Notas iniciais
Oi amores, gostaria de dizer que estou muito feliz pois a Le-chan (um leitora maravilhosa) além de voltar do além, recomendou a fanfic! Estou realmente muito feliz pela recomendação, muito obrigada Le-chan. Enfim, boa leitura pra vocês!

Com uma dor de cabeça tremenda, o garoto se remexe na cama tentando acordar, era de manhã e ele não lembrava nem o seu própio nome. Abriu os olhos devagar e várias coisas vinham á sua mente junto com uma ânsia de vômito maior que seu própio estômago o fazendo levantar rapidamente para tentar ir ao banheiro. Quando olhou para o lado ficou surpreso ao ver seu pai ali sentada lendo um livro.

– Você? — Ele ainda não lembrava quem teria levado ele até aquele quarto, os acontecimentos da noite anterior eram muito vagos em sua mente.

– Ah você acordou. — Disse em um sorriso. — Estava preocupado com você.

– Pensei que estaria bravo comigo. — Cerrou os olhos, era extremamente estranha a forma pela qual o pai estava o tratando.

– Estou cansado de brigar com você, as pessoas não mudam e um pau que nasce torto morre torno, certo?

– Estava muito bom pra ser verdade, não é ''papai''? — Bufou. — Não estou afim de discutir, preciso de um banho.

– Vá lá, depois teremos uma conversinha.

Gajeel correu para o banheiro da enfermaria, sua ancia de vômito estava cada vez pior e ele colocou tudo pra fora. Pensou ''Que nojo! Em que porra de lugar eu estava? Como vim parar aqui?'' tentando com certa teimosia lembrar dos acontecimentos anteriores algo veio á sua mente, as pernas de Levy, isso mesmo! Quando ele desmaiou acordou por alguns segundos enquanto estava no colo dela, mas fingiu que estava mal, só pra ficar ali sentindo o cafuné que ela fazia nele. Ele estava realmente gostando dela, nunca teve vontade de cuidar de ninguém, sempre foi livre, mas ela não acreditava nele e ele sabia muito bem que não era o melhor par para ela. Oque fazer quando você sabe que talvez não pode ser bom o bastante? Desistir?

A palavra desistir não existe no dicionário de Gajeel Redfox, ele fazia tudo que queria na hora que queria, mesmo que de um tempo pra cá ele não esteja fazendo isso para não deixar má impresão, oque a baixinha acharia dele se ele agarrasse ela em qualquer lugar? Essa é a questão, estava com medo de errar com a primeira pessoa que havia gostado, mas e seu filho como ficaria? Ligou o chuveiro e lembrou-se que seu pai não sabia nada ainda do assunto, estava preparado para tudo, sabia que seria expulso de casa. A única coisa que o confortava era saber que ainda tinha a herança do avô em sua conta bancária, era sua única salvação. Os dois eram muito ligados, e ele sofreu muito com a sua morte, queria que seu pai fosse igual ao seu querido velhinho.

Terminado o banho, decidiu que estava preparado para contar tudo para seu pai. Como estava no último ano do ensino médio só teria mais seis meses de mensalidade na escola, depois compraria um apartamento e moraria sozinho, teria que tomar atitude de homem. Quando chegou na porta de volta para seu quarto, chegou a derrubar a toalha no chão com tamanha surpreza. Sophia estava com os olhos vermelhos, conversando com seu pai e chorava muito.

– Oque está fazendo aqui? — Perguntou amargo.

– Desculpa Gajeel, eu não suportava mais, eu contei tudo pra ele. — Disse Sophia em lágrimas. Sua barriga já estava visível, estava com quatro meses de gravidez.

– Então é verdade mesmo tudo que ela me disse? Eu não to acreditando.

– É sim, pai. Eu ia te contar agora, não se preocupe eu irei sustentar o meu filho. Não preciso da sua ajuda.

– É bom mesmo você saber disso, por que apartir de hoje eu desisto de você. Me pergunto o porquê do castigo de ter um filho tão irresponsável quanto você, pode esquecer de mim.

– Já faz tempo que eu esqueci de você.

– Por favor senhor, não o culpe por tudo. Ele é seu filho! — Sophia se meteu na conversa.

