Ascensão do Mito
3 A Reunião
Capítulo 3
Diana me empurrou pro canto da sacada, e me pediu para ficar quieta. Então, foi abrir a porta do quarto.
Escuto duas vozes femininas, uma era de Diana e a outra não sabia de quem pertencia.
– Olá Selina, achei que quem viria séria o Ralph — escuto Diana dizendo.
– Me desculpe senhorita. Mas me solicitaram para enviar um comunicado. — disse a voz feminina. — Querem a sua presença na sala de reunião, nesse exato momento. — E logo em seguida, escuto a porta se fechando e passos chegando para perto de mim.
Diana me ajuda a me levantar, e pede desculpas por ter me empurrado.
– Vamos, Claire.
***
Passamos por vários corredores macabros, com pinturas estranhas e pouca iluminação. Até que chegamos a uma parte da casa, que havia uma linda porta de madeira. Diana caminha na frente, e a abre.
Lá dentro tinha uma bela mesa de vidro com cadeiras vermelhas, que pareciam ser confortáveis. O papel de parede parecia ser de madeira. E perto de um balcão cheio de bebidas, estava uma pintura enorme dos filhos da Sofie, pendurado perto da janela.
Rubi estava sentada na cabeceira da mesa. Mas só ela que estava na sala.
– Sente-se, Claire. — disse Rubi, apontando para a cadeira perto dela, do lado direito da mesa.
Caminho até a cadeira e me sento. Diana faz o mesmo, se sentando na cadeira em frente a minha, do lado esquerdo da mesa. Ela repara que a sala está vazia e não gostou muito.
– Quanta urgência, Rubi. — Diana deu uma gargalhada.
Rubi lançou a caneta que estava em sua mão, bem no olho de Diana, fazendo com que ela grite de dor.
– Céus, por que você fez isso? — disse Diana, tirando a caneta de seu olho super azul. Sua bochecha estava ficando vermelha, por conta da raiva.
Diana já estava se levantando, da cadeira, quando escuto a voz da garota de olhos dourados.
– Não vamos começar a brigar, outra vez. — ela suspira — temos visitas.
Aurora caminha ate a mesa, e se senta do meu lado. Ela observa o olho ferido de Diana, estava vermelho e um pouco sujo, de tinta da caneta. Ela tenta tocar no rosto de Diana, mas garota da uma tapinha na mão de Aurora.
– Por aqui, sr. Rooker. — disse a menina de olhos violetas, bem na porta e logo em seguida, vejo o meu pai entrando na sala.
– O que o senhor faz aqui? — pergunto.
Todos olharam para mim, como se eu tivesse feito algo de errado. Então, Meltia conduz o meu pai, para a cadeira do lado de Aurora. E logo depois entra minha amiga, Lola, não parecia ser ela, pois vestia uma túnica branca bordada, seus cabelos estavam presos em uma única trança e enfeitados com uma bela tiara de diamantes. Percebo, Lola e Diana trocando um sorriso amigável, entre elas. Apesar do olho inchado e machucado, Diana parecia estar feliz.
Lola se senta na cadeira, enfrente ao meu pai. Ele estava com uma aparência cansada, com seus olhos mel um pouco fundos, com sua barba branca falhada, sua careca brilhando, e suas marcas do riso haviam desaparecido. Deixando ele um homem rude e sombrio. Ele usava sua velha blusa, de estampa xadrez, e com seu jeans surrado.
Meltia se senta na cadeira em frente de Aurora.
– Podemos começar? — pergunta Rubi.
Fiz que sim, com a cabeça. E os outros fizeram o mesmo. Menos Diana.
– Você sabe, não podemos começar. — Diana fitou a Rubi. — Minha irmã, a Esmeralda, ainda não chegou. E essa reunião. — ela da uma pausa. — Aposto que foi ideia dela.
Rubi revirou os olhos vermelhos, e deu um sorriso de deboche. Apertou a mão de Diana e suspirou.
– Estamos aqui por causa disso, prima. — Diana a olhou assustada. — As bruxas...
– O QUE TEM AS BRUXAS, RUBI? — gritou Diana, interrompendo a explicação.
Meltia olhou bem para Diana, e só agora ela percebeu que o olho de sua prima estava inchado. Tirou os óculos escuros, de seu cabelo loiro. E deu para Diana.
– Você, riu dela outra vez? — Meltia perguntou para Diana, e ela assentiu. — Espero, que na próxima vez que isso acontecer. Ela arranque os seus olhos.
Rubi deu um sorriso um pouco triste.
– ...elas pegaram, a Esmeralda e o meu irmão — disse, Rubi. Sem piscar, quase descendo uma lágrima de seus olhos. Ela prosseguiu. — Senão tomarmos, as devidas providências, — ela engole em seco. — eles serão executados. Em praça pública.
Lola e meu pai deram de ombros, e eu fiz o mesmo. Enquanto, as outras ficaram paradas, como se fossem estatuas. Menos Diana, ela estava entrando em pânico, mas Aurora se levanta e num piscar de olhos ela já estava do lado de Diana, ela acariciou os cabelos negros da menina em prantos, colocou uma mecha atrás da orelha e sussurrou algo em seu ouvido, olhando diretamente para mim. Diana enxuga as suas lágrimas e dá um leve sorriso, Aurora volta para o seu lugar e se tornou uma estátua novamente.
– Rubi você e sua família são os primeiros, da origem dos vampiros. — disse papai. — Aposto que o Hades, fez uma complicação para não serem mortos tão fácil, por qualquer outra criatura, certo?
Rubi saiu da sua pose de estátua e sumiu da sala.
– Aonde ela foi? — pergunto.
Ninguém me responde, e fico até sem graça por isso.
Depois de alguns minutos, Rubi entrou na sala de um jeito agressivo, fechou a porta com tanta força que a quebrou. E quando vejo, ela já estava em cima da mesa.
– Aquelas malditas. — ela anda sobre a mesa. — Elas pegaram.
As outras saíram da sua pose de estátua e ficaram observando a Rubi. Ela já esta de pé sobre o balcão do bar, pegou uma garrafa e lançou contra a parede, fazendo com que estilhaços de vidro saia voando pela sala.
– O que elas pegaram? — pergunto.
– Elas pegaram — Rubi lançou outra garrafa de vinho contra a parede. — as únicas coisas que podem nos matar. — ela lançou outra garrafa, e encarou a Aurora. — Nós vampiros.
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