As irmãs Heartfilia

11 Eu que não fumo, queria um cigarro ♪


Notas iniciais
Então galera, to chatiada com vocês... Estão me abandonando muito, fico chatiada por que não é fácil manter uma fic grande como a minha, mas enfim, esse capitulo não demorou e amanhã tenho prova de Matemática, então por favor tenham mais carinho comigo assim como eu tenho com vocês, ok? Espero que gostem s2 Boa leitura! :3

Longe dalí, uma pequena garota andava pelos corredores assombrada por seus pensamentos, estava irritada, seu foco principal era ficar sozinha no ginásio até que sua mente estivesse tranquila. Levy era o tipo de menina que perdia a cabeça fácil, mas com ele tudo se tornava muito pior, ele tirava o pior e o melhor dela talvez, nem ela mesmo sabia. Quase que furava o chão pela fúria que caminhava, por conta disso quase atropelou seu professor de Educação Física.

Após uma cabeçada no jovem professor Loki, ele perguntou assustado:

– Hey Levy! Porque está tão apressada?

– Eu? Eu estava correndo? Não percebi.

– Você acabou de quase me derrubar! Se não fosse, tão... — Fez um gesto com a mão. — Pequena, talvez eu teria caído.

– Desculpe professor! Mas tenho que ir! — Ela estava apressada demais, queria ficar sozinha.
Espere! — Levy parou no meio do corredor, quando o professor gritou.

– Diga?

– E Lucy? — O cara nem pra esconder a cara de tarado que fez ao pronunciar o nome da loira, mas para a sorte dele a baixinha estava muito atordoada para perceber seu ''pequeno'' interesse na irmã. — Onde está?

– Estudando, onde mais estaria?

– Mas porque você não está? Achei que algum professor teria faltado.

– Não, eu pedi para sair.

– Hm, tchau então. — Loki achou muito estranho a garota estar indo em uma direção muito contrária dos dormitórios femininos, mas não era do tipo ''chato'' preferiu não falar nada, dentre os professores da escola ele era um dos mais novos e liberais.

Levy só abanou a mão e seguiu em frente, queria achar um lugar onde ninguém á encontraria. Pensou em ir ao banheiro feminino, porém, sabia qualquer pessoa iria entrar ali logo, já que o terceiro ano usaria o ginásio em breve. Viu uma porta pequena e encontrou o lugar perfeito, um pequeno quarto onde o zelador guardava produtos de limpeza. Sentou no chão, tinha muita poeira ali, o importante é que teria paz pra pensar sem ninguém para encher o saco. Abraçou suas pernas e colocou a cabeça nas coxas e começou a chorar, porque? Ela mau o conhecia! Tinha muita raiva de si mesma por isso. Ele cuidou dela quando choveu, e também a irritava muito, estava gostando de alguém finalmente e o mesmo engravidou uma garota e nunca poderiam ter algo. Tudo começou e acabou tão rápido, era demais, machucava... Nem teve tempo para criar muitas expectativas, mas teve para se decepcionar, ela tentou acreditar que ele não fosse um galinha qualquer.... Fazia ela rir, quando beijou ele sentiu uma coisa diferente. Ela nunca teve muitas esperanças com homens por se achar feia, agora muito menos.

– Levy, Levy! — Estremeceu ao ouvir a voz grossa que ela bem conhecia. — Eu sei que você está aí, encontrei o Loki quando te procurava.

A pequena foi espiar numa fresta e Gajeel estava na porta do banheiro feminino, ele podia ser esperto, mas ela era muito mais.

– A gente temque conversar é sério, não faz isso comigo baixinha. — O moreno sentou-se no chão. — Beleza, vou ser obrigado a entrar aí. — Será que ele teria coragem de adentrar assim o banheiro feminino? Mas algo ao seu favor aconteceu.

Levy tinha reniti, já era de se esperar que o ambiente não lhe faria bem, então sem querer ela espirrou soltando um eco enorme no ginásio.

– ATCHINN!

Gajeel sorriu e foi indo em direção aonde poderia ter saído o espirro, que pela delicadeza da voz só poderia ser de uma pessoa.

