As incríveis aventuras de Amy Night
28 Os trigêmeos
Ela até que gostou de ir para a escola. Bem, não foi tão ruim. Fez três novos amigos (bonitos) e está ficando um pouco popular por andar com eles. No terceiro dia de aula, ela decide ir com a fita que sua amiga te deu, para variar um pouco. O mesmo penteado não dá. Chegando por lá, uma garota que parece ser um pouco burra, a olha de cima a baixo:
– Mudou de visual, é?
– Eu te conheço.?
– Ainda não. Mas se quiser ficar bonita pra roubar o namorado dos outros, pode tirar o cavalinho da chuva. Eu faço karatê.
– ... Ué, mas eu não quero...
– Shhh! Cala a boca! Eu sei qual é a sua com o Leniel. Saiba que ele tem DONA. — Leniel chega na conversa, ao escutar seu nome.
– Alana? O que você tá fazendo com a Amy?
– Ja vai defender ela, né?! Então tá. — ela sai, com um pouco de água nos olhos.
– Me desculpe. A Alana é extremamente ciumenta. Ela não sabe diferenciar amiga de amante. É um porre.
– Ela achou que eu estava querendo te seduzir ou algo do tipo, com essa fita tão simples. — ela dá uma risadinha forçada.
– E não é que conseguiu?
– ... Oi?
– Ficou muito fofa. — ele pisca o olho para ela.
É sério, Leniel? Você tem namorada, poxa! — pensa Amy.
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Aula de física. A primeira aula da matéria na semana. Thaniel já fica com cara de preocupado. Amy percebe, pois ele abaixa a cabeça na cadeira e põe o casaco por cima. Ela arrasta a cadeira para perto dele e sussurra:
– Ei!
–.. Hum? — ele parecia com sono.
– Você precisa de ajuda em física?
– Muita.
– Eu posso te ajudar. — ele levanta a cabeça bem rápido.
– Sério? — sua expressão parecia melhor.
– Sério. Não vai ser difícil não. — ela dá um leve sorriso.
Thaniel gostaria muito de abraçá-la naquele momento, mas sua timidez não deixou. Ele apenas agradeceu adequadamente.
No intervalo, eles se reuniram de novo, mas Thaniel não estava lá dessa vez. Amy não liga muito e vai até o banheiro, mas no caminho até lá, teria que passar pela quadra de esportes, onde estava acontecendo uma partida de basquete.
Que legal. Será que um dia eu posso ser como eles também?Claro que sim, Amy! Força de vontade é tudo.
Até que a bola bate na sua barriga (ela estava menstruada) do nada, ela sente uma dor não muito forte, mas como estava naquele estado, foi mais impactante do que parecia.
– Amy! Desculpa!! — era Thaniel.
Thaniel... Joga no.. Time de basquete? ♥
– Eu vou levar você até a enfermaria!
– Não! Não precisa, sério. Não foi nada. Você... Joga basquete?
– Antes sim. Mas agora não jogo mais. Só de brincadeira, as vezes. Como hoje. Mas essa brincadeira deu merda.
– Não, que é isso! Não machucou, de verdade. Não se preocupe.
– Sério?
– Sério. — ela ri um pouquinho.
– Que susto. Jurava que tinha te machucado já no terceiro dia de aula.
– ... Então você machuca as pessoas?
– Sim. Algumas vezes acidentalmente, outras não. — um amigo dele o chama. Ele sai numa corridinha, sem se despedir direito. Amy aproveita para ver sua habilidade no basquete (e outras coisitas mais, se é que me entende). Ele era um pouco magrinho, um pouco fortinho. Tinha belos olhos castanho escuro e cabelo preto (igual aos outros dois né). Parecia muito concentrado no que fazia.
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– Ei, Amy! — diz Daniel, no fim do horário das aulas.
– Sim?
– Sua irmã tá em casa?
– Tá. Por quê?
– Gostaria de falar com ela, será que dá? — ele faz uma carinha de coitado que Amy não resiste.
– É... Claro que dá. — ele a segue para o caminho de casa.
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– Alex! — grita Amy, só para checar se ela estava em casa mesmo.
– Ooooi. — chega ela, ainda de camisola, com o cabelo bagunçado. Daniel quando vê, toma um susto e se envergonha, tampando os olhos. Mas depois acha que não ver aquilo seria desperdício. — Ah. Oi, Daniel. Acho que não estou vestida apropriadamente para recebê-lo.
– Não, não tem nada.
– Bom, eu vou deixar minha mochila lá no quarto. — eles parecem se encarar o tempo todo de uma maneira estranha. — E depois... Vou revisar algumas matérias. — continuam se olhando. — Ou seja, vocês vão ficar sozinhos. — Amy sai.
– Que legal te ver. — diz ela, quando de repente, Daniel tenta roubar um beijo seu. Tipo, do nada. — Que que você tá fazendo??
