As três da manhã
6 Também?
"Oh baby excite me. Oh baby, derrube as paredes. Faça dessa noite a nossa."
Bianca S.
Ela deixou meus lábios e vagina para se levantar e retirar a camisa de seu colégio. Em seguida abriu o zíper de sua calça jeans e a deslizou por suas pernas. Voltou para mim apenas de calcinha e naquele momento percebi que tinha muito mais seios que eu.
–Você não se importa? — perguntei e ela entendeu.
–Você é perfeita do jeito que é... — Tay se inclinou e entrelaçou nossos dedos enquanto se arrastava para baixo chupando meus seios suavemente como se estivesse passando a língua em uma maça, continuou a distribuir seus beijos e chupões pelo meu corpo, barriga, pélvis até que senti sua boca sugar fortemente meu clitóris e apertei fortemente sua mão quando voltou seus dedos para dentro de mim.
Sua mão esquerda segurava a minha com segurança, enquanto a outra trabalhava. Eram beijos, estocadas e sua saliva molhando-me completamente e intimamente. Aquilo estava me deixando cada vez mais perto do fim.
–Oh... Tay... — gemi apertando e cravando minhas unhas em sua mão esquerda. Ela me fuzilava com dedadas agressivas. Três, quatro dedos até eu sentir seu dedão também. Não aguentei a pressão e arqueei as costas chegando ao meu estado de prazer. — Tay!
Eu sentia meu corpo tremer com a chegada do orgasmo, meus pêlos se arrepiaram e mordi os lábios segurando o maior e mais grave dos gritos. Aquela sensação de moleza e fraqueza começou em seguida e caí na cama exausta.
Ela riu e se levantou terminando de tirar a sua única péssima intima, e adorei observar a curva de suas nadégas. Era fato, Talia tinha mais corpo que eu, mais bunda, mais seios e no casal ela preferia se vestir como homem escondendo aquele corpo de panicat. Enquanto eu, parecia uma modelo anoréxica, talvez fosse por causa do ballet onde era inaceitável quem tivesse umas medidas a mais.
–Onde vai? — perguntei ainda mole e sentindo o líquido de meu orgasmo escorrer por minha intimidade quando me virei na cama.
–Tomar banho. Não quero que toque em mim, passei o dia na escola. Devo estar nojenta. — resmungou entrando em seu banheiro. Às vezes eu a invejava, tinha dinheiro, amigos, um corpo bonito, um rosto perfeito e muita inteligência. Eu era apenas a garota que ela fodia, como disse George.
Eu não entendia o fato dela me querer ao seu lado. Talvez fosse porque eu fazia tudo o que queria, eu tinha uma resposta para isso, Amor. Tudo o que fazia era pensando nela e na possibilidade de nos casarmos, contudo ela não parecia tão animada com isso. Será que eu estava fazendo alguma coisa errada?
Olhei para o teto, todo o tempo que ouvi a água do chuveiro caindo e quando ela parou de soar. Eu sabia que Talia viria, e seria minha vez de dar muito mais prazer a ela. Saiu enrolada numa toalha de algodão, secando os cabelos com outra.
–Não estou afim de nada... — sussurrou fazendo meu sorriso se desmanchar.
–Porque? — perguntei um pouco confusa.
–Sei lá... Não to afim. Você disse que queria me mostrar um pouco da sua nova coreografia. A hora é essa!
–Seria ótimo. — levantei-me e foi quando lembrei que minha mochila estava no andar de baixo, e por consequência as sapatilhas de ballet também. Comecei a me vestir desesperadamente e sai do quarto sem ela entender nada. Também demoraria para explicar.
Passei pela cozinha e Jon comia seu mingau em uma tigela de porcelana sentado nas banquetas de vidro. Seu olhar melancólico o transformou-se numa expressão de alegria quando me viu.
–O que faz aqui? — perguntou. — Pensei que queriam que eu chamasse quando a comida...
–Vim buscar minhas sapatilhas. Vou mostrar minha dança a sua irmã. — falei animada. Talia sempre me apoiava e adorava me ver dançar.
–Ah... — seu sorriso desmanchou. Fui para a sala e peguei a minha mochila e a dela. Passei pela cozinha correndo e até para subir as escadas fui um pouco desesperada. Ela ia adorar meus novos movimentos, principalmente abrir espaguete no chão.
Entrei no quarto e calcei as sapatilhas. Talia já havia trocado de roupa, usava um vestido floral de alças. Reconheci que aquele vestido pertencia a mim, e ficava perfeito nela. Tay sentou e olhou para mim curiosa. Procurei em meu celular uma música para dançar, escolhi "Arrows" uma música que ambas gostávamos. Deixei o celular em suas mãos e deslizei na ponta dos pés. Meu corpo seguia o ritmo da música, calmo e delicado algumas partes eu deixava minha expressão e movimentos pesados. Talia não aguentou e se levantou juntando-se a minha dança. Tocou meus dedos e girei por ela, passando minhas mãos por seu peito e cai, arrastando-me por baixo de suas pernas e surgindo a sua frente com delicadeza ainda na ponta dos pés. Ela levantou a mão e toquei suavemente seus dedos girando em torno de mim mesma como aquelas bailarinas de caixinhas de música. Talia sorriu e voltei a girar, desta vez em torno de si. Nossos olhares não se separavam a nenhum instante então a música acabou. Continuei dançando e Talia me acompanhando, elevei a perna esquerda ereta até senti-la em minhas costas então me inclinei para trás girando. Cai num perfeito espaguete e Talia bateu palmas rindo.
–Uau! Foi isso que aprendeu? — perguntou surpresa.
–Eu sei muito mais. As vezes você que não tem tempo para que eu lhe mostre. — levantei apoiando-me ao chão. Desta vez tirei as sapatilhas não era mole ficar na ponta dos pés o tempo todo.
–Meninas a pizza! — gritou Jonathan, o som vinha das escadarias.
–Vamos? — perguntei.
–Vai na frente eu preciso falar com George antes. — disse ela pegando seu iPhone e discando o número do gay que ela tanto amava, talvez mais que eu.
–Eu te amo. — falei.
–Ta bom... — sussurrou virando-se de costas e aguardando George atender. Me magoava o fato de ela não dizer "Te Amo" de volta, o que estava acontecendo conosco? Deixei o quarto seguindo meu rumo para a cozinha.
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