– Achei!

Levy como uma criança, ainda sentada no chão abraçada em suas pernas o olhou a altura de seus joelhos que ainda tapavam seu rosto, depois simplesmente o ignorou colocando a cabeça entre as coxas novamente.

– Nós não temos oque conversar, Gajeel. — Ele se sentou no chão para ficar da mesma altura.


– Olhe para mim e diga que não temos, me olhe nos olhos... — Colocou a mão no ombro dela e ela olhou.

– Nós não temos.

– Porque você acha que só porque terei um filho não podemos ficar juntos?

– Preciso te responder? Realmente, achei que você fosse mais inteligente. Não sou uma menina que você pode sair beijando por aí, por nada, entendeu? Mas você não me deve explicação alguma.

– Eu sei claramente disso, mas você coloca palavras na minha boca. Eu não tenho nada com a Sophia além dessa criança.

– Você sabe o tamanho da responsabilidade disso? É um ser humano que está pra vir, você terá muitas responsabilidades e você trata isso como uma coisa normal!

– Você que dá muita importancia, quantas pessoas tem filhos fora de uma relação?

– Muitas Gajeel, mas eu não quero isso pra mim. Vejo que você é um cara que não tem responsabilidade alguma.


– Você nem me conhece direito e está me julgando, eu estava querendo algo sério contigo, e ainda só sabe me ver como um galinha.

Gajeel era sim um cara que não sabia oque fazia, as vezes bebia demais, fumava... Não deixava nada que queria fazer pra depois, um típico bad boy. Levy era totalmente ao contrário, estudiosa e sempre tão preocupada com tudo além de ser marrenta e brava seria a típica nerd se não fosse pela personalidade forte. Mas as vezes se preocupava demais, deixando as coisas pra depois. Tinha medo de errar, fugia de muitas coisas, mas o moreno era o erro que ela queria muito cometer, mas, sua mente lógica vinha sempre na frente do coração e quem não deixa os sentimentos fluírem não é feliz.

– Eu não estou te chamando de galinha, você não entende.

– A gente podia só aproveitar, vamos ver se dá certo...

– Não Gajeel, eu não posso fazer isso, não me jogo em situações que podem me fazer mal futuramente. Não vivo pela metade.


– A verdade é que você quer um homem perfeito como todas as mulheres.

– Olha, eu vou sair daqui preciso falar com a Lucy. — Levantou e foi em direção a porta.

Depois da azulada sair, Gajeel pegou em seu bolso um maço de cigarros logo acendendo um.

[...]

Já era noite, todos os alunos em seus quartos o dia de aula tinha sido cansativo... Gajeel não voltou para a aula, e até agora estava sumido do colégio, mas só Natsu sabia disso, por enquanto. Levy após ter escovado os dentes, estava anciosa por a irmã prometera que iria lhe contar uma coisa hoje, e disse que não era boa notícia. A baixinha estava sentada no tapete do quarto que era azul bebê por escolha das duas, e lembrou que depois da conversa com Gajeel não o viu mais naquele dia. Abriram a porta e era Lucy que chegava do banheiro, estava pronta para dormir e conversar com a irmã.

– Levy... — Sentou-se no tapete também a loira que estava meio nervosa.

– Então Lu, oque aconteceu? Pode confiar em mim você sabe. — Pegou nas mãos dela, para tentar acalmá-la.

É que... — A loira olhou para o teto tentando esconder o rosto. — Sabe aquele dia que o papai me chamou pra conversar com ele sozinho na sala dele?

– Sim... Achei estranho ele só falar com você, te perguntei e você não me contou.

– Não era a hora, você brigaria com ele e eu não queria isso.

– Vamos Lucy não enrole!

– Bom é que, os negócios do papai não estão indo muito bem, sabe?

– Tá, e oque isso tem a ver com a gente?

– Sabe que o pai do Sting está muito doente, né?

– Sei.

– Pois é, o papai quer que eu me case com o Sting quando o pai dele falecer, e eu aceitei pois é o meu pai e acho que devo tentar ajudá-lo.