– Eu quero te beijar. Quando te vi, sempre quis.
– Mas eu nem te conheço, e...
– Eu te conheço! Vi o seu perfil no facebook e em todas as suas outras redes sociais. Descobri que você foi para a marinha, tem 27 anos e adora se aventurar.
– Como você sabe tudo isso sobre mim?! Eu nem tenho você adicionado.
– Meu primo hacker me ensinou umas coisas. Desculpa, não resisto. — ele dessa vez a beija de verdade. Ela tenta empurrá-lo, mas parece que estava colado, sei lá.
– O QUE VOCÊ TEM, GAROTO?
– Eu te amo, Alex Night.
– Não ama não!! Você sabe muito bem que eu sou MUITO mais velha que você, não vai dar certo.
– Mas você está solteira.
– Sim, sim, estou mesmo. Mas isso não significa que eu vou ter que namorar um garoto de 17 anos. Eu posso ser acusada de pedofilia, sabia?!
– Já já eu faço 18 e seremos felizes para sempre!
– Garoto, você não entende, eu não gosto de você. Nem sei por que me ama do nada.
– Você é perfeita. A garota que eu sempre quis. — ela o corrige:
– Mulher.
– É, mulher, tanto faz. Só sei que eu estou louco por você, Alex. Não tem mais cura.
– CLARO QUE TEM, QUE MENINO INGÊNUO. Você só precisa gostar de alguém da sua idade, tipo a Amy!
– A Amy? Não, não, meu irmão já curte ela. E ela não faz meu tipo.
– Você também não é meu tipo.
– Eu mudo! Eu... faço alguma coisa no meu corpo, e vou gostar de tudo que você gosta!
– Não, Daniel... Por favor, não precisa mudar quem você é. Só estou querendo dizer que não vai nunca dar certo. Eu já vou completar 30 anos, e logo vou achar o homem pelo qual vou me apaixonar, casar e ter filhos.
– Eu sou esse homem, não vê?
– DEIXA DE BRINCADEIRA! É SÉRIO.
– Eu falo sério.
– Não, não dá.. Eu... — Allice chega na sala, juntamente de Amy.
– Acho que estamos atrapalhando. Vamos, Amy, eu tô com fome.
– Ele já está de saída. — Alex o empurra para a porta.
– Ah, você pode ir no espetinho da esquina com a gente também, né? — diz Allice.
– É. — Amy o chama para ir com um sinal.
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Estão os três estão no espetinho da esquina, e Amy percebe que Daniel não está nada bem.
– Daniel...?
– Oi..
– Eu sei que você gosta dela. — ele estufa os olhos.
– Aquilo não é gostar, é amar. — responde.
– Mas você tá ligado que não dá certo, né?
– Não tire minhas esperanças. Vai dar sim.
– Você precisa saber uma coisa sobre a Alex...
– Eu já sei de tudo sobre ela.
– Tenho certeza de que isso você não sabe.
– Então conta logo.
– Desde que namorou alguém de 15, quando ela tinha 24, ela sofre trauma de namorar alguém mais novo que ela. Esse garoto que namorou com ela, um dia ficou com raiva dela sei lá por quê (eles estavam quase terminando) e a denunciou. A Alex passou 1 ano na cadeia. — Daniel fica surpreso e não consegue falar nada em sua defesa.
– ... Sério?
– Sério.
– O que eu faço então? Eu já amo ela.
– Tenta gostar de alguém mais novo, vai. — ela ri, e dá um tapinha nas costas dele. Daniel a olha de uma forma estranha. — ... Que foi? — ela percebe que estava criando um clima.
– Gostar de alguém mais, novo, é?
– É, né.
– Tá bom. — ele empurra sua cadeira para perto de Amy. Olha seu rosto cuidadosamente. Seu olhar era muito penetrante.
– Por que você tá olhando pra mim?
– Sei lá, você é bonita.
– Eu não. — ela se envergonha e põe a mão no rosto. Ele tira a mão, dizendo:
– É sim. Daniel não queria soltar sua mão, por alguma razão meio óbvia.
– Aaaamyyy! — grita Allice, correndo em sua direção.
– Ah, o-oi.
– Um cachorro maldito me assustou e eu acabei derrubando meu alimento precioso. Compra outra pra mim.
– Ow, Allice! Eu já não tenho mais dinheiro aqui! Quem mandou ser medrosa?
– Eu pago pra ela.
– ..Quê?
– Relaxa, eu tenho uns trocados. — ele se levanta e vai lhe pagar outro.
Que gentil ♥
Quando ele volta, senta e finge que nada aconteceu. Ela, logo diz:
– Depois eu te pago, certo?
– Não precisa, cara. Você não está em dívida comigo, bobinha. Isso foi um favor. — ele agarra ela com um braço e deita sua cabeça sobre a dela.
– Aah, obrigada então ♥
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