As estrelas caem: o rei e o caçador
2 Peregrinos
E o empo passa,os futuros reis crescem aos cuidados de Yllana que ainda segue as instruções de Zasalem, juntos ambos os irmãos crescem aprendendo Latim, matemática, Táticas comerciais e de guerra, Os costumes de Zasal e de oputros reinos, Geografia e Historia. Os jovens príncipes bivitelinos Davi e Danael sabem que com o chegar de sua maioridade, é chegada também a época da "peregrinação Crancontinental".
Criada por Martyn em sua época de glória, a peregrinação consiste na viagem dos futuros reis de Zasal à cabana do sábio Erin, e à todos os reinos do Grande continente afim de conhecer seus soberanos e estreitar relações comerciais e políticas.
E o dia enfim se aproxima, como de traje brasões de peregrinação foram forjados uma a um, como sinal da viagem dos reis. O astro rei se ergue do inexplorado e bárbaro leste e banha as vastas terras do continente com a luz dourada, banha também a pele do único Zasalense desperto até aquele momento, Danael, de pele morena e cabelos negros, que havia virado a noite para preparar a viagem, ouro, suprimentos, armas brancas e pólvora.
Quando o frio da madrugada é substituído pelo calor do amanhecer, quando Davi surge silenciosamente dos portões do estábulo e surpreende seu irmão.
– Danael, quando acordaste?
Danael se dirige a Davi como se esse fosse seu irmão mais novo.
– Lhe diria se eu houvesse dormido. Estou bastante ansioso, já saímos do reino sem guardas antes, mas sinto que será bem diferente agora.
– E com rasão irmão., sairemos príncipes e, ao retornar governaremos unidos.
– Assim espero.
–Entre agora, vamos tomar o café da manhá e partiremos após um farto repasto.
E como previsto por Davi, ambos partem em sua carruagem após o almoço, deixando Yllana e o reino de Zasal desaparecerem no horizonte.
Obrigatoriamente, a primeira parada em sua peregrinação é a Cabana do sábio Erin, localizada na distante serra dragônica, mas após dois dias de viagem, a fome os força a alterar sua rota para uma taverna próxima.
O odor de bebida e cinzas é forte, porém quebrado facilmente pelo delicioso aroma da carne feita em pedra e temperada com especiárias raras, trazidas de uma expedição ao selvagem leste. Sentaram se então e, em pouco tempo já estavam forrando seus estômagos. Davi olha fixamente para um senhor debruçado sobre o balcão. O homem joga três coroas de prata sobre a madeira porosa do balcão e a bela atendente lhe entregava uma taça cheia de vinho, ele a tomava em um gole e repetia o processo até que finalmente se embriagou o suficientepara, olhando fixamente para os reis subir em uma mesa próxima, erguer sua taça e gritar.
–Amigos, um dia novo, merece um brinde novo, em meu passado já fui pobre e me tornei rico, hoje sou rico e vou me tornar pobre, tudo por medo do amanhã.
Ignorando o fato os reis partem rumo a seu destino. A viagem porém, para o topo das montanhas, só poderia ser feita a pé, forçando os reis a deixarem seus animais para trás e seguirem a perigosa travessia. A estrada, mesmo que íngreme, facilitava o percurso, e, apesar de se sentirem vigiados Davi e Danael se sentem confortados, enquanto caminham pela mata que cobre as montanhas. Era como se os animais não quisessem atacar, os dragões que rondavam a serra próximos ao firmamento não desejassem mergulhar para pegar as duas presas fáceis que eram os irmãos. Presa com suas cordas de papiro, as tábuas da ponte estavam encobertas com uma fina camada de gelo. Davi dá os primeiros passos procurando firmar o máximo possível seus pés, seguido por Danael que tenta fazer o mesmo. Ainda em seu quinto passo Danael escorrega e arrasta Davi até a outra borda da ponte.
A cabana do sábio Erin se situa À borda do penhasco mais íngreme da montanha, a cabana é pequena e a madeira que a compõe é bolorenta, ao adentrar Davi e Danael se deparam com um senhor de idade, seus cabelos grisalhos cobrem totalmente seu rosto, antes que Danael ou Davi pudessem tomar a palavra o sábio murmura para as paredes.
– Drynuk quer o que quer. Por que me torturam assim?.
O sábio fica mudo e se volta para Danael .
– Cuidado meu rei, o passado costuma assombrar mais que o futuro, o Exército divino vigia seus passos.
–Está falando das estrelas?
–Sim estou, Grandes planos elas reservam para um de vocês ou reservaram.
–Reservaram? — A curiosidade de Danael é atiçada.
– Estou amaldiçoado por ter tentado alterar o curso do destino.
– E por que rasão você faria isso?
– Os sinais apontavam para o fim do mundo. Avisei a seu pai sobre seu destino
Davi tenta impedir que Erin falasse sobre Zasalem, assunto que atrai o ódio de Danael, tomando a palavra para si.
– Nosso Destino?
– Sim meu príncipe, você e seu irmão estão destinados a uma batalha pelo destino de nosso mundo.
–Impossível, ambos governaremos, Danael e eu.
– Ambos tem o direito.
– Nosso pai -Danael toma a palavra — Você o conheceu?
– Sim, conheci-o em sua ultima noite como rei. Eu não poderia ter dito seu destino.
– E por isso você foi torturado, por um coverde com medo de seus próprios filhos. Então me escute velho tolo, ambos governaremos lado a lado pois não somos escravos das amarras do destino.
– Tudo bem jovem rei dos caídos, o unico atado ao tempo sou eu. Se pensas que pode modificar seu destino, siga em frente. Mas seu ódio o desviará da verdade.
Danael segue até a porta, e com ódio em sua voz diz.
– Guarde minhas palavras, ancião. Algumas vezes reis poderosos devem sentir o ódio.
Davi e Danael atravessam a porta, e, após sairem Erin diz a si mesmo.
– Isso tinha de ser dito, me perdoe Danael, mas não se arrependa de suas palavras depois.
Davi e Danael se dirigem agora para o reino Landrino, ao sul,aonde a rainha Artelas governa
***
Assentada em sua cedeira branca, sob a sombra de um carvalho, ela aguarda seu irmão. A fresca brisa de seu novo lar, sem dúvidas é muito mais agradável que os quentes ventos de Ulysses. Cacieri deveria retornar logo de sua caçada.
Ela ajeita seus cabelos louro-avermelhados que irritavam seus olhos claros e se levanta. Seu rosto sardento esboça um sorriso infantil ao avistar Cacieri com a caça.
Seu sorriso logo se desfaz ao avistar em uma de suas mãos, uma flecha dourada. Cacieri compreende a sua irmã e, colocando sua mão sobre o ombro dela diz suavemente.
–Guillena, Vamos acampar?
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