Notas iniciais
Hey! Eu de novo ^-^ Tô deixando com vocês o Prólogo. Se é tua primeira vez aqui, prazer, eu sou a Mare! Aproveita o capítulo :3 No próximo eu falo um pouco mais sobre a história!

— Chega de histórias de amor! — riu ela, protestando quando fiz menção de pegar da prateleira P.S.: Eu te amo. Mesmo sem entender como ela poderia ter adivinhado minha próxima escolha, dei de ombros, sem lembrar que o gesto seria completamente ignorado.

— Mas elas são ótimas! — protestei. — Vamos, então, o que quer que eu leia pra você?

Sua atitude seguinte me deixou um pouco surpreso: ela simplesmente abandonou a posição em que estava (sentada de pernas cruzadas como um índio) e deitou no carpete. Quis lhe oferecer um travesseiro, mas aquilo era uma biblioteca itinerante e não um quarto de hotel. Além do mais, deitar a seu lado e oferecer meu ombro para que ela deitasse seria ligeiramente atirado da minha parte, não seria? Então seus olhos se fecharam, e me ocorreu que seria outro de seus pedidos malucos.

Ah, como eu os adorava.

— Leia algo que me faça imaginar. Algo bonito, algo que eu consiga mesmo enxergar apenas ouvindo o som da sua voz.

Mordi o lábio enquanto pensava, e automaticamente meu braço se estendeu para puxar um dos meus livros favoritos. Quando ele já estava aberto em segurança e repousando em meu colo, passei a língua pelos lábios apenas para garantir que continuassem úmidos o bastante.

Fiz o que ela chamaria de "voz de locutor", só para dar mais emoção à coisa.

— A Orchard Swallowtail é realmente uma das borboletas mais lindas que você terá a oportunidade de ver. Isso talvez se deva ao seu formato peculiar e tamanho considerável, mas com certeza o que mais chama a atenção em sua estrutura é a cor marrom das asas superiores que, conforme parte para as asas inferiores, vai dando lugar a um azul com lindos detalhes escuros em forma de...

Parei de repente e um suspiro escapou de meus lábios. Se eu pensasse mais um pouco, não precisaria da expressão absolutamente confusa do rosto de Lara para entender que tudo o que eu estava lendo e entendia tão bem era grego para ela. Abandonando qualquer senso de "belo, recatado e do lar" que ainda restava em mim, me deitei a seu lado e passei o braço direito por baixo de seu pescoço, ao mesmo tempo lhe oferecendo um apoio para a cabeça em meu ombro e segurando sua mão direita com a minha.

— Posso saber do que se trata isso, Daniel? — perguntou, com a voz aparentando irritação, mas seus lábios tremeram e denunciaram que tentava esconder um sorriso.

Não pude evitar sorrir de volta.

Puxei sua mão para perto e desenhei na palma dela o contorno de uma borboleta da melhor forma que pude.

— Assim. Em cima, ela é marrom... — Tentei imaginar um jeito para descrever as cores para ela. — Como a terra. É tranquila, simples, confortável... macia, podemos dizer. Então, descemos um pouco, e há pequenos pontos de luz, esses são brancos, no meio de outros que são azuis, um pouco tristes, mas calmos e silenciosos.

A cada palavra, eu indicava no desenho invisível em sua mão onde cada cor ficava.

Fiz uma pausa e logo a pergunta veio: será que ela estava entendendo ou eu só tinha acabado de fazer papel de idiota?

Estávamos próximos demais para que eu pudesse ver seu rosto com clareza.

— Continue — sussurrou ela, com a voz de quem há muito já havia se perdido em pensamentos. — É tão linda...

O que eu menos queria era acabar com o encanto do momento, mas precisava roubar um olhar de sua expressão. Me afastei alguns centímetros e virei a cabeça bem devagar.

— Consegue enxergar? — disse, no mesmo tom baixo.

Seus olhos estavam fechados com força e o lábio inferior encontrava-se preso entre seus dentes. Uma verdadeira visão grátis do céu.

— Quase.

Notas finais
E aí, o que achou dessa introdução? Eu a reescrevi e mudei umas poucas coisas ♡ Os próximos serão maiores! Beijinhos ;3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.