– NÃO ME INTERESSA! Vocês dois são uns irresponsáveis, esqueça que um dia você teve um pai entendeu bem?

Levy acordou cedo, então decidiu ir ver como o moreno estava e acabou ouvindo a discussão dos dois. Ficou com muita pena do Gajeel, mas ficou com medo de se meter, queria ajudá-lo de fato mas preferiu voltar ao seu quarto. Oque seria dele agora? Sairia da escola? Ela estava aflita com tudo isso. Acordou sua irmã para desabafar, não conseguiria guardar tudo que sabia até que a dorminhoca levantasse. A discussão continuou mas Levy já teria ido para seu quarto, estava com medo que alguém a avistasse ouvindo atrás da porta.

– Pegue a herança que aquele velho lhe deu e se sustente! — Disse em tom rude, continuando a agredir verbalmente os dois jovens.

– É isso que eu vou fazer, não preciso mais de você. Pode ir embora, o seu martírio de me ter como filho terminou hoje!

– Boa sorte na sua vida, seu idiota. Não quero voltar a vê-lo.

Senhor Redfox saiu pela porta e prometeu nunca mais voltar a visitar o filho, estava furioso. Hoje ele finalmente estava tentando ter a cabeça aberta quanto á ele e tem essa péssima notícia. Ligou para sua mulher para contar o ocorrido, ela ficou chatiada mas disse que apoiaria Gajeel. Sozinhos, Sophia e Gajeel ficaram em silêncio por alguns minutos, a menina só chorava de cabeça baixa.

– Oque foi que a gente fez. — Disse Sophia para quebrar o silêncio. — Desculpa ter contado pra ele antes de falar com você, mas eu não aguento mais segurar isso tudo sozinha. Na minha rua todo mundo fala mal de mim, dessa escola eu fui obrigada a ir embora para fugir dos comentários dos outros e a minha mãe chora todos os dias.

– Está tudo bem, mas oque te trouxe aqui hoje? — Perguntou ele a olhando nos olhos com pena. De fato ele estava meio ausente como pai, mas agora parece que este banho lhe abriu os olhos, iria ajudar a pobre garota por que ela não havia errado sozinha.

– Eu queria te avisar que fiz alguns exames, e já sei o sexo do nosso filho e também sei quando ele vai nascer. — Disse dando um leve sorriso.

– Sério? É oque? Quando ele nasce? — Disse ele meio animado.

– É um menino, no final de julho provavelmente.

– Que maravilha! Sabe eu tenho um sonho...

– Qual? — Perguntou ela feliz, afinal, era a primeira vez que os dois se entendiam.

– Queria colocar no meu filho homem o nome do meu avô. Você deixaria?

– Claro, qual era o nome dele?

– Romeu.

– Que lindo! Pode ser esse mesmo. Sempre fui fã de Romeu e Julieta, então será um nome perfeito para meu filho.

– Obrigado Sophia.

– Bom, agora eu tenho que ir. Meu namorado está me esperando lá fora.

– Oque seu namorado acha do assunto? — Gajeel arqueou a sombrancelha.

– Ele disse que está tudo bem, afinal, você assumiu a criança.

– Então tudo bem, mantemos contato por telefone, tchau. — Passou a mão na barriga dela. — Tchau romeuzinho. — Eles sorriram.

– Tchau Gajeel.

Logo que ela saiu pela porta, logo atrás dela alguém entrou. Um homem forte e com cara de mau, estava com uma cara de poucos amigos e Gajeel pensou que seus problemas naquele dia só haviam começado.

– Temos que conversar rapaz.

– Quem é você? — Perguntou assustado.

– Sou Gildarts, você já deve saber que meu avô o diretor desta escola anda meio mal de saúde. Por isso ele me entregou a presidencia durante o torneio, ele vai acompanhar tudo de perto.

– Que torneio? — Perguntou Gajeel assustado, logo Erza entrou junto com Natsu no quarto.

– Oque vocês estão fazendo aqui? — Aquela escola era de doidos mesmo, só pode!

– Erza me larga! — Disse Natsu reclamando. — Me acorda a essa hora e acha que pode me arrastar até aqui? — Bufou.

– Calado! O novo diretor tem um recado importante para vocês dois. — A ruiva já sabia de tudo.

