As folhas do outono.

2 Capítulo 1 - Uma festa em Steubenville.


Notas iniciais
Esse é o Capitulo Um da história de Kyle, um menino de Nova Iorque que sai de férias com os tios de Ohio e se vê sozinho em um apocalipse zumbi.

Era meio do outono. Como sempre, o tempo era nublado, e ninguém sabia oque iria acontecer logo após.

Talvez eu deva me apresentar. Meu nome é Kyle. Tenho 13 anos. No dia 5 de novembro de 2016 fui despachado de casa para uma fazenda no estado de Ohio, onde meus dois tios moravam. Seus nomes eram James e Elizabeth, ou Tio Jam e Tia Lize, como gostava de chamá-los. Minha mãe me despachara porque não me aguentava mais em casa, sentado na tela do computador. Acho que isso resume bem minha história, mas vamos prosseguir.

De manhã, bem cedo — umas 6 horas da manhã — meu tio me arrancara do acolchoado, comandando que fosse para mesa tomar café da manhã. Me espreguicei, e ainda tive algum tempo de olhar para o quarto onde dormira direito.

O quarto era todo roxo, com as bordas num tom de lilás, e algumas decorações de flores no teto. Ele era da minha prima Collie, que estava agora no Egito, trabalhando como arqueóloga. Havia algumas coisas legais nas gavetas, como um autógrafo de uma boyband que havia se desintegrado recentemente, alguns recibos amassados e uma caneta sem tinta.

O café da manhã foi bom — alguns ovos mechidos e bacon que Tia Lize havia feito, além de um copo de leite — e logo após o café da manhã eu e meu tio partimos com a velha caminhonete para Steubenville, a cidade mais próxima da fazenda. Ao chegarmos, a cidade estava silenciosa e parecia uma daquelas cidades do velho oeste abandonadas.

Meu tio não ficou alarmado com a situação, então me tranquilizei e, quando ele desceu da caminhonete para sacar dinheiro no banco, segui ele. O banco estava vazio, o carpete estava desarrumado e o chão cheio de terra, mas oque estranhei mesmo foi que na porta havia uma placa de "Aberto". Meu tio fitou a placa com um olhar de desconfiado, e a cada segundo olhava para dentro do banco para ver se tinha alguém lá, mas sem sucesso, simplesmente adentrou o local (e eu o segui).

Ele pisou no carpete desarrumado, passou por cima de algumas pegadas barrentas no chão e tocou a campainha do caixa, mas não teve nenhuma resposta, além de um grunhido agudo vindo de dentro da área dos funcionários.

– Mas que coisa estranha.. — cochichou ele pra mim — Kyle, fique aqui, preciso fazer uma ligação.

E saiu pela porta da frente, virando a placa de "Aberto" para "Fechado".

Fiquei ali sentado em uma poltrona, analisando as pegadas do chão e olhando para o teto, quando não aguentei mais o tédio e comecei a fuçar as coisas ali, no banco. Não achei muita coisa, além de uma pá e alguns panos cheios de terra — provavelmente o motivo do barro dentro do banco — e comecei a brincar com a pá.

Após alguns segundos, comecei a ouvir alguns barulhos estranhos, como de alguma coisa devorando outra coisa, além do cheiro horrível que vinha da ala dos funcionários, me deixando com náusea. Resolvi checar lá dentro, e abri a porta.

– Eww, quem morreu? — disse em voz baixa, analisando as prateleiras, sem me dar conta de que estava ridiculamente certo.

Olhei para baixo e o chão estava lavado de sangue, como se alguém tivesse sido arrastado por metros, e alguns passos depois, comecei a observar uma forma humana, com as roupas completamente rasgadas e com sinais de luta e arranhão no braço direito, quando percebi que a coisa já estava com sua face cheia de sangue e olhos negros de olho em mim. A coisa então pulou na minha frente e eu não hesitei — dei uma pazada na cara do monstro que caiu no chão e ficou se contorcendo, agonizando, com os dentes á mostra. Pulei para fora da sala, pegando a chave que ficara do lado interno da porta e tranquei ela ligeiramente.

Me arrastei para fora do banco, tentando achar meu tio, mas sem enxergá-lo. Não demorou muito para que eu entrasse em total desespero, tentando entender a situação em que eu havia me metido e a possibilidade de Tio Jam estar morto, quando notei que havia feito muito barulho e um monte daquelas coisas estavam vindo me pegar.

Virei para o outro lado, corri muito, dobrei a esquina — tudo isso sendo perseguido por aquelas coisas, que na verdade eram muito rápidos — e entrei em um beco, que dava acesso á uma floresta de pinheirais. As árvores eram muito separadas, e meu único obstáculo natural eram as milhares de folhas secas do outono que estavam pelo chão, atrapalhando a minha corrida.

Tentando escapar da floresta e acelerando o passo da corrida, me encontrei surpreendido: Um grande vuuuuuuuuuupt foi ouvido de algum lugar não muito longe, minha visão ficou turva, comecei a ver tudo em preto e branco e antes de desmaiar no chão pude notar a flecha que havia sido atirada precisamente em meu joelho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.