Notas iniciais
Yoo o/ Como tem passado? Demorei um pouco mais para postar por causa da viagem e tals mas como prometido, estou aqui! O capítulo ficou meio pequeno, mas o próximo juro que vai ser maior. Que comece a agonia de Lovino!

Ludwig andava pelas ruas de Veneza extremamente contente, as sacolinhas com os restos do encontro ainda balançavam em sua mão, um sorriso bobo e discreto dançava em seu rosto. Ele havia se divertido muito aquela noite.

Desde que chegara á Itália havia se preocupado apenas com trabalho, nada de diversões. Os poucos amigos que fizera durante a vida estavam longe, todos trabalhando e morando na Alemanha. Como nunca foi de ficar fazendo amizades á torto e á direita e também nunca foi uma pessoa muito sociável, acabara ficando sempre sozinho no tempo que estava longe do escritório.

Feliciano era a 1ª pessoa na Itália que podia chamar verdadeiramente de “amigo”.

Ele se sentia extremamente feliz com isso.

Isso não apenas por causa da nova companhia, mas pelo fato de que essa afirmação respondia á outra pergunta:

“Por que eu me sinto tão atraído por Feliciano?”

Aí estava sua resposta, porque em algum ponto do seu sub-consiente ele se sentia sozinho e queria um amigo, era isso! Nada de mais. Então ele vira em Feliciano esse potencial, uma boa amizade e só.

Isso explicava muita coisa.

Não era uma atração ou alguma coisa relacionada á romance, era apenas seu instinto humano primitivo que carecia de atenção.

Sim! Tudo perfeitamente normal!

Com esses pensamentos rodando em sua cabeça, o alemão chegou á porta de sua casa e assim que a porta se abriu, Ludwig quase teve um mini ataque cardíaco.

Dormindo no sofá estavam Gilbert e Roderich, ambos usando só cueca e camiseta (só cueca no caso de Gilbert) enquanto permaneciam enrolados e abraçados confortavelmente.

Ludwig retesou os músculos e crispou os lábios, custava estender um colchão no chão? O alemão sentiu seu rosto queimar e ignorando o casal, simplesmente caminhou até a cozinha como um robô.

Ao chegar perto do lixo percebeu que encostada no canto havia um caixa de pizza amassada. “Então teve pizza também...” Ludwig levantou uma sobrancelha e depois de separar o lixo, jogou-o ali mesmo.(Menos a garrafa do vinho, essa ele guardou para trocar depois).

Depois foi para o seu quarto pegar umas roupas para tomar um banho, e enquanto mexia no seu armário, resolveu levar um cobertor para os pombinhos dormindo na sala, até porque não queria que congelassem naquele frio de 27° graus, e pensando mais um pouco, aproveitou para levar um ventilador também.

XXX

A noite veio e se foi, não eram nem 6 da manhã de sábado quando Lovino saiu de seu apartamento em direção á estação de trem de Roma. A mala (muito maior do que o de costume) estava abarrotada de roupas e perfumes. Como ele simplesmente não havia conseguido decidir qual levaria para usar no encontro com Antônio, levara tudo o que achara em casa, era certeza Feliciano o ajudaria a escolher.

Duas horas depois Lovino já estava subindo a bordo a balsa que levava á Veneza. Assim que o motor do barco começou á funcionar seu estomago embrulhou lindamente, não porque tivesse enjoo de navegar ou qualquer coisa assim, ele apenas continuava nervoso, e subir em uma embarcação aquática o fazia lembrar de seu mais recente encontro com Antônio.

“Tomate bastardo” Resmungou baixinho de modo que nenhum outro passageiro ouviu.

XXX

Feliciano tinha acabado de acordar nesse exato momento, ele caminhava bastante sonolento em direção ao banheiro enquanto coçava sutilmente a barriga com a mão esquerda, a mão direita estava ocupada de mais esfregando o olho correspondente.

O italiano se abaixou e lavou o rosto na pia para tirar as remelas e as marcas do travesseiro, em seguida deu um longo bocejo e esticou os braços, ao fazer isso sentiu as costas estalarem e deu um suspiro de deleite. Adorava manhãs tranquilas...

O tempo estava bastante agradável e o sol brilhava no céu anil e sem nuvens, uma leve brisa amenizava o calor e ao que parecia, o canal de Veneza estaria lindo hoje.

Feliciano ficaria muito contente se pudesse sair para admira-lo como sempre fazia, mas hoje era um dia especial, seu irmão teria um encontro com o tal Antônio e ao que parecia, estava muito nervoso.

Nervoso o suficiente para pedir ajuda e aceitar seus conselhos sem reclamar, coisa rara se tratando de Lovino.

Sabendo disso Feliciano apenas pegou um samba-canção rosa pendurado estrategicamente atrás da porta e vestiu, depois foi até a cozinha procurar alguma coisa pra comer.

XXX

Cerca de meia hora depois, quando Feliciano já estava devidamente vestido, alguém bateu palma do lado de fora da casa. Não foi nem preciso que o italiano perguntasse quem era, apenas o bater insistente e a gritaria denunciavam.

Seu irmão havia acabado de chegar.

O italiano se prontificou em abrir a porta, todos sabiam que não era sábio deixar Lovino esperando, e assim que o fez, ao contrário da habitual irritação e do “ Por que demorou tanto?”, Feliciano foi recebido com um semi- abraço, (o máximo que Lovino conseguia fazer ) e um “Me ajude!”, em um tom quase de súplica.

Feliciano entendia que seu irmão estava nervoso, mas não imaginava que a situação fosse tão grave. Mas fato era, o orgulhoso Lovino estava parado á sua porta com uma cara emburrada e vermelha, uma mala gigante e um olhar confuso.

Feliciano sorriu terno e cedeu passagem ao mais velho. Lovino passou pelo portal com certa dificuldade por causa da mala e jogou-a com tudo em cima do sofá, logo depois abriu-a e encarou Feliciano com ansiedade.

Feliciano fechou a porta e deu mais um de seus sorrisos animados:

–Ve~ Vamos ver o que temos aqui...

XXX

Quando o relógio da sala bateu meio dia Feliciano saiu apressado para seu turno, murmurando um “boa sorte” para Lovino ao fechar a porta, deixou o italiano jogado no sofá á contemplar o teto.

Lovino por outro lado não estava mais tão nervoso, de alguma forma depois da conversa com seu irmão ele percebeu o quanto infantil estava sendo. Era só um encontro, certo? Onde duas pessoas se sentavam e discutiam sobre o seus gostos e preferencias.

Não havia nada á temer.

Ao seu lado estava meticulosamente esticada a roupa que Lovino usaria essa tarde. Sua melhor camisa azul marinho de seda fora passada, junto com sua bermuda bege e sapatênis marrom e creme. Como estava calor, nenhum dos irmãos Vargas viu a necessidade de um blaser, deixando a composição simples, mas não menos charmosa.

Lovino sorriu ao pensar no tomateiro/barqueiro/stalker de italianos. Que roupa usaria? Uma roupa chique como a sua? Ou preferia algo mais casual, como uma polo? Na verdade não importava, o encontro seria daqui á poucas horas e Lovino estava caindo de sono. Passara a noite inteira inquieto pensando no espanhol que acabou não dormindo quase nada.

Um cochilo não mata ninguém certo?

Lovino não percebeu quando fechou os olhos, e nem quando caiu no sono.

Notas finais
Até o/