Asas Congeladas

4 Esquecimento - Primeira Parte


Notas iniciais
Eu dividi em duas partes porquê ficou beeeem grande. Desculpa gente, eu esqueci de postar hehehe, por isso eu nem revisei, to morrendo de sono. Qualquer erro, me falem!!

Bucky via várias fotos dele, em uma delas ele estava sem o braço, em outra já estava na mesa de operações, a próxima estava modificada, só podia ser uma montagem, ele e Steve se abraçavam, um Steve muito magro e muito baixo.

Decidiu seguir em frente.

Ele viu a si mesmo congelado, se viu gritando, sentiu tudo isso em sua pele, sem saber o que fazer empurrou a pasta para longe se encolhendo. O terror lhe invadia e o fazia tremer. Mordeu os lábios reprimindo um grito, sentiu todas as torturas pelas quais passara, a sensação de ser congelado, de ser apagado, de matar, de viver, de bagunçar os cabelos de Rogers, de gritar com ele.

Por fim seu olhar foi atraído para uma foto que descolara, a foto mostrava ele e uma moça bonita, olhos azuis, cabelos castanhos presos em um coque, vestia um bonito vestido azul, a cor preferida de James, ao seu lado um homem que muito se parecia com ele, os cabelos ligeiramente maiores e o braço metálico escondido sob o terno preto, ele sorria de canto e ela ria de algo. Ambos abraçados como bons amigos, sentiu uma pitada de dor no peito, se lembrava daquele dia. Beliel estava muito bonita em seu vestido comprido azul.

Eles tinham sido mandados para uma missão de gala pela HIDRA, ninguém sabia mas ela era agente dupla, trabalhando para AA e para HIDRA. Tinha convencido a HIDRA que tudo estava acabado com AA, para provar até matara o vice-presidente da própria agencia.

Bucky chamara Beliel para dançar e alguém os achara bonitos juntos, tirando aquela foto. Ao fundo aparecia um amigo de Bel, um tal de Bruno, sujeito mal encarado que parecia nunca envelhecer.

Bucky queria matar a si mesmo, ele lembrava de quase tudo daquela noite, menos do final, a sua ultima lembrança era esta foto, o momento da foto. Assim acabava. Sem começo nem fim, ele queria estapear alguém, queria chorar. Se sentia fraco e incapacitado de perguntar o que significava aquela foto.

Virou o papel e viu os escritos atrás.

“Para meu grande amigo, James Buchanan ‘Bucky’ Barnes, a quem eu devo minhas sinceras desculpas –De sua Anja Prateada.”

Antes que pudesse expressar reação sobre isso ouviu uma voz conhecida.

–Não precisava quebrar a parede, tem uma entrada pelo corredor do lado. –Beliel estava na porta do recinto, os braços cruzados na altura dos seios e a cicatriz escondida pela bandana vermelha, os cabelos estavam iguais aos da foto e sua roupa era uma empoeirada roupa preta, colada ao seu corpo, deixando as asas enroladas em seu tronco e quadris.

–Ah, me des-c-cul... –Ele não conseguia falar a palavra desculpe desde muito tempo atrás. –Como sabia que eu estaria aqui?

–Meu quarto é do lado, ouvi a parede rachando, aliás, você derrubou pó de gesso no meu olho, obrigada por isso. –Ela usava todo o seu sarcasmo na voz. –Me dá essa foto. –Bucky não chegou a entregar para ela, ela puxou com tudo, rasgando um pedaço do canto direito, cortando ao meio o rosto de Bruno.

Ela sorriu ao ver a foto, sentou-se ao lado de Bucky.

–Se lembra deste dia? –Ela perguntou.

–Apenas do começo. –Ele falou com amargura. Não conseguia mentir para seus olhos tão cristalinos.

–Não se lembra do fim da noite? –Ela se espantou.

–Não. O que aconteceu? –A pergunta de James deixou Beliel ruborizada, coisa que ela escondeu bem na pouca luz, mas ele percebeu. Em tom igualmente amargo respondeu:

–Nada. Vamos, vai por sua roupa de treino, quero ver o que sabe fazer, Soldado Invernal. –Ela levantou derrubando uma caixa em cima das pastas de James. Saiu pela porta deixando uma trilha de perfume adocicado.

...

Beliel se surpreendeu ao ver que Bucky achara o caminho da arena de treinamento em menos de dez minutos. Ele vestia sua roupa preta usual, sua máscara estava pendurada no pescoço e a arma no coldre. Ela estava encostada na parede comendo uma maçã, já tinha comido outras duas e bebido pelo menos duas garrafas de agua.