– Fui informado pela Erza que você e seu amigo tocam instrumentos, queria que se juntassem a outros alunos e formassem uma banda para competir contra as outras escolas no nosso torneio. Ela me disse que vocês dois são muito bons.

– Tá, da para o senhor explicar que merda de torneio é esse? — Erza olhou com cara feia para Natsu que acabara de falar palavrão para uma pessoa de respeito.

– Ah, acho que meu avô não contou nada a vocês a tempo... — Eles fizeram que ''sim'' com a cabeça. — Erza, hoje você anuncia tudo ok?

– Pode deixar.

– DÁ PRA VOCÊ EXPLICAR QUE MERDA DE TORNEIO É ESSE? — Perguntou Natsu furioso, paciencia não era uma das aliadas dele.

– Mais respeito rapaz, se vocês conseguirem o troféu ganharam um bom prêmio em dinheiro, o governo vai pagar. E outra, sei muito bem que seu amigo aprontou noite passada, se vocês aceitarem formar a banda irei esquecer deste detalhe.

– Mas eu não fiz nada, então estou fora. — Disse Natsu com cara de tédio.

– Você vai me ajudar cabeça de algodão, acha que eu sou burro? Sei muito bem que foi você que me dedurou pra Erza ontem. — Disse Gajeel com certa raiva no olhar e Natsu coçou a cabeça sorrindo.

– Estamos entendidos então? — Perguntou o diretor.

– Mas você ainda não explicou sobre o torneio. — Natsu disse com cara de bobo, ele ainda não havia entendido. Erza com raiva da burrice do amigo lhe deu um soco na cabeça e ele a olhou sério.

– Depois eu explico tudo a eles. — Disse Erza sorrindo falso.

– Então está bem, vejo vocês mais tarde no auditório onde tudo será anunciado.

[...]

Já estava na hora do anuncio do torneio, Erza e Mirajane já haviam avisado a todos para irem ao auditório após a aula de História. Todos iam chegando e se sentando, logo uma bela bagunça estava formada. Natsu atirava uma bolinha de papel em Gray que lhe atirou um caneta na testa, quando Natsu se levantou pronto para atirar seu própio tenis no moreno pisou no pé de Cana que pulou no pescoço do mesmo. Lucy e Juvia riam da situação e Gajeel estava pensativo sobre a briga com o pai mais cedo, Levy estava preocupada com ele mas não havia conseguido um tempo para conversarem. Mesmo que eles ficassem muito perto na sala de aula as aulas de história eram muito silenciosas, uma das únicas daquele colégio. A baixinha decidiu ir falar com ele, mas não iria comentar oque sabia.

– Gajeel? Tudo bem? — Se sentou ao lado dele.

– Oi... Tudo bem sim. — Os dois ficaram em silêncio.

Gajeel olhou para ela e sorriu.

– Que foi?

– Obrigado por ter me ajudado ontem, sei que tinha mais pessoas junto com você. Mas não me lembro quem era. — Levy corou ao saber que ele só lembrava dela.

– Estava a Erza, Lisanna, Elfman junta comigo.

Eles foram interrompidos quando as luzes se apagaram e os holofotes foram para o palco, onde uma figura albina entrava timidamente no palco.

– Pessoal... — Disse sorrindo, todos continuavam conversando extremamente alto. Erza vendo aquela cena saiu do lado de Jellal, seu namorado e estava subindo ao palco quando o diretor fez não com a mão para ela.

– Silêncio! — Gritou no microfone e todos se calaram. — Meu nome é Gildarts e eu ficarei um tempo como diretor da escola, o Makarov está doente. Quando ele melhorar, ficaremos os dois no mesmo cargo. — Um silêncio desconfortável se fez no ambiente e Mira lembrou-se que o mesmo era um pouco esquecido, levou um papel até a bancada e lhe entregou. —
Enfim... — Começou a falar um monte de coisa desnecessária, Mira era muito competente e acabou fazendo um discurso de boas-vindas muito chato.

– Luce, estou com sono. — Natsu era folgado demais e já estava deitado no ombro da loira que riu da situação.

– Folgado você heim.

– Estou louco para te dar uns beijos. — Susurrou no ouvido dela, fazendo ela se arrepiar.
– Natsu estamos em público!

