeceu finalmente. — ele disse sem tirar os olhos da mãe – Obrigado pelo chá. — pegou a mão da namorada – Só assim para ela se acalmar. Temi que o estado dela fizesse mal ao bebê. — deu um suspiro triste.

– Váli.. Afinal o que está acontecendo? — Sigrid franziu o cenho – Estava tudo bem, até que naquele dia ocorreu aquela discussão. Depois disso Hela decidiu se casar com o príncipe de Alfheim e rompeu com o tio Jim. Os boatos sobre a infidelidade da tia Aredhel começaram a circular pelo palácio. — viu Váli fechar a cara – Meu amor.. Não estou afirmando nada.. Mas vários servos ouviram seu pai acusá-la de ser amante do tio Jim e.. — continuou a falar.

– Ela não é amante dele! — Váli rosnou – Minha mãe nunca traiu o esposo! Ela é apenas uma vítima do ciúme doentio por parte do próprio marido! — foi firme.

– Eu sinto muito.. — a moça murmurou – Eu não sabia.. E.. — tropeçava nas palavras.

– Sigrid.. — ele a interrompeu novamente — Ao invés de ficar confabulando com a criadagem sobre a vida pessoal de meus pais, você deveria estar estudando ou procurando algo mais útil para fazer. O que acontece entre minha mãe e o marido dela, só dizem respeito aos dois e à família. Os servos e demais agregados não precisam ficar sabendo de nada. — disse friamente.

– E eu estou encaixada em qual categoria? Entre os agregados ou entre os servos? — a jovem rebateu ofendida.

– Sig.. Eu sinto muito.. Eu.. — Váli disse ao perceber que havia sido ríspido demais com a namorada.

– Olha, Váli.. Não importa. — ela sacudiu as mãos – Afinal, o que está bem claro é que ser sua namorada não me torna parte de sua família. — disse e saiu do quarto visivelmente magoada.

– Oh, Hel.. — bufou Váli ao ver a porta se fechar – Ela não tem culpa do que está acontecendo. Eu deveria ter explicado tudo a ela. — murmurou arrependido.





Fenrir ainda buscava de forma errante o pai pelos corredores do palácio, quando esbarrou em alguém.

– Rebecca.. — ele sorriu para a jovem de cabelos loiros.

– Oi Fenrir.. — a moça sorriu abertamente – Não sabia que havia retornado. E meu pai? Também veio? — perguntou esperançosa.

– Não.. — ele viu a moça ficar triste – Mas acredito que logo retornará. — tentou animá-la – Você viu meu pai? — mudou de assunto.

– Não.. E sinceramente, nem quero ver.. — ela fez uma careta – O tio Loki anda muito estúpido. Tem sido agressivo com todos. Não me admira que a tia Aredhel tenha fugido daqui. — mordeu os lábios.

– É, mas ele já a trouxe de volta.. — Fenrir coçou a nuca.

– O quê? Mas como? — espantou-se – Para quê ele fez isso? — meneou a cabeça – Olha Fen, sei que não deveria comentar esse tipo de coisa.. — olhou para os lados – Mas o tio Loki a estava maltratando demais. Fazendo sempre acusações sobre ela e o tio Jim. Era horrível. Até a criadagem estava comentando. — disse com tristeza – Mas o que mais me indignava era o comportamento de Narfi e Igor. Eles pareciam fingir não ver o que estava acontecendo ou que concordavam com seu pai. — gesticulava — Você não imagina como foi para mim ter que viajar e deixá-la daquele jeito. Só fui porque Eisa me prometeu que cuidaria dela e também porque a viagem era muito importante para os estudos que ando fazendo. Quando retornei soube da fuga dela e confesso que dei graças por isso. Já estava cansada de vê-la chorando pelos cantos. — completou.

Fenrir passou as mãos por seus longos cabelos e deixou escapar um suspiro. Aquilo tudo parecia um pesadelo para ele. Era pesaroso demais descobrir o quanto as coisas se complicaram e que sua mãe sofrera em demasia durante o período que esteve fora.

– Não se preocupe, Beca.. Papai não fará mais mal algum à minha mãe. — ele afirmou calmamente.





