Asas Da Memoria

15 O Espelho com Defeito


Notas iniciais
O que escrever aqui?Uma frase talvez, ou um pensamento?Mas vocês teram muito disso agora kk
Vejo vocês anjos lá embaixo ;*

Na hora que eu cheguei ao apartamento de Derek, tudo estava escuro e fiquei surpresa por o apartamento dele ser no mesmo prédio que o do meu, a porta estava aberta e vozes saiam de lá de dentro, joguei a bomba de gás e entrei com uma FN Five Seven numa mão e uma Glock 18 na outra, as outras Glock’s estavam nos mesmos lugares de antes.Então entrei e vi duas silhuetas paradas imóveis, atirei na perna de uma e no ombro de outra, acendi a luz e fiquei em choque ao notar que era James que estava com Derek.

-Danielle?-Disse James, eu congelei, fiquei estática, ali.Derek riu, sem me virar para ele, atirei e atirei ate as balas acabarem, então Derek permaneceu alguns minutos morto, enquanto eu encarava James.

-Você?!Porque logo você?-Então aplausos veio, e logo uma risadinha.Eu nem tive tempo de me mexer;

Mas então Derek acordou, arregalou os olhos e tentou correr ate mim, James gritou e então o estouro veio, eu fui jogada na mesa que estava a mais de 5 metros de distancia, e então uma nova explosão mais próxima veio, me empurrando contra a parede e caindo no chão com as costas ardendo.

-Danielle.-Gritou os dois correndo ate a mim, mas algo os jogou para fora da minha visão e logo Felipe apareceu na minha frente.

-Sai de perto dela!-Gritou James.Felipe sorriu e passou a mão no meu rosto, levantei minha mão e atirei onde era para ter o coração dele.

-Ah Danielle, sempre tentando acabar com o meu coração.-Senti mini e dolorosas agulhas entrando em vários lugares da minha pele.-Mesmo assim, eu não posso te matar, isso era só para te atrasar, voltarei depois, amada irmã.-Apaguei sentindo seus lábios gelados nos meus.

Em meu sonho, eu ainda podia sentir a sensação gelada de seus lábios, e mesmo quando eu arranhei meus lábios tirando sangue deles, a sensação estava lá, o cheiro dele estava lá.

-Não de novo.-Falei com a escuridão enquanto me abraçava.Estava frio ali e eu estava nua.-Tirem-me daqui.-Chorei.-Por favor.-Então a risada de Felipe tomou toda a escuridão.

-Chore, Danielle, implore para eu salva-lá.-Disse sua voz a centímetros do meu ouvido, então mãos, mãos que nem as dele vieram de todos os cantos da escuridão, me segurando, me puxando e empurrando.

-Não, eu vou ficar, até que seja capaz de sair.-Disse tentando transformar o medo e o desespero em coragem.As mãos me soltaram e sumiram, mas ele veio.

-Oh minha irmã.-Disse com o olhar triste.-Você está tão quebrada.-Então olhei para o meu corpo nu e rachaduras começaram a se formar dos meus pés, subindo, me dominando, como se eu fosse vidro.-Mas eu não vou te consertar, minha Danielle, você tem que aprender suas lições.

-Eu não tenho lições para aprender com você.-Cuspi as palavras, então ele encostou sua testa na minha.

-É aonde se engana.-Suspirou e eu me quebrei, com um barulho de vidro estourando.

Acordei meio atordoada e sentindo dor demais para pelo menos expirar o ar.Eu não conseguia me mexer, ou falar, ou abrir meus olhos, mas eu estava ali, eu estava! Queria gritar, queria sair correndo, me mover, mas nada funcionava e eu era só pânico, ate a hora que de tanto tentar, um grunhido saiu de mim, então tudo voltou a funcionar.

-Ela esta acordada.-Disse a voz de James.

-Ela já esta acordada há meia hora, idiota.-Disse Derek.

-Parem com isso!Olhem o estado dela!-Disse a voz irritada de Oliver.Soltei outro grunhido, mas esse foi de dor, porque a dor em mim também tinha voltado trezentas milhões de vezes pior.

-Vocês a estão deixando nervosa.-Disse Matt.Ah Matt, a voz da salvação.-Calma, Danielle.-Ele abriu meus lábios com os dedos e depois meus olhos, pisquei para me acostumar com a escuridão.-Theo esta aqui, consegue falar?-Eu ia tentar, mas alguém tocou na minha perna e eu gritei feito uma sirene.

