Asas negras
2 Medo? O que é Medo? - Parte I
Notas iniciais
Asas Negras
Capítulo Dois
P.O.V Ellie
Medo? O que é medo?
Eu não entendi bem o que aquele moço falou, mas do mesmo jeito fiquei apavorada. Eu não sei o porquê deles terem me trancado nesse lugar fedido.
Eu também não sabia o motivo dos meus pais, já não terem aparecido aqui. Na pior das hipóteses eles estariam mortos, mas eu devo parar de pensar nisso. Porem eu estou sentindo falta da mamãe, passando seus dedos delicadamente pelas minhas mechas de cabelo e o meu papai me abraçando fortemente e ao mesmo tempo carinhosamente e eu me sentindo segura em seus braços, e especialmente a sua comida.
Aquela “comida” que o homem me deu, estava dura e velha quase não consegui comer nada de tão ruim que estava a “comida”.
Mas por que eu estou falando de alimentos ?! Se eu estou presa em um lugar que sequer conheço e ainda por cima, sozinha. Sem meus pais, sem seu amor, sem seu calor. Eu estou congelando e me sentindo fraca, como nunca me senti. Eu não sei quanto tempo eu aguento aqui sem conseguir desmaiar ou até mesmo morrer.
Não muito. Logo depois desse pensamento eu desmaiei, caindo com a minha cabeça naquele chão tão duro e nojento, cheio de vermes e insetos.
Eu sonho com um dia qualquer no parque perto de minha casa com os meus pais. Nos estávamos brincando muito e de repente um garoto qualquer pediu para brincar comigo já que ele estava sozinho e triste. Claro que aceitei brincar com ele. Logo vi que aquele garoto era alguém legal, mas excluído pela sociedade. O seu nome era ...
–-------------------------------------------------------------Quebra do Tempo–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Acordei com alguém me sacudindo violentamente, e a cada sacudida eu batia a cabeça no chão, e eu ouvia um barulhinho dentro de minha cabeça quase como um estalo.
Logo abri os olhos para evitar aquela pessoa de me sacudir. Quando eu foquei minha visão vi que era aquele homem que me trousse aqui e me deu aquela “comida”.
Quando ele percebeu que eu acordei ele me levantou e fez-me ficar em pé. Por fim me mandou seguir ele.
Quando eu saí pude ver que aquilo era uma cela de prisão e eu estava naquela cela horrenda e nojenta.
Eu continuei andando e pude ver “Algo” que não parecia humano. Nas celas tinham essas coisas me fitando atentamente com um olhar faminto e outro olhar de pena, e esses olhares revezavam em grandes períodos de tempo, o que me deixava confusa e amedrontada. O olhar faminto eu entendi, mas o de pena não. O que será que eu fiz para essas pessoas?
Não faço a mínima ideia, mas eles querem me punir.
Nós andamos por muito tempo em seguida. Minha perna ficava latejando e eu grunhia de dor, mas aquele cara não percebia isso. Conforme nós passávamos pelo o lugar, dava para ver o quão decadente ele era. Tinha muco, fungos, vermes, insetos nojentos ... Tudo o que se pode imaginar de nojento estava aqui.
Por onde eu andava fazia uma cara com repulsa. Logo eu parei de pensar sobre o lugar e me concentrei em apenas pensar em meus pais.
Que saudade deles.
Logo sem perceber direito comecei a chorar como uma criança fazendo pirraça, mas eu já só uma criança, agora só falta fazer a pirraça. Por mais absurdo que pareça, depois de uns 15 minutos andando sem rumo definido. Entramos em um corredor que parecia ser de tortura, era bizarro e repugnante, cheio de sangue e órgãos. Quase vomitei, mas eu não tinha o que vomitar além daquele suco.
– Está com vontade de vomitar? – O homem perguntou e eu assenti positivamente. E ele riu. Riu como se sua vida dependesse disso, e eu ? Eu me senti um lixo. Realmente esse lugar não me faz bem! – Só uma dica, se prepare para quando a tortura começar.
Eu não sabia os significados de várias palavras só o suficiente para viver, mais a palavra tortura, me causava calafrios e uma sensação ruim. Mas aquele homem continuou a andar, ele nem me esperou, mas se eu quisesse respostas eu teria que ir atrás dele, e assim foi feito.
Quanto mais eu andava lá, mais os gritos de dor entravam em meus ouvidos os machucando. E a cada cinco minutos, órgãos voavam em cima da minha cabeça, logo em seguida caindo no chão espalhando respingos de sangue pelo grande corredor. E eu olhava espantada com toda aquela brutalidade, mas tinha algo que eu via naquilo que me dava vontade de tentar aquilo, só para ouvir os gritos de desespero.
E por fim chegamos no que aparenta ser nosso destino final , uma porta tão grande que gigantes podem passar com facilidade.
– Vamos, pirralha!- Ele disse andando em direção a porta e eu apenas o segui em direção a aquela grande porta. Quando ele abriu a porta um brilho incandescente saiu dela quase me cegando, quando nós entramos pude ver a pessoa que minha mãe e pai me alertaram á nunca ver: Zeus.
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