Váli andava de um lado para outro do quarto, remoendo a discussão que tivera com sua namorada. Ponderava que talvez devesse ter ido atrás de Sigrid. Entretanto ele não estava com humor para discutir nada com ela, sua mente ainda estava concentrada na situação de seus pais. Repentinamente, a porta do quarto se abriu e Narfi entrou acompanhado de Kat. A jovem correu para a beirada da cama e deu um suspiro ao ver a madrinha dormindo encolhida.

– Como ela está? — perguntou Narfi franzindo a testa, visivelmente preocupado.

– Bem, mas não graças a você.. — Váli disse entredentes – Por sua culpa quase que isso tudo termina em tragédia. — dizia aos sussurros.

– Eu sinto muito.. Não imaginei que papai poderia estar ouvindo.. — passou a mão nervosamente pelos cabelos curtos.

Váli agarrou o traje do irmão e aproximou o rosto dele.

– Pois você deveria ter pensado duas vezes antes de sair difamando a nossa mãe! — rosnou baixo – Ela que sempre foi uma mulher íntegra. — respirava pesadamente – Como você pode pensar que ela e o tio Jim... — não conseguiu completar – Veja como ela está! Ela poderia ter perdido o bebê! Ou pior.. Ele poderia tê-la matado! — soltou o irmão e afastou-se, tentando se controlar.

Narfi olhou para a mãe e sentiu um nó se formar em sua garganta. A culpa o consumia. Ele se sentou na beirada da cama e, com pesar, acariciou o rosto de Aredhel.

– Eu sinto muito, mamãe.. — Narfi murmurou com a voz embargada – Espero que me perdoe um dia.. — disse em um fio de voz.

Kat limpou as lágrimas do rosto e pegou uma das mãos de Aredhel entre as suas.

– Vai ficar tudo bem, madrinha. — ela afagava a mão de Aredhel.

Narfi, não suportando o peso do remorso, levantou-se e retirou-se rapidamente do quarto. Katarina, após algum tempo, também se retirou.





Em Alfheim, James levou sua mão trêmula ao pescoço de Hela e com alívio ele conseguiu sentir a pulsação da jovem. Ele a sacudiu algumas vezes e a chamou, mas ela continuou desacordada. Percebeu que Hela precisava ser socorrida rapidamente. Jim não tinha ideia do que ela poderia ter ingerido. Inesperadamente, ele ouviu passos vindo do corredor. Imaginou que seus gritos de desespero tivessem sido ouvidos.

– O que eu faço? — ele murmurou olhando ao redor.

Ele sabia que se fosse pego ali, ao lado de Hela, além de ser acusado de invadir o palácio, poderia também ser incriminado por tentar contra a vida dela. Rapidamente, James guardou o pequeno frasco em seu bolso, carregou Hela até o banheiro e debruçou-a dentro da banheira.

– Vai ficar tudo bem, meu amor.. Eu prometo.. — ele sussurrou para a moça.

Jim se olhou no espelho e, com auxílio de magia, mudou sua aparência. Bem neste momento ele ouviu baterem à porta do banheiro.

– Princesa Hela! A senhorita está bem? Ouvimos gritos. — disse um guarda do lado de fora.

– Dê-me licença.. — outra voz masculina se fez ouvir do lado de fora – Minha querida, você está bem? Sou eu, Eric. — identificou-se.

A porta do banheiro se abriu e Eric sorriu para a jovem que estava diante dele.

– É claro que estou bem.. — sorriu James, disfarçado de Hela – Agora, posso saber o porquê desse alarido todo aqui em meu quarto? — fechou a cara.

– Oh, eu sinto muito, minha querida. — Eric coçou sua barba rala – Ouvimos gritos vindo daqui, então imaginamos que algo poderia ter-lhe acontecido. — gesticulava meio embaraçado – Eu jamais me perdoaria se algo de ruim lhe acontecesse, minha princesa. — passou uma das mãos pelos cabelos negros.

James trancou a mandíbula tentando controlar o ciúme que sentia diante daquele homem alto que insistia em se dirigir à sua amada com tanta intimidade e possessividade. “Minha.. Minha..”, Jim resmungava mentalmente.

