As três da manhã
4 A namorada gostosa da minha irmã
"Ruiva da cabeça aos pés, até seus pêlos mais íntimos eram laranjas e como aquilo me deixou excitado..." Lucas S.
Jonathan C.
Eu tinha preguiça de fazer a barba, contudo isso me deixava ainda mais bonito, sério e elegante. Era disso que precisava para ganhar o respeito dos funcionários daquela maldita empresa de finanças que meu pai criou. Recebi cada olhar malicioso de cada mulher gostosa durante os corredores da empresa que me senti num prostibulo, onde cada vadia disputava o mais rico da parada. Ao chegar a sala da presidência tive que sorrir, conforto, luxo e ar condicionado. Sentei-me na cadeira onde um dia esteve meu pai, relembrando da primeira vez que estive ali.
"-Quando você crescer Jon. Ficará bem aqui.
–Eu não quero crescer, não quero responsabilidades.
–Para se tornar um homem de verdade você terá que criar responsabilidades."
Antes do meio-dia eu já tinha lido algumas anotações e conhecido a deliciosa da Bárbara uma morena com traços indígenas e com o corpo cheio de curvas. Era tímida e na dela, e não pareceu perceber que eu a desejava a todo instante que entrava na minha sala para me informar de algo.
Estava louco para chegar em casa e me divertir mais um pouco com minha irmã. Quando finalmente o relógio de pulso marcou quatro horas da tarde, levantei-me feliz e mostrei o dedo do meio para todos aqueles contratos e papéis que eu tinha que ler e assinar, em cima da mesa. Saí da sala e Bárbara estava inclinada sobre sua mesa com a bunda totalmente empinada. Havia deixado cair algo do outro lado e estava tentando pegar. Não resisti e passei por ela, peguei o papel que ela havia deixado cair e entreguei em suas delicadas mãos.
–Sr.Jonathan. Perdoe-me a posição. — disse ficando em pé.
–Tudo bem. — pisquei para ela. — Ah... Bárbara ligue para Edu e diga que quero uma conversa com ele amanhã na minha sala.
–Sim senhor.
–Jon. Me chame de Jon. — retirei as chaves do meu carro do bolso e fui embora. Ela devia ter ficado um pouco mais segura em relação a mim, logo estaríamos transando na minha mesa de vidro.
[...]
Deixei as chaves em cima do balcão e procurei comida nos armários. Nada. Cadê as empregadas dessa casa? Encontrei um bilhete de minha irmã avisando que sua namorada chegaria para esperá-la. Ela só deve estar de brincadeira? O que ela quer fazer de nossa casa, uma baladinha GLS, trazendo seus amigos gays nojentos e as garotas que ela fode por ai? Sorte dela que eu estava de bom humor e deixaria a garota entrar, era só mais uma baranga cheia de alargadores vestida de homem, nada que eu não pudesse deter.
Comi o resto de minha lasanha de ontem a noite. Minha irmã me ignorou todo o tempo, até hoje de manhã enquanto tomávamos café. Mesmo assim minhas palavras a afetavam de modo que ela quase chorava ou acertava minha cara. Ela sabia que se levantasse a mão para mim receberia duas vezes pior de volta.
Quando eu estava colocando meu prato e talheres na lava louças a campainha da casa tocou. Droga, vamos lá Jon conhecer a lésbica gorda. Dirigindo-me até a sala certifiquei que meus cabelos estavam despenteados e tirei minha camisa social amarrando-a a cintura, esqueci que no Brasil fazia um calor pior do que o da América até no inverno. Outro toque da campainha quando eu já estava com a mão na maçaneta, abro ou não abro? Seria legal ouvir a garota implorar para entrar ou simplesmente ir embora e me poupar de uma péssima visão sem beleza. Seria legal me divertir e jogar um pouco sua namorada contra si. Girei a maçaneta e a puxei arrastando a porta consigo.
–Oi. — disse uma voz doce e infantil. Eu estou perplexo, a garota do outro lado não era gorda, nem tatuada, era uma delicia de corpo e rosto. Tinha apenas um par de pequenos alargadores na orelha, era magra e tinha pouco seios (claro que reparei com aquela blusa colada e decotada) mas, em compensação parecia ter quadris largos. Seus cabelos eram grandes, cacheados e armados parecia aquela garota do filme... Valente. Não que eu tivesse assistido um filme infantil, apenas vi o cartaz. Seus enormes olhos verdes esperavam uma resposta.
–Oi. — vi-me responder de volta ainda chocado. — Não está no endereço errado?
–Desculpa mas, sou eu Bianca. A Talia disse que avisou que eu viria. — ela estendeu a mão para que eu a cumprimentasse. Apertei sua mão e senti que que as delas suavam. Seu olhar ficou sobre o meu e não sei quanto tempo isso durou pois quando ela soltou meus dedos estava vermelha como se estivesse feito algo de errado.
Usava um shorts jeans curto e nos pés um chinelo, percebi que pendurado na alça de sua mochila estava um par de sapatilhas de ballet.
–Você dança? — perguntei gostando disso. Já havia namorado uma bailarina, no sexo ela era flexível e boa tanto com os pés quanto com as mãos.
–Sim. — respondeu sorrindo. Ficava linda e parecia uma garotinha quando sorria, talvez fosse seus cabelos ruivos que me deixou tão atraído. Não conseguia parar de olhar e procurar cada detalhe seu. Ela passou por mim sem nem ao menos pedir para entrar. — Posso esperar ela na sala, não deve demorar.
–Claro! — exclamei irônico. — A casa já parece ser sua. — fechei a porta querendo puxar assunto antes de ir trabalhar mais um pouco no escritório da casa. — Você tem quantos anos?
–Dezesseis. — respondeu ligando a Tv e se deitando no sofá como se a casa fosse sua. Observei-a mudar de canal e deixar num videoclipe de uma banda adolescente, uma tal de One Direction. Nunca vi tal lixo. Contanto, era isso que as adolescentes gostavam e eu particularmente não.
–Bem... Eu vou estar no escritório, acho que sabe onde é.
–Sei até onde fica os pacotes de arroz. — respondeu cortando-me.
–Ok. Qualquer problema é só gritar.
–Ok.
–Meu nome é Jonathan, mas se preferir pode chamar por Jon. — avisei. Ela sorriu.
–Eu sei.
Deixei a sala para voltar a cozinha, puta merda que gostosa. Minha irmã tinha bom gosto, andava por ai pegando ninfetinhas de dezesseis anos, eu precisava de uma dessas também.
–Jon! — gritou Bianca da sala. Voltei correndo para ver o que tinha acontecido na sala, mas apenas a encontrei rindo de algo que eu não sabia.
–O que foi?
–Nada, só queria ver se viria mesmo. — disse ainda com o sorriso no rosto. Revirei os olhos e segui meu caminho de volta para o escritório. Ou ela era muito inocente ou muito esperta para ficar brincando assim comigo. Eu não ia aguentar ficar muito tempo na mesma casa que Bianca, não ela me seduzindo sem saber.
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