Notas iniciais
Caaara, sumida? Eu? Imagina... Well, eu estava de recuperação em física e em biologia, esse ultimo mês foi hardcore pra mim, mas agora deu tudo certo! Acho que consegui tirar as PPs e ficar com uma nota boa, ufas... E o capitulo... bom... Boa leitura

Deu algum trabalho e foi preciso primeiramente acalmar os ânimos exaltados dos convidados, mas Feliciano conseguiu colocar todo mundo pra dentro de casa e ainda por cima ajudar Roderich com a comida, já que Gilbert estava entretido de mais conversando com Antonio para notar.

Ambos estavam na sala sentados lado a lado no sofá, Gilbert ria escandalosamente (como sempre), enquanto Antonio contava alguma coisa muito engraçada em voz baixa.

Do outro lado estavam Lovino e Roderich que olhavam para os dois sem entender qual era a piada, nenhum dos deles conseguia ver graça na simples menção de um “escocês de saia”.

Aparentemente era alguma piada interna que envolvia seus tempos de colégio.

Com o passar dos minutos Roderich levantou-se e foi para a cozinha ajudar Feliciano e Ludwig. Lovino preferiu ficar, não queria ver aquele “batatão” bastardo tão cedo.

Quando o austríaco chegou ao cômodo, encontrou Ludwig encostado na pia e Feliciano ao lado do fogão, ambos conversando, o alemão demonstrava a expressão mais feliz que ele já vira, era quase inacreditável que conseguisse sorrir daquela maneira.

Assim que perceberam a presença do outro, Ludwig parou de rir quase que instantaneamente e corou, Feliciano por sua vez foi bem mais receptivo.

–Hey, Rodercih, não? – Disse sorrindo e passando uma mão pelos ombros do outro

–Ah... isso... – Respondeu um tanto incomodado pela proximidade

–Está com fome? Mi Fratello fez um macarrão muito bom! Vamos servir já! Você não quer chamar o resto do pessoal? Devem estar com fome tambem...

O italiano disse tudo isso muito rápido, e o austríaco acabou olhando para ele fixamente uns dois ou três segundos antes de captar a mensagem final, assim ele concordou e voltou para sala, onde a situação havia mudado novamente.

Lovino de alguma maneira havia se enfiado entre Gilbert e Antonio, e respondia um tanto timidamente as perguntas do alemão, enquanto o espanhol lhe passava uma mão pela cintura e apertava levemente sua coxa.

–Mas, você e seu irmão costumam se dar bem? – Perguntou Gilbert com uma mão apoiada no encosto do sofá, sentado como um verdadeiro paxá do deserto.

–Bom... sim... As vezes ele é um idiota chorão, mas é... legal – Respondeu Lovino olhando para o chão.

Antonio lhe deu mais um apertão discreto na coxa, e então percebeu que Roderich estava ali.

–Hey Gil! Olha!

O albino se virou para Roderich e deu um grande sorriso, um daqueles sorrisos que significava que teve uma grande ideia.

–Hey Rod, senta aqui! – Disse batendo a mão no braço do sofá e sorrindo.

Roderich fez cara feia e se afastou

–Eu não vou me sentar no braço do sofá, you fool! Vou quebra-lo!

Gilbert de uma risada

–Quebra não jovem mestre! Pode vir!

O austriaco bufou e rolou os olhos.

–Eu não vou fazer isso, desista! Eu só vim avisar que é pra vocês irem se sentar na mesa, Feliciano já vai servir o jantar.

Gilbert mais que depressa se levantou e passou a mão pela cintura de Roderich.

–Vamos então, kesesesesesesesesesesese

O austríaco franziu o cenho.

–Só porque seu amigo está aqui, não significa que você precisa ficar agarrado em mim desse jeito.

–Uh... Mas eu quero mostrar a minha dama pra todo mundo!

–Eu. Não. Sou. Uma. Dama. – E soltou o braço alheio da sua cintura – You fool!

Gilbert rolou os olhos e sorriu, seguindo-o até a sala de jantar.

XXX

Quando todos chegaram à copa, a mesa foi arrumada da seguinte maneira:

Feliciano ficava na cabeceira como dono da casa e promotor do jantar, ele sorria aos convidados e tagarelava animado com Ludwig. O alemão fora colocado ao seu lado esquerdo, e ao mesmo tempo em que prestava atenção em Feliciano e sorria para ele, desviava dos olhares feios de Lovino, que por insistência do irmão, fora colocado á sua frente.

O alemão não sabia o que pensar de Lovino, ele ao mesmo tempo em que mantinha uma aparência elegante, e até mesmo um pouco graciosa, conseguia transforma-la quase que completamente com uma carranca que parecia a do seu avô, quando todas as cervejas acabavam, e não havia nenhum único lugar onde pudessem comprar mais.