– Pois agora já sabe que estou bem. — Jim foi ríspido – Os gritos devem ter vindo de outro local. Pois nem eu mesma os ouvi. — completou com desdém.

– Certo. — Eric deu um sorriso amarelo e piscou rapidamente os grandes olhos azuis – Peço mil perdões por invadir seus aposentos desta forma, minha querida. — curvou-se, pegou uma das mãos dela e depositou um beijo demorado – Boa noite e bons sonhos, minha amada noiva. — sorriu.

– Boa noite, príncipe Eric. — disse Jim com frieza.

Eric e os guardas se retiraram rapidamente. Assim que a porta do quarto se fechou, James desfez a ilusão e limpou a própria mão de forma exasperada em uma toalha que havia ali perto. Ele pegou um cobertor, cobriu sua amada e pegou-a em seus braços.

Conhecendo o caminho até a saída do palácio, James se esgueirou pelos corredores, parando cada vez que ouvia passos ou via alguma sombra se aproximando. Em alguns momentos mudou sua aparência para de uma serva carregando roupas de cama. Mas o uso repetitivo de magia o estava esgotando. Já fazia anos que Jim não usava magia com tanta frequência. Começava a lamentar ter deixado de lado os treinamentos com Aredhel e ter apenas se dedicado ao teatro.

James atravessava o caminho até o portão de saída do palácio, quando sentiu seus joelhos começarem a falhar na caminhada. Em segundos, viu a trouxa de roupa que carregava voltar a ter a aparência de Hela. Ele mordeu os lábios e engoliu seco.

– Ei! Você! — ouviu alguém gritar do alto – Ele está com a princesa Hela! Soem o alarme! Sequestrador! — berrou um guarda.

Desesperado, Jim abraçou apertado o corpo de Hela junto ao seu e cerrou os olhos. Ele juntou o resto de força que tinha e somou às suas habilidades de corrida e partiu em direção ao portão. Faltavam poucos metros para a saída, então ele correu desesperadamente, como nunca fizera em sua vida. Ouviu os guardas darem ordens confusas atrás de si. Alguns berravam para interceptá-lo e evitar que ele saísse, outros gritavam para não atirarem nele, pois poderiam machucar Hela. James ignorava tudo o que ouvia, sua única meta era chegar a Sleipnir. A única coisa que via à sua frente era o portão sendo fechado lentamente.

A grade descia lentamente, enquanto James buscava maior fôlego. O ar frio da noite entrava cortando em sua garganta e ele começava a acreditar que não conseguiria. Protegendo Hela como podia, ele se jogou meio de lado, deslizando pelas pequenas pedras que haviam no chão, passando rente às pontas de lança que compunham a grade o portão. Ele mal havia passado pelo portão, quando ouviu o som das lanças fincarem nas pedras, indicando que o mesmo havia se fechado atrás de si.

James mal teve tempo de comemorar sua fuga, levantou-se rapidamente e correu para a mata. Acomodou Hela sobre o lombo de Sleipnir e subiu no animal, pegando a estrada em seguida. Ouviu gritos atrás de si e barulho de cavalos. Sabia que se não fosse por Sleipnir teria sido alcançado facilmente. Ele olhou para Hela demoradamente, depositou um beijo em sua fronte e chamou por Heimdall, que prontamente abriu a Bifrost.





Em Asgard, Narfi entrou em seu escritório e, com raiva de si mesmo, virou sua mesa. Estava furioso por ter sido injusto com sua mãe.

– Tudo isso é remorso? — perguntou uma voz feminina à porta.

– O que você quer aqui? — Narfi questionou rispidamente – Você sempre me ignora. — bufou.

– Eu não ignoro você porque gosto. — retrucou Rebecca – Apenas ignoro suas tentativas tolas de me levar para cama, como você faz com as servas. — juntou um livro caído no chão.

– Você não entende ou não quer entender, não é? — ele se aproximou e encostou-a contra a parede – Eu gosto de você. De verdade, Beca. — afirmou – Não é só desejo.. É algo mais. — acariciou o rosto dela.