– CARALHO LUCY, ELE É UM DESGRAÇADO, VOCÊ SABE! — Levy levantou imediatamente com raiva. — SEM CHANCES, NÃO LHE DEIXAREI CASAR COM AQUELE CANALHA!

–Calma Levy, tente entender por favor! É o nosso pai!

– Ele vai acabar com a sua vida por dinheiro? Porra acorda! Temos dinheiro para três gerações terem vidas confortáveis!

–Eu sei... Mas para ele é importante que estejamos sempre em primeiro lugar.. É o orgulho dele poxa, eu também não queria isso. — Lucy começa a chorar completamente angustiada.

– Perdoa Lu, é que eu não quero te deixar ir embora, não quero. — Levy abraçou a irmã e logo começou a chorar também.

– Vai ser para o nosso bem, tenha certeza! Eu vou te visitar sempre!

– Mas você nem terminou o ensino médio, e se o velho falecer agora?

– O Sting aceitou esperar eu terminar os estudos.

– Olha, fique sabendo, nem o papai e nem você vão me fazer aceitar isso tudo, entendeu? Você não gosta dele e aquele loiro sujo tem uma fixação sobre você, vive te mandando mensagens e não adianta você me esconder.

– Eu sei, eu odeio ele. — Lucy se sentou na cama.

Para piorar as coisas, Natsu ouviu toda a conversa do outro lado da porta, quando viu Levy gritando pois seu quarto era ao lado se interessou pelo assunto e foi dar uma de fuxiqueiro. Coisa que não fazia, mas seu ciúmes era maior do que tudo, não sabia quando ficou assim. Levy se levantou e iria sair para pegar um copo de água para a irmã e deu de cara com o rosado.

– Natsu?

– É... Eu vim aqui perguntar se vocês não viram o Gajeel, ele sumiu. — De fato ele havia sumido, porém só ele sabia onde ele estava... Mas não lembrou de nenhuma desculpa no momento e foi aquela que deu.

– Sério? Melhor comunicar o diretor Natsu, fique aqui que eu já volto. — Levy estava preocupada e nem lembrou que deixou duas pessoas que estavam de mal juntas.

Lucy só abaixou a cabeça e não falou nada, sabia que ele estava muito bravo com ela e cansou de tentar falar com ele, mas, para sua surpreza ele se sentou ao lado dela na cama.

– Lucy você estava chorando?

– Eu? — Limpou o rosto. — Não, deve ser porque estava tirando a maquiagem.

– Não minta pra mim.

– Você não estava de mal comigo? — Sim ele estava, mas ela estava chorando e ela ganharia oque quisesse dele se estivesse frágil, mas não sabia disso.

– Me perdoa minha infantilidade, quando não tenho oque eu quero eu fico muito irritado. — O nome do cara, pelo qual ele ouviu a conversa ele não esqueceu, Sting seria seu rival agora. Mas como o rosado era meio apressado demais, entendeu que Lucy queria casar com Sting e não estava sendo quase obrigada pelo pai.

– Percebi.

– Lucy, se você não quer nada comigo, vamos ser amigos ok? — Pegou nas mãos dela. — Me diga logo oque está acontecendo.

– Não é algo que eu conte a amigos homens. — Eles riram, e mesmo triste Lucy estava muito feliz por fazer as pazes com seu rosinha.

– Vamos fingir que eu sou gay então? — Lucy já estava esquecendo da irmã que havia saído e não voltava.

– Ok, faça ai uma dançinha de monete! — Ele queria ver ela sorrindo, não era lá um humorista mas iria tentar, para o bem dela.

Natsu se levantou e abriu o guarda-roupas da loira encontrando uma saia, colocou por cima do pijama e começou a dançar.

– Venha gata, dança comigo hoje eu to poderosa! — Lucy riu muito que chegava a doer seu estômago, até que parou com uma cara tensa.

– Oque foi Lucy — A loira levantou-se rápido e puxou uma coisa que estava grudada no zíper da saia, ficando vermelha na hora. — Ah.. Era uma calçinha?

– N-NÃO ERA UMA BLUSA!

– Não minta, eu sei muito bem oque era.

– Você nem chegou a ver!