– Quando você for minha isso não será um problema. — Riu satisfeito.

– Você é muito bobo Natsu. — Ele pegou a mão dela e deu uma leve cheirada em seu pescoço.

– Por você. Me diga, quando vai se ligar logo que fomos feitos um para o outro? — O diretor continuava falando um monte de besteiras e ninguém estava prestando atenção. Nem Erza que estava boba ao lado do seu amor.

– Por que o senhor acha isso?

– Irei te provar isso amanhã, quando nós sairmos juntos.

– Natsu você não está prestando atenção no diretor. — Ela estava tentando mudar de assunto, estava igual um tomate depois de tantas coisas que o rosado lhe disse.

– Eu já conheço esse cara, estou até feliz que ele voltou.

– Voltou?

– Sim, ele já foi diretor. É o neto do Makarov, ele organiza melhor a escola, por isso sei que nós poderemos sair amanhã.

– Natsu, acho que ele é mais liberal e só por isso você acha que ele organiza melhor. — Natsu riu de uma forma sarcástica e fofa.

– Não é isso, você não viu ele irritado ainda. O Makarov nos trata como filhos, é mole com a gente.

Lucy ficou em silêncio denovo tentando entender oque Gildarts dizia, Natsu tirava toda sua atenção.

– Quem já me conhece sabe que eu libero todos aos domingos, mas quem apronta tem uma bela punição. Espero que os antigos desse colégio avisem aos novos, ou será pior. — Sorriu de uma forma maléfica. — Dpois que sai esta escola virou uma bagunça, por conta disso o governo nos obrigou a deixar fazer o torneio aqui. Receberemos outras escolas e teremos competições. A do ano passado foi na Saber e passamos uma vergonha do caramba lá, ninguém levou a sério, quero avisar vocês o desse ano vai ser aqui e somos obrigados a vencer!

– Verdade pai, odeio aqueles engomadinhos daquela escola podre. — Disse Cana e Lucy teve um espanto.

– Ele é pai dela? — Perguntou a Natsu.

– Aham, mas ele descobriu isso a apenas três anos. Viu que a filha teria virado uma alcólatra e obrigou ela a entrar na escola do bisavô.

– Entendi.

– Teremos cinco categorias para ganhar pontos: Feira de Ciências, Miss Estudante, Futebol, Música e Gincana. Na Feira de Ciências obviamente deve se criar um projeto científico, para esta categoria eu escolhi o Jellal já que ele gosta tanto de Biologia e já ganhou quatro vezes o própio prêmio da escola. Miss Estudante eu escolhi a menina que tem porte para miss, temos muitas meninas bonitas neste colégio, porém, além de muitas terem ficado em outras categorias algumas iriam me odiar por coloca-las em um concurso de beleza. Então como a Mira não é aluna. — A albina ficou vermelha ao perceber que muitos ficaram chatiados por não poder ser ela. — Eu escolhi a Lisanna Strauss, a irmã dela. Espero que você mostre apenas seu lado meigo no dia do concurso, entendeu Lisanna? Outra coisa, como miss você não poderá participar das outras categorias. — Lisanna concordou com a cabeça e todos aceitaram a escolha dela. Afinal, Erza seria muito importante na gincana, era ágil e também não queria ser miss de jeito algum. Juvia era líder de torcida então estaria muito ocupada com o futebol no dia do grande jogo. — Futebol será o mesmo time de sempre, tirando os alunos que estão na outra categoria, as meninas da torcida também não irão poder ficar em categoria alguma. — Juvia ficou meio chatiada até ouvir o resto. — Porque pelo que eu entendi, a líder de torcida que fizer a melhor coreografia trazerá pontos para a escola também. Na parte da música, uma banda terá que ser formada e se apresentará nos três dias de torneio, eu já escolhi dois alunos para formar esta banda que são o Gajeel e o Natsu. Eles dois me indicaram duas meninas que também sabem tocar, que são Levy e Lucy Heartfilia, espero que vocês quatro ensaiem muito porque esta categoria é a que dará mais pontos. Por fim, a gincana precisa de três líderes que obviamente será a Erza, Cana e Elfman, o resto dos alunos que eu não falei estão na gincana liderados por vocês. Depois irei dar um papel para os três com as provas que vão ser cobradas no dia, espero que se dediquem pois os alunos que mais se destacarem ganharão uma viagem.