– E esse “algo mais” passará assim que você conseguir o que quer. — ela meneou a cabeça – Não sou burra, Narfi. — afastou a mão dele.

– Você não acredita mesmo em mim. — Narfi disse com raiva – Pois acredite em uma coisa.. Um dia eu vou cansar de rastejar por você e será sua vez que correr atrás de mim. Vou tirar você da minha cabeça. — disse seriamente.

– Agora é você que não está entendendo.. — Beca murmurou – Eu não quero estar na cabeça de ninguém. Quero estar no coração.. — apontou para o peito dele e depois se afastou.

Narfi observou em silêncio Rebecca sair do local. Ele sabia em seu íntimo que a jovem já habitava seu coração. Ela a amava, mas nunca admitiria para si, muito menos para ela.





No quarto de Aredhel, Váli estava mais uma vez sozinho, quando Eisa entrou em silêncio. Ela percebeu o semblante cansado do irmão.

– Eu ficarei com ela. — disse a jovem e pousou a mão sobre o ombro dele – Vá jantar. — encorajou-o.

– Você já jantou? — ele perguntou.

– Não.. Mas por enquanto estou mais do que satisfeita.. — ela respondeu em meio a um sorriso irônico.

Váli deu de ombros, deu um beijo na fronte de sua mãe e retirou-se do quarto.

Passado algum tempo, Loki apareceu no quarto acompanhado de Wagner. Loki trazia uma bandeja com o jantar para Aredhel. O rapaz se apressou em ver como estava sua madrinha.

– Como ela está? Vai ficar bem? — indagou Wagner.

– Ela está bem. Só precisa descansar. — respondeu Eisa.

– Vocês dois podem ir jantar. Eu ficarei com Aredhel. — Loki disse.

Eisa olhou para o pai com cautela e apenas anuiu com a cabeça. Ela sabia que ele não faria mal algum a sua mãe. Os dois jovens se dirigiram até a porta e Eisa parou por um instante.

– Você fez a coisa certa, pai.. — ela franziu o cenho — Mas é apenas o começo.. Não será fácil desfazer todo o mal que causou. — disse com tristeza e se retirou.

Loki deu um longo suspiro, sentou-se na beirada da cama e acariciou os cabelos de Aredhel.

– Aredhel, meu amor.. Acorde.. Você precisa comer. — chamou.

Aredhel abriu os olhos e, ainda meio sonolenta, ergueu a cabeça. Ela instintivamente recuou na cama ao perceber que era o marido quem estava diante de si. Loki franziu o cenho triste ao ver a reação dela. Ele pôs a bandeja sobre a cama e indicou-a com a cabeça. Aredhel ignorou a bandeja e olhou para Loki por um tempo, ponderando o que diria.

– Você não fez nada ao Jimmy, não é? — ela perguntou com a voz trêmula.

– Não, Aredhel.. — ele disse calmamente – E não se preocupe. Eu não farei mal algum a ele. — afirmou.

Ele a viu fechar os olhos e dar um suspiro de alívio. Loki não pode deixar de sentir ciúmes da forma como ela se preocupava com James. Na verdade, diante de sua situação atual que vivia, ele sentiu inveja do ex-amigo. Aredhel percebeu o olhar analítico dele sobre si e voltou a ficar nervosa. Ela conhecia bem o marido e sabia quando ele estava com ciúmes. Passou uma das mãos pelos cabelos, olhou rapidamente para ele e puxou a bandeja. Aredhel estava decidida a fazer de tudo para evitar vê-lo irritado novamente. O medo era seu novo mestre.

– Obrigada.. — ela murmurou sem levantar os olhos da comida.

Aredhel começou a comer sem muita vontade o que havia no prato. Enquanto isso, Loki a observava apreensivo. Ele nunca se sentira tão perdido e desconfortável ao lado de Aredhel. Era como se tivesse surgido um muro de medo e tristeza entre os dois. Loki queria abraçá-la, pedir perdão e dizer o quanto a amava, mas não sabia por onde começar. Todavia, ele tinha certeza que dessa vez apenas palavras não resolveriam a situação. Sabia que havia perdido a confiança dela e que a amedrontava. Loki tinha a consciência de que Aredhel estava disposta a fazer tudo para agradá-lo, mas ele não a queria dessa forma. Não desejava que ela o perdoasse apenas da boca para fora e se entregasse a ele por obrigação. Ele queria a sua Aredhel de volta. Clamava por ouvi-la dizer que o amava novamente, mas por vontade própria.

