A pena de um Brāhmaṇa era cobiçada pelos poderes que tinha sobre um espírito. Mas, ao invés de serem caçados, os Viajantes do Alto continuavam sendo adorados, cultuados pela maioria do povo como se fossem deuses.

Shankar não podia se livrar do terceiro olho. Ele viraria um sem casta, um intocável, não passaria de um grão de areia num deserto. Ninguém procuraria pelos seus conhecimentos e ele não seria ouvido. Ele passou muito tempo encarando o terceiro olho como um fardo, e esqueceu-se de que, agora, já fazia parte de seu ser. Enquanto vivesse, ele tiraria proveito de seus poderes.