Notas iniciais
Nesse capítulo, Claire irá descobrir a origem dos primeiros vampiros, e não é só isso também irá descobrir o motivo dos olhos coloridos.

Capítulo 2

Acordo com uma tremenda dor de cabeça, e em um quarto que nunca estive. O quarto tinha uma decoração renascentista, possuía móveis elegantes de madeira. Havia alguns quadros pendurados nas paredes, e belas cortinas longas cobriam as janelas, impedindo a entrada de qualquer luminosidade do lado externo. No teto, havia um enorme lustre luxuoso. E do lado da cama, tinha uma poltrona velha de cor azul. E lá estava à menina ruiva sentada na poltrona, olhando diretamente para os meus olhos, — Confesso que tenho um pouco de medo daqueles enormes olhos vermelhos me fitando. — ela estava com as mesmas roupas, só que com botas montaria.

Sento-me na cama e olho diretamente para ela.

– Onde estou? — pergunto.

– Está no meu quarto — ela me responde. — O que se lembra de ontem à noite?

– Lembro-me de olhos coloridos se dilatando — algumas lembranças invadem a minha mente. E só então percebo uma coisa. — Depois que eles dilatam, eu faço tudo que vocês querem. É algum tipo de hipnose?!

– Hipnose? — ela olhou para mim, um pouco confusa. Percebo que ela esta pensando em algo. — O nome politicamente correto é controle mental.

Antes de qualquer reação minha, uma menina entra no quarto. Ela tinha uma aparência angelical, como se tivesse acabado de sair do paraíso. Parecia que tinha uns quinze anos. Possuía cabelos castanhos enormes, que eram enfeitados com uma linda coroa de flores. Sua boca e nariz eram perfeitamente pequenos e delicados. Ela usava um lindo vestido amarelo, com um caimento perfeito e acima dos joelhos. Olho fixamente para os olhos da jovem moça, e são definitivamente belos como ela.

– Seus olhos são lindos. — falo admirada — Tão azuis... Como...

– Diamantes? — ela me interrompe.

Vejo olhos vermelhos se revirando. E logo em seguida ela se levanta da enorme poltrona azul e se senta na cama, bem perto dos meus pés. Fazendo assim um sinal para que a menina de olhos azuis se aproxime.

– Cuide dela, Diana. Assim que a Esmeralda estiver pronta para vê-la, Ralph virá buscá-la. — Ela se levanta da cama e vai em direção à porta e a abre. Antes de sair do quarto, ela para de andar, e deixa a última ordem para a tal Diana, nem sequer olhou para a menina — Apenas responde aquilo que for necessário. — disse ela tão duramente. Depois disso deixou o quarto.

Esmeralda definitivamente deve ser alguma pessoa importante, afinal escuto esse nome desde ontem à noite, antes de levar uma tremenda pancada na cabeça.

Dou-me conta que estou sendo observada, por um par de olhos gigantes, azuis. Diana chega para perto de mim, e se senta do meu lado.

– Você deve estar com fome — disse ela, pegando a minha mão e me tirando da cama. — Vamos Rubi preparou um belo café da manhã para ti, está logo ali na sacada. Confesso, eu estranhei um pouco. Mas não vamos desperdiçar essa raridade de bondade.

Ela me arrastou até a sacada, e nesse intervalo de tempo não soltou a minha mão, e cada vez ela a apertava. Quando chegamos à sacada do quarto, havia uma linda mesa de café da manhã. A mesa era igual aos móveis do quarto. E sobre ela, estava repleto de guloseimas.

– Sente-se, e pode comer tudo o que quiser. — disse Diana, fazendo com que eu tire a atenção da mesa.

Agradeço, e me sento à mesa. Diana me serve uma xícara de chá, com alguns bolinhos de chocolate. Ela faz o mesmo, mas em vez de chá, pegou um pouco de café. Fico um pouco confusa com isso.

Ela repara a minha expressão de confusa e logo vai se explicando.

– Os vampiros podem beber qualquer coisa, só não podem comer. — ela olha triste para os bolinhos de chocolate. — Mas isso não importa. Então o que quer saber? — ela me pergunta, e antes de qualquer resposta minha. Ela se atreveu, e respondeu a si mesma. — Puxa, é uma longa história. Mas posso contar para você.

– Adoraria ouvir essa sua longa história. — respondo e logo em seguida mordo um pedaço do bolinho.

– Única coisa que lhe peço, é para não ser tão rude com a Rubi.

– Eu não sou rude com ela...

– Não é? — ela me interrompeu. — Bom, então não seja. E nem com o irmão dela, Ralph. Eles tiveram uma infância horrível, e a adolescência também.

– Ela teve uma infância horrível? — pergunto um pouco confusa.

Diana olha para o céu, e vejo que tem lágrimas em seus olhos. Ela bebe um pouco de café e continua a me contar sobre o passado de Rubi.

– A mãe dos quatros, era uma mulher da vida. Sofie Alfaier trabalhava em um famoso cabaré, em NY. Acredite ou não, mas os deuses iam sempre naquele cabaré. Hades era um verdadeiro cliente. Todos os dias ele estava lá observando, Sofie. — ela da uma pausa

– Eles tiveram um caso? — aproveito a pausa e a pergunto.