– Aredhel.. — por fim ele começou, mas foi interrompido por uma batida à porta.

Impacientemente, ele pediu que entrasse. Era Igor.

– Mamãe.. — disse o rapaz se dirigindo à cama – Como a senhora está? — agarrou a mão dela.

Loki viu seus planos de conversar com Aredhel serem frustrados temporariamente.





James entrou quase correndo no palácio com Hela em seus braços e dirigiu-se sem demora para a sala de cura. Chegando lá, ele, de forma esbaforida, explicou que vira Hela tomar algo e que ela desmaiara em seguida. Tirou do bolso o pequeno vidro e entregou à Ada. Enquanto aguardava o atendimento de Hela, ele solicitou a uma serva que avisasse a Loki sobre a chegada dele. Poucos minutos depois Ada reapareceu.

– Como ela está? — ele perguntou ansioso.

– Ela acordou e está bem, mas só um pouco confusa. — começou Ada — Ela não lembra de ter tomado nada. Disse que a última coisa da qual se lembra foi de ter se despedido do príncipe Eric, antes de ir para o quarto. — contou – Ainda não descobrimos o que ela tomou. Sobraram apenas algumas gotas do líquido naquele frasco. Mas assim que descobrirmos lhe avisaremos. — explicou.

– Posso vê-la? — pediu.

Ada anuiu e abriu passagem, deixando que Jim entrasse. Com alívio, ele viu que Hela estava sentada na cama, meio pensativa. Ele entrou animadamente e sentou-se na poltrona ao lado da cama dela.

– Olá.. — ele disse em meio a um sorriso — Como está se sentindo? — perguntou preocupado.

– Olá, eu estou bem. — ela sorriu de volta.

– Hela.. — ele pôs a mão sobre a dela – Antes de me dizer qualquer coisa, peço que me ouça atentamente. — pediu.

A moça anuiu e então James se endireitou na poltrona.

– Entre eu e sua mãe nunca houve nada além de amizade. Aredhel é como uma irmã para mim. — ele começou – O beijos que eu e ela trocamos no passado foi sob controle de Thanos. Jamais teríamos feito isso por vontade própria. — Hela abriu a boca pasma com a revelação – Eu sabia que Loki não reagiria bem quando soubesse da verdade sobre nós, mas jamais imaginei que ele usaria o passado para causar essa confusão toda. Eu só posso imaginar o quanto você tem sofrido com tudo o que ocorreu. — ela franziu o cenho e meneou a cabeça – Sei que eu deveria ter feito isso a mais tempo.. — disse nervosamente e puxou uma pequena caixa dourada do bolso – Quero que sabia que em meu coração só há espaço para uma mulher.. Para minha esposa.. — afirmou, abriu a caixa e a estendeu – Hela, você aceita se casar comigo? — pediu.

Hela o fitou boquiaberta por um tempo. Olhou da aliança para ele e mordeu os lábios.

– Nem sei o que dizer.. — ela começou – Eu não sei o que você estava pensando, mas.. — sorriu embaraçada – Não posso aceitar. — balançou a mão.

– O quê? Mas por quê? — ele indagou incrédulo.

– Você ainda pergunta? — Hela riu sem graça – Como eu poderia me casar com um estranho? Eu mal lhe conheço. — balançou negativamente a cabeça.

– Como assim não me conhece? — Jim perguntou sobressaltado.

– Você ouviu. Eu nunca tinha lhe visto antes. — ela afirmou — Mas pela sua aparência você deve ser parente do papai, pois é a cara dele. — completou.

De repente a verdade atingiu James como um soco.

– Você não lembra de mim.. — ele murmurou derrotado.

Notas finais
Como consertar o que não tem conserto? Gostaram? Odiaram? Comentem. PS: A vida.. A vida é uma caixinha de surpresas..