– Viagem para onde? — Perguntou Erza com os olhos brilhando.

– Para a Holanda.

– Meu sonho! — Disse Lisanna.

– Estão liberados. — Gildarts disse simplesmente descendo do palco, era a hora do recreio e ninguém estava gostando de perder tempo, muito menos ele.

Levy precisava falar com Gajeel, queria dar um ombro, mas a vergonha lhe atrapalhava. Mas seu coração foi mais rápido desta vez e quando o garoto se levantou da cadeira com certo olha de confusão mental ela foi atrás dele. A multidão era grande, pois todos estavam anciosos pelo recreio, com tamanho pequeno que ela contava acabou perdendo de sua visão Lucy, Gajeel e Juvia que estava perto também.

Mas uma coisa que ela não percebeu foi a aflição de certo brutamontes ao ter perdido ela de vista também, ''Merda, será que pisotiaram ela? Será que está bem?'' Olhou em volta e encontrou certo monte de cabelos azuis tentando não ser empurrada por tanta gente.

Soltou um sorriso travesso e empurrou todo mundo que começou a lhe xingar e ele simplesmente lhes botava o dedo. Quando a baixinha meio confusa bateu contra sua barriga levantou o rosto para ver quem se tratava e ele simplesmente a levantou.

– Gajeel, espera- Era tarde demais, ela já estava em seu colo como uma noiva e todos começaram a soltar certo olhar confuso aos dois.

Se ouvia muitos ''Eles estão namorando''

– Vim te salvar, pequena. — Disse ele simplesmente e ela corou com tais comentários alheios, Lucy olhou para trás com medo de ter perdido a irmã e Gajeel lhe fez um sinal positivo.

– Se divirtam! — Gritou a loira em meio ao monte que ia se separando aos poucos.

– Gajeel, eu não sou uma criança.

Ela estaria gritando, esperneando ou qualquer coisa do tipo, mas era tão grande a pena que ela estava dele por conta dos acontecimentos anteriores que ela estava aliviada de ver nele o mesmo sorriso meio divertido de sempre.

– É a minha bebê.

Que? Gajeel falando coisas fofas não era algo fácil de se ver por aí.

– Gajeel, você está estranho. — Ela corou quando ele a colocou no chão e se sentou na escada do corredor para ficar no mesmo tamanho que o dela.

– Eu? Eu nada. — Ele desviou o olhar.

Ela queria que ele contasse a ela oque havia acontecido, mas não queria que ela tocasse no assunto, assim decidiu jogar verde com o mesmo.

– Está sim. — Sentou ao lado dele na escada e ele teve a vontade de deitar mais uma vez em seu colo.

– Não estou não.

– Teimoso! — Provocou ela.

E ele não respondeu nada, era do pior tipo de pessoas para se abrir com alguém ou de se mostrar fraco diante um problema, então um silencio se formou no local.

– Tá, eu confesso, eu quero saber oque aconteceu. — Disse ela simplesmente.

– Ã? — Ele respondeu tentando mudar de assunto.

– Gajeel, desculpa, eu ouvi a sua discussão com seu pai e estou preocupada. — Levy era muito sincera, percebendo oque disse colocou a mão na boca e ficou totalmente sem graça.

– Então é isso.

– Pode se abrir comigo, eu sei que não nos conhecemos direito, mas... — Ele sorriu ao perceber a confusão dela, pois ele já havia percebido que ela tinha um certo sentimento quanto á ele, só não gostava nem um pouco de admitir e convenhamos ele não gostava de muitas declarações de amor. — Eu e você, sabe.

– Sei. — Seu olhar mudou de tom e ele se intristeceu. — Não se preocupe comigo.

– Claro que eu vou me preocupar! Como vão ficar as coisas agora?

– Eu tenho a herança do meu avô e mês que vem eu faço dezoito anos.

Gajeel era mais velho porque repetiu um ano, mas foi por preguiça o mesmo não gostava muito de fazer a lição de casa.

– Você vai embora da escola?