-Mas que merda, não toque nela, entendeu?-Disse Derek jogando alguém na parede.

-Oh, aposto que James sentiu muito por isso.-Disse Matt.

-Tra...-Engasguei.-Sky.-Matheus abriu a porta e a minha bebezinha entrou no quarto, se sentou perto de onde eu estava, me olhando com aqueles olhos azuis dela.Aquilo me acalmava, o modo como ela me olhava, eu digo.

-Esta pronto.-Disse Theo com um bote na mão, então ele olhou para mim e ficou vermelho.-Não da para cobrir ela?-Com a revelação, todo mundo pareceu ficar tenso e sem graça.Mas foi Derek que tomou a iniciativa, colocou dois algodões encima de cada seio meu e uns encima do meu “presentinho”.-Obrigado, bem melhor.Preciso que vocês se organizem e comecem a tirar as agulhas da pele dela, mas... cuidadosamente, é claro.

E eles foram, organizados e pacientes.Já eu nem tanto, gritei o tempo todo, com lagrimas saindo dos meus olhos.Teve momentos em que eu gritava para Deus por misericórdia, ou para qualquer um lá encima que pudesse me ajudar.Mas a ajuda não veio, e depois de duas horas e quarenta e cinco minutos, eles acabaram de tirar as quatrocentas e cinquenta e seis milhões de agulhas de mim.Theo passou uma pasta em todo o meu corpo e me deu um chá para dormir.

Eu dormi, mas não por causa do chá, mas por causa do cansaço que a dor causara.Não sonhei com nada, era só como se eu estivesse de olhos fechados.Despertei com Theo passando uma toalha fria tirando a pasta de mim.

-Como estou?-Sussurrei com minha voz rouca.

-Queimada e furada, sangrando e talvez com infecções.-Fechei os olhos.

-Pensei que essa parte sua de recuperação já tinha voltado...estranho.-Olhou em meus olhos.

-Voltou, só não sei como coloca-lá para funcionar, é como se tivesse sido bloqueada, eu não sei ao certo.

-Seu palpite foi bom, você realmente esta bloqueada, tem um selo envolta dos seus lábios que se espalhou facilmente pelo seu corpo nesses cinco dias.-Me surpreendi com a quantidade de tempo que tinha passado.

-Era para eu estar morta.-Notei que estávamos em algum quarto.

-Era, mas ainda bem que Matheus é um anjo e Oliver sabe algo sobre cura.-A luz que Matheus tinha quando assumia sua forma de anjo era capaz de certas coisas, inclusive curar, só que bem superficialmente.-Olha, esta bem melhor!-Sorri com o seu otimismo.-Vou fazer outra pasta para passar em você e outra coisa para beber, ok?

-Ah sim, sim, traga o que me deixar mais ativa.-O rosto de Theo se tornou desconfortável.

-Arrumamos três cadáveres que você poderá comer, estão bem conservados e nos certificamos que eram bandidos.-E saiu do quarto o mais depressa possível.

-Você come cadáveres agora?Interessante.-Falou Derek, olhei para o canto de onde vinha a voz e ele surgiu das sombras, quase que literalmente.Seu olhar se tornou preocupado quando avaliou meus ferimentos.-Sinto muito por isso.

-Você não sente, e também não tem culpa.-Respondi e olhei para o teto.-O que Felipe fazia aqui?

-Antes de ele sair do apartamento e deixar a gente te socorrer, ele disse algo como “Isso não vai ser o bastante.” E ele pareceu preocupado, por um momento, pensamos que ele iria te levar, mas não o fez.-Fechei os olhos.

-Ele é meu irmão e eu mal posso entender o que ele faz, é frustrante.Mas já faz tanto tempo que estamos distantes, sem se falar, e também com as minhas memórias fora do meu alcance acabei eu perdendo minha conexão com ele.-Derek se sentou na ponta da cama, longe de qualquer membro ou parte do meu corpo.-Quando você voltou?

-Dois anos atrás.-Disse, tentei dobrar meus dedos mas doeu.-Eu...eu não conseguia sentir você, foi agonizante.-Passou a mão no cabelo preto.

-Eu ainda não tinha minhas memórias, estava apaixonada por Diego, e eu ainda tinha minha...-Minha voz minguou e logo eu estava chorando.Só de lembrar de Andrey e meus pais.

-O que foi?Aonde esta doendo?Vou chamar...-Sacudi a cabeça, tentando me acalmar.

