As três da manhã
28 Volta ai
Bianca S.
Quando Jon entrou na cozinha teve um susto. Ta eu estava seminua e daí? Pus a mão na cintura, eu precisava ouvir tudo da boca dele, não de Talia.
–O que foi? — perguntou desconfiado. Era para estar mesmo.
–Pode me responder algumas coisas? — perguntei.
–Claro. — ele foi até a geladeira e a fechou percebendo que a jarra estava na bancada. Continuava fazendo seu papel de bom moço.
–Porque sente prazer em fazer da vida dos outros um inferno? — perguntei e Jonathan riu.
–Porque é legal. Você devia tentar, é melhor do que ser boazinha com todo mundo. — disse enchendo um copo de água. Enquanto bebia, eu tentava formular uma pergunta.
–Quem é Duda? — ele deixou o copo na pia e tentou sorrir. Deixei que se aproximasse.
–Uma garota, muito parecida com você. — respondeu. Eu ainda tentava captar a pegadinha em seus olhos. — Doce... — estava perto demais, senti sua mão acariciar minha bochecha. — Bonita... — seu rosto a centímetros do meu. — E nunca resistiu a mim.
Então ele me beijou, tão rápido e... Suave. Seus lábios se movendo contra os meus, suas mãos agarrando meus cabelos e as minhas... Na sua nuca. Fechei os olhos, era tão diferente de beijar Talia. Era bom estar envolvida por seus braços. Jon não era mau, jamais foi. Eu não sentia perigo nem medo por estar sozinha com ele.
Sentei-me no balcão da cozinha, sem me soltar dele. Muito menos do seu beijo. Seu corpo se contraía contra o meu, percebi que estava excitado e isso fez-me afastar bruscamente dele.
–O que foi... — perguntou confuso.
–O que estamos fazendo? — perguntei olhando em seus olhos. Seus cabelos estavam despenteados e como sempre, sem camisa exibindo seus músculos do inferno.
–Eu não sei. Só sei que quero continuar... — disse voltando a me beijar. Não me importei, era bom. A sensação de sua barba roçando em minha pele do queixo era boa, afundei os dedos em seus cabelos castanhos e Jon apertou-me contra seu corpo, senti sua pele e músculos contra mim.
Deixei que abrisse meu sutiã pelas costas. Afastou-se para jogá-lo no chão e voltou para mim. Para meus lábios e minha boca. Não sabia se gemia ou retribuía seu beijo, não com suas mãos massageando meus seios. Era fato de que ambos estávamos excitados, e eu não sabia como aquilo ia acabar.
–Jon... — sussurrei separando nossos lábios. — Acho melhor a gente parar. Isso é tão...
–Bom... — concluiu. — Você só está retribuindo o favor que fiz para você. E admita, ta gostando.
Balancei a cabeça negativamente. Não gostava de pensar que o que estávamos fazendo era um negócio. Ele levantou meu queixo com a mão fazendo meu olhar ir para o seu.
–Relaxa... — disse por fim. Voltou a beijar-me, com mais ferocidade. Seus dedos agarrados ao fino tecido do lado esquerdo de minha calcinha. Talvez minha calcinha e sua calça fossem as únicas peças de roupa que faltavam ou que nos impediam de fazer algo. Deixei que ele a puxasse, que suas mãos deslizassem junto com o tecido por minhas pernas. Eu estava completamente nua e Jon ainda usava calça de moletom cobrindo o que realmente devia.
Seus lábios se uniram os meus mais uma vez, as mãos dele já passavam por todo o meu corpo nu, deixando-me arrepiada. Rebeca tinha completamente razão, era muito melhor um homem. Abri os olhos e o vi começar a abaixar seu moletom, nossas línguas brigavam por espaço entre nossas bocas. Fechei novamente meus olhos, querendo sentir tudo e não ver.
Acariciei sua barba e ele afastou seu rosto me olhando nos olhos.
–Isso não é um negócio... — sussurrei. — Nós dois queremos.
Ele assentiu com a cabeça e sorriu.
–Desde a primeira vez que te vi. — disse.
Quando o senti penetrar-me era muito diferente do que eu já havia sentido. Nossos corpos suavam, talvez pelo calor da noite ou por nosso próprio calor. Agarrei-me à sua nuca sentindo-o mover seu quadril contra o meu.
–Ah... — gemi em seu ouvido, com o corpo colado ao meu. — Isso é tão bom... — confessei.
–Boa é você. — disse rouco. Isso o deixava tão sexy. Ele fez uma forte estocada batendo minhas costas na parede de azulejos da cozinha. Gemeu em meu ouvido, enquanto repetia seus movimentos desta vez mais rápido. Arranhei suas costas e prendi minhas pernas ao redor de seu quadril.
–Oh Jon... — senti que minhas unhas afundavam em sua pele. Ele não se importou e continuou suas estocadas fazendo-me delirar por mais. O ritmo frenético que seus músculos faziam se esfregando em meu peito era delicioso, o suor não era nada.
–Eu esqueci uma coisa. — encostou sua testa a minha. — A camisinha.
–Lembra que você... Ah... Perguntou qual era meu ciclo menstrual? — eu sentia que estávamos chegando ao máximo, isso não o fez diminuir o ritmo. — Não tem... Ah... Ciclo menstrual nenhum... Eu ainda não... Ah...
–Isso é ótimo. — ele continuou suas estocadas e eu sentia que meu suor já estava molhando os azulejos atrás de mim. Comecei a mover meus quadris também contra os dele, pele contra pele.
Sua boca começou a beijar a minha, minhas unhas arranhando suas costas, seu quadril contra os meus, seu membro dentro de mim, o suor, os nossos corpos... Nossos gemidos... Chegamos ao prazer máximo tão rápido em meio a tudo isso.
Jon não ousou sair de dentro de mim, eu sabia que estava "gozando" dentro de mim. Continuou me beijando como se fosse uma despedida e nunca mais nos veríamos. Eu estava certa, ele vestiu sua calça e se virou como se fosse deixar a cozinha. Vi que duas costas sangravam, olhei para os minhas unhas e elas também estavam sujas.
–Jon... — chamei. Desci da bancada e peguei minha calcinha no chão vestindo-a em seguida. -Suas costas...
–Eu sei. — ele se virou e sorriu daquela maneira perversa que o deixava irresistível. — Gostei de sua brutalidade.
Eu estava morrendo de vergonha ou talvez de medo. Peguei meu sutiã e o vesti. Passei por ele, mas sua mão agarrou meu braço.
–Você me pagou. — disse. Tinha que ser... Para ele era só uma transa, mesmo que para mim tenha sido muito mais que isso. — Quando quiser de novo, aparece por aqui, as três da manhã.
Soltou meu braço e deixou que eu voltasse para o quarto. Como tudo podia ter sido tão... Bom?
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