– Não, já que eu termino esse ano, irei pagar até o fim. — Levy deu um sorriso de alívio e o moreno sorriu também, era engraçada a forma como ela estava preocupada quanto a ele ir embora.

– E o seu filho, como está? — Levy não o odiava de maneira nenhuma, nem Sophie muito menos a criança que não tinha culpa de nada. Para ela era apenas um inocente que nem ao mundo ainda teria vindo.

– Já escolhemos um nome, já que será menino.

– Que lindo! Qual vai ser? — Seus olhos brilharam, ficara imaginando quando ela mesma tivesse um filho.

– Romeu.

– Adorei! — Gajeel sorriu, era ótimo a idéia que ela gostasse de seu filho, pois assim um dia poderia namorar com ela e amar os dois ao mesmo tempo. — Nasce quando?

– Final de Julho.

– Aonde você vai morar agora?

– Na escola e quando sair daqui irei pro antigo apartamento do meu avô que agora está alugado.

– Entendo.

Agora Levy se preocupou denovo, claro eles não eram namorados, então quando acabasse a escola como ficariam? Perderiam o contato? Encomodada com certo silêncio, não sabia oque fazer então decidiu que iria sair dali, não sabia exatamente oque fazer.

– Bom Gajeel- Ela ia se levantar e ele a interrompeu colocando quase nada de força em seu braço.

– Levy. — Ele a interrompeu lhe lançando um olhar fundo.

– Diga.

– Se eu lhe mostrasse ser uma boa pessoa, você ficaria comigo? — Ela ficou apavorada com a pergunta e fez uma cara confusa e então ele decidiu explicar melhor. — Digo, seu namorado ideal.

– Meu namorado ideal? — Ela sentiu borboletas no estômago e teve vontade de sair pulando ''Gajeel gostaria de ser meu namorado''

– Exato. — Ele disse no tom mais natural do mundo e tentando não rir da vergonha da garota, devia ser o primeiro homem a ter a coragem que teve ao querer se assumir diante a ela e ele amava isso. Queria ser o primeiro em tudo, se é que me entendem.

Ela corou dos pés a cabeça e não sabia oque responder.

– Estou disposto a mudar por você. — Continuou a dizer enquanto ela ficava em silêncio.

– Oh, Gajeel. — Ela disse com sua voz super fofa, na maioria das vezes ela foi agressiva com o mesmo, mas hoje lhe parecia um dia especial, não só para ele, pra ela também. —
Claro que sim. — Ela sorriu de forma gentil.

– Claro que sim oque? — Estava querendo a ver o mais vermelha possível por que ela era uma graça.

– Que po-podemos ser na-mo-mo-rados. — Ele a olhou com um sorriso e ela tentou explicar. — Mas claro, se você mudar.

– Já me sinto outra pessoa, e eu sei que você é um dos motivos. — O coração pequeno bateu mais forte ao ouvir esta frase. — Estamos combinados assim?

– Estamos, Redfox, mas não pense que eu já sou propiedade sua. — Ela retomou sua pose de mandona e levantou o olhar meio travesso.

E ele se perguntou mais uma vez qual a personalidade ele gostava mais, mas para falar a verdade ele gostava de todas, qualquer uma lhe atiçava. Então ele concluiu que ele gostava era mesmo de Levy Heartfilia.

– Eu não penso nada, você simplesmente já é.

– Ah, é mesmo? — Perguntou meio brincalhona.

– Sim. — Ele a puxou.

– Prove!

Ele segurou forte a sua cintura e lhe deu um chupão ouvindo certo gritinho da sua pequena.

– Minha marca.

A pele de Levy era táo branca e macia que logo um roxo ficou estampado no seu pescoço como uma tatuagem. Ela não teve nem tempo de reclamar, quando percebeu ele a pegou no colo como uma criança e já estava em seus lábios, um beijo carinhoso e terno e ela só pode aceitar pois ele a dominava por completo.

Notas finais
Eu sei que ele não foi lá algo romantico, foi mais para esclarecer sobre o Gajeel e o torneio que logo virá, teve muito mais Gale neste capítulo, mas meus queridos Nalu's o próximo será a saída da Lucy com o Natsu onde ela vai decidir sobre oque fazer! Beijo no coração, e por favor comentem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.