Asas Da Memoria
1 Abril de 1860
Notas iniciais
Beijão aos leitores!
Estava montada em Luke, ele se movimentava rápido em meio a floresta.Eu precisava chegar perto da água, precisava de uma paisagem calma e relaxante, precisava pensar.Mesmo de vestido e cabelo solto, montar para acalmar os nervos é sempre bom.Sabe quanto você sente aquele formigamento na espinha de que algo muito errado vai acontecer se você não fizer nada?Eu estava com essa sensação.
Então foi quanto o azul do mar começou a aparecer no meu campo de visão, a areia branca e o céu azul.Luke parou, ele era um cavalo muito bonito, branco e rápido, seu pelo?Quase não sujava, e ele amava água.Sem qualquer ordem ou permissão, Luke começou a corre em direção a água, enquanto eu gritava para ele parar e tentava me agarrar ao pescoço dele.Mas já era tarde demais, eu voei por cima dele assim que ele parou bruscamente e cai na água.Me levantei do mar, toda ensopada e andei em direção a areia, enquanto Luke corria para o mar.
Sentada na areia, olhei-o brincar e se molhar inteiro, como eu não montava com equipamento, não tive preocupações quanto a tira-los dele.Passei os dedo pelos meus cabelos pretos e longos, tirei meu corselete azul com renda e deixei ao meu lado para secar, tirei as botas e as meias que não eram minhas e sim de meu pai, e as larguei na areia também.Soltei minha capa e a prendi numa arvore.
Depois do por do sol, já seca e relaxada.Eu voltei para a mansão, a floresta e o mar fazia parte da propriedade do meu pai, só que era mais afastado da casa e do estábulo.Deixei Luke no estábulo, dei uma passada no “quartinho” da Moony que é minha égua preta com uma mancha branca na testa.
Assim que entrei na mansão, ouço conversas vindas do andar superior e se aproximando.Joguei meus cabelo ondulados para trás, fiquei com as costas eretas e joguei a saia do vestido por cima das botas de meu pai.Tirei minha capa e entreguei ela a Clarisse, filha da nossa governanta.Dei uma olhada “quem esta aqui?” para ela enquanto ela se curvava para se retirar.
Descendo das escadas do hall, um homem loiro e jovem desceu as escadas conversando com meu pai, um homem de cabelos cor de grafite e boa forma.
–Ah, Lorde Felipe.Essa é minha filha, Danielle Rodrigues.-Puxei de leve as laterais da minha saia e me curvei o cumprimentado.Ele pegou minha mão com delicadeza e a beijou.
–Lady Rodrigues.-Disse sua voz rouca.
–Aonde você estava,Danielle?-Perguntou meu pai.
–Eu estava cavalgando, o Luke tava muito inquieto, papai.-Comecei a ir em direção as escadas com a intenção de me trocar e ir para a mesa jantar.
Meu quarto era gigantesco, com uma cama com mosqueteira e tudo.Abri meu guarda-roupa e peguei um vestido vermelho tomara que caia com manguinhas rendadas, coloquei um corselete vinho e sapatos pretos.Amarrei duas mechas do meu cabelo para trás formando uma tiara, coloquei um colar com uma esmeralda media.
Desci e fui para a sala de jantar, eu e minha irmã sentávamos lado a lado do nosso pai, falando por olhares e rindo.O tal Lorde se sentou ao meu lado, a esposa de meu pai se sentou ao lado da minha irmã, com isso as outras cadeiras ficaram sobrando.
–Diga,Lady Dani...
–Só Danielle,por favor.-Minha irmã riu da cara do Lorde.
–Danielle,você monta e faz mais o que?-Coloquei mais uma garfada na boca e mastiguei.
–Eu toco piano, treino cavalos e caço com meu pai.-Seu sorriso foi estonteante para mim, devolvi o sorriso.
–Você é uma moça muito...-Ele procurou a palavra.
–Diferente.Sim, eu sou e prefiro assim.-Digo sorrindo.-Mi lorde.Deixo os bons modos para minha irmã, Serena.-Mas ele não olhava para ela.
Depois do estranho jantar, fui ver Moony de novo.Sai sem que ninguém notasse, entrei no estábulo com as velas apagadas e deixei elas assim para que ninguém notasse que eu estava lá, estava para chegar perto de Moony quando uma silhueta entrou na minha frente.Dei um pulo para trás, a pessoa a minha frente acendeu uma das velas.
Tudo parou, então meu coração batia tão rápido, minhas bochechas estavam queimando e meu estomago voava.O olhar dele, sua boca, seu cabelo, sua respiração, seu cheiro, ele.Seus cabelos castanhos dourados iam ate seu ombro, ele era alto, uns 1,90 de pura beleza, sua pele dourada.Ele usava uma blusa branca solta, calças de couro e botas.
–Quem é você?-Minha voz saiu rouca.
–Sou Vladimir, minha senhora.-Sua voz era baixa.
–O que faz aqui, senhor Vladimir?-Pergunto, tentando fazer minha voz voltar ao normal.
–Não, sou senhor não.Eu cuido dos cavalos, hoje é meu primeiro dia por aqui.A senhorita é...?-Suas maçãs do rosto eram perfeitamente desenhadas.
–Eu sou Danielle Rodrigues.-Vladimir sorriu e foi o que bastou para eu me perder dentro de mim mesma.
Notas finais
Ps.:Arrumei meus errinhos haha(30/11)
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