Asas Malditas
14 Capítulo 14 - Jules
Notas iniciais
A respiração de Peter esquentava alguns fios de cabelo em minha cabeça. Minha cabeça subia e descia seguindo seu peito com a sua respiração. O coração estava calmo mais com um batimento um pouco acelerado, por ansiedade, por medo...? Forcei meus olhos sonolentos se abrir conseguindo enxergar a lareira já apaga, a luz forte do sol atravessava a janela. Levantei minhas costas e meus braços sentiram um leve vento gelado deixando ir embora aquele calor dos braços de Peter. O cobertor começou a se mexer e Peter também havia levantado, seus lábios encostaram em meu ombro esquerdo fazendo em corar. — Bom dia. Ele encostou seu queixo e soltou um sorriso atraente com seus olhos cinzas fitando os meus olhos castanhos escuro. Antes de me levantar do sofá, Peter puxou meu braço esquerdo me jogando nele e beijando minha boca. Encostei a ponta do meu nariz em seu e dei um pequeno sorriso antes de subir. Na aula meu cansaço venceu os estudos me fazendo ir á praia com Penny. Entrei no mini cooper de Penny que sorria com seu Ray-Ban vermelho. — Nós vamos paquerar surfistas de tanquinho... Penny coloca os óculos na ponta do nariz e pisca para mim. Abro a porta e sento no banco de passageiro. — Nós? Falo para ela antes de colocar o meu Ray-Ban preto. Ouço Penny suspirar e girar a chave para ligar o motor. Ela aperta um botão deixa do o mini conversível. — Certo, você tem o Cara do Lixo. — Penny! Tiro os olhos encarando Penny. Ela me olha no canto do óculos. — Tá, você tem o Peter... Aliás você sabe o sobrenome dele? Na verdade eu não sabia, se eu contasse a verdade a Penny ela iria surtar falando que era aquelas patricinhas que só alguém para ficar. — Sei, é... — Penny para o carro no farol — Smith. Vejo Penny segurar os lábios para não rir. — PETER SMITH?! Ha-ha, você não sabe o sobrenome dele! Sabia que Penny não ia cair nessa, além do mais acho que Smith nunca iria ser o sobrenome de Peter. O mini parou perto de alguns quiosques e Penny saltou para o porta malas. Tirou o guarda-sol amarelo, duas cadeiras coloridas e sua bolsa de praia. Ajudo com alguns refrigerantes levando também as cangas e toalhas. A praia estava quase vazia com a areia branca e quente. Arrumamos um pedaço perto do mar e colocamos o guarda-sol e as duas cadeiras com as cangas esticadas a frente, tirei minha roupa de saída de praia e Penny também. Sentei na cadeira sentindo o spray de protetor de Penny em meus braços. — Falando em namorados... — Penny disse passando nos ombros o protetor — o meu vizinho de armário me chamou para sair um dia desse. Ele se chama Jules. Tiro o óculos e ajudo ela passar o protetor nas costas. — E quando vai ser? — Hoje de noite, pode ser que ele venha ver a gente aqui na praia! Penny salta da cadeira fazendo o spray espirrar para qualquer lugar menos em suas costas. Ela pega sua bolsa e pega o celular com um papel no dedo. E tento ouvir chegando mais perto: — Alô! — Oi Penny! A voz de Jules parecia que estava no carro. — Quer dar uma passadinha aqui na praia...? — Pode ser! Já estou indo aí! Ele desliga o telefone com Penny mando um beijo por telefone. Então ela coloca de volta o celular toda feliz e olha para mim. — Hihi... Parece que eu já escolhi meu surfista. — Ele surfa? Pergunto espirrando de novo o spray de protetor protegendo os olhos. Sinto Penny suspirar e apoiar os cotovelos nos joelhos. — Ele diz que sim...! Alguns poucos minutos Penny grita por Jules que carregava uma prancha azul-marinho. Ele era alto um pouco moreno com cabelo castanho e olhos escuros. Dou uma cotovelada em Penny que me da uma piscada de "relaxa". Ele deixa a prancha ao lado de Penny se senta nela. — Você deve ser a Annie... Certo? — Sim, muito prazer. Dou sorriso e iria comprimentar mais Penny nos impediu para pegar um refrigerante. Bebemos os refrigerantes e Jules foi dar um mergulho com Penny. Eu não quis pois estava na fase de pele sensível. Um raio de sol e pimentão, automaticamente. Olho em volta e percebo a moto de Cam parada perto dos outros carros no estacionamento. Estranho por ser coincidência ou eles estava aprontando algo. De repente sinto dedos em meus olhos tampando minha visão e ouço sussurrar: — Quem é? — Cam. Ele retira os olhos e me da uma bala de chocolate. Sorrio para ele e franzindo a testa para a bala. — O que é isso? — Seu prêmio por acertar. Cam se apoia os joelhos na areia ao meu lado direito. Seus olhos escuros pretos me impediam de ver seus olhos verdes. Ele usava um boné dos Dorger's azul com uma bermuda branca sem camisa. Consiga notar que havia tomado sol no corpo, estava mais moreno do ontem. — Parece que sua amiga esta se divertindo. Cam diz retirando os óculos para ver o mar revelando os olhos verdes. Olho para o mar também e respondo: — Sim, esse tal de Jules que ela esta se derretendo. Quando pronunciei o nome de Jules, Cam havia encarado Jules por um tempo e se levantou dizendo que tinha que resolver algo. Achei estranho e não sabia por que ele havia agido daquela maneira.
Fale com o autor