Para compensar tudo isso, ao seu lado estava sentado Antonio, um homem simples a primeira vista e estupidamente agradável. Ele ficara surpreso ao saber que estavam juntos mesmo tendo personalidades opostas.

Ao lado de Ludwig e de frente para Antonio estava Gilbert que ria escandalosamente como sempre fazia desde que chegaram, ele e o espanhol engajaram-se numa conversação que ao que parecia não tinha fim, e mesmo com todas as pessoas á sua volta, pareciam ignorar o mundo.

E por ultimo, na cabeceira oposta da mesa estava Roderich, o único ser do recinto que não estava tagarelando, (Lovino apesar de não estar conversando com ninguém especificamente, resmungava baixinho como um velho) o austríaco mantinha um sorriso diplomático no rosto, enquanto perfurava Feliciano com o olhar esperando que ele começasse a servi-los.

Mas ao final de quase dez minutos, ninguém se manifestou com relação á comida. Ao que parecia todos os convidados voltaram a conversar como faziam antes, só que dessa vez sentados a mesa... Até mesmo Lovino, que agora em vez de resmungar, grudara no ombro de Antonio e interagia (á sua forma) com Gilbert...

Isso o deixava profundamente irritado, até mesmo seu próprio namorado o estava deixando de lado.

Então, sem perder a pompa que lhe era natural. Roderich levantou-se, pegou um copo e bateu nele levemente como se fosse fazer um brinde. Quase que instantaneamente todos na mesa pararam de conversar e olharam diretamente para si, ele corou um pouco.

–Ah... bom... – Limpou a garganta, não tinha o que dizer – Eu... queria... arh.... – Olhou para Feliciano em desespero – Parabenizar meu caro amigo Feliciano pelo jantar e... – olhou para Gilbert – dizer que é muito bom que nós todos tenhamos nos reencontrado... É... muito bom estar perto de quem se ama.

O austríaco sorriu meigo ao concluir, e Gilbert levantou-se em um pulo e agarrando a face do outro com alguma brusquidão, deu lhe um beijo estalado na bochecha.

O outro ficou carmesim

Feliciano deu um pequeno risinho e anunciou

– Podem se servir, pessoal! O jantar está na mesa!

E todos se precipitaram para as panelas.

Lovino foi quem agarrou primeiro a colher e começou a servir a todos. Mesmo que derrubasse metade do molho na toalha, ninguém reclamou visto que ele estava tentando ser prestativo, uma coisa muito rara de se ver.

E quando depois de servidos, os convidados iam começar a finalmente comer, Gilbert lembrou-se de uma coisa importante.

–E as bebidas? Cadê?

Roderich o chutou por baixo da mesa, o albino soltou um muxoxo.

–Ve! – Exclamou Feliciano – Estão na adega! Lovi, vem comigo pegar?

Lovino mais do que depressa se levantou, e foi ajudar o irmão. Ele se sentia muito especial por ter sido ELE o escolhido, e não o batatão bastardo.

XXX

Quando a luz da adega foi acesa, os italianos desceram com algum cuidado a escada de madeira.

A adega na verdade era um micro-porão, que não servia para mais nada, e nem cabia nada que realmente valesse a pena, então para não abandonar o lugar Lovino e Feliciano decidiram assim que herdaram a casa fazer de lá uma adega, e colocaram algumas estantes na parede.

Quase todas elas estavam vazias, é claro. Mas nos finais de ano, Feliciano sempre dava um jeito de repor os vinhos para que amadurecessem lá dentro.

Assim que ambos desceram a escadinha, Feliciano se prontificou em encontrar o vinho certo, e Lovino por sua vez permaneceu sentado em um dos degraus, já que era praticamente impossível que os dois ficassem lá dentro sem se esbarrar.

–E então – Começou Feliciano falando de costas para o outro – O que achou dele?

–Hm – Disse Lovino indiferente – Dele quem?

–Do Lud!

–É um batatão bastardo – Lovino foi sutil como sempre.

Feliciano se virou quase que na mesma hora, seus olhos estava moles e caídos

–Mas...mas...por que???

O outro bufou

–Sei lá... Ele... Não parece bom pra você... Ele é muito...batatal...

–Mas é ELE fratello! –Começou Feliciano – O menino do orfanato que eu te falei...

Lovino fez uma cara de descrente

–Não pode ser ELE... Aquele batatão... dá medo!

–Mas é! E o Lud é super sensível! Ele só é um pouquinho fechado...

O mais velho deu os ombros

–Bom, faça o que você quiser... Mas depois não diga que eu não avisei...