–Primeira coisa, livre-se das armas, quero corpo a corpo. –Ela exigiu, o que deixou James irritado. Com raiva jogou a arma para o canto da sala, partiu em direção a menina.

–Sabe lutar, garotinha? –Disse com a voz mais sínica que achou.

–Comece. –Ela pediu, seus olhos tinham um quê de violeta, ele sabia que tinha irritado ela o bastante.

Ele virou um golpe com seu punho de metal e ela prendeu o golpe com uma perna. Ela era melhor lutando com as pernas e ele com os braços, Bucky chutou suas costelas e ela caiu no chão, deslizando alguns metros. Seus olhos ficaram vermelhos. Ela partiu para cima, socando rapidamente seu rosto e tronco, desta vez surgiu efeito, ele cuspiu sangue, o braço dele apertava o pescoço dela que saiu com um mata leão nele, ele empurrou ela, mas ela subiu em suas costas e jogou seu peso para trás, ele caiu no chão e ela subiu em seu tronco, prendendo suas mãos. Com as asas ela levantou ele do chão e segurou ele dois metros do chão, depois soltou, caindo em cima dele com o cotovelo. Ele deu um grito e ela sorriu. Ambos estavam próximos, as mãos dele na lateral do corpo dela e ela apoiada em seu corpo.

–Não me subestime, Barnes. –Gritou, se lembrava dessa posição, há muito tempo, um tempo proibido para ambos.

–Eu não irei. –Ele puxou ela para baixo e deitou em cima dela, imobilizando-a. A bandana cobria todo seu rosto, deixando apenas um olho de fora.

Beliel se viu olhando para a boca do soldado, ruborizada, vermelha e carnuda, sentiu vontade de limpar o sangue que escorria, por isso virou o rosto.

–É a vez das armas de fogo. –Sussurrou em uma voz machucada.

Levantou empurrando Bucky pela cintura, ele pesava bem mais que ela se lembrava, mas conseguiu se soltar, foi andando calmamente até a porta de saída da sala. O ar escuro a sufocava e ela se viu presa, precisava subir. Caiu no chão, não sabia o que estava acontecendo, mas viu Bucky correr para alcança-la.

–Está tudo bem? –Ele estava preocupado, ela conseguiu se levantar e apoiar nele.

–Preciso sair, quero ver o anoitecer. –Bucky riu.

–Na verdade, está amanhecendo agora. –Ela concordou e eles foram andando lado a lado até a porta de saída da AA.

Ela saiu e pode sentir os raios solares queimando sua pele, suspirou aliviada.

–Bucky, eu vou aceitar a missão. –Disse como não dizia fazia tempo.

–Por que você quer ou por que está interessada na HIDRA?

–E-eu não sei, não sei qual é a missão, acredito que é acabar com a HIDRA de uma vez por todas. Mas você sabe por que vou aceitar. –Ela escondeu o rosto com as asas.

–A missão é impedir a HIDRA de se reerguer e acabar de uma vez com eles, mas você não liga para isso não é? –Ele tirou as asas dela delicadamente.

–Eu queria que você lembrasse de tudo. –Sussurrou. Estava cada vez mais sentimental.

–Eu queria lembrar. –Suspirou e se sentou no chão cheio de neve.

Ela sentou do seu lado.

–Do que se lembra?

–De relances, do seu vestido aquela noite, do seu perfume, da cicatriz. –Ele levantou a mão, mas abaixou.

–É, eu me lembro de tudo isso. –Ela riu, uma risada melancólica. –Se lembra da minha cor preferida?

Ele não pensou, apenas abriu a boca.

–Vermelho. Da cor do sangue que corre em nossas veias. –Ele se deliciava com a lembrança do momento que ela lhe falara isso.

–Uau. –Tirou a neve de suas pernas e sorriu. –Vou congelar se ficar aqui, vamos. Eu vou aceitar a missão.

–Não precisamos treinar mais né? –Ele perguntou sorrindo de canto.

–Não, seu folgado! –Ela puxou suas mãos para cima, ele se levantou e percebeu que o corpo dela estava próximo.

–Quero ver o que você sabe fazer com essas asas. –Ele disse.

–Você verá. –Ela entrou gingando o quadril de uma maneira que o deixou louco.

Notas finais
Eu vou ver depois qual será o ator do Bruno