-Não é uma dor que Theo poderá curar com pastas e plantas, só que...-Barulhos vieram do lado de fora, Derek logo estava atento e eu me sentei, mesmo com tudo doendo e nua, alguém gemeu ao meu lado.-O que?!-Derek olhou para mim e para o cara que estava se levantando.

-Coma.-Murmurou Derek e a ordem foi muito bem recebida pelo meu corpo, peguei o cara e mordi sua carne, logo a puxando, deixando o sangue e músculo aparecerem, mastiguei e engoli vividamente e ferozmente, e o gosto da pele me atiçou mais ainda, meu corpo ainda estava dolorido, mas eu podia me movimentar melhor.O cara gritava, de alguma forma ainda vivo, ele tentou bater na minha cabeça, só que isso só me fez comer a mão dele mais rápido e então ele apagou.-Mais rápido, Danielle.-Os barulhos lá fora estavam ficando mais altos.

De novo, eu respondi inconscientemente as suas palavras, e logo, tudo o que restava do cara, era seu esqueleto e seus cabelos, o resto, estava sendo digerido pelo meu estomago.Força dominava meu corpo, me levantei ficando de pé ao lado de Derek.Minhas feridas ainda estavam lá, sangrando, só que invés de dor, só latejava.

-Bela recuperação.-Comentou Derek, sorri para ele.Mas ai o barulho cessou e Matt entrou no quarto.

-Desculpe, mas era o único modo de fazer você comer.-Disse com um robe preto e desing oriental na barra, andou ate á mim e me vestiu nele.-Agora coma o outro e podemos ir embora da casa de Derek, ok?

-Vocês podiam ter feito de outro jeito.-Disse me sentando no chão e trazendo o corpo do outro cara ao meu colo, comecei pelo pescoço e o puxei, separando a cabeça do corpo e comendo como se fosse frango frito, o gosto era o mesmo que de carne crua, só que mais forte e saboroso.Comi mais três fora aqueles dois, mas dessa vez, a culpa não caiu por cima de mim.

-Você esta bem melhor, as feridas se fecharam e sua pele voltou ao normal, agora é só esperar cicatrizar os pequenos buraquinhos em sua pele e estará de volta a ativa.-Disse Theo me examinando, eu estava comendo um pedaço de peito de frango cru enquanto todos olhavam para mim.

-Obrigada, Theo.Muito obrigada.-Me senti estranhamente cansada com todo aquele clima carregado que estava ali, puxei o ar profundamente e o soltei.-Vamos arrumar sua casa?Ta uma merda aqui.-Eles riram, e aquilo aliviou o clima.

Eu dividi as tarefas entre eles e fiquei sentada supervisionando tudo, depois de um tempo, o silencio era tão irritante que eu não aguentei e comecei a cantar Call Me Maybe da Carly Rea Jepsen.

-Acho melhor você não cantar isso, no final do clipe o carinha ta afim do guitarrista dela.-Falou Matt e a gente riu.

-Que maldade a sua, mas ainda bem que você não me deixou terminar de cantar.Nossa, mas vocês não são muito bons em faxina, não é?Imagino como meu corpo ficou...-Tampei minha boca antes que tudo saísse, e parece que ninguém pareceu notar.

Mas tarde, eu estava sentada no banheiro, sozinha com o meu celular.Passei um bom tempo assim, só olhando para o meu papel de parede que era a foto minha com o James, nos estávamos abraçados com os rostos um de frente pro outro.Não troquei a imagem, nem tão pouco me incomodei de sentir raiva ou algo assim, só olhei, me levantei e sai do banheiro.

Os meninos estavam conversando em algum canto do apartamento sobre estratégias, ocupados.Me deitei no sofá, olhando para o teto, me sentindo estranhamente entediada, alias, viver mais de 100 anos se torna entediante, já que a base humana e do mundo nunca muda, fortes engolindo os fracos enquanto ainda vivos, metaforicamente e ter um quarto da minha lembrança me fez ficar assim.Impaciente, fui ate a cozinha, tinha descoberto que eles estavam lá, sorri quando só Matheus me notou ali na porta e fiz sinal que ele viesse ate a mim.

-Você pode me levar ate o telhado?-Olhei nos seus olhos.Quando Derek morria temporariamente, eu passava as noites nos telhados das casas, esperando ele, olhando para o céu como se ele fosse cair dele.Matt sorriu e nós fomos ate a sacada, lá Matheus abriu suas asas e pegou minha mão para que eu subisse no parapeito.-Vamos nos jogar e depois subir?-Disse olhando lá para baixo.

