Notas iniciais
Espero que gostem!

CAPITULO I

Eu me Sinto um Monstro

P.O.V João.

Ás vezes eu até esqueço meu nome, tento não deixar isto sair, mas estou convencido, eu me sinto um monstro.

Meu nome é João Daniel, tenho 13 anos, vou contar um pouco do meu passado escrito em negro.

25 de outubro de 2008, tinha oito anos, em casa estávamos eu, minha mãe, minha irmã, meu pai e um colega dele.

Minha mãe e pai começaram a discutir, mãe mandou que eu e Bianca entrássemos no quarto, estava chovendo, Bianca dormiu, mas eu sentia que algo ruim ia acontecer, abria uma fresta na porta e vi. POW! POW! Dois tiros atravessam o corpo de minha mãe, e ela caiu morta no chão, meu pai a matou.

Corri e acordei Bianca, contei a ela o que vi, ela nunca acreditou no que eu disse, e eu nunca a perdoei. No julgamento meu pai acusou o colega pelo assassinato de minha mãe, e ele ficou com a nossa guarda, em dois dias eu fugi, com 10 anos fui parar em um orfanato, lá eu apanhei, e sofri, mas isto só alimenta o monstro...

O orfanato, depois de meu primeiro surto, colou um quarto apenas para mim no sótão, tem apenas uma janela, um beliche, e mais alguns móveis antigos, é pequeno e apertado, todos os dias quando chego levo palmatórias, pois a diretora de lá, Melanie, diz que o demônio vive dentro de mim, hoje levei cinco palmatórias, e ainda murros na cabeça dela e dos outros meninos.

A raiva toma conta de mim, fecho as mãos em punhos, e a névoa negra sai de meu corpo, e com a força do pensamento todos os móveis no quarto voam, a janela vibra e tudo se destrói, mas não me importo, faço isso todos os dias, posso reconstruir os moveis, mas estou convencido, eu me sinto um monstro.

Melanie entra no quarto e diz:

– Marcado- Apelido que esta me deu por conta da marca em forma de asa de morcego em meu pescoço- se arrume, amanhã tem aula. Sua irmã estará lá.

E sai do quarto. Não tenho noticias de Bianca e nem de meu pai desde os oito anos, e agora vou re encontrá-la, isto não vai prestar.

Na manhã seguinte visto roupas pretas e vou, me enfio em um canto e fico ouvindo minhas musicas, e então Bianca chega, a olho, ela me olha, dou um sorriso irônico e volto as minhas musicas.

Na aula são feitas as apresentações, mas nenhum comentário sobre eu e Bianca sermos parentes.

Algo curioso ocorre no intervalo, uma menina da minha sala, Vitoria vem falar comigo ela diz:

– Oi eu sou...

– Sei quem você é, Vitoria.

– Você é o João né?

– Sou. Respondo ríspido.

– Marca curiosa no seu pescoço. Diz ela tentando tocar em minha marca, a interrompo sem ser violento e digo:

– Não me toque, e é uma asa de morcego, agora pode, por favor, me deixar em paz?

– Você não deve querer ficar sozinho, todos precisamos de amigos.

– Eu não preciso.

– Tudo bem, quando mudar de idéia, venha falar comigo.

Ela se vira e sai algo naquela garota me chama atenção, além de sua beleza, percebo que sinto algo por ela, talvez afeição, ou atração.

O resto do dia segue normal, até que na hora da saída Bianca vem falar comigo e diz:
– Pretende fingir que não somos irmãos até quando?

– Não somos irmãos.

– Somos, você goste ou não.

Ignoro ela e continuo em meu caminho, e atrás de mim ela grita:

– Ainda temos nosso antigo quarto, você pode ir a hora que quiser.

Paro, escuto a proposta e continuo.

Paro em frente ao orfanato, não vou entrar, uso a névoa e a faço invadir o orfanato ouço os gritos, as pessoas morrem, todos morrem, desfaço o orfanato adentrando na floresta atrás do antigo orfanato e crio minha própria casa, agora, não preciso de mias ninguém para me oferecer um lar, olho as arvores, e solto o monstro.

Notas finais
Espero que tenham gostado!