Então ele abriu a gaveta do criado mudo onde ela havia atirado antes a calçinha para ver oque realmente era. Lucy pulou imediatamente em seu pescoço, os dois cairam no chão, mas, Natsu com a calçinha preta fio dental dela na mão.

– Hmm, então você usa isso? Que provocante!

O ambiente era completamente constrangedor, Lucy caida por cima do garoto que estava com sua calçinha na mão.

– Foi um presente de uma amiga, me devolva!

Natsu ficou brincando e não deixava ela pegar a calçinha até que seus lábios se tocaram sem querer, ele ficou parado e não fez nada. Mas ela não aguentou por que estava apaixonada por ele, e acabou dando outro selinho parado e ele continuou. Natsu colocou as mãos na cintura da loira e a puxou para ficar sentado com ela no colo, e assim Lucy segurou o pescoço dele, suas linguas diziam coisas que não são expressadas em palavras, Natsu colocou sua mão nos quadris da loira e soltou um gemido junto ao beijo.

– Natsu... — Com seus rostos um centímetro longe, estava dificil para ele resistir á ela.

Ele não disse nada, só fechou os olhos e a beijou novamente, o clima estava esquentando demais até que alguém chega para atrapalhar.

– Oque estão fazendo?!

[...]

Em um dos melhores bares da cidade, um menino com seus 17 anos bebia mais que qualquer outro, mentiu que já era maior de idade para poder entrar ali e foi fácil. Conversava com outro bêbado no balcão daquele bar, e suas palavras já saiam de uma forma que ninguém entendia de tão embriagado, Gajeel se perguntou quem estava mais bebado ele ou o cara.

– Então meu caro jovem, como te falei... Fui acusado de um assasinato que eu não cometi, perdi tudo nessa merda de vida.

– Como isso aconteceu tio? — Tocou um golão de vodka e chegou a engasgar.

– Calma menino, assim você vai se matar. — Os dois riram.

– Então cara, eu tinha uma filha e eu não sei aonde ela foi parar. — Gajeel congelou ao ouvir a palavra filho, mas logo por conta da bebida, esqueceu.

– E como era a sua mulher?

– Linda, perfeita. — O homem começou a chorar.

– Ei, oque tem velhote?

– É que foi ela que foi assasinada, mas não fui eu. Eu juro!

– Tudo bem, eu acredito em você se acalme...

– Então ela era muito delicada como uma flor... Era baixinha sabe? — Ao ouvir essa palavra tão familiar ''baixinha'' Gajeel sabia muito bem oque lembraria, a pequena que ele queria chamar de dele sempre, mas que não era o homem certo pra ela e essa a parte mais dificil da história... Desistir dela.

– E oque mais?

– Ela tinha os olhos castanhos mais lindos que eu já vi, eram grande e de cílios muito bonitos.

– Só falta você me dizer que ela tinha cabelo azul! — Levy também tinha os olhos assim, e brincou porque sabia que sera improvável que a mulher daquele cara tivesse pois naqueles tempos ninguém pintava o cabelo dessas cores tão chamativas.

– Não, eram pretos como a noite. Era extremamente linda! — Sorriu ao ver o amor que o velho tinha por sua falecida esposa, mas por estar muito bebado esqueceu da parte que ele teria sido acusado da morte dela.

– Velho, a conversa está muito boa, mas eu vo indo.

Tinha bebido demais, sua visão estava turva, não podia fazer aquilo pois ano passado teve muita recomendação após ter ficado em coma alcoólico por sete dias. Tudo começou a girar e ele precisava ir pro colégio rápido, pagou uma fortuna ao segurança e não iria arrumar problemas dessa vez. Começou a caminhar e de longe viu uma garota de cabelo azul com outra de cabelo vermelho.

– Gajeel? — Ouviu gritar o seu nome, mas, simplesmente tudo ficou preto e ele desmaiou.

Continua...

Notas finais
Eaí oque acharam? Podem comentar qualquer coisa, críticas me servem para o bem como já disse muitas vezes, mas a opinião de vocês se não for dada aí sim maguaria entende? Preciso saber oque vocês estão achando da fic! Beijão :3