-Faremos o que você quiser fazer.-Olhar para baixo dali parecia estranhamente tentador, pulei puxando Matheus comigo.Meu cabelo, roupa, tudo estava sendo levantado pelo vento, fechei meus olhos e joguei minha cabeça para trás, agora lembrando da sensação do vento batendo desse jeito no meu corpo.Mas ai o vento mudou de direção e eu comecei a comer meu próprio cabelo, ouvi a risada sonora de Matt.-Filho da mãe.-Ri.Paramos no meio do voou, meu corpo foi cercado por uma ventania e logo depois parou.

-Algumas coisas já estão voltando para você.-Piscou e me deixou no teto.-Olhe, eu estava falando com James, ele realmente sente muito por ter feito o que quase fez, mas...-Suspirou.-Ele realmente gosta de você, por isso, ele...

-Não quero saber, estava brincando com ele, essa parte minha voltou a algum tempo atrás ou talvez nunca tenha ido, porque fiz o mesmo com Diego.E você sabe que eles não gostam mesmo de mim, tudo é parte do encanto que minha alma tem por causa do Banho da Lua.Pode ir, eu ficarei bem e olha.-Ri e mostrei meu celular.-Eu trouxe ele, te ligo assim que quiser descer, ok?-Ele assentiu e deu um beijo minha testa.

Ficar ali encima me ajudou a pensar, muito.Deitei no telhado do prédio, era frio e desconfortável, perfeito para mim e acabei pegando no sono, chamando e clamando por um tempo em que não iria voltar.

Flashback on

Andar pelas ruas da Dinamarca durante um mês era um certo tédio, tudo muito comum e normal.E minha vida tinha se tornado metódica, escola de artes, compras e casa.A noite, eu procurava me divertir com o povo do mundo sobrenatural, mas eles eram chatos também.

Quando pensei em me mudar, Jory aconteceu.Ele tinha sete anos e estava no parque brincando com o gato rajado dele quando minha alma reconheceu a sua, com alguma estranha negociação entre eu e a mente do gato, ele veio correndo atrás de mim e isso vez Jory vim ate a mim, me tornei a amiguinha dele, sumi por um tempo e depois voltei quando ele fez 15 anos.

Jory tinha crescido com seu cabelo castanho claro, sarnas na bochecha e já tinha namorada.Admito ter morrido de ciúmes e ate pensei em fazer a garota se matar, mas não o fiz, me tornei empregada na mansão que ele morava, imagine a cara de surpresa que ele fez quando me reconheceu, só sorri e coloquei meu dedo indicador encima dos lábios com um sorriso.

Então voltamos a ser amigos, mas nessa vida dele, não passamos disso, nada alem de amigos.Foi a única vida que ele viveu inteira, sem nunca se lembrar de mim, morreu aos 99 anos de velhice e eu ao seu lado.

E eu?Eu esperei novamente, só que dessa vez, na Suiça.Eu estava no Chile quando senti ele, imagine a correria?!Eu estava numa floresta quando nos encontramos, eu usava apenas um vestido rasgado de alça e ele todo agasalhado.

-Você.-Dissemos juntos e rimos, cada respiração minha era pesada, uma nuvem se formava a minha frente, e meu corpo ameaçava toda hora a congelar.

-Eu estava te procurando.-Falou docemente Lukas, dessa vez, ele era moreno com cabelos castanhos e olhos azuis florescentes.

-E eu a você.-Passei a mão pelo meu braço que tinha perdido a circulação.

-Vamos a minha casa, lá tem roupas para você e um cobertor.-Caminhamos conversando ate sua casa, ele já tinha 24 anos.

A casa dele se resumia a uma cabana perto de uma estação de esqui, quando chegamos lá, eu desmaiei na porta e acordei deitada num sofá com a minha cabeça no seu colo, ouvindo o fogo da lareira estralar.Seu sorriso quase fez meu peito estourar.

-Esta melhor?-Perguntou, mas quando tentei responder minha voz não saiu, fechei a cara com isso e ele me beijou rindo, seu beijo era sempre melhor cada vez que nos encontrávamos.Quando Lukas tentou se separar, eu puxei ele de volta, não queria me separar, só que ele precisava respirar.-Ah, você esta melhor.-Me levantei e notei que ele tinha me trocado de roupa.

-Seu safado!-Disse.

