Notas iniciais
E aqui estou eu de novo queridos e queridas porque? Porque não sou malvada e acho injusto a demora de alguns autores para postar capítulos. Poh, tem que ser rosque em roll! Hardcore, contra o sistema! ( porque diabos eu escrevi isso? Ah sim eu tenho que dar umas de louca de vez em quando).

"Eu queria viajar, mas não tinha dinheiro. Fumei um baseado e viajei o dia inteiro." Bob Marley

Jonathan C.
Quando abri os olhos não sei se era sonho, se eu ainda estava bêbado ou se estava louco. Reconheci que eu realmente dormi no quarto de hotel, como eu havia chegado até ali?
–Acordou né ?
–Ai que susto porra! — gritei sentando entre os edredons. Eduardo me olhava sorrindo descaradamente. -O que você... Faz aqui. — perguntei já me levantando. Estava atrasado, tinha que assinar o contrato com Peter Janoski e havia me esquecido completamente. — Como cheguei aqui, eu realmente não me lembro de nada.
Minha cabeça latejava. Eduardo observou enquanto eu me vestia apressadamente e tentava apertar minha gravata.
–Bárbara me contou a sua loucura de ontem. Ela se demitiu! — gritou Edu. — Como você conquista a secretária se não tem intenção de transar com ela?
–Eu não a conquistei! — comecei. — Eu estava bêbado e ela deu em cima de mim!
–Sua cara não queima Jon? Perdemos uma das melhores secretárias do ramo. Além de que, ela era formada em psicologia e fez faculdade de administração! — e ele continuou falando as qualidades delas. Não me importei.
Fui até o banheiro do hotel e molhei meus cabelos e depois penteei os fios. Eduardo continuou falando que seria difícil achar outra igual Bárbara e que eu devia ter feito sexo com ela e bla bla blá. Voltei para o quarto e vesti meu blazer.
–Ouça! Ela tentou me estrupar ouviu? Eu não quis então ela ficou com raiva e se demitiu. Garanto que se duplicarmos seu salário, ela volta correndo. — expliquei. — Agora vamos logo para aquela maldita empresa?
–Ta... — aceitou ele. — Isso é muito estranho, o que te fez negar o pedido dela?
–Duda. — falei abrindo a porta do quarto.
–De novo? — gritou me acompanhando. — Até quando vai lembrar dessa garota?
–Até morrer! — respondi.
[...]
–Aqui está. — disse Peter mostrando-me o contrato. — Um prédio com quarenta andares, trinta não... Podemos fazer um com cem!
–Aham... — concordei distraído olhando para as enormes janelas de vidro de minha sala. Lá fora só se viam enormes prédios de concreto.
–Aliás eu pensei numa piscina... — e continuou falando enquanto eu pensava nela. Duda.
"-Você promete? — perguntou ela olhando-me com aqueles olhos castanhos brilhando. — Promete que não vai fazer nada de errado para a sua irmã?
–Enquanto você estiver ao meu lado, eu não farei mal nem a uma mosca. — respondi e ela riu.
–Eu sou uma mosca.
–Então eu vou te fazer muito mal... — falei começando a lhe fazer cócegas na barriga. Ela se arqueou para trás e assim pude ficar por cima de si.
–Eu te amo...
–Eu que te amo muito mais... — aproximei-me para colar meus lábios aos dela..."
–E então também vou deixar garotas nuas dançando por todo o edifício. — terminou Peter.
–O quê? — perguntei acordando de meu transe.
–Eu estava mentindo. Você parecia não prestar atenção em mim.
–Desculpe-me. — ajeitei minha postura na cadeira. — Onde eu assino?
–Não vai ler as cláusulas?
–Não. Eduardo faz isso. — peguei o papel e lhe entreguei. — Leve isto a ele, depois eu assino.
–Claro. Acabámos então?
–Acabamos. — confirmei. Ele se levantou e saiu da sala com aquele jeito atrapalhado. Suspirei aliviado.
–Jon? — chamou o interfone. Droga será que eu não podia ficar sozinho um minuto?
–Fala Bárbara. — falei apertando o botão para atender. Ela havia voltado já que tive o prazer de triplicar seu salário.
–Tem uma criança aqui querendo falar com você.
–Uma criança? — perguntei rindo. — É algum filho que eu esqueci de assumir?
–Não. O nome dela é Bianca Soares, disse que é sobre sua irmã. — hum interessante, uma visita ds ruiva.
–Mande-a entrar! — falei e desliguei o microfone. O que essa garota queria?
Após alguns instantes, a ruiva entrou na sala segurando fortemente sua mochila florida. Seus olhos estavam inchados de tanto chorar e os cabelos presos. Vestia um short jeans e uma regata colada, percebi que estava sem sutiã.
–Então? — perguntei fingindo ser superior. Ela me olhou com aqueles olhos verdes brilhando, talvez fossem lágrimas. Ela não sabia se falava, chorava ou se me encarava.
–Eu... Preciso de um favor. — gaguejou e vi mais lágrimas escorrerem por seu rosto. Revirei os olhos. O que ela queria? Um playground?
–Acha que eu sou o quê? Papai Noel? Natal só no fim do ano. — revirei os olhos.
–Minha mãe tem câncer no pulmão...
–Quem se importa com sua mãe? — perguntei. — Ela não me diz respeito.
–Você é um monstro não é? — gritou ficando vermelha de raiva. Tive que sorrir, eu adorava ver os outros com fúria. — Foi um erro vir aqui. — ela virou-se para a porta.
–Você não me disse o que quer! Diga e depois pode ir embora. Talvez, se eu estiver de bom humor eu te ajude. — ela girou, olhando-me incrédula. Nesse simples movimento me pareceu tanto, com... Maria Eduarda.
–Minha mãe tem câncer...
–Ok. Eu já entendi, e daí?
–Eu preciso de dinheiro para pagar os seus remédios caríssimos. Eu pensei que você poderia fazer-me um empréstimo já que... A sua irmã não pode. — ela olhou para baixo. Estava com vergonha de me pedir algo, eu também ficaria já que ela me bateu com uma frigideira de cozinha.
–Um empréstimo? — cocei minha barba fingindo estar pensando, a resposta era óbvia para mim. — Porque eu faria isso?
–Eu juro que pago! É que para isso eu preciso de um emprego e vai demorar para eu juntar o dinheiro e meu pai também não tem como pagar e... — a cada palavra dita, a cada movimento de seus lábios, olhos e mãos para tentar me convencer eu me lembrava, eu me recordava. Era como se Duda estivesse outra vez na minha frente. Meus lábios secaram e senti um arrepio na espinha. — Eu faço o que quiser, até trabalho de graça por toda a minha vida, mas por favor eu não tenho a quem recorrer!
As duas eram iguais, idênticas. Tirando o fato de Maria Eduarda ser morena, Bianca se movimentava como ela e até sua voz e modo com que se expressava me fazia congelar por dentro. Talvez tenha sido por isso que a beijei naquela noite.
–Eu pago todo o tratamento da sua mãe, os remédios tudo! Se quiser também posso arranjar um transplante de órgãos o mais rápido! — quando me ouviu seu olhar foi diretamente sobre o meu. — Mas tem uma condição!

Notas finais
Qual será essa condição? Haha façam muito barulho porque eu demorarei a postar o próximo já não tenho internet em casa e minha franquia termina amanhã.