– Não, muito pior que isso. — ela me explica. — Hades se apaixonou pela Sofie. Alguns que sabem da história, contam que ele queria se casar com a mãe dos quatros. Sofie negou o pedido. Mas mesmo assim, eles não deixaram de se encontrarem.

– Rubi e Ralph são filhos de Hades? — pergunto um pouco confusa.

– Não! — ela me responde. — Continuando. Meu pai, irmão de Sofie. Queria tirar aproveito dessa situação, então combinou com a minha tia, Sofie, para eles roubarem o deus. Minha tia negou, mas meu pai a forçou. Então, eles dormiram juntos, Sofie e Hades.

– Dormiram? — pergunto.

– Sim, fizeram coisas. — ela revirou os olhos. — Sofie batizou a bebida do deus, e então depois de algumas horas. Ela chamou o meu pai, para roubar os tesouros do palácio. Eles roubaram ouro, rubis, ametistas, esmeraldas e diamantes. O plano estava indo super bem, mas quando eles foram sair do palácio, lá estava o deus da morte enfrente a porta de saída...

– E o que aconteceu? — pergunto interrompendo ela totalmente.

– Hades, quis amaldiçoar eles. Mas, Sofie disse a ele que estava esperando um filho, dele. Ela disse isso achando que ele não faria nada. Então fez pior, amaldiçoou o bebê. E ainda avisou que nasceria um filho para cada pedra roubada. Meu pai explicou a ele que só havia roubado dois tipos de pedras, esmeraldas e diamantes.

– Como assim, "para cada pedra roubada"? — pergunto totalmente confusa.

– Calma pequeno gafanhoto, já estamos chegando nessa parte. — disse ela com um tom de superioridade. E continuou a me contar a história, mas um pouco cabisbaixa. — Papai e titia não entenderam muito da tal maldição, e seguiram a vida normalmente. Depois de nove meses, nasceu Aurora. Ela era um bebê normal, mas os seus olhos eram diferentes dos outros bebês, eram dourados como o ouro. Sofie achou que a maldição era só aquilo...

– Isso explica os olhos coloridos. — digo admirada.

– Os anos se passaram, e Sofie voltou a trabalhar no cabaré, para sustentar a filha. E então conheceu Ares.

– O deus da guerra?

– Ele mesmo, — ela bebe um gole de café. — a história é muito longa, então vamos adiantar. Sofie engravidou de Ares. Hades ficou furioso ao descobrir que o seu sobrinho havia engravidado a mulher que ele ama. E então ele esperou o bebê nascer. E quando recebeu a notícia que Sofie havia parido, foi fazer uma visita. Chegando à casa da minha tia, teve uma grande surpresa. Em vez de um bebê, tinha dois, Rubi e Ralph. Eles eram completamente diferentes. Rubi era toda sardenta e ruiva, e enquanto Ralph era branquelo de cabelos negros. Única coisa que tinham de parecidos era os olhos vermelhos, da pedra rubi.

– Hades fez alguma coisa?

– Naquele dia não, fez depois de anos. — ela da mais um gole de café. — Depois de quatro anos, Sofie teve outra filha, de Poseidon. Hades de novo ficou furioso, mas dessa vez, o deus matou a minha tia.

– Sinto muito. — não sabia o que falar naquele momento.

– Não, não sinta. Minha tia era uma vadia. — ela da uma gargalhada. — Então, a bebê Meltia, foi criada pelos seus irmãos, ela é a pedra roubada ametista. Sofie disse uma vez que queria os nomes das crianças, parecidos com os das pedras.

– Mas e as outras duas pedras?

– Bom, o diamante sou eu. E a esmeralda é a minha irmã. Pelo incrível que parece, papai teve um caso com a deusa do amor, Afrodite. — ela da um sorriso e depois olha para mim. — Quer saber como viramos vampiros?

– É outra história longa? — faço uma careta.

– Sim, mas eu resumo. — ela suspira. — Bom Hades pegou o sangue dos gêmeos, Rubi e Ralph. Para criar um exército de monstros.

– Por que ele ia querer um exército? — pergunto confusa.

– Céus, para roubar o trono de Zeus. — Diana revirou os olhos. E prosseguiu com o resto da história. — Hades, torturou os gêmeos. Mas quando a criação dele ficou pronta, testou nos dois irmãos. E descobriu que só funcionava em pessoas mortas. E então, os matou. Três dias depois eles acordaram um pouco diferente. Sentiam sede de sangue humano, estavam mais forte, mais rápidos e etc. — ela da uma pausa. — E depois ele fez o mesmo procedimento com a Aurora, Meltia, Esmeralda e Eu.

– Puxa, que loucura. — De novo, eu não sabia o que dizer.

– Sabe o que é mais louco ainda? — Ela me pergunta, e eu balanço a cabeça afirmando que não. — É você descobrir que existem deuses e vampiros em menos de vinte e quarto horas, e não enlouqueceu.

Ela deu duas tapinhas na mesa e depois toca no meu nariz. Damos algumas gargalhas e terminamos de tomar o nosso café. Quando ela se aproxima de mim e dilata as suas pupilas azuis.

– Isso vai ficar entre nós duas. – disse ela, e depois senta de volta na sua cadeira. E sua expressão muda para totalmente séria. — Alguém esta vindo.

Quando ela acaba de dizer, escuto alguém batendo na porta.

Notas finais
Se gostou ou não, por favor, deixe um comentário. Eu ficaria muito feliz :D