-Eu gostei.-Falou virando a cabeça de lado com um olhar brincalhão.

E nos passamos os dias assim, ate quatro semanas depois.Quando ele foi embora, sim, morreu, essa era a palavra certa, eu nem pude cura-ló.

Flashback off

Abri os olhos para a noite escura, a rua estava quieta e calma, a maioria das luzes estavam apagadas.Liguei para Matheus, ele me deixou no apartamento de Drey e voltou para a reunião.Me encostei no sofá, sentada no chão.Repassei na minha cabeça os truques que eu tinha lembrado, então pensei em tentar um.

Eu procurava por um sopro de vida

Um toque de luz celestial

Mas os coros em minha cabeça cantavam não

Ter um sonho de vida de novo

Uma visão do começo no final

Mas os coros em minha cabeça cantavam não

E eu preciso de mais um toque,

Outro sabor, um ímpeto divino

E eu acredito, acredito que é;

E eu preciso de mais um toque,

Outro sabor, um ímpeto divino

E eu acredito, acredito que é;

Ouvi a musica na minha cabeça, cada vez pensando mais em Derek.Até a hora que a porta foi aberta e o vulto que era ele passou por ela, me deitou no chão, me beijando enquanto a musica continuava sendo cantada em nossas mentes.Derek me beijou, mordeu meu lábio, tocou meus seios, beijou meu pescoço, massageou meus braços, passou a mão nos meus cabelos me puxando para ele, nos rolou no chão, me colocando por cima dele.

De que lado eu estou?

De que lado sou?

De que lado eu estou?

De que lado sou?

E a febre começa a se alastrar,

Do meu coração até minhas pernas,

Mas o quarto está tão silencioso.

E apesar de eu não estar enlouquecendo,

Era um refrão tão sublime

E o quarto está silencioso demais.

Eu procurava por um sopro de vida

Um toque de luz celestial

Mas os coros em minha cabeça cantavam não

(Eu acredito)

Ter um sonho de vida de novo

Uma visão do começo no final

Mas os coros em minha cabeça cantavam não

-Só não me diga que sou fraco desse jeito.-Me puxou para ele, o beijei e quebrei o beijo.

-Nós não somos fracos desse jeito.-Sussurrei em seus lábios.Nossas línguas brincavam, brigavam e se enroscavam dentro de nossas bocas.

-Seu time é perfeito, sabia?Eles tinham acabado de sair do apartamento quando eu te ouvi na minha cabeça.-Deu um chupão no meu pescoço e eu me arrepiei.

-Fiquei com medo de que não viesse.-Travei minhas pernas ao lado de seus quadris, tirei sua camisa e fiz um caminho de beijos no seu peito ate chegar no seu umbigo.Levantei a cabeça e olhei em seus olhos.

-Seus olhos estão brilhando quase como lanternas.-Ah maldito desejo.-Estão lindos.

É uma maneira mais difícil

E veio para nos requerer

E eu sempre digo

Nós devíamos ficar juntos

E eu vejo embaixo

Porque tem algo aqui

E se você se foi

Eu não pertenço aqui

-Obrigada.-Sua mão veio parar na abertura do meu robe, bem encima da onde estava um coração batendo.

-Quando fizemos amor no chalé de Vladmir, eu não sentia seu coração bater, talvez ele estivesse batendo rápido demais ou nem estivesse lá.-Mas falar aquilo vez com que seus olhos endurecessem de novo, e o clima tinha se quebrado.Se levantou me derrubando no chão, fiquei lá jogada e quieta, olhando para o teto.Ouvindo as ultimas estrofes da musica.

E eu comecei a ouvir de novo

Mas dessa vez não era o ar

E o quarto estava tão silencioso

E meu coração é uma dor vazia

Onde o demônio dança de novo

E o quarto estava silencioso demais

Eu procurava por um sopro de vida

Um toque de luz celestial

Mas os coros em minha cabeça cantavam não

-Ei, só mais um pouco.-Eu falei para o teto, a solidão na minha voz fez Derek parar.-Ei, só mais um pouco, me deixe ser egoísta só mais um pouco.-Cerrei meus olhos quando ouvi a porta abrindo e depois fechando, doeu tanto ouvi os passos dele se silenciando pelo corredor.

Notas finais
Woooooooow, ne?Não sei o que escrever, gente D: help me!kk
Boa noite, posto em breve(acho) e mandem reviews, please!
Gosto muito de voces e obrigada por lerem!