O outro sorriu, Lovino nunca fora muito bom com palavras, por isso um “faça o que quiser”, era como um “ Eu não aprovo, mas não vou te impedir”. Mas Feliciano com essa frase acabara de criar uma nova meta, fazer com que Lovino aprovasse seu namoro até o final da noite, e para isso usaria qualquer método possível.

Assim, quando os italianos voltaram para a mesa com algumas garrafas de vinho, Lovino se encarregou de servir os convidados, já que estava querendo ser realmente prestativo e impressionar a todos. Dessa vez ele não derrubou nada na toalha, pois por mais irônico que seja, ele podia não estar habituado á servir macarrão sem derrubar, mas vinho... Toda minuscula gota lhe era preciosa.

Enquanto assistia seu irmão servir, Feliciano conseguiu pensar em qual seria o seu glorioso “plano”. Ele sabia que Ludwig era bom e extremamente zeloso consigo, porém na maior parte do tempo só demonstrava isso quando estavam ambos a sós, caso contrário agia... “batatalmente”... como diria Lovino.

Tudo o que Feliciano precisava fazer era força-lo a mostrar esse seu lado zeloso...E o melhor jeito de conseguir isso, era colocando-se em perigo

E nada era mais perigoso que um bêbado á solta.

Conforme o tempo passava, as pessoas da mesa percebiam que ele ficava cada vez mais animado, e seus copos iam se enchendo e se esvaziando com uma velocidade assustadora, no final de uma hora, Feliciano estava no estágio “bêbado alegre”

–Luuuuuuud! Me dá meu copo! — Gritava ele apoiando-se perigosamente em cima do outro.

–Não Feli! – Respondeu ele no automático, Lovino levantou a sobrancelha — ...ciano — corrigiu-se – Você já bebeu muito por hoje!

O alemão tirou o copo meio cheio do italiano e o ergueu, impedindo que este o tomasse, Roderich olhava atentamente a cena com uma cara que misturava desgosto com tristeza.

“ Ele não deveria ficar bêbado assim ”

Gilbert por sua vez apoiava a bebedeira, até porque ele tambem estava um pouco alterado, mas no lugar de vinho, ele brotou de algum lugar com um fardo de cerveja, e tinha bebido até acabarem todas.

–Deixa ele ser feliz Bruder! – Exclamou Gilbert levantando o copo – O jantar sem bebedeira não é um jantar.

Gilbert foi brutalmente chutado por baixo da mesa.

Antonio por sua vez estava feliz... Na verdade mais feliz que o normal (se é que é possível), ele havia tomado pouco mais de dois copos, não o suficiente para embebeda-lo, mas sim para deixa-lo FELIZ.

Sua aura estava tão colorida e tão alegre, que Lovino olhava para ele como se estivesse com lepra.

Mas voltando á situação inicial, Ludwig tirou o copo de Feliciano, e este um pouco trópego levantou-se pronto para pegar, o alemão por sua vez afastou mais o copo, e o outro por estar com os reflexos lentos, tentou apoiar-se na sua própria cadeira vazia, e esta por sua vez desequilibrou-se e virou, derrubando o italiano no chão.

Feliciano bateu a cabeça e ficou desacordado.

Todos olharam quase que imediatamente para Ludwig (que continuava com o copo na mão), e Lovino.

Só havia um sentimento na sala

Pânico.

XXX

Quando Feliciano caiu, todos pararam de conversar instantaneamente, e depois de dois segundos de puro silêncio, Lovino foi o primeiro a se manifestar

–O QUE VOCÊ FEZ? SEU BATATÃO BASTARDO!?

E no minuto seguinte se atirava no chão ao lado do irmão.

–FELI!!! – Choramingava e gritava ao mesmo tempo – FELI! FALA COMIGO FELI! ME RESPONDA!

Ele balançava o irmão de um lado para o outro como se fosse um saco, e logo Antonio apareceu ao seu lado, colocando uma mão no seu ombro

–Lovino, acalme-se... – Disse com uma voz suave, como a que os adultos usam para acalmar uma criança. Lovino o soltou com lágrimas nos olhos e Antonio ao mesmo tempo em que acalmava o namorado, colocou o dedo em baixo do nariz do italiano

–Ele ainda está respirando... Gil, vem me ajudar!

Gilbert que até então só observava a cena com um olhar preocupado, se adiantou deixando o copo em cima da mesa e foi até Antonio

–Me ajude a carrega-lo, ele é mais pesado do que parece – Disse o espanhol o pegando pelos braços e fazendo força para ergue-lo.

–C-certo – Respondeu Gilbert pegando Feliciano pelos pés, quando estavam prestes a levanta-lo do chão, Ludwig interferiu.

–Espera – Todos se viraram para ele, ele corou – Eu carrego.

O albino levantou a sobrancelha olhando para o irmão, enquanto Antonio apenas sorria.

Eles re-colocaram o corpo de Feliciano no chão e Ludwig se aproximou para pega-lo. Antes que ele o fizesse, o alemão olhou significativamente para Lovino, encostado em um dos cantos da mesa, apoiando-se nela. Houve uma rápida troca de olhares entre os dois, e depois um consentimento mutuo.

Ambos estavam igualmente preocupados com Feliciano.

Ludwig arregaçou as mangas da camisa e levantou o corpo do outro sem problemas, ele carregou o italiano como um bebê escada a cima, e pousou-o na sua cama. Lovino subiu ao seu encalço, fechando e trancando a porta na cara de Antonio e Gilbert que vinham logo a trás.

Precisavam ficar um pouco sozinhos.

XXX

Assim que colocaram Feliciano na cama, Ludwig lhe retirou os sapatos, e desabotoou os primeiro botões da camisa, para que o outro pudesse respirar melhor.

Lovino por sua vez se jogou em uma cadeira, que originalmente servia para colocar roupas e observava toda a cena com uma mistura de preocupação e entendimento.

Quando acabou o que estava fazendo, o alemão sentou-se em uma das pontas da cama de frente para Lovino e o olhou por cerca de dois segundos antes de colocar as mãos na cabeça e bagunçar os cabelos.

Em seguida bufou.

Lovino rolou os olhos e disse:

–Ele não costuma beber tanto assim... – Ludwig levantou os olhos surpreso, não pelas palavras mas sim pelo tom em que foram ditas, não era um tom irritado, ou rabugento, mas sim sincero e franco.

O outro continuou:

–Não sei o que deu nele hoje... – Silêncio. Lovino soltou um suspiro e fixou seus olhos nos de Ludwig – Obrigado por cuidar dele, eu achava que você era... outro tipo de pessoa, mas percebi que realmente se importa com o meu irmão...Pude ver isso pela forma com que carregou-o até aqui, ou como tirou-lhe os sapatos.

E virando o rosto para o lado

– Eu aprovo o relacionamento de vocês

Ludwig sorriu sincero

–O-obrigado, e você tambem... É uma pessoa melhor do que eu imaginava...

Ambos sorriram um para o outro, e a sala caiu em um silêncio confortável...

Até ele ser abruptamente interrompido pela porta sendo aberta com toda brutalidade, neste momento Antonio e Gilbert entraram na sala junto com Roderich, o primeiro carregando uma chave, o segundo gritando, e o autríaco trazendo um kit de primeiros socorros.

–ELE ESTÁ BEM???? – Gritou Gilbert em desespero

–NÓS ACHAMOS A CHAVE MESTRA – Dizia Antonio para Lovino enquanto apontava a chave, o italiano fechou a cara.

–FIQUEM QUIETOS FOOLS! NÃO VEEM QUE ELE PRECISA DE DESCANSO? — Roderich gritou inda mais alto apontando para Feliciano, todos na sala olharam para ele surpreso.

Ele limpou a garganta

–Muito bem – Disse se aproximando da cama e olhando para Ludwig – Temos que acudi-lo.

XXX

Dada meia hora Feliciano recobrou a consciência, todos estavam sentados ao lado da cama no quarto. Quando tentou se levantar, sentiu uma serie de ferroadas na cabeça, e regrediu, soltando um muxoxo.

–Você vai sentir alguma dor agora por causa da bebida, mas está tudo bem – Disse Roderich bem próximo – Eu trouxe um chá, vai melhorar um pouco.

Feliciano se sentou e agradeceu comando o chá devagar, em seguida passou os olhos pela sala e percebeu que todos o olhavam preocupados. Isso fez com que lele se sentisse um pouco culpado pelo que ocorrera, mas então um detalhe lhe chamou a atenção, Ludwig e Lovno estavam sentados lado a lado, ambos olhando para si. Não havia nenhum vestígio de rivalidade entre os dois, e ao que parecia, seu plano dera certo.

O italiano sorriu para ambos, e por uma fração de segundos , lhe pareceu que eles assentiram para si.

Feliz consigo mesmo, Feliciano pediu desculpas a todos e deixou os convidados sob a tutela de seu irmão, sua cabeça ainda doía muito para que pensasse em alguma coisa, então virou-se para o lado e voltou a dormir.

Notas finais
Bom, vamos aos comunicados finais. Primeiramente desculpem a demora e o ESTUPENDO atraso, mas eu estava realmente bastante ocupada nesses dias. Depois eu queria dizer tambem que as reviews, não importa onde tenham sido deixadas, se no capitulo anterior, ou bem no começo da fic, tentarei responde-las com todas as minhas forças... A meta é até domingo, mas tenho uma serie de compromissos essa semana, então pode ficar uma ou outra pra semana